A Seleção-Novo Mundo
16 Capitulo 16
Notas iniciais
– Hum... Parece interessante! – eu disse a Damien. Estávamos em uma das varias salas de estar do palácio e hoje estávamos acompanhados por vários membros da corte, que conversavam animadamente ao nosso redor. Damien tinha acabado de me convidar para um jantar fora do palácio, no centro da cidade, em algum restaurante chique.
– Eu gostaria de convidar seu irmão também, gostaria muito de conhecer um pouco mais sobre ele. – ele continuou. Assenti isso seria muito bom para mim, poderia me ver fora do palácio nem que fosse por apenas algumas horas.
– Então eu vou ligar para ele agora! – disse animadamente. Levantei-me e dei um beijo em seus lábios – que o fez corar – então pedi licença e me retirei.
Fazíamos as ligações em três tipos de telefones aqui. O primeiro era o grampeado, usado para ligações importante com reis ou algo do tipo, o segundo era o para ligações pessoais e terceiro era feito na recepção do palácio, que ligava para os hotéis ou tentava se comunicar com pessoas que não possuíssem celulares – como era o caso de Loras.
– Com licença, vocês poderiam comunicar ao meu irmão, Loras, de que hoje teremos um jantar na cidade e que uma limusine ira buscá-lo há exatamente oito horas? – eu disse a uma das recepcionistas. Elas concordaram e me deram as costas. Logo entrando em contato com o hotel.
Virei nos calcanhares e voltei para a sala de estar. Entrei em um corredor, entrei em outro e em outro novamente, até ter a péssima impressão de que estava andando em círculos. De repente todos os corredores pareciam ser os mesmos. Estava fazendo minha volta quando ouvi passos, fiquei parada no mesmo lugar. Então um homem entrou no corredor, com um sorriso malicioso. Ele era alto e esbelto, tinha cabelos castanhos e olhos muito escuros, quase pretos.
– Vossa Alteza está perdida? – o homem falou. Sua voz era doce, e notei um sotaque diferente... Do Norte, talvez? Dei um sorriso sem graça.
– Infelizmente! Esse palácio é muito grande, estou andando em círculos.
– Então me deixe acompanhá-la. – ele disse me oferecendo o braço. Passei o meu no dele e então começamos andar.
– E a quem devo agradecer a gentileza?
– Meu nome é Mason MacCandles. – ele disse cheio de si. M? De onde ele vem?
– E de onde você vem?
– Eu sou do Norte. Eu sei, muitos se confundem pelo meu sobrenome, mas eu sou do Norte mesmo. – ele disse. Estranho. Chegamos a um corredor conhecido, e logo estávamos no corredor da sala de estar. Parei em frente à porta, e ele fez uma reverência.
– Como você sabia que eu estava aqui? – perguntei franzindo o cenho.
– Eu sabia que o príncipe estava aqui, então supus que você viria para cá também. Agora se me der licença, preciso ir a uma reunião. Alteza. – ele disse e se retirou. Achei estranho e então entrei, avistando Damien, que jogava cartas em uma mesa com duas outras mulheres.
Aproximei-me e me sentei na cadeira vaga ao lado de Damien. Ele olhou para mim e sorriu, então voltou os olhos para o jogo, ele parecia estar perdendo.
– Você se perdeu querida? – Damien murmurou. As duas mulheres – duas ruivas de cabelos muito cacheados – levantaram os olhos para olhar para mim e logo abaixaram novamente, dando um risinho uma com a outra que me irritou. Apoiei o cotovelo no encosto da cadeira e comecei fazer um cafuné em sua cabeça, fazendo as duas se remoerem de raiva.
– Sim, andei literalmente em círculos. E sobre o jantar, as recepcionistas já ligaram para o hotel onde Loras está hospedado. E por acaso você conhece um Mason MacCandles? – perguntei. Ele franziu o cenho e olhou para as duas mulheres.
– Eu não conheço. Vocês o conhecem? – ele perguntou. Elas coraram e fizeram um “não” com a cabeça. Mordi os lábios, olhando feio. Damien se virou para mim.
– Onde foi que você ouviu esse nome?
– Nos corredores, eu acho. Nada importante. – apontei para as cartas em suas mãos – Alguma sorte?
– Não, — ele fez uma cara de desapontamento que me fez rir – quer abençoá-las? Sinto que terei mais sorte assim! – ele disse me estendo às cartas. Dei um beijo seco na carta – um AS – e depois me levantei, dando um beijo seco em seus lábios.
Caminhei para uma roda de pessoas que estavam ao lado do piano no centro da sala, enquanto um homem tocava algumas notas. Elijah estava lá, então o cumprimentei.
– Olá Lauren! Apreciando à tarde? – ele perguntou com sua voz sedutora. Corei um pouco e assenti.
– Está bem legal. Damien vai me levar para comer no centro da cidade esta noite.
– Isso parece um programa perfeito. Estou pensando em levar a Kendra para dar um passeio de helicóptero. Ela nunca andou em um antes! – ele disse, como se isso fosse à coisa mais bizarra do mundo. Um criado passou com uma banja nas mãos, carregando um monte de docinhos. Eu e Elijah pegamos um e o colocamos na boca, fazendo caras e bocas de prazer.
– Há, isso é que é vida! – ele disse então se retirou da roda, indo conversar com dois homens que jogavam xadrez no mundo da sala. Fechei a cara, estava ficando impaciente.
Ouvi batidas vindas da porta e olhei para ela. Um guarda adentrou o lugar, com uma carta em suas mãos.
– Vossa Alteza Lauren está? Tenho aqui uma carta para ela. – o guarda disse. Notei que esse era diferente dos outros guardas, tinha cabelos e olhos escuros e uma barba rala. Corri até ele e peguei a carta em suas mãos.
– Obrigada! – eu sorri mostrando todos os dentes, o guarda pareceu ter sido arrebatado pelo meu sorriso. Apressei o passo para o sofá que estava na janela, e foi só quando me sentei que notei os olhos de todos em cima de mim.
– Queiram perdoar minha cunhada, ela ainda não está acostumada. – Elijah disse e todos abaixaram os olhos de novo. O que eu fiz? Dei de ombro e abri o envelope, tirando a carta ali dentro. A espessura do papel era totalmente diferente de qualquer papel que eu já havia tocado. Era grosso e tinha alguns desenhos de flores brancas.
Minha querida Lauren.
Você não me conhece, mas eu a conheço, e observo seus passos desde muito tempo, desde o dia que você entrou no exercito. Não fique assustada e não faça movimentos bruscos, – há pessoas te observando – sorria como se fosse uma carta muito engraçada.
Agora preste atenção, o Sul não é seu amigo e não é amigo de ninguém, então você estará prestes a fazer historia e para fazer isso com pleno êxito, você precisara receber nossas instruções.
Seu primeiro passo será consolar seu irmão hoje à noite no jantar.
Depois de cumprido a tarefa, você recebera outra carta.
Comecei a tremer, mas a carta disse que estavam me observando. Historia? O Sul não é meu amigo? Por que eu deveria consolar o Loras?
ﻼ
O jantar corria bem, mas o clima estava pesado, pelo menos para mim. Aquela carta me deixou muito aflita, e eu suspeitava de que alguém estivesse me observando nesse exato momento.
As luzes da cidade e os prédios eram inacreditáveis! As luzes piscavam e brilhavam como se fossem vaga lumes, e alguns prédios pareciam arranhar os céus.
Quando chegamos ao restaurante – localizado em um edifício de luxo extremamente alto – fomos saudados por vários fotógrafos, que tiravam fotos impiedosamente de nós. Loras se evocou com eles, mas nada disse. Também pediram fotos de mim com Loras, mas Damien pediu que eles se retirassem no exato momento, e assim foi feito.
– Está gostando do carneiro, Loras? – Damien perguntou. Ele e Loras, ou melhor, Damien estava tentando começar um assunto, mas Loras sempre fazia um comentário grosseiro depois.
– Não sei por que é tão caro. Em casa eu caçava carneiros mais carnudos que este e minha mãe os deixava tão deliciosos quanto. – ele disse, fazendo Damien se encolher na cadeira. Comentários como este acabavam com a noite. Damien riu um pouco e então se virou para Loras, que mastigava a comida, carrancudo.
– Se você se diz tão bom, então eu imploro para que você venha a uma caçada comigo.
– Veja só, o herdeiro do Sul implorando algo a um simples cidadão do Norte! – Loras disse petulante como sempre. Comecei a massagear minhas têmporas como se tivesse uma forte dor de cabeça, eles estão me tirando do serio.
– Você não é um simples cidadão, você é irmão da minha esposa. Mas você aceita o convite?
– Irei pensar. – ele disse, dando outra garfada – Licença, eu vou ao banheiro. – Loras disse, se levantando. Quando ele se retirou, eu me virei para Damien, meio derrotada.
– Eu não queria que ele viesse, pois sabia que ele faria isso.
– Ele é cabeça dura como você, mas gosto dele. Mesmo ele sendo mais novo que eu, ele me lembra ao... Ele me lembra ao Audrey. Voces dois, na verdade. – Damien disse com um brilho no olhar. Olhei desolada para ele, odiava vê-lo triste.
– Um dia eu vou querer saber mais dele.
– Um dia. – ele repetiu, e então franziu o cenho, se levantando. Segui seu olhar e vi um Loras, que estava debruçado no bar do local, seu rosto de anjo estava mudado pela dor.
– Loras o que ouve? – eu disse, o envolvendo em meus braços. Ele me mostrou as cartas em suas mãos, idêntica a que eu recebi, mas sua instrução dizia “ deixei que sua irmã o reconforte”. Agora eu entendi, eles não estavam de brincadeira.
– Lauren, eles voltaram, nos encontraram. O que eles querem? – ele murmurou as palavras em meu ombro. Peguei seu rosto em minhas mãos, eu precisava lembrá-lo de que isso era um assunto particular.
– Vá até o banheiro e vá embora. Se alguém o perguntar sua amiga de infância morreu. Depois eu te ligo. E lembre-se, é só fazer o que eles mandam, eles cumprem as promessas. – eu disse, já sentindo tremer. Ele assentiu e então me obedeceu. Voltei para a mesa, e então Damien passou o casaco sobre meus ombros.
– O que houve? – ele perguntou.
– Uma amiga de infância dele morreu. Por que estamos indo embora? – eu perguntei, passando os braços pelas mangas do casaco.
– Está uma confusão lá fora, vamos ter que ir embora de helicóptero. Alguém virá buscar o Loras dentro de dois minutos.
– Mudança de plano senhor. Estamos evacuando a rua, o helicóptero não poderá pousar aqui. – um oficial disse. Damien assentiu então passou o braço por cima do meu ombro, protegendo minha cara com a sua mão e abaixando a cabeça, fazendo com que a franja caísse em frente ao rosto. Quando chegamos a rua, uma gritaria e fleches de câmeras me deixaram surda e cega. Um segurança mandava os fotógrafos se afastarem, enquanto Damien me guiava para dentro do carro. Finalmente estávamos dentro da limusine, mas os fotógrafos permaneciam insistentes. Damien subiu os vidros escuros então ficamos invisíveis.
– Odeio essa gente, se pudesse passava por cima deles.
– Mas que horror!
– Horror é o que eles fazem. Não sei por que meu pai ainda os mantém na ativa. Quando for rei vou proibir paparazis. – ele fala com tanta determinação, que me deixou assustada.
– Está falando como um maníaco novamente.
– O ano novo ainda não chegou. – ele disse sorridente novamente. Ele subiu um vidro que nos separava do motorista então me puxou para seu colo. Ele começou a beijar minha clavícula e foi subindo até meus lábios, e quando finalmente chegou até meus lábios não parou mais. Estava usando uma saia branca um pouco acima dos joelhos e meia calça. Ele puxou a meia calça junto com minha roupa intima para baixo, então abriu o zíper da calça.
– Por favor? – ele sussurrou em meu ouvido, me causando arrepios.
– Sim! – eu implorei.
Então subi em cima dele, me movimento em cima dele. Nossos corpos pareciam duas peças de um quebra cabeça que complementavam, perfeitas uma para a outra. Ele arfava, enquanto eu gemia em seus lábios. Damien mordia e sugava meu pescoço, meus seios e até meu ombro. E eu sabia que ficaria com marcas depois. Então finalmente chegamos ao nosso auge, enquanto ele dava um grito de prazer e eu gemia em seus ouvidos.
Caí para o lado, arfando. Damien estava esgotado, sua respiração descontrolada. Olhamos um para o outro e começamos a rir, do que eu não sei, mas nossas risadas eram tão gostosas de se ouvir, de se fazer, que nem me importei com o motivo.
Finalmente chegamos ao palácio, e antes de sairmos do carro nos arrumamos. Damien passou o braço no meu, cutucando minha cintura, me fazendo cócegas. Quando chegamos dentro do palácio uma cervical apareceu com uma carta nas mãos, dizendo que era para mim.
Eu sabia do que se tratava do jeito que só abri no banheiro do quarto de Damien.
Minha querida Lauren.
Estou feliz de ver que você cumpriu sua tarefa.
Estava prestes a lhe dar outra tarefa, mas vi pela limusine que você já a realizou com pleno êxito, de modo que sua segunda tarefa será a seguinte: Tenha um filho com Damien o mais rápido possível!
Quando você cumprir esta tarefa, recebera outra.
Até.
Senti minhas mãos e todo o meu corpo tremerem. Eles não estavam brincando quando disseram que me observavam, e o mínimo que poderia fazer agora seria lhes dar o que queriam: Um filho meu e de Damien.
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