Notas iniciais
Olá Little Kat's! Mais um capítulo aqui para vocês! Se estiverem gostando favoritem, comentem e recomendem que eu agradeço! :D

—Como vamos encontrar Percy e Annabeth agora? – perguntou Katy, enquanto passávamos por campos de lírios.

—Não sei Katy. – respondi. – Meninas, tenho uma coisa para contar a vocês.

Elas pararam e me olharam.

—Vocês lembram, no shopping, quando estávamos...ou eu estava, fugindo daquele cara e de repente não conseguimos nos mexer ou falar? – elas concordaram com a cabeça. – Então, eu estava deitada, numa cama, e Nico estava sentado numa cadeira ao meu lado. Ele só está ajudando Hades porque ele prometeu trazer a irmã e a mãe dele de volta.

—Coitado! – disse Katy. – Eu também faria qualquer coisa se meu pai morresse ou até mesmo Annabeth, mas não chegaria a esse ponto.

—Isso é porque sua mãe não morreu num “acidente” de carro. – retrucou Alana.

—Gente, por favor. – pedi. – Continuando, eu tive um sonho que Nico estava tentando me matar, mas havia uma luz que despedaçou os esqueletos. A luz era Héstia. – Katy e Alana estavam tão impressionadas com o que eu acabara de falar que estavam sem palavras. – Então, ela me deu isto. – peguei a minha caneta que agora virou uma espada. – Esta é Graecus, a forasteira dos romanos. Agora vejam o que está escrito aqui. – Indiquei o lugar e elas leram.

—É um presente de Zeus? – perguntou Katy.

—Eu acho que sim. – disse Alana. – Parece verdadeira e original.

—E não é só isso! – Contei sobre como as achei, sobre as fotos, o encontro com Hades e sobre o Olimpo.

—É igual o verso da profecia “O Olimpo escurecerá”. – disse Katy.

—Já estamos na metade da profecia. – lembrou Alana. – O próximo verso é “A Águia enfrentará o inimigo”. Eu acho que se refere a você, Sarah.

—Ou não, pode ser à seu pai também. – disse Katy.

—Meninas, eu realmente não sei. – admiti. – Agora, precisamos nos preocupar com Percy e Annabeth.

—Eles estão num deserto, mas qual? – perguntou Alana.

Não tive nem tempo de responder porque um barulho quase me deixou surda.

No outro lado do campo de lírios, uma menina loira gritava. Não conseguíamos ver o motivo.

—Alguém precisa ir até lá! – gritou Katy.

—Eu vou! – respondi. – Fiquem aqui!

Corri até a menina que gritava, mas cheguei no momento que uma lâmina ultrapassou sua barriga.

O grito cessou e a menina caiu no chão, morta.

Quando ela caiu, pude ver o seu assassino. Era um garoto de cabelos escuros e olhos cinzas.

Ele se virou para mim.

—Conhecia ela? – ele perguntou.

Não respondi.

—O nome dela era Emilly, Emilly Row. – ele falou. – Era filha de Hermes. Uma garota do – ele tossiu. – Acampamento Meio-Sangue. Uma garota simpática, mas lerda demais. – Ele tirou a espada da barriga da garota.

Eu estava em choque, mas sabia o que falar:

—Quem é você?

Ele me olhou. Seus olhos cinzas me fizeram lembrar dela. Eu já sabia antes mesmo de ele dizer.

—Michael Carl, filho de Perséfone.

—Impossível! Perséfone nunca trairia Hades! – exclamei.

—Eu não deveria existir! – ele disse. – Minha mãe me criou de uma alma qualquer. Fiquei anos lá embaixo, sem ver o sol, as estrelas... – ele me olhou e se aproximou. – Ela me disse para te matar. À vocês e suas amiguinhas, mas eu não o farei! Você é bem mais poderosa. Já as suas amigas...

E desapareceu.

Olhei para Katy e Alana. Elas estavam lutando com um monte de Michaels, mas... como?

Corri até elas. Estava cansada. Minha respiração estava acelerada, não conseguia respirar. Quando percebi, estava sendo sufocada por Michael.

Não conseguia pegar Graecus. Não conseguia mexer meu corpo. Estava ficando escuro, muito escuro, até que...

Caí no chão. Estava tossindo, minha visão estava turva. Havia sangue em meu rosto e em minhas mãos.

Olhei para o céu. Não estava morta.

Duas figuras apareceram e me sacudiram.

—Sarah! Você está bem? – perguntou uma figura.

Minha visão voltou ao normal e pude distinguir as figuras. Eram Katy e Alana.

—Sarah, você está bem? – perguntou Alana, me ajudando a sentar.

—Eu acho que sim. – minha voz estava rouca.

Olhei para o corpo de Michael morto com uma flecha na cabeça.

—Quem era ele? – perguntou Katy.

Contei a elas tudo o que aconteceu.

—Então, a menina que estava gritando era Emilly Row, a campista que desapareceu. – disse Katy.

—E o garoto que eu matei era o filho fantasma de Perséfone. – disse Alana.

Ficamos em silêncio, mas minha mente não conseguia calcular o que estava acontecendo. Como Emilly conseguiu chegar aqui? E onde está a outra garota, cujo nome seja Clara? Como Katy e Alana chegaram naquela caverna? Como vamos achar Percy e Annabeth sem que nenhuma de nós morra? Será que chegaremos a tempo de salvar o Olimpo e levar a paz ao acampamento que vai ser destruído por Nico e Hades? São muitas perguntas sem respostas.

Por fim, quebrei o silêncio.

—Duas mortes brutais em um dia. Acho que é o suficiente.