A Second Chance

20 Girls just wanna have fun


Notas iniciais
Boa leitura!

As cidades começavam a se embaralhar na cabeça de Santana depois de um tempo. Sabia que fazia parte da sua profissão viajar em turnê e, até aquele momento, era o que mais gostava de fazer. Era incrível poder subir num palco todas as noites e sentir a energia que os seus fãs enviavam. Nesses momentos, lembrava do bar barulhento em que tinha começado, com um tablado acanhado fazendo as vezes de palco, e sentia muito orgulho da sua trajetória e do que tinha alcançado.

Mas, pela primeira vez na vida, tinha um motivo para voltar para casa e isso fazia com que qualquer viagem, por mais curta que fosse, se tornasse uma experiência dolorosa. Sabia que Emily também sofria com a separação, mas a noiva dava forças para a sua carreira, dizendo que não seria ela a culpada por afastar Santana Lopez da vida pública. Nessas horas, só restava à cantora sorrir e concordar; sabia que era voto vencido.

Embarcava naquele avião sem ter muita certeza de qual cidade estava se afastando. O cansaço era grande e a correria das últimas semanas cobrava um preço. Sabia apenas o seu destino: Nova York. Casa. E não se tratava do imóvel luxuoso que havia comprado pouco antes de reencontrar Emily. Quando pensava em casa, agora, Santana pensava nos braços morenos e no colo onde podia encaixar a cabeça, descansar e esquecer por um momento a bagunça do mundo do lado de fora.

Subiu as escadas um tanto instáveis e sorriu para a aeromoça que a levava para o seu lugar. Primeira classe, um luxo a que se dava o direito de vez em quando. Acomodou a bagagem no compartimento acima da poltrona larga e tomou o seu lugar, afivelando o cinto de segurança.

No momento da decolagem, pensava na última entrevista que fizera antes de voltar para os Estados Unidos. Já estava acostumada com a curiosidade da imprensa sobre a sua vida pessoal, até achava aquilo normal, mas depois que assumiu seu relacionamento com a jornalista, o assédio tinha aumentado. E agora, com a notícia de que as duas mulheres iriam se casar, aquele parecia ser o único assunto que interessava aos repórteres. As perguntas sobre a turnê e o novo álbum eram feitas logo no início das entrevistas, como se precisassem cumprir tabela e não quisessem desperdiçar um tempo valioso falando sobre aquilo. Tudo o que lhes interessava eram detalhes de sua vida com Emily.

As duas já tinham conversado a respeito e a jornalista entendia. Afinal, ela também já tinha feito aquelas mesmas perguntas para várias outras personalidades. Ela trabalhava naquele meio e sabia como as coisas funcionavam. Desde o momento em que apareceu na porta de Santana numa noite chuvosa oito meses atrás, Emily havia abandonado qualquer pretensão de que sua vida fosse continuar sendo a mesma. Embarcara naquela história tendo a plena consciência de que milhões de pessoas em todo o mundo iriam querer saber mais sobre ela – e teriam ódio dela sem nem a conhecer. Garantia para Santana que o que as duas tinham fazia aquilo valer a pena.

Mas a latina nunca parecia muito convencida. Lembrava de si mesma, quando finalmente fez sucesso, e como a invasão da imprensa a incomodou nos primeiros meses. Depois de um tempo acabou se acostumando com aquilo e aprendeu a preservar alguns aspectos da sua vida particular. Acabou criando uma personagem pública, mais ou menos como na época do colégio, que usava no palco e durante as entrevistas, e deixava a Santana real apenas para aqueles que escolhesse.

A técnica funcionava muito bem, mas dessa vez a latina pegou-se pensando em algumas perguntas que a repórter de uma revista francesa havia feito horas antes de embarcar naquele avião. Depois de cobrir as questões mandatórias, a entrevistadora começou a disparar questões sobre o relacionamento das duas: como tinham se conhecido, quando seria o casamento, se planejavam ter filhos. Aquelas coisas que toda tia velha pergunta cada vez que encontra com a gente.

Santana se saiu com as respostas prontas de sempre, mas, dessa vez, se pegou pensando nas respostas reais, naquelas que só daria para a própria Emily, se fosse preciso. Tantos anos depois, a latina se pegou pensando, mais uma vez, em como tudo tinha começado...

***

Dez anos atrás...

A claridade que entrava pela janela há algumas horas alcançou os olhos de Santana e forçou a cantora a abri-los. Já passava das onze da manhã, mas ela não encontrava forças para sair da cama. A apresentação da noite passada tinha terminado tarde e o cansaço da semana se acumulava em seus músculos. Aquela vida de cantora da noite, se apresentando em bares barulhentos e apertados, estava acabando com suas noites de sono e sua vida social. Mas, fazer o quê? Era preciso pagar as contas e, pelo menos, o dono daquele bar era bacana e pagava em dia.

Afundou a cabeça no travesseiro mais uma vez e procurou o celular perdido entre as cobertas. Checou as ligações e as mensagens: um telefonema não atendido da mãe, uma mensagem da amiga Quinn Fabray e nada de Mike, o seu empresário. Isso significava que precisava levantar daquela cama e dar expediente no palco improvisado mais uma vez.

O dia se arrastava lentamente. Fazia frio fora do apartamento e Santana não teve coragem de sair para correr no parque como costumava fazer. Desde que se mudara para Nova York, esse era um dos seus poucos reais prazeres. A carreira de cantora era muito instável e às vezes pensava em desistir e voltar para Lima, mas quando corria pelas alamedas do Central Park renovava suas forças de que estava no caminho certo. O resto das atividades cotidianas foi cumprido como se estivesse no piloto automático. Seu corpo já sabia o quê e quando fazer, não precisava pensar muito.

Às 19h30, em ponto, iniciou o mesmo ritual que seguia antes de cada apresentação. Tomou um banho demorado, fez a maquiagem, arrumou os cabelos e abriu o armário para escolher a roupa da noite. Optou por uma saia preta curta, uma blusa de alças e um par de botas que chegavam até quase os joelhos. Já que os freqüentadores do bar não se importavam muito com a música que cantava, gostava de dar a eles algum motivo para fixar os olhos no palco. Mesmo que ninguém tenha despertado sua atenção nos meses em que se apresentava ali.

O show seguia como esperado até aquele momento. O estabelecimento não estava muito cheio, mas a acústica era péssima e a voz da cantora que se esforçava no palco tinha dificuldade de chegar até as pessoas sentadas no fundo. Os poucos que conseguiam ouvir com clareza não estavam muito interessados nela.

Santana notou quando um grupo grande entrou pela porta da frente, logo no início de sua apresentação. Aparentavam ser um pouco mais novos do que ela e, definitivamente, não eram daquela cidade. Algum tipo de comemoração parecia estar acontecendo e os copos de cerveja que chegavam até a mesa deles eram esvaziados com velocidade assombrosa. A cantora já perdia interesse no grupo quando uma morena chamou a sua atenção. Estava de costas para o palco e tudo que Santana podia ver eram os cabelos negros, compridos, o corpo esguio, a cintura delgada e as pernas definidas exibidas em uma saia um pouco curta demais para o frio que fazia na cidade. Curiosa, a cantora acompanhou a morena com os olhos e, quando ela se virou, Santana gostou ainda mais do que viu. A jovem era lindíssima e Santana sentiu um frio na barriga quando viu aquele rosto pela primeira vez.

A jovem afastou-se do grupo e Santana a seguiu com o olhar. Podia perceber que ela estava prestando atenção em sua música e isso fazia o ego da cantora ficar ainda mais inflado. Notou quando ela se aproximou do palco e apoiou as costas contra a parede. Ela tinha um jeito de olhar para Santana que a fazia se sentir como se fosse a única pessoa naquele lugar. E a cantora fazia questão de retribuir a intensidade desse olhar, cantando e encarando como se estivessem sozinhas.

Não via a hora de chegar o seu intervalo para que pudesse conversar com aquela morena mais de perto. Encerrou a primeira parte da sua lista de músicas e correu atrás dela, antes que ela voltasse para seus amigos barulhentos. Trocaram algumas palavras, tomaram umas cervejas juntas e, antes que voltasse para a segunda parte da apresentação, Santana pediu que Emily – era esse o nome daquela beldade – a esperasse terminar o show.

Santana caminhou até o palco sem muita certeza se a garota a esperaria, mas quando assumiu sua posição ao lado dos músicos e olhou para a plateia, deu de cara com um largo sorriso. Pôde ver quando o grupo que tinha chegado com Emily foi embora e ficou feliz quando a nadadora se despediu deles e retomou o lugar que ocupava no bar. Encerrou a última música, pegou as suas coisas e saiu sem se despedir dos funcionários. Levava Emily pela mão e tinha pressa de sair daquele ambiente.

As duas meninas caminharam sem rumo pela cidade, de mãos dadas, conversando sobre o que lhes vinha à cabeça. A facilidade com que conseguiam conversar com a outra era uma surpresa. Era como se elas se conhecessem há muito tempo. Normalmente fechada, Santana flagrou-se contando para Emily coisas que poucas vezes tinha falado em voz alta. De alguma maneira, se sentia segura naquela presença.

Os passos daquele casal ecoavam pela cidade que começava a silenciar. Em uma rua qualquer, no meio de uma frase, Santana virou-se para trás e beijou Emily. O início foi suave, mas logo a língua da latina pediu passagem e a nadadora ficou feliz em ceder. Derreteu-se nos braços da cantora, entregando-se à carícia repentina e bem-vinda. Emily retribuiu o beijo de Santana com a mesma intensidade e quando as duas finalmente se separaram, tinham o mesmo brilho nos olhos. As duas sabiam como aquela noite terminaria. E não estavam interessadas em mudar os planos. Santana começou a correr, puxando Emily pela mão. A atleta não tinha dificuldades em acompanhar os passos largos da cantora, mas não estava muito certa de seu destino.

- Para onde você está me levando, Santana?

A cantora estacou, dando um leve puxão no braço da outra. Era a primeira vez que parava para pensar no que estava fazendo. Será que devia? O término do seu namoro com Brittany ainda era tão recente. Não seria justo com Emily usá-la apenas para esquecer a ex-namorada. Mas, a nadadora era de outra cidade e provavelmente nunca mais se veriam. Aquela era a oportunidade perfeita.

Os pensamentos atravessaram a mente de Santana como um raio e acenderam novamente um brilho intenso em seus olhos. Com um sorriso divertido nos lábios, ela beijou mais uma vez a morena e disparou:

- Confia em mim?

- Não sei se eu devia, mas confio.

***

O apartamento era pequeno e Santana não costumava levar muitas pessoas para conhecê-lo. Preferia manter aquele espaço como uma espécie de refúgio. Gostava da sensação de ter um lugar que era só seu. Mas olhando para a mulher morena que entrava pela porta e dominava o ambiente, teve certeza de que certas pessoas merecem que se compartilhe tudo com elas.

Santana caminhou em direção à atleta. Tinha uma necessidade quase física de sentir os lábios e os braços da mulher mais uma vez. Emily a encontrou no meio do caminho, beijando a cantora com volúpia. Logo, as roupas começaram a ser espalhadas pelo chão e as duas passaram a ter mais liberdade para explorar o corpo que se desnudava em sua frente.

Emily empurrou Santana, que caiu sentada no sofá. Levada pelas cervejas a mais que tinha bebido, tomou as rédeas do que estava acontecendo e trilhou um caminho de beijos e mordidas em direção à saia que a latina ainda usava. Santana levantou o corpo para ajudar. Gostava da sensação de estar completamente à mercê da bela mulher que a olhava ferozmente.

Com a roupa de Santana nas mãos, Emily ergueu o corpo e gostou do que viu. A cantora estava largada no sofá, apenas de lingerie e botas de cano alto. Podia ver em seus olhos negros que seu controle estava perto do limite, mas ainda queria brincar um pouco mais com ela. Apoiou um dos pés no sofá, entre as pernas da outra e começou a desafivelar a sandália. Curvava-se sobre o próprio corpo para isso, o que dava uma visão privilegiada de seus seios para a latina. Repetiu a ação com o outro pé e virou-se de costas para o sofá, descendo o fecho lateral da saia e tirando a peça.

O frio do chão da sala contrastava com o calor que tomava conta do corpo de Emily quando ela caminhou em direção à Santana. Sentia arrepios subindo pela espinha, mas tinha certeza de que eles não eram causados pela temperatura do piso. Sentou-se sobre as pernas torneadas da latina, de frente para ela e voltou a beijar-lhe os lábios, o pescoço, os ombros e o colo. Por sua vez, Santana retribuía as carícias e as duas mulheres pareciam querer devorar uma a outra.

Antes que Santana pudesse livrar Emily do sutiã, a própria nadadora levou as mãos às costas e soltou o fecho. A cantora puxou a peça pelos braços morenos quase com reverência, à medida que desnudava mais aquele corpo perfeito que a fazia vibrar como há muito tempo não acontecia.

Os lábios de Santana pareciam atraídos pelos seios de Emily e a nadadora arqueou o corpo, dando passagem para a boca possessiva da latina. Enquanto brincava com um mamilo, Santana levou uma das mãos para o sexo da mulher que se derretia em seu colo. Brincou com o elástico da calcinha negra um pouco antes de encarar dentro dos olhos negros anuviados pelo desejo, antes de abrir caminho. Costumava fazer isso para ter certeza de que a outra pessoa queria aquilo tanto quanto ela mesma.

E o que viu nos olhos de Emily colocou um sorriso travesso em seu rosto. A morena tinha o rosto contorcido pelo prazer e a olhou como se pudesse matá-la caso não levasse aquilo até o fim. Ao mesmo tempo em que abocanhou novamente um dos seios expostos, levou as mãos para dentro da única peça de roupa que ainda sobrava no corpo moreno.

O choque elétrico que Emily sentiu subindo pela espinha quase a fez perder o equilíbrio, mas Santana era experiente e firmou a garota com a mão que tinha livre. Aparentemente, tinha acertado no toque e continuou com as carícias. Podia sentir o corpo de Emily vibrar em sua mão e a pele morena se arrepiar.

Sem avisos, penetrou a garota com dois dedos, fazendo com que ela puxasse os cabelos da latina com força. Santana podia perceber que o orgasmo da outra estava perto e a puxou para mais um beijo. As línguas dançavam em sintonia até que Emily não conseguiu mais controlar o próprio corpo. Apoiou a testa na fronte da latina, segurando sua nuca com as duas mãos. A boca balbuciava sílabas desconexas e a única palavra que fazia sentido era o nome da amante, gritado cada vez mais alto. Até que ela alcançou o êxtase, urrando e gemendo ao mesmo tempo, e depois se deixou desfalecer sobre Santana, escondendo o rosto na curva do pescoço da cantora.

A latina passeava carinhosamente com as mãos pelas costas suadas. Subia um dos dedos pela espinha destacada, chegando até a nuca, antes de descer em direção ao elástico da calcinha que ainda se mantinha no corpo. Podia sentir a respiração pesada em seu pescoço começar a se normalizar até que, finalmente, Emily conseguiu erguer o corpo. Abriu os olhos lentamente, como se visse o mundo pela primeira vez. As pupilas estavam dilatadas e os olhos baços, mas ainda assim enxergava a mulher a sua frente perfeitamente.

Um sorriso começou a se formar na menina que tinha saído de Ohio e ele encontrou um espelhou no rosto que pairava à sua frente. Suas respirações entraram em compasso e os corações começaram a bater no mesmo ritmo. Tinham a sensação de que todas as células de seus corpos estavam em sintonia e se moviam em uníssono. Emily deixou que o corpo escorregasse para o lado, deitando-se no sofá e trazendo Santana com ela, que acomodou o próprio corpo sobre o da outra, apoiando a cabeça entre os seios morenos. Sentia como se pudesse ficar ali para sempre.

***

O avião de Santana pousou no horário previsto. A viagem havia sido calma e as lembranças do início de seu relacionamento com Emily haviam acompanhado a cantora por boa parte do trajeto sobre o Atlântico. Não podia evitar o sorriso que parecia encravado em seu rosto quando buscava o celular na bolsa. Um dos rituais que ela tinha estabelecido era ligar para a noiva assim que o avião tocava o solo.

O aparelho ligou rapidamente e, antes que Santana pudesse discar o número agora tão conhecido, um som estridente soou pela cabine. Olhou para a tela iluminada e viu que tinha uma mensagem de Emily. “Me encontra na nossa primeira casa. Tenho uma surpresa. Te amo”.

Nem precisou pensar uma segunda vez para saber a que endereço Emily se referia. O apartamento pequeno era considerado pelas duas como seu primeiro lar. Fora ali que se conheceram de verdade, ali que se apaixonaram e ali que retomaram o relacionamento. E era para lá que elas fugiam quando não queriam ser perturbadas.

O motorista que Mike tinha contratado esperava a artista no aeroporto e depois de vencer um grupo barulhento de fãs, finalmente conseguiu chegar ao veículo preto. Deu o novo endereço de destino para o homem e ligou para Emily.

- Oi, amor. Já cheguei e estou no carro.

- Que bom! Viu a minha mensagem?

- Vi. Acho que eu chego em uns 20 minutos.

- Não vejo a hora.

O carro estacionou na frente do prédio e tudo o que Santana levou consigo foi a bolsa. Deu ordens para o motorista levar o resto de sua bagagem para a casa e abriu a velha porta de metal. Pouca coisa naquele lugar havia mudado nos últimos 10 anos e algo ali parecia parado no tempo.

O elevador parou com certo barulho no andar desejado e Santana ganhou o corredor. Olhava para o tapete gasto no chão e pensou em como aquele ambiente contrastava com a imagem que o mundo tinha dela. Finalmente em frente à porta de seu antigo apartamento, colocou a chave na fechadura e girou lentamente, saboreando aqueles últimos segundos sem saber o que encontraria.

Do lado de lá da porta, Emily estava parada, no meio da sala. Todo o ambiente estava iluminado por velas dos mais diferentes tamanhos. Santana demorou alguns segundos para absorver toda a cena e quando, finalmente, fixou os olhos na mulher morena que a encarava, precisou engolir seco.

A jornalista estava vestida com a mesma simplicidade de sempre. Não era isso que tirava o fôlego da cantora. Eram os olhos. As íris negras de Emily brilhavam, como se elas próprias fossem mais duas velas iluminando o ambiente. Santana abriu um sorriso antes de se lembrar de fechar a porta atrás de si.

- Nossa! – Era a única coisa que conseguia falar enquanto avançava para tomar a amada em seus braços.

- Gostou?

- Gostei? Em, está lindo. Mas, qual é a ocasião?

- Nenhuma em especial. – Capturou os lábios da latina em um beijo rápido e sensual. – Só fiquei com saudades da minha futura esposa. Não posso?

- Pode. Deve. – Mais um beijo, dessa vez mais lento. – Adorei a surpresa.

- Que bom, porque ela ainda não acabou.

Emily tinha um sorriso travesso nos lábios e Santana arqueou uma sobrancelha, fazendo uma pergunta silenciosa. Sabia o que aquela expressão costumava representar, mas ainda assim gostava de ouvir a jornalista dizer.

- O que você está aprontando, senhorita?

O beijo que recebeu já seria resposta suficiente. Emily tomou os lábios de Santana com volúpia, pedindo passagem para a língua que parecia querer explorar todos os cantos da boca da outra de uma única vez. Santana sentiu-se sem chão e precisou apoiar-se no corpo de Emily para não cair, aprofundando o beijo.

- Vem comigo...

Santana tomou a mão estendida da noiva e a seguiu até o quarto. Ao passarem pelo sofá da sala, a cantora desviou o olhar até o móvel e deixou que um sorriso brotasse em seu rosto. Pensou em todas as lembranças que passearam por sua cabeça durante a viagem e encarou as costas da morena que a levava pela mão. O aperto era firme, seguro. Santana sentia-se em casa aonde quer que estivesse com ela e entendeu que seguiria Emily aonde quer que ela a levasse.

Notas finais
As coisas andam muito fáceis para elas, ultimamente, não?