A Salvadora do Olimpo: O Inimigo
7 Nossa chegada ao Mundo dos Mortos
Notas iniciais
O rugido deixou todas as pessoas assustadas, elas ficavam correndo de um lado para o outro.
Foi ai que vimos o monstro.
Era um leão do tamanho de uma picape, com garras prateadas, pelo dourado e reluzente.
—O Leão de Neméia! – disse Percy. – Pensei que tivesse matado ele com Zöe.
—Lembra sobre o que eu te falei se você tiver sorte com os monstros, eles somem mais de mil anos? – perguntou Annabeth.
Percy concordou com a cabeça.
—É Percy, parece que você não tem sorte. – respondeu Annabeth.
O leão avançou na nossa direção, fizemos a coisa mais inteligente do mundo; corremos.
—O único jeito de matar aquela coisa é com um arco! – gritou Percy.
—Alguém tem um arco? – perguntou Katheryne.
—Eu tenho!
Me virei para ver quem era e tive uma surpresa.
Era uma menina de mais ou menos doze anos, com cabelos avermelhados e olhos...Bem, não consegui ver a cor de seus olhos, mas estavam cheios de ódio.
Um arco apareceu nas suas costas, ela o pegou, armou uma flecha, mirou e atirou. Percebi que ela tinha uma aura, seu arco era bonito, era prata reluzente.
A flecha acertou o focinho do leão, acho que ele nem sentiu. Rugiu para a menina e fugiu.
—Odeio esses monstros poderosos. – disse a menina.
Olhamos para ela.
—Quem é você? – perguntei à ela.
Ela me olhou. Seus olhos eram escuros.
—Sou Ártemis, deusa da caça.
Ficamos em silêncio por alguns segundos.
—Então, você é Ártemis? – perguntou Alana.
—Sim, eu sou. – respondeu Ártemis.
Lembro que Alana me contou que adora Ártemis. Não sei se é porque Ártemis é sua tia, mas tudo bem.
Ártemis deu um papel a Alana.
—Se quiser, venha me encontrar.
Ela estendeu seu arco para Alana.
—Obrigada, mas não posso aceitar. – disse Alana.
—Por favor, fique com ele. – insistiu Ártemis.
Alana pegou o arco.
—Obrigada. – agradeceu.
Ártemis se virou para mim.
—Espero que encontre sua irmã. Ela é minha caçadora.
Concordei com a cabeça.
—Vou encontrá-la. – prometi.
—Tomem, fiquem com isso. – ela deu para cada um de nós dois sanduíches de peru. – Deve ajudar vocês ao longo da missão.
Nós agradecemos e nos despedimos.
Continuamos nosso caminho até a loja de doces.
—Devíamos parar para descansar. – disse Annabeth. – O dia foi longo.
—Acho melhor não. Quanto mais demorarmos, mais Thalia e Jason ficam perto da morte. – falei.
—Concordo com Sarah, mas devíamos parar para comer. – disse Katheryne.
Concordamos e paramos para comer os sanduíches de peru. Katheryne ficou tão animada que começou a cantar “Firework”, de sua cantora favorita, Katy Perry.
—Por favor, quer parar de cantar!? – gritou Alana e Katheryne parou de cantar. Essas garotas...
Acabamos de comer e seguimos em frente.
Finalmente, depois de andar duas horas, chegamos à doceria. Por fora, ela tinha um tom de rosa com sorvetes e balas nas paredes. Acima da porta estava escrito “Cesta de Doces”.
—É, chegamos. – disse Alana.
Entramos na doceria.
Era o lugar mais incrível que eu já vi. Era cheio de estantes de doces; balas, jujubas, pirulitos...As paredes eram cheias de jujubas verdadeiras.
Mesmo assim, eu sentia uma coisa estranha, uma vozinha na minha cabeça dizendo para não tocar em nada.
—Este lugar é incrível! – exclamou Alana.
—E tem amostras grátis – disse uma voz.
Olhamos para ver quem era.
Era uma mulher com cabelos escuros. Devia ser muito velha, pois estava cheia de rugas e tinha olhos cinzas intensos.
—Podem pegar qualquer doce que sairá de graça. – disse a senhora.
Cada um de nós recebeu uma sacola transparente para colocar os doces.
Katheryne, Alana e Annabeth pegaram metade dos doces da loja. Percy pegou apenas os doces azuis.
—Vá pegar alguns doces, querida. – implorou a senhora para mim. – Até Hades adora esses doces.
Espere um pouco... Hades? Esses doces?
Olhei para meus amigos e gritei:
—Não comam os doces!
Eles estavam quase comendo os doces.
—Por que você disse isso? – perguntou a senhora, irritada.
Olhei para ela.
—Porque eu sei quem você é! – respondi. – Você é Perséfone, deusa do Mundo Inferior.
A deusa se envolveu em um brilho dourado, ela estava voltando a sua forma original.
Virei minha cabeça e os outros fizeram o mesmo. O brilho parou e olhamos para ela.
—Você é muito inteligente, filha de Zeus! – ela disse. – Pena que não vá viver por mais tempo!
Ela fechou os olhos e se concentrou. Uma névoa preta ficou ao redor de Perséfone.
—Ela está invocando monstros! – disse Annabeth.
De repente, três cães infernais apareceram na nossa frente.
—Sarah, corre! – gritaram Alana e Katheryne em uníssono.
Fiz o que elas disseram, corri. Os cães infernais estavam me seguindo e eu não tinha para onde ir.
Mas mudei de ideia. Peguei meu pedaço de madeira (que se transformou numa espada) e fui para a batalha.
Ataquei o primeiro cão infernal bem na pata e ele se dissolveu em pó amarelo. O segundo ataquei nas costas e o terceiro (ao que eu apelidei de Bob) acertei no focinho.
—Sua semideusa idiota! – gritou Perséfone. – Você matou meus bebês!
Por um momento, pensei que eram enfeites, mas eram flores de verdade brotando do chão.
—Essas flores vão te matar rapidinho. – disse Perséfone. – Elas tem veneno.
As flores começaram a cuspir veneno em mim. Me esquivei para o lado, não tinha como vencer aquelas flores, a menos que...
Fiz uma coisa que foi interessante; invoquei raios com minha espada. Todos se abaixaram. Os raios foram tão fortes que destruíram o teto da loja e caíram nas flores, fazendo-as murchar.
—Eu vou abrir uma exceção para vocês, semideuses. Deixarei vocês entrarem no Mundo Inferior. Fica no porão da loja. – entregou Perséfone e desapareceu em uma névoa preta.
Não falamos nada, apenas descemos até o porão.
O porão tinha um aroma nada agradável de doces. Tinha as paredes e o chão feitos de madeira. No canto da sala tinha uma porta de metal.
Cheguei perto da porta, senti um arrepio. Do lado da porta tinha uma maquininha que parecia uma calculadora.
—Não acredito que a porta para o Mundo Inferior tem senha! – resmunguei. – Por isso que Perséfone deixou a gente passar. Não sabemos a senha!
Olhamos para Annabeth e Katheryne.
—Eu não sei! Não me pergunte! – falou Annabeth.
—Eu sei! – disse Katheryne. Ela foi até a máquina e digitou.
A porta abriu e Annabeth disse:
—Brilhante! Como você sabia?
Katheryne olhou para Alana depois para Annabeth.
—Seu Último Suspiro; 132
Eu não entendi muito bem, mas passamos pela porta.
Saímos num palácio com paredes de obsidiana e o chão de mármore preto.
—Chegamos! — disse Percy. – Palácio de Hades, Mundo Inferior.
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