A Second Chance
15 Home
Notas iniciais
Boa leitura a todos!
Chovia em Nova York, mas a bela morena parecia não se importar. Pedira para o taxista a deixar duas quadras antes do seu destino final. Não que não se lembrasse do endereço, mas queria usar aqueles passos e as gotas que caiam para acalmar o coração que batia aos pulos em seu peito.
Quando chegou a frente da entrada do prédio conhecido, estacou. Até aquele momento não havia duvidado de sua decisão. Porém agora que se encontrava tão perto do seu objetivo, sua confiança parecia falhar. Pensava em desistir, quando uma voz conhecida exigiu sua atenção.
- Emily! Quanto tempo!
Era a Sra. Thomas, vizinha de Santana desde os tempos em que as duas namoravam. A mulher já passava dos 70 anos, mas sempre foi muito aberta ao relacionamento das duas.
- Olá, Sra. Thomas. Que bom vê-la.
- Já falei que pode me chamar de Anna. Mas o que a traz aqui? Não me diga que você e a Santana se acertaram.
- Ainda não sei – Estava sendo sincera, mas seu sorriso traía seus desejos secretos.
- Eu espero que sim. Vocês duas formavam um lindo casal.
A frase deu ânimo novo a Emily. Aproveitou a porta aberta pela mulher e entrou no prédio sem nem se despedir. Tinha pressa. Tanta que mal agüentava esperar o elevador.
Já no corredor do 14° andar, pensou novamente na Sra. Thomas e no que ela disse. Falando para si mesma, corrigiu a avaliação da mulher.
- Não, Anna. Nós formamos um lindo casal. Presente.
***
Santana dedilhava alguns acordes no violão, quando ouviu a campainha. Não tinha idéia de quem poderia ser. Apenas algumas pessoas sabiam que estava passando uns dias ali: Mike, uns dois ou três vizinhos e... Não. Não podia ser. Será?
Animou-se com a perspectiva de encontrar a jornalista do outro lado da porta. Largou o violão em cima do sofá e cruzou o espaço até a entrada em poucos passos. A porta azul era a última barreira entre elas. Santana parou por um segundo, mão na maçaneta, para recuperar o fôlego. Do outro lado da divisória, Emily fazia o mesmo.
Em um movimento seguro, abriu completamente a porta e ficou cara a cara com a mulher que sempre amou. Um sorriso brotou no rosto das duas mulheres e qualquer dúvida que pudessem ter se dissolveu no ar.
- Emily!
- Eu terminei a matéria.
Nada mais precisava ser dito. As duas sabiam o que aquilo significava. Nada mais de empecilhos. Nada mais de barreiras entre elas. Podiam finalmente dar vazão à paixão que sentiam. E Emily não agüentou mais esperar.
A morena invadiu a casa e a boca de Santana com ferocidade. Tomando o rosto da cantora em suas mãos, deu um beijo profundo, demorado, que contava tudo o que tinha tentado falar e não tinha conseguido.
Quando finalmente se desgrudaram, procurando um pouco de ar, mantiveram as testas coladas e os olhos magnetizados. Mas a fome que crescia em seus corpos logo dominou as duas novamente. Emily fechou a porta que fora esquecida aberta com um dos pés e beijou novamente a latina, querendo decorar cada milímetro daquela boca quente, sentir cada espaço, conhecer cada canto.
Santana deixou um gemido escapar da garganta quando Emily mordeu seu lábio inferior. A jornalista gostou daquele som e puxou o corpo da cantora ainda mais contra o seu.
Ainda conhecia a geografia do apartamento e, com os olhos fechados, caminhou seguramente até o sofá, prendendo as costas de Santana contra o móvel e avançando uma das coxas entre as pernas torneadas da mulher que se agarrava às suas costas.
Conforme aprofundava os beijos, aumentava a pressão àquela região quente de Santana. A cantora já quase perdia a razão e arranhava as costas morenas e sussurrava o nome da jornalista entre gemidos. Emily sorria com os lábios colados aos de Santana. Gostava de saber que ainda era capaz de enlouquecer aquela mulher maravilhosa e o calor e a umidade que sentia na coxa desnuda denunciavam o prazer de Santana.
Emily virou a cantora de frente para o sofá, afastou os cabelos da nuca e começou uma trilha de beijos molhados enquanto abria o zíper do vestido de Santana. A jornalista empurrou o pedaço de pano para o chão enquanto a cantora virou-se para ela novamente. Não usava sutiã e a calcinha branca contrastava contra a pele morena.
Aquela visão, depois de tanto tempo, deixou Emily sem fôlego por um momento. Aproveitando-se daquele segundo de contemplação, Santana virou o jogo. Agarrou a jornalista pela cintura e a virou contra o sofá. Não resistiu a um sorriso diante do olhar de surpresa da outra.
Desceu os lábios pelo pescoço de Emily, demorando-se na junção com o ombro, enquanto buscava com as mãos a barra da blusa que ela usava. Puxou o tecido para cima, livrando a jornalista daquela barreira. Voltando ao movimento que fazia antes, Santana continuou a explorar a pele do colo de Emily, brincando com os bicos dos seios por cima do tecido fino que ainda permanecia no lugar.
Emily tinha as mãos enterradas nos cabelos de Santana, controlando o tempo que a cantora demorava em cada seio. Sentindo a entrega da mulher, a cantora afastou as pernas dela com o joelho e invadiu aquele espaço com uma das mãos. O calor daquela região pareceu incendiar a latina, que se ergueu novamente e puxou a morena para seu quarto.
- Vem. Eu quero fazer isso direito.
O restante das peças de roupa foi abandonado no caminho e quando, finalmente, se abraçaram, ajoelhadas em cima da cama, não havia nenhuma barreira entre seus corpos. Os bicos dos seios rígidos roçavam, provocando descargas elétricas em suas espinhas; as coxas nuas avançavam e provocavam, aumentando o desejo já incontrolável.
Emily forçou o corpo para deitar por cima da cantora – não via a hora de sentir novamente o gosto da mulher que tanto amava. Desvencilhou-se da boca carnuda e escorregou pelo corpo esguio, deixando para trás uma trilha de beijos e mordidas.
Quando finalmente chegou à região com que tanto sonhara, Santana já tinha as pernas abertas instintivamente. Também ela não agüentava mais aquela tortura. Mas Emily não iria acabar com a brincadeira tão rápido. Começou mordiscando a parte interna das coxas, chegando perto o suficiente do sexo da cantora para que ela sentisse o calor da sua respiração, mas afastava o rosto antes de dar o que as duas queriam.
Não agüentando mais, Santana agarrou os cabelos lisos e direcionou a cabeça de Emily para o local que exigia atenção. A morena sorriu diante do desespero da outra, mas não se fez de rogada. Sugou habilmente o ponto nervoso do corpo de Santana, que pulsava entre seus lábios. Enquanto Emily se demorava naquela região, Santana ergueu as costas, apoiando-se nos cotovelos e fez um apelo.
- Eu preciso de você dentro de mim, Em. Por favor.
Ordens eram ordens e aquela era uma que Emily adoraria cumprir. Apenas para derrubar as últimas defesas da morena, a jornalista passou a língua por toda a extensão do sexo de Santana, fazendo com que a latina agarrasse o lençol e arqueasse as costas.
Olhando atentamente o rosto de Santana, Emily a penetrou com dois dedos. Queria ver em seu rosto as sensações do corpo.
O ritmo que a jornalista imprimia aos movimentos era lento e forte, aumentando gradualmente a velocidade. Quando sentiu que o orgasmo da parceira se aproximava, Emily aumentou a velocidade e passou a estimular o clitóris dela com a língua. Queria dar a Santana o máximo de prazer que fosse possível.
Em meio a um grito rouco, com o corpo suado semi-erguido na cama e com todos os pelos do corpo arrepiados, a cantora atingiu o clímax. Mais forte do que qualquer um que tenha tido em sua vida; tão violento quanto a saudade que sentiam.
Santana deixou que o corpo relaxasse na cama enquanto procurava acalmar a respiração rasa. Abriu os olhos e viu o rosto de Emily pairando sobre o seu, um sorriso enorme nos lábios, os olhos brilhando de desejo e felicidade.
A jornalista deitou-se a seu lado e Santana aninhou o corpo contra o dela, deixando um suspiro escapar. Ali, com o rosto enterrado na curva daquele pescoço moreno, sentindo o calor emanado por aquela mulher, protegida em seus braços, finalmente estava em casa.
Fale com o autor