A Salvadora do Olimpo: O Inimigo

8 Minha prática de arco e flecha


Notas iniciais
Como prometido, um capítulo por dia ;)

Nós encaramos uns aos outros.

—Então, por onde vamos? – perguntou Katheryne.

—Tenho que achar Thalia e Jason. Vocês procurem alguma pista sobre o plano de Hades. – falei.

—Não! Nós vamos com você! – protestou Annabeth. – Você não pode ficar andando por ai sozinha. Está no palácio de seu tio, ou seja, seu inimigo.

Pensamos um pouco.

—Annabeth também não vai me deixar andar sozinho por ai. – disse Percy. – Vamos nos dividir: Katheryne e Alana vão com Sarah e Annabeth vai comigo.

Todos concordamos. No começo, Annabeth parecia prestes a dar um soco em Percy, mas logo concordou.

Percy e Annabeth foram para a esquerda e nós para a direita.

Não tinha muita coisa no caminho. Então, conversamos as possibilidades de encontrar Thalia e Jason.

—Eu acho que estamos indo para o caminho errado. – disse Katheryne.

Olhamos para ela, perplexas.

—Você só pode estar brincando, não é? – perguntou Alana.

Katheryne pensou um pouco.

—É, acho que sim.

Esquecemos e continuamos.

Estávamos andando tranquilas quando ouvimos um barulho. Era um grito de socorro.

—Deve ser de Thalia! – falei. – Precisamos encontrá-la!

Corremos até o final do corredor. Foi ai que Katheryne tropeçou em uma barra de ouro. Ajudamos ela a se levantar.

—Deuses, o que é isso? – perguntou Alana.

A barra de ouro parecia uma maçaneta.

—Talvez Thalia e Jason estejam lá em baixo. – disse Katheryne.

—Você está certa, os gritos vêm daqui. – concordei e puxei a maçaneta de ouro.

Ela dava para uma escadaria não muito funda. Não reclamamos e entramos.

A cada degrau que descíamos, parecia que ficava mais quente. A sensação era a de estar entrando em um forno. Mas conseguimos chegar onde estavam Thalia e Jason.

Eles estavam pendurados em uma corda juntos, virados de costas, acima do poço de lava.

Thalia olhou para mim e pareceu aliviada. Jason parecia dormir.

—Ah, graças aos deuses! Sarah, tire a gente daqui por favor!

—Eu vou tentar. – falei. – Mas pode demorar um pouco.

Ela me olhou, preocupada.

—Sarah, só temos meia hora até nós cairmos no poço de lava.

Fiquei preocupada. Não queria que as únicas pessoas da minha família morressem.

Foi quando eu percebi um painel com apenas um botão.

—Acho que já sei o que vou fazer. – disse à Thalia. – Tem um botão que se eu conseguir acertá-lo, o gancho pode recuar.

—Mas e se o botão não fizer o gancho recuar? – perguntou Thalia.

—Não sei. É o único jeito de tirar vocês daí! – respondi.

Nesse momento, Jason acordou.

—O que aconteceu? – perguntou à Thalia.

Thalia olhou na nossa direção e Jason percebeu que estávamos ali.

—Ahn... Oi, Sarah. – cumprimentou Jason e lhe deu um sorriso.

Virei-me para Alana.

—Alana, seu arco veio com uma aljava de flechas infinitas, não é?

—Veio, eu acho. – ela respondeu.

—Pode me emprestar? – pedi.

Ela concordou e me deu o arco.

O arco era um pouquinho mais pesado que um arco comum. Tomara que eu saiba usá-lo.

Mirei no botão acima do gancho. Eu estava tão nervosa que estava tremendo. Errei.

Suspirei. Alana perguntou:

—Quer que eu faça?

—Não, não precisa. – respondi.

Na segunda vez eu estava mais nervosa ainda. Passou perto.

—Sarah, se concentre. – aconselhou Alana.

Fiz o que ela disse, lembrei-me de tudo que eu tinha que fazer e atirei.

A flecha acertou o botão, mas em vez de recuar, fez a corda se soltar do gancho.

Se Jason não tivesse pego Thalia e voasse, eles teriam caído na lava.

Fiquei aliviada quando eles aterrissaram no chão.

—Obrigada. – agradeceu Thalia. Ela estava nervosa, provavelmente por causa da altura.

Abracei Thalia e percebi que ela tinha lágrimas nos olhos.

—Tá, o que faremos agora? – perguntei à Thalia.

—Tenho que levar Jason para casa. Existe outro acampamento.

Fico chocada. Como assim outro acampamento?

—Outro acampamento? – pergunto confusa.

—Sim, para os romanos. – Thalia percebeu a minha cara de indignação e logo continuar. – Sarah, eu ia te contar, mas... Eu também não sabia. Nico encontrou o acampamento há alguns meses atrás. Desculpa Sarah...

—Tudo bem, Thalia. Não precisa se preocupar.

—Você me perdoa? – ela perguntou.

—Perdoo, mesmo não tendo nada para perdoar.

Ficou-se um silêncio.

—Bem, se você quer saber, é o Acampamento Júpiter. Ninguém sabe sobre ele, somente eu, você, Nico, Katheryne e Alana. – continuou Thalia. – Bem, está na hora de ir.

—Tenha cuidado, Thalia. Não vai querer ser pega de novo. – alertei.

Ela concordou.

Subimos as escadas, nos despedimos e seguimos nosso caminho, indo para o lado alternativo.