A Salvadora do Olimpo: O Inimigo
6 Um começo perigoso
Notas iniciais
–Escutem todos! – falei mais alto do que pretendia. – Desculpe.
Eu estava na sala de reuniões da Casa Grande junto com as pessoas que eu mais confiava: Katheryne, Annabeth, Alana e Percy.
—Eu chamei vocês aqui porque, eu preciso da ajuda de vocês. Eu falei com Rachel e ela me deu uma profecia que eu devia ler... – comecei a procurar um papel no bolso da minha calça. Eu anotei porque sou muito ruim de lembrar das coisas. – A profecia é “Seguirão para o Caminho da Morte/ As águas mostrarão a passagem/ O Olimpo escurecerá/ A águia enfrentará o inimigo/ E os cinco meios-sangues poderão fracassar.
Todos ficaram em silêncio, olhando para mim.
—Então, nós somos os cinco da profecia? – perguntou Percy.
—Bom, eu acho que sim. – respondi.
Ninguém disse nada.
—Então, vocês topam? – perguntei.
Houve um momento de silêncio.
—Eu vou. Vai precisar de ajuda com a água. – disse Percy.
—Nós também vamos! – acrescentou Annabeth rapidamente, olhando para Percy.
—Eu acho que não tenho escolha. Já que todos vão, eu também vou. – finaliza Alana.
Fiquei feliz por todos terem aceitado.
Nesse momento, Quíron entrou na sala.
— Espero não estar atrapalhando.
—Não, não está Quíron. – falei. – Então, por onde começamos?
Quíron pensou um pouco.
—Bem, tem uma passagem que leva para o Mundo Inferior em Manhattan, debaixo de uma loja de doces chamada Cesta de Doces.
—Uma loja de doces? Ah, essa vai ser boa! – disse Alana.
—E é para lá que nós vamos? – perguntou Katheryne.
Olhamos para ela.
—Que foi? É uma pergunta retórica! – respondeu ela.
Não ligamos. Combinamos que íamos sair amanhã bem cedo. Me despedi das pessoas e fui para o meu chalé.
Sonhei que estava do lado de fora de um palácio de obsidianas.
Saindo do palácio estava Nico. Ele estava vindo na minha direção. Parecia pálido, mas estava feliz. Chegou perto de mim e disse:
—Sinto muito... Muito mesmo... – e me abraçou.
Ele me soltou e pegou uma faca de ferro estígio.
—Sinto muito. Não queria fazer isso... – e enfiou a faca na minha barriga e eu acordei.
Me levantei e fui me olhar no único espelho que tinha no chalé 1. Meus cabelos escuros vão até um pouco abaixo dos meus ombros, meus olhos azuis como o céu eram tão bonitos. Parecia que eu estava mais pálida do que o normal, mas não liguei para isso. Me arrumei e fui ao encontro das meninas e do Percy.
Quando cheguei ao topo da Colina Meio-Sangue, pude ver lá embaixo Alana e Katheryne, mas nenhum sinal de Percy e Annabeth.
Fui ao encontro delas e perguntei:
—Cadê Percy e Annabeth?
—O correto é “Onde estão Percy e Annabeth” – corrigiu Katheryne.
—Ah! Percy está dormindo e Annabeth foi acordá-lo. – respondeu Alana.
Percy e Annabeth apareceram meia hora depois.
—Desculpa, Percy demorou para acordar. – desculpou-se Annabeth. – Você está bem? Parece pálida.
—Não, estou bem. – menti.
Entramos na van. Argos, o chefe de segurança foi dirigindo. Ele tem olhos azuis pelo corpo todo.
Argos nos deixou à dois quarteirões do nosso destino. Tivemos que andar muito mesmo.
—Estou com fome. – disse Katheryne. – Tem alguma lanchonete por perto?
—Não, mas tem uma cafeteria logo ali. – respondi.
A cafeteria não era lá grande coisa. Tinha uma cor marrom-avermelhado por fora e encima da porta estava escrito “Coffe Express”, as janelas eram altas e quadriculadas.
—Bom, é melhor do que nada. – falei.
Entramos na cafeteria. Tinha um aroma agradável de café, muffins e rosquinhas.
Sentamos em uma mesa bem próxima da janela.
—Gente, eu preciso contar uma coisa. – avisou Percy.
Não deve ser coisa boa, pensei.
—Eu tive um sonho estranho. Eu estava no Mundo Inferior, em frente ao palácio de Hades, quando Nico saiu do palácio e veio na minha direção. Ele disse...
—Que sentia muito e te matou com uma faca de ferro estígio. – completei.
Todos me olharam, surpresos.
—Como você sabe? – perguntou Percy.
—Eu tive um sonho exatamente assim. Como é possível sonharmos a mesma coisa?
Ficamos em silêncio.
A garçonete – uma moça de cabelos castanho-caju amarrados num coque, olhos cinzas e uma roupa clara demais para o seu tom de pele escuro – perguntou se queríamos algo. Eu disse que queria um café com rosquinhas, os outros pediram cappuccinos.
Quandos os cafés e as rosquinhas chegaram, parecia que estávamos morrendo de fome. Em um segundo acabamos com os cafés e as rosquinhas. Por fim, pedimos a conta. Deu U$29,00. Peguei minha mochila. Quíron deu para cada um de nós U$15,00. Pagamos e saímos.
Quando saímos, um grupo de líderes de torcida estava parado no outro lado da rua. Eram cinco líderes de torcida, umas com cabelos escuros, outros ruivos e loiros.
Elas estavam olhando para nós e rindo, até que eu percebi que elas tinham presas e olhos vermelhos.
Annabeth deve ter percebido também porque disse:
—Ah, não. Monstros!
As ruas ficaram vazias.
—São empousai, se alimentam de carne humana. – disse Percy.
Peguei meu pedaço de madeira, agora cortado no tamanho de uma caneta. Annabeth pegou sua faca de bronze celestial, Percy sua caneta, Alana seu marca-texto e Katheryne seu gloss/batom.
Percy tinha uma caneta que se transformava em uma espada de bronze reluzente com lâmina de fio duplo. Annabeth tinha sua faca de bronze celestial. Alana tinha um marca-texto colorido que se transformava em uma faca de bronze reluzente. Katheryine tinha seu gloss/batom que virava uma espada média de prata e eu tinha o meu pedaço de madeira que virava uma espada de bronze celestial.
Elas começaram a andar na nossa direção. Uma empousa pulou em mim, mas eu desviei e ela bateu de cara na parede.
Aproveitei a chance e lhe dei uma espadada.
Eu até teria ajudado os outros, se não tivesse vindo um manticore atrás de mim.
Tentei me desviar enquanto ele atirava seus espinhos em mim, mas um espinho me atingiu.
Apontei minha espada para o manticore e ele saiu correndo.
Tudo escureceu.
Eu estava em frente a um poço de lava, mas sem conseguir me mexer ou falar.
—Sarah! – ouço alguém me chamar.
Olho para cima e vejo Thalia. Ela estava pendurada em uma corda, junto com um garoto de cabelos loiros e olhos azuis iguais aos de Thalia.
—Thalia, o que está fazendo aqui? – perguntei, sem saber como.
—Eu estou presa no Mundo Inferior, junto com Jason. Por favor, nos ajude!
—Ahn...Oi. – disse Jason.
Eu estava com medo, não queria que Thalia morresse e... aquele é o Jason?
—Prazer em conhecê-lo, Jason...
—Esquece isso, Sarah! Salve a gente!
A imagem desapareceu.
Quando acordei, ainda estávamos em batalha e eu estava pronta para matar qualquer coisa.
Fiquei com tanta raiva de Nico, Hades e Perséfone que matei todos os monstros na minha frente.
Matei todas as empousai, os cães infernais e por fim, o minotauro. Não sei de onde que surgiram esses monstros, mas estavam ali.
Depois que matei todos eles, vi a cara dos outros campistas. Eles estavam de boca aberta, literalmente. Fui até eles e disse:
—Eu juro... Não sei como eu fiz aquilo.
Ninguém respondeu.
—Aquilo foi incrível! – exclamou Percy. – Não sei como você fez, mas foi incrível!
—Não podemos ficar aqui. – falei, tirando toda a poeira amarela de mim. – Temos que continuar.
Estávamos na metade do caminho quando ouvimos um rugido.
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