A Salvadora do Olimpo: O Inimigo
9 Nossos caminhos se separam
Notas iniciais
No caminho encontramos Percy e Annabeth.
—Acharam Thalia e Jason? – perguntou Annabeth.
Concordei com a cabeça.
—Acharam alguma pista sobre os planos de Hades?
Percy e Annabeth se entreolharam.
—Hades pretende usar Nico para destruir o acampamento e dominar o Olimpo. – respondeu Percy.
Fiquei decepcionada com Nico. Ele parecia ser tão legal.
—Tá, temos que sair daqui. – falei. – Alguém sabe por onde?
—Tem uma saída perto do Rio Estige. – respondeu Percy.
Seguimos nosso caminho para o Rio Estige.
Chegando lá, não vimos nenhuma saída, nenhuma porta, nada.
—Nossa! – exclamou Alana. – Ou eu preciso de óculos ou não tem nenhuma saída por aqui.
—Isso é impossível! Eu jurava que tinha uma porta aqui! – disse Percy, olhando para onde a porta deveria estar.
Percy ficou andando de um lado para o outro, procurando alguma porta.
Foi quando eu percebi que havia mesmo uma porta, bem ali, no outro lado do Rio Estige.
—Percy, quando você viu a porta ela estava de qual lado? – perguntei.
Ele me olhou, desapontado.
—Bem aqui onde estou... Ah...
—Você é muito lerdo, Cabeça de Alga. – disse Annabeth.
Pensamos um pouco.
—Como vamos passar para o outro lado. – perguntou Alana.
—Percy pode mover a água e fazer uma ponte para a gente atravessar. – sugeriu Katheryne.
—Eu poderia fazer isso, mas mesmo assim, seria arriscado para vocês. – respondeu Percy.
—Eu poderia voar sobre a água com vocês. – sugeri.
—Boa ideia! – exclamaram Katheryne e Alana juntas.
—Sarah, eu não sei se isso vai funcionar. – disse Annabeth.
—Annabeth, não temos outro plano. – disse Percy
Foi difícil, mas consegui levar todos para o outro lado.
—Tá bom, eu entro primeiro com Alana e Katheryne e depois, você e Annabeth. – disse à Percy.
Concordamos e seguimos.
Entrei primeiro com as meninas e saímos em um lugar inesperado.
—Por Atena! – exclamou Katheryne.
Saímos num Shopping Center, um lugar que eu odeio.
—Odeio shopping! – falei.
Katheryne e Alana me olharam com desdém.
—Sarah, você é maluca! – disse Alana. – Como você pode não gostar?
—Olha, eu...
—Não importa! – disse Katheryne. – Vamos fazer compras!
Ela nos puxou e fomos obrigadas a ir junto.
Ficamos andando de loja em loja por mais ou menos duas horas com a Katy (ela pediu para eu chama-la assim), fazendo comentários como “Que bonito” ou “OMG” e coisas assim.
Então uma coisa veio a minha mente.
—Ahn...gente, nós esquecemos uma coisa...
—O quê? – elas perguntaram.
—Gente, Percy e Annabeth! Onde eles estão?
—Ah, não! Não! – disse Katheryne. – Como eu pude esquecer minha irmã?
—Ah, isso é óbvio! – exclamou Alana. – Você é a pessoa mais distraída do mundo.
Não liguei para a briga delas. Estava olhando, curiosa, para uma loja colorida, e quando digo colorida é colorida mesmo!
—Ahn...meninas, vocês tem que ver isso.
Elas pararam de brigar e seguiram meu olhar.
—Por Atena! – exclamou Katy, boquiaberta.
—Santo Apolo! – disse Alana. – Precisamos entrar ai!
—Ahn... Alana, não acho uma boa ideia entrar ai. Você viu o nome da loja? “Bolinhos Orgânicos da Tia Íris.” E a loja é tipo... como um arco-íris. – rebateu Katy.
—Meninas, existe uma deusa do arco-íris, não é? – perguntei.
—É existe, Íris, deusa do arco-íris... – respondeu Katy.
—Então, essa loja pode ser da deusa do arco-íris! – exclamei.
—Sério? – perguntou Katy, com sarcasmo.
—Não é melhor nós entrarmos? – interveio Alana. – Eu quero comer alguns doces.
Não discutimos e entramos.
—Uau! – exclamei.
As paredes eram feitas de madeiras coloridas, o piso era cada um de cada cor.
Em uma prateleira, estava cheia de bolinhos orgânicos. Em outra, estava cheia de doces coloridos.
Uma atendente (bem, eu acho que era, pois estava com um uniforme com o nome da loja) veio falar com a gente.
—Olá! Meu nome é Íris.
—Tipo, a deusa do arco-íris? – perguntei.
A menina tinha cabelos castanhos claros e os olhos da mesma cor. Parecia ter minha idade.
—Não, eu sou tipo a filha dela. – ela respondeu.
Uma filha da deusa do arco-íris? Achei que elas fossem mais “coloridas”
—Então...sua mãe está aqui? – perguntou Alana.
—Bem, acho que ela está assando mais bolinhos orgânicos. – respondeu Íris.
Ela foi andando em direção à uma porta que eu nem tinha notado. Nós a seguimos.
Lá dentro, as paredes eram azuis com arco-íris pintados, o chão era como o da loja. Um aroma de bolinhos recém assados invadiu meu nariz e é claro, havia bolinhos recém assados.
Enquanto caminhávamos, Alana veio falar comigo:
—Sarah, quando nós sairmos daqui, posso pegar aqueles doces?
Não tive tempo nem de responder, porque na minha frente, havia uma mulher de meia-idade com cabelos castanhos claros e olhos multicoloridos. Ela usava um vestido com todas as cores do arco-íris que ia até os seus pés.
—Olá! – ela falou. – Eu sou Íris, a deusa do arco-íris.
Ficamos um bom tempo olhando para ela sem falar nada.
—Não fiquem com vergonha queridas! – ela continuou. – Peguem os bolinhos!
Só Alana pegou um e o mordeu.
—Isso é bom! – ela falou. – Posso pegar aqueles doces lá da frente?
—Os doces sem açúcar? Pode sim! – respondeu a deusa.
Alana olhou para mim com uma cara que dizia “Doces sem açúcar? Como é que pode?”
—Vocês estão aqui por um motivo não é? – perguntou a deusa Íris.
—Na verdade, eu estaria fazendo compras nesse momento – disse Katy. -, mas como Alana quis entrar, resolvemos não discutir.
—Ah! – exclamou a deusa, parecendo interessada.
—Mas também queríamos saber onde estão Percy e Annabeth. – falei.
—Eles estão bem! – falou a deusa. – Estão em um deserto.
—Deserto? – perguntou Katy.
—Sim, com areia e...
—Eu sei o que é um deserto!
Eu interrompi as duas:
—Bom, já que sabemos onde Percy e Annabeth estão, vamos até lá!
—Não é tão fácil assim, querida! – disse a deusa. – Primeiro você tem que seguir a sua jornada.
—Que jornada? – perguntei.
—Você saberá logo, logo.
E num piscar de olhos, ela desapareceu.
Ficamos impressionadas.
—Ela sempre faz isso? – perguntei a Íris.
Ela me olhou. Seus olhos não estavam mais castanhos, estavam azuis.
—Minha mãe gosta de criar um suspense às vezes. Vocês são semideusas? – ela perguntou.
Alana olhou para Íris.
—Não, somos monstros!
—Alana! Seja legal com a menina! – pediu Katy.
—Desculpe, Íris. É que essas meninas são muito...”amigas”. Sim, somos semideusas, Katy é filha de Atena, Alana de Apolo e eu de Zeus.
Íris me encarou.
—Não gosto dos filhos de Zeus.
Aquilo doeu.
—Por que não? – perguntou Katy.
—Porque meu pior erro foi confiar num filho de Zeus...mas vocês não querem saber disso. Podem pegar o que quiserem da loja, para vocês é grátis.
Alana ficou tipo, a pessoa mais feliz do mundo. Pegou duas sacolas de bolinhos orgânicos e um saquinho de doces sem açúcar.
Agradecemos à Íris pelos doces e fomos embora.
—Esses doces são sem açúcar! – exclamou Alana. – Será que são bons? – ela experimentou um doce. – Hmm... não sei... esses doces são sem açúcar, mas são tão... bons!
Não estava prestando atenção no que ela estava falando. Estava preocupada, no que as duas Íris tinham dito. Que jornada é essa? O que será que aconteceu com Íris depois que ela confiou em um irmão meu? E que irmão era esse?
Afastei esses pensamentos da minha cabeça. Eram muito.
—Como vamos encontrar Percy e Annabeth? E em qual deserto eles estão? – perguntou Katy.
Pensei um pouco.
—Pode deixar. – eu disse. – Tenho um plano.
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