Notas iniciais
Meus lindos, aqui está este humilde capítulo (perceberão como o Jason está encarnando o Damon com o tempo,huehuehue) >

P.S: este capítulo será narrado pela America, depois do acontecido no capítulo 27.

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Acordei ás sete, de acordo com o relógio da cabeceira, e havia conseguido uma dor de cabeça horrível pela noite. Minha cabeça latejava doidamente, como se alguém tivesse jogado um martelo em cima, e mal sabia onde estava. Digo, mal sabia que lugar era aquele. Até que me levantei e comecei a prestar atenção no quarto.

Era o quarto de... Jason? Por que diabos eu havia dormido no quarto de...

– Bom dia, vejo que já levantou! — ele disse, entrando por não sei onde.

A porta de metal.

– O que é isso? — perguntei, confusa.

– Isso, o que? — ele me olhou com as sobrancelhas arqueadas.

– Eu estou no seu quarto. — eu disse, esperando que ele entendesse a pergunta implícita. Jason estava de terno, e tentava estupidamente arrumar a gravata. Fui até ele para ajudá-lo, esperando alguma explicação.

Ele virou os olhos e mexeu o cenho.

– O que queria, hum? Que eu te jogasse na cela da Base para ser surrada até a morte? — ele perguntou com "leveza" nas palavras. Arregalei os olhos assustada, e Jason riu.

– Jason! — bati em seu ombro.

Idiota.

– Brincadeira! — ele jogou as mãos para cima. — Olha só, eu não podia te colocar na prisão, é um lixo. Mas fala sério, meu quarto é tão ruim assim?

Ótimo. Agora eu estava hospedada no quarto de um sulista e provavelmente dormido na mesma...

– Não aconteceu nada, certo? — Jason se virou para a tela de metal na parede. Suspirei, aliviada. — Mas poderia...

Olhei para ele, séria, mas fui vencida por sua expressão divertida. Um espelho se abriu da tela metalizada, e sem querer ele me viu olhando para ele.

– Tá, vai, fala. — ele me encorajou.

– Alguém está de bom humor hoje? — perguntei com ironia. — Pensei que depois de ontem você fosse me arrastar pra fora da sua vista.

Jason parou por alguns segundos, e eu hesitei em falar. Mas ele se virou para mim, olhando em meus olhos, infelizmente tomando a mesma expressão triste de ontem.

– America... — ele tentou falar, mas não conseguiu e olhou para o chão.

Não sei como, mas rapidamente o clima tomou um ar tenso, e lá estávamos nós, voltando ao ponto inicial.

– Para! — eu pedi. — Para de complicar! Age como se tudo que fizesse fosse um erro, o que tem de errado com você?

– Eu queria, mas não vai acontecer. Não vai acontecer outra vez, desculpe. — Jason falou, e se dirigiu á escrivaninha. Ele pegou um dos papéis, de cor preta.

Droga.

– Jason, eu não...

– Você está me usando? — ele perguntou, me interrompendo. Por que ele achava isso? — Responda, America, seja sincera.

Suspirei e olhei para o teto, sentindo as lágrimas surgirem. Demorei para responder, e acho que isso foi minha deixa.

– Deixa pra lá. — ele falou, passando a mão no ar. Passou por mim e entregou o papel nas minhas mãos. — Se queria, aqui está.

– Jason, espera! Você vai aonde? — perguntei, chorando silenciosamente.

Ele respirou fundo e respondeu:

– Tenho um casamento.

Casamento? Eu não imaginava aquela vida para os... sulistas. Mas no mesmo momento em que tive esse pensamento, percebi o quão idiota eu vinha sendo com Jason. Ele tinha feito tudo por mim, desde o início, e tudo o que fiz foi ser egoísta e pensar em um plano que na verdade mal fazia sentido — áquela altura, eu já sabia sobre os Mercenários, e tinha quase certeza de que todo o trabalho sujo era feito por eles e não pelos sulistas. Comecei a achar tudo aquilo errado: eu estava usando Jason, mas não tinha entendido o quão isso era ruim para ele. E para mim.

Porque eu sentia algo por ele. O que quer que fosse, eu só não queria que acabasse. Então peguei o papel, e rasguei. Jason olhou para mim surpreso.

– Não. — eu respondi, com uma segurança jamais sentida antes. A certeza de que era o certo a fazer, e se eu queria descobrir porque os sulistas odiavam tanto Illéa, tinha de fazer isso do jeito certo. Porque se Jason me queria, eu acreditava, e ele desejou fazer do jeito certo. Eu faria o mesmo.

Jason suspirou e mordeu o lábio, voltando á ser o cara de antes.

O Jason despreocupado, o Jason irônico. O Jason sexy.

– Senhorita, me acompanharia nesse evento? — ele perguntou, dando-me seu braço. Mal acreditei naquela cena, e segurei para não rir, mas Jason o fez por mim enquanto eu olhava para minhas roupas.

– Samantha. — nós dois dissemos.

E saímos do quarto.

O mais engraçado era que, por mais louco que aquela situação fosse, eu estava completamente perdida. Mas feliz. Perdida porque não tinha mais ideia do que estava fazendo, e feliz porque... porque... Jason estava ali, comigo.

E eu corria o terrível risco de estar me apaixonando.

Notas finais
Comentem, por favorzinho >< PS: já tenho todos os comentários a respeito de como eu estou trollando os Team Maxon e de como os capítulos estão perigosamente ficando românticos :P