A Simples Escolha
6 Capítulo 6 - Prazer em revê-la.
Notas iniciais
Sorri para que ele não percebesse que estava tremula. Desde que tive o prazer de conhecer Justin aquele dia na aula de piano, tive umas sensações estranhas. Quando penso nele, começo a sorrir sozinha. Quando ouço sua voz, meu coração palpita fortemente. Sua bela fisionomia fazia com que... Tem grande necessidade em dizer?
- Sim, eu ouvi senhor Bieber. – disse levantando meu vestido rosa-claro que ganhara da minha avó materna de aniversário o ano passado, para que não sujasse quando me sentasse no chão verde por causa da grama vasta.
Sentei ao lado de Justin que me encarou e sorriu.
- Pode me chamar de Justin, senhorita Thompson. E... Essa música ainda não está pronta, falta alguns ajustes simples. Mas logo irei de terminá-la. – Justin disse colocando ao lado direito seu violão e voltando seu olhar para frente.
Segui o olhar de Justin e pude ver o quanto bonito e magnífico era a visão que o mesmo tinha de seu local. Lago de Hungi, o mais bonito e maior lago de toda Londres. Patinhos brancos, cisnes e flamingos davam vida ao lago. Sorri ao perceber que esse lugar secreto de Justin era parecido com o meu. Nós podíamos olhar todos a nossa volta, mas os menos não nos viam.
- A melodia é linda Justin. – disse olhando agora seu perfil.
Algum momento atrás, poderia dizer que nunca tivera sorte na vida em relação a garotos. Poderia dizer que nunca ficara tão próxima assim a um menino lindo, ignorando John que era meu irmão e Chaz, que fazia tempo que não o via. Mas agora nesse exato momento, eu poderia dizer e gritar ao mundo que eu era a garota mais sortuda do universo, pois estava ao lado de Justin.
Pode parecer bobagem, mas ele era incrivelmente belo. Sua pele clara como a minha, seus lábios rosados sendo lubrificados a cada minuto, seus olhos cor de mel magnífico, seu sorriso perfeito faziam com que meus pensamentos simples, se tornassem um pouco pertubante. Eu estava querendo saber como era o gosto dos lábios de Justin nos meus. Queria sentir se eles eram macios como aparentavam ser. Queria o beijar, como sempre via Jullie beijar seu noivo. Queria pelo menos uma vez sorrir ao final de um beijo, com Justin.
- Obrigado senhorita Thompson. – disse Justin me tirando de meus devaneios.
- Annie, por favor. E Justin... Se tu quiseres, posso te ajudar a terminar tua música. – disse voltando meu olhar para frente.
- Annie, obrigado mais uma vez. Mas acho que se eu aceitasse tua ajuda, estaria sendo um pouco possesso, não acha? Nem a conheço direito e vou aceitar tua ajuda... – Justin disse com uma voz rouca e sexy voltando a me encarar. Sorri.
- Justin, eu me sentiria honrada em te ajudar. E por favor, aceite-a. Eu vou terminá-la para ti e... Quem sabe a mudar para um som de piano? — o encarei.
- Acho uma ótima idéia mudar para um som de piano. – Justin disse sorrindo. – O que achas de um dueto?
- Não tenho uma voz boa. Eu prefiro tocar e tu cantares. Acho que ficará mais belo. – disse sorrindo.
- Tudo bem. Tu tocas e eu canto. – disse Justin sorridente — Perfeito Annie!
Posso dizer que ficamos conversando por ali no mesmo local, por horas. O assunto nunca acabava e a cada vez que o mesmo tentava sumir, Justin ou eu simplesmente começava outro. Não conhecia Justin muito bem, apenas só tinha o visto na aula de música e trocado algumas palavras pouco significativas, mas agora eu tinha a certeza de que quando saísse daqui, a nossa amizade estaria mais forte.
Em nossas conversas, Justin me contou a história de sua família. Ele era filho único, seu pai morrera de peste negra quando nasceste e sua mãe dedicou a sua vida para cuidar de seu filho e de seu sonho, ser uma concertista. Pattie realmente conseguiu realizar seu sonho, mas Justin disse que não fora tão fácil quanto parecesse.
Eu por outro lado, contei sobre a minha família também. Disse que meu pai era um homem de trabalho e que eu era a filha querida do mesmo. Contei sobre o casamento de minha irmã que logo acontecerá e sobre o amor proibido de John. Pedi para Justin guardar segredo e ele correspondeu o meu pedido. Ninguém poderia saber sobre o amor proibido de meu irmão além de minha mãe, eu, Jullie, Maddie e agora Justin.
Justin me contou como era morar em Paris, como as pessoas eram e o clima. Embora meu pai já tenha viajado para lá com minha mãe, eu e nenhum dos meus irmãos tivemos esse mesmo privilegio. Queria conhecer Paris, dizem que é uma cidade maravilhosa.
- Justin, tu estas me dizendo que as garotas de Paris davam em cima de ti? – perguntei quando Justin jogou na minha cara que ele tinha saído com várias garotas de Paris que davam mole para ele.
- Por quê? Tu achas que elas deveriam-me pedrejar? – disse Justin indefeso. – Não Annie, elas me acharam lindo. Mas pensando bem... Eu sou, não? – deu um sorriso todo convincente.
Comecei a rir. Não conseguia realmente parar. Ver Justin sendo convincente desse jeito era muito engraçado. A expressão de Justin mudou de convincente para preocupado e o olhar do mesmo era de reprovação.
- Para Annie, não é engraçado assim. – disse se arrumando. – Não estou contando para ti mentiras, é a verdade.
Segurei minha risada. Percebi que Justin estava se sentindo desconfortável comigo rindo daquele jeito. Minha respiração estava ofegante, meus pulmões estavam dilatando a cada momento que enchia o mesmo de ar puro. Encarei Justin agora séria.
- Me desculpe Justin, não queria rir. Mas é que o seu tom de convencimento fora muito engraçado. – disse olhando profundamente em seus olhos brilhantes. – Prometo não dar mais risada assim. Minha barriga está doendo! – disse sorrindo logo ao final.
Justin sorriu de lado.
- Tudo bem. Tuas desculpas foram aceitas.
- Obrigada Justin. E para a sua informação... Tenho certeza de que as moças belas e vangloriadas de Paris jogavam seu charme para cima de ti. – disse sorrindo abertamente. – Aliás...
Fora interrompida por uma voz ao longe, chamando pelo meu nome.
- Annie, onde tu estás? – a voz estava em um tom de preocupação intensa. No começo pensava que tudo o que estava acontecendo fora um sonho, mas pelo visto não era. Maddie estava agora me procurando, isso quer dizer que meu tempo de conversar com Justin estavam chegando ao término.
- Estou aqui Maddie. – disse desviando meu olhar os olhos de Justin e me levantando rapidamente. Passei minhas mãos suavemente pelo meu vestido, tirando qualquer vestígio de que eu estava sentada nessa grama imunda, como Maddie a chamava.
- Ainda bem que te achei mocinha. Porque sumira desse jeito? Quer me matar do coração? – disse Maddie vindo em minha direção e passando suas mãos pelo meu rosto, se certificando de que eu estava viva. – Tua irmã me disse que era para tu voltar à uma hora atrás. Desde então eu estava te procurando por essa praça.
- Estás tudo bem Maddie. Eu estou viva! – disse dando uma risada no final. Olhei para Justin que agora estava com seu violão no colo, afinando as cordas e sorri involuntariamente. – Esse é meu amigo. – disse apontando para Justin.
- Olá senhor Justin Bieber. – disse Maddie o cumprimentando de forma sutil.
Como Maddie sabia o nome de Justin? Eu nunca dissera para ela. Só se talvez Jullie tivesse contado ou provavelmente ela o vira saindo da sala de música e Pattie o apresentara. Estranho, realmente estranho.
- Olá. – Justin disse respondendo com um meio sorriso e voltando sua atenção para o violão.
- Então Annie, tu precisas voltar o mais rápido possível para tua casa. Tens uma surpresa! – disse Maddie voltando seu olhar para mim. – Seu pai acabara de chegar de viagem. – sorriu.
Parei de respirar. Comecei a sorrir abertamente. Meu pai que estava viajando por um mês voltara hoje de viagem e ninguém me avisara sobre isso? Se eu soubesse, teria voltado para casa no primeiro momento que colocara os pés nessa praça. Estava com saudades do meu querido pai. Desde que ele fora viajar, só soube notícias do mesmo por cartas que mamãe escrevia para ele e o mesmo respondia. Mas agora eu poderia abraçá-lo e matar essas saudades do meu velho.
- Tens certeza disso?- perguntei ainda sorrindo. Sabia que Maddie não mentia para mim. Mas só queria confirmar o que ela dissera antes.
- Claro que sim Annie. Por isso temos que ir logo. – disse Maddie pegando minha mão e logo senti que meus pés andavam involuntariamente.
- Calma. – disse como um sussurro. Virei-me para Justin e falei alto. – Justin, eu tenho que ir... Mas pode deixar que não me esquecerei da canção. – disse mostrando o pedaço de papel em minha mão livre que continha a letra da música.
Justin sorriu e assentiu com a cabeça.
- Até mais. – Justin disse.
- Até... – sussurrei para mim mesma voltando aos poucos a prestar atenção em meus passos.
(...)
Meu coração palpitava fortemente enquanto vagarosamente eu entrava no Hall da minha casa e Maddie fechava a porta atrás de mim. Comecei a andar, um passo de cada vez. Minha respiração ficava mais forte quanto mais me aproximava da sala de estar onde ouvia vozes conversando. Concentrei-me em tentar descobrir cada voz que estava sendo ecoada para meus ouvidos, antes mesmo de ver quem era o dono da mesma. Primeira voz que ouvi fora a de minha mãe, depois a de Jullie, John e finalmente a de meu pai. Sua voz continuava a mesma de quando contava histórias para mim antes de dormir. Fora por isso que me apaixonei em ler.
Sorri e comecei a acelerar meus passos, tentando chegar o mais rápido possível perto de meu pai e dar aquele abraço que estava sentindo falta. Mas de repente parei de andar, meus pés não se moviam e minha caixa torácica também não. Percebi que algo estava estranho e realmente não era coisa da minha imaginação fértil. Duas vozes que eu não conhecia ou não lembrava, estava também fazendo parte das vozes da sala. Engoli em seco, será que era a voz de quem estava me fazendo ficar inquieta nesses últimos dias?
Meus pensamentos foram interrompidos quando Maddie me deu um leve empurrão dizendo para eu seguir em frente, fazendo com que meu corpo fosse projetado para frente e que me desequilibrasse um pouco, quase levando um tombo no tapete carmim que minha mãe ganhara de herança da sua bisavó.
- Maddie, eu não consigo! – disse a encarando.
- Claro que consegue Annie. Tenho certeza. – disse arrumando meu cabelo e sorrindo de leve para mim.
Retribui o sorriso e fechei os olhos respirando fundo.
- O que eu faço? – disse depois de um tempo, abrindo meus olhos vagarosamente.
- Faz o que seu coração mandar. E aja normalmente. – ela disse depositando um beijo em minha testa – Boa sorte.
Respirei fundo novamente e virei-me para frente. Antes que eu pudesse me movimentar, senti um papel em minha mão direita e lembrei-me da música de Justin.
- Maddie, poderias guardar para mim? É importante e de valor. — disse dando para ela um papel amarelado com linhas azul, todo dobrado.
- Claro que sim! Deixarei em cima da sua cômoda. – ela disse pegando o papel de minha mão. – Agora Annie, vá!
Sorri e comecei a me dirigir para a sala de estar. Senti Maddie me acompanhar. Quando apareci na sala, o silêncio retumbou em meus ouvidos. A única pessoa que via era meu pai em minha direção, meu coração pulou um batimento e abri um sorriso quando meu velho abriu os braços para mim.
- Minha Annie, que saudades de ti!- papai disse quando o abracei forte.
- Estava também com saudades do senhor.
Abraçada ao meu pai, fechei os olhos e respirei fundo. Inalei todo o cheiro de charuto de canela que estava no seu terno francês. Sorri me soltando de meu pai e encarando o mesmo.
- Minha filha, tu se lembras de Felippe? – disse meu pai pegando minha mão e direcionando sua cabeça para um homem alto e magro, vestindo um terno preto e sorrindo abertamente para mim.
— Claro que me lembro pai. – disse sorrindo de lado.
- Então, tu se lembras do filho dele, não? – papai disse com uma voz rouca.
Como não me lembraria de Chaz? O menino por quem sou apaixonada?
- Lembro-me sim. – disse encarando o rapaz ao lado de Felippe. Sim, Chaz continuava com sua beleza. Mas agora de vez ser o garotinho de cabelos castanhos jogado levemente para o lado, era um moço alto, magro e de cabelos castanho um pouco mais curto jogado levemente para o lado. Sorri com meus pensamentos.
- Ola senhorita Thompson. – disse Chaz se aproximando de mim. Fiquei no mesmo instante paralisada. Chaz, o menino mais lindo e perfeito de toda Londres estava a poucos metros de mim. Senti um frio na barriga quando o mesmo pegou a minha mão e a beijou. – Prazer em revê-la. – disse como um sussurro dando seu melhor sorriso de lado.
Chaz sabia deixar uma menina louca.
Notas finais
Lindas, olhas o que me aconteceu para demorar pra postar. Eu tinha escrito o capítulo e estava pronto faz tempo. Mas eu não tinha salvo no not, porque eu deixo o word aberto pra sempre que abro o not, o texto está lá lindo para eu escrever. Ai, deu uma chuva e meu pai tirou ele do fio. O que aconteceu? Eu peeeeeerdi ): Que merda, sério. Masssss, eu escrevi e ele ficou maior UAHUAHUAHAHUAUA
Meus amores, só pra avisar, eu respondo TODOS OS REVIEWS. Então, só estou avisando, vai saber se vocês não sabem disso e pensam que eu sou uma menina chata e que não respondo ): Ok, chega de drama.
EEEEEEEEEEEEE FANTASMAS, APAREEEEEEEEEEEÇAM! ODEIO ESCREVER PRO NADA, POXA, ME AJUDEM NÉ! ): AUHAU
Bom, beijo pra vocês, amo demais e até o próximo capítulos tchuuuuuuuuuuuuucas s2
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