A Simples Escolha

8 Capítulo 8 - Romeu e Julieta, um clássico.


Notas iniciais
ESSE CAPÍTULO É INTEIRAMENTE DEDICADO A Brunna LINDA, QUE ME MANDOU UMA RECOMENDAÇÃO PEEEEEEEEEEEERFEITA. Porque vocês leitoras não fazem que nem ela? Pela RECOMENDAÇÃO da diva, eu fiz um capítulo GIGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANTE. E creio que isso capaz de não repetir. Boa leitora minhas lindas s2 E se encontramos nas notas finais.

(...)

A lua já estava posta no céu em seu devido lugar. As estrelas em seu lado davam um ar de graça, para uma noite tão calma. Os lampiões estavam já acesos e as ruelas de Londres, não estavam medonhas como costumavam ficar quando a noite caía. O Silêncio de um sábado pouco agitado como hoje, fazia com que todos os moradores ficassem em suas casas lendo, conversando com sua família, bordando ou tirando um breve cochilo.

Eu, portanto, poderia dizer que era a única garota que estava debruçada na sacada de meu quarto, olhando para a cidade silenciosa a minha frente. Eu gostava de ficar aqui de noite, gostava de pensar sobre minha vida e meus afazeres diários. Mas nesse momento em minha mente, não se encontrava nenhum vestígio de pensamentos. Eu só estava apenas por uma única vez, tentando deixar minha mente livre de qualquer perturbação. Eu só queria que o tempo passasse mais rápido.

Fechei os olhos, fazendo com que minha mente ficasse vazia de qualquer lembrança. Sorri quando senti um vento gelado bater em meu rosto e o mesmo fazer com que minha camisola branca que ganhara de papai em uma de suas viagens, dançasse com o vento. Deixei meus braços retos como se fosse dar um abraço em alguém e fiquei na ponta de meus pés. Pude sentir um leve frio na barriga que foi cortado quando alguém abriu a porta de meu quarto.

No mesmo momento abri meus olhos, desci colocando meu pé inteiro de volta no chão, deixei meus braços o mais normal possível e me virei para ver quem estava interrompendo o meu momento.

Filha, te interrompi em algo? perguntou meu pai calmamente, fazendo com que eu desse um sorriso ao sentir sua voz em meus ouvidos.

Não meu querido pai. Tu não me interromperas em nada. comecei a andar em direção a minha cama. Eu estava apenas olhando a cidade. Ela está calma, o senhor não achas? disse me sentando na cama e sorrindo.

Papai estava com o mesmo terno do almoço. Com certeza depois que Felippe fora embora com seu filho, papai deve ter ido negociar algo na cidade sozinho e só voltara agora, pois seu rosto estava com um ar cansativo.

Sim Annie. Hoje a cidade está muito calma. Acho que deve ser porque seu querido pai chegara. papai se aproximou de mim, sentando da beirada de minha cama.

Franzi o cenho ainda o encarando.

Por quê? Os moradores têm medo de ti? perguntei me arrumando na cama e olhando para a cômoda ao meu lado.

Sorri. O papel da letra de música de Justin, ainda estava no mesmo lugar. Hoje depois que Chaz fora embora, eu desci até a sala de música, terminei a letra e a ajustei ao som de piano. Acho que Justin irá gostar da sua canção modificada. Agora era só esperar o ver e tocar para o mesmo, sua música pronta.

Não Annie, fora só uma expressão. disse meu pai tirando de meus pensamentos. Então, me contas o que ocorreu em tua vida enquanto eu estivera ausente.

O encarei e sorri.

Nada demais. disse delicadamente. Eu estou indo bem em todas as aulas, minhas notas aumentaram, comecei a aula de piano. Acho que mamãe já tenha dito tudo isso para o senhor, não? perguntei sorrindo de lado.

Sim, ela já disse tudo isso para mim. Mas eu queria saber se tem algo a mais... Tem algo a mais, não tem? perguntou papai desconfiado de algo. Há algo que papai saiba que eu não tenho idéia do que seja?

Algo a mais? Acho que o senhor está enganado. disse franzindo o cenho. Será que Jullie contara algo para meu pai? Mas o que será? Eu não escondo nada para ele. Tudo o que acontecera antes, eu escrevera para meu pai nas cartas. Não há nada que acontecera agora que ele não saiba.

Não. Eu só gostaria de saber se tinha algo a mais. papai disse mudando seu tom de voz de desconfiado, para amigo.

Respirei fundo.

Não, não tem algo a mais. O senhor sabe que eu sempre conto tudo para ti. E eu não vejo o porquê de omitir algo, ainda mais para o senhor, pai. disse medindo as palavras calmamente.

Tudo bem Annie, me desculpe. disse meu pai abrindo seus braços para mim. O abracei forte. É que eu pensava que tu tivesses algum menino em mente, sabe? Tu és linda, tenho certeza que vários moços a querem. papai disse parando o abraço e me olhando profundamente.

Corei. Meu pai nunca conversara sobre isso comigo.

Pai... disse olhando para o chão. Não tem nenhum moço que me queira.

Nem mesmo Chaz, Annie? disse papai dando um sorriso largo.

Provavelmente esse assunto que meu pai começara sobre eu estar escondendo algo, tinha relação à Chaz. Com certeza papai não sabia chegar em mim para falar de Chaz, então ele inventou todo esse ocorrido para chegar ao assunto delicado. Meu casamento.

Pai, tu tens certeza que Chaz quer algo comigo? perguntei engolindo em seco. Estava com medo de sua resposta.

É claro que sim, filha. disse papai com um tom de voz de felicidade, embora ele quisesse o esconder. Eu conversei com Chaz antes mesmo de comentar sobre o assunto de seu casamento, com Felippe. Quando eu disse a Chaz que era contigo que ele poderia se casar, o mesmo não pensou duas vezes e aceitou. papai sorriu. Como tu podes achar que nenhum menino te queira?

Eu ainda estava raciocinando o que papai tinha acabado de dizer para mim. Chaz aceitou casar comigo só de saber quem eu sou? Será que ele não se enganou em relação a minha pessoa?

Pai, tu não achas que a mamãe deveria tratar esse assunto comigo de vez o senhor? disse com minha voz tremula. Falar do assunto de meu casamento para meu pai, me deixava desconfortável.

Me desculpe Annie. Eu só queria dizer para ti que depois do casamento de sua irmã, vai ser o seu. Então tu tens que estar preparada. disse meu pai se levantando de minha cama e caminhando lentamente para a porta de meu quarto. Será que ele se sentiu ofendido por o que eu tivera dito a ele?

Eu não queria que o senhor ficasse triste pelo...

Eu não estou triste. Eu acho certo o que tu tenhas dito. papai sorriu tristemente. Sim, eu o deixara triste. Mas eu não me sentia bem em conversar isso com meu pai. Embora eu fosse a filha querida do mesmo, eu me sentia vergonhosa de tratar desses assuntos com ele.

Me desculpe pai. disse tristemente olhando para o chão. Não gostava nenhum pouco em deixar meu pai assim, eu me sentia severamente culpada.

Não precisa pedir desculpas, tu não fizeste nada minha querida filha. disse papai caminhando de volta a minha direção e depositando um beijo calmo e tranqüilo em minha testa. Amanhã eu irei sair para resolver uns assuntos importantes em relação ao casamento de sua irmã. Tua mãe e Jullie irão comigo, então tu poderias ficar aqui em casa com Maddie e seu irmão? disse olhando em meus olhos, podia sentir um pouco de preocupação em seu olhar.

Assenti com a cabeça e sorri.

Claro pai. Eu ficarei aqui em casa.

Então tudo certo. Obrigado por tudo, minha Annie. disse se afastando aos poucos de mim. Boa noite, dorme bem e sonha com os anjinhos. disse papai colocando a mão na maçaneta da porta e a encostando, deixando-a entreaberta.

Amém. disse deitando em minha cama e me arrumando na mesma.

Olhei para a porta e papai não estava mais lá. Amanhã com certeza será um dia longo.

(...)

Desci as escadas rapidamente, enquanto Maddie chamava por meu nome. Meu vestidinho branco e rosa, com rendas holandesas que vovó tivera feito para mim, estava dançando no ar por causa da velocidade que descia as escadas. Meu sapatinho rosa fazia um pequeno som, sendo quase imperceptível à voz de Maddie.

Estou indo Maddie, calma! disse ofegante enquanto a procurava pela casa.

Hoje de manhã, acordei no mesmo horário de sempre. Papai, mamãe e Jullie, não estavam mais em casa. John não era diferente, tivera saído mais cedo de casa, para ver sua amada novamente. Vovó estava provavelmente bordando em seu quarto, enquanto ouvia alguma música clássica em sua vitrola. E da mansão que morávamos, estávamos somente eu e Maddie.

Depois que acordei, Maddie ajudou-me a me vestir e tomei meu belo café da manhã. Não foi preciso ser dito que Phill, o jardineiro, não havia chegado, pois logo percebi que minhas queridas flores estavam extremamente necessitadas de água. As cuidei como de costume, pois quando Phill não vinha trabalhar por conta de sua filha Carly ter problemas psiquiátricos e sua mulher ser falecida, eu sempre as cuidava.

Até esse momento, Maddie ainda não tivera dito meu nome em voz alta. Mas agora que eu dera uma subida rápida para meu quarto, Maddie começou a chamar meu nome escandalosamente. Com certeza eu tivera feito algo de errado, ou simplesmente Maddie está ficando com vários problemas, por conta de sua velhice.

Continuei a procurar em todos os cômodos e a encontrei no jardim, olhando para um lindo vaso branco de chão, cheio de tulipas vermelhas.

— Tu estás ai Maddie. Que susto que me deras! disse chegando ao seu lado rapidamente e olhando fixamente para o mesmo vaso que Maddie não tirava o olhar. O que aconteceu?

Senti que por um breve momento Maddie ficara sem ar, mas depois ela respirou fundo e olhou para mim com um pequeno sorriso nos lábios.

Olhe para o vaso Annie, atentamente. ela disse voltando seu olhar para o vaso. Franzi meu cenho, comecei a olhar a circunferência do vaso e a procurar qualquer tipo de vestígio que deixara Maddie apavorada. Ainda não achou? continuou a dizer com um sorriso maior em seu rosto.

Neguei com a cabeça e olhei em seus olhos azuis, que estavam penetrantes em meu rosto.

Tem algo que eu fiz de errado Maddie? falei engolindo saliva a seco.

Maddie soltou uma risada fraca pelo nariz e negou com a cabeça.

Não foi por isso que te chamei aqui Annie. ela disse voltando o olhar para o vaso. Lembra quando as tulipas estavam com botões? Tu disseste que no meio delas havia um lindo ninho de beija-flor. Maddie sorriu e voltou ao seu estado normal. Então... Olhe para o lugar do ninho.

Soltei todo o ar que estava em meus pulmões e sorri. Pensava a todo esse momento que Maddie estava brava comigo por algo que eu havia ou não feito, mas eu estava completamente enganada. Maddie me chamou para ver o ninho de beija-flor, o mesmo que estava com um filhote com a boquinha aberta esperando sua mamãe chegar. Aquilo sim era a cena mais linda que vira em minha vida.

Ele nasceu! disse colocando a mão em minha boca e soltando uma risada pelo nariz. Que lindo Maddie! disse olhando para Maddie.

Lindo, não? ela disse olhando para mim.

Sim...

— Senhorita Annie. Tem uma pessoa querendo falar contigo lá no portão. Gostaria que eu avisasse que tu estás ocupada, ou...? Fui interrompida por Alan, o segurança de minha casa que papai contratara para vigiar ladrões que rondavam o bairro.

Não, eu vou falar com ela. disse desviando meu olhar de Maddie para Alan. Quem seria essa pessoa? perguntei arrumando meu cabelo. Não estava esperando ninguém, só se fosse meu irmão. Será que John esqueceu algo ou ele queria a minha ajuda?

Ela não me disse seu nome... Quer que pergunte? disse Alan calmamente.

Não precise. Eu irei... disse sorrindo. Maddie, tu me esperas?

Annie, pode ir lá. Deve ser algo importante... disse Maddie colocando sua mão quente em meu rosto. — Eu vou ficar aqui, quer dizer, eu irei subir para o quarto de sua avó. Ela me pedira mais cedo ajuda para terminar seu vestido, para o casamento de Jullie. continuou a falar. Quando terminar de falar com a pessoa que te espera, sobe para o quarto de sua avó. Precisamos tirar suas medidas...

Assenti com a cabeça e dei um largo sorriso.

Tudo bem, eu subirei. disse andando para dentro de casa. Me espere! falei mais alto que o necessário.

Continuei a andar, estava agora seguindo Alan até o portão frontal de casa. Meu vestidinho que vinha até o joelho estava agora esvoaçante, o clima de Londres estava mudando de quente para frio e o vento gelado estava começando a chegar.

Enquanto caminhava, fiquei pensando quem seria a pessoa que estava me esperando para conversar comigo algo importante. Não estava esperando nenhuma visita, muito menos alguém para conversar algo importante com a minha pessoa. Mas logo isso mudou, quando eu avistei no portão de casa um menino um pouco mais alto que eu, bem vestido, com um cabelo dourado e brilhante por causa do fraco sol que estava sendo encoberto pelas nuvens, e um sorriso perfeito. O sorriso que sempre me faz sorrir. Sorri com meus pensamentos.

Olá senhor Bieber. O que fazes aqui? disse chegando perto de Justin e fazendo-o se assustar. Ele estava disperso com o jardim de minha casa.

Soltei uma risada quando Justin olhou assustado para mim.

Te assustaste? disse sorrindo.

Não senhorita Thompson. disse Justin debochado. Eu vim aqui te entregar o livro que esqueceste ontem na praça. Justin entregou o exemplar de Romeu e Julieta para mim. Eu tinha esquecido completamente de meu livro. Como não pude sentir a falta dele? Acho que meus pensamentos estão sendo muito tumultuados ultimamente e esquecera completamente de meu livro. Romeu e Julieta. Gosta de romances Annie? disse indignado.

Peguei o livro de sua mão delicadamente e abracei meu livro.

Romeu e Julieta é um clássico Justin. Quem não gosta?

É um clássico. Mas não gosto de romances. disse Justin. Eu acho que amor verdadeiro não existe. E quem acredita nisso, é porque acredita em contos de fadas.

Eu acredito em amor verdadeiro. disse magoada. Mas isso não quer dizer que acredito em contos de fadas. o olhei fixamente. Com certeza tu nunca amaste ninguém na vida para saber que amor verdadeiro existe. Então não julga as pessoas por causa disso.

Justin ficou por um momento olhando fixamente em meus olhos, me causando certo arrepio. Mas logo quebrou o clima dando uma gostosa gargalhada. Franzi o cenho, irritada. Ele estava rindo de mim?

Que aconteceste? Não tem graça alguma Justin.

Tu tinhas que ver sua expressão. Fora muito engraçado Annie. disse parando de rir. Ficara brava?

O fuzilei com os olhos.

Não, imagina. disse com ironia e dei meu melhor sorriso cínico. Mas, obrigada por trazer meu livro. disse séria.

Foi por nada Annie. disse Justin dando um sorriso perfeito. Agora eu terei que ir, para a sua infelicidade. Então Annie, até mais. E... Continue a ler o seu romance, ele é muito bom! Romeu sabe o que faz para conquistar sua Julieta. Ele é o cara!. Justin disse a última frase com um tom cínico e fazendo um gesto como se estivesse clamando o livro. Ele fora perfeitamente falso, mas conseguira tirar uma risada de mim.

Não queres ficar Justin? Eu preciso te mostrar tua música pronta. disse ainda abraçada a meu livro, girando meu corpo de um lado para o outro, fazendo com que meu vestido seguisse meus movimentos.

Acho que não vai dar...

Por favor, Justin. disse o interrompendo. Não tem ninguém em casa. Só Maddie e vovó, mas elas estão lá em cima bordando. disse sorrindo de lado. Vai... Fique.

Não queria aceitar um não como resposta de Justin. Aliás, hoje provavelmente seria um dos meus poucos dias que ficarei sozinha em casa. Porque daqui em diante, vai ter os preparativos finais do casamento de Jullie e o próximo será o meu casamento. Quem me dera poder voltar no tempo.

Pude notar que o olhar de Justin deu um brilho discreto, mas que depois apagou em um piscar de olhos. Será que ele diria não? Por quê? Será que ele sabe de meu casamento ou tem algo que ele saiba a mais?

Notas finais
Vocês acham que o Justin vai ir pra casa dela? E o que será que vai acontecer? Qual será o segredo que Justin esconde tanto? Teeeeeeeeem muitas coisas que vão acontecer e que vocês não tem a mínima ideia, sério u_u UAHUAHUAHUAHUHAA
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LIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINDAS, POSSO PEDIR UMA COISINHA? EU SÓ VOU POSTAR NOVAMENTE QUANDO EU TIVER MAIS 7 REVIEWS, SE NÃO, NÃO POSTO. Verdade. Porque poxa, eu sei que as minhas lindas leitoras que sempre acompanham não merecem isso. Mas olha a minha situação, é complicado pra mim postar e eu faço de tudo e só recebo 4 reviews? Eu tenho um monte de leitoras e só recebo isso? NÃAAAAAAAAAAO. ENTÃO EU POSTO SÓ QUANDO TIVER MAIS 7 REVIEWS. E se não tiver, posso demorar meses que não posto. /Estoubravaq
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Obrigada minhas lindas s2
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.