A República do Chope

3 Capítulo 3 - Caça ao professor Camus


Notas iniciais
Capítulo pronto sobre protestos desse site que só valoriza os que pagam por ele. Estou vendo a hora que deixará de ser gratuito. Propaganda só para quem paga! Então vou aproveitar para fazer propaganda de outra fic minha, Manual de Sedução por Milo Seferis. Leiam.... já que não posso fazer propaganda e ainda por cima dão prioridade para os do clubezinho pago na lista de categoria....

Milo não era do tipo de se encantar assim tão fácil, mas foi algo sem explicação. Aquele ruivo era estranhamente irresistível, naturalmente sensual e.... hétero. Apesar de esse não ser um "diagnóstico" que possa ser feito a primeira vista, ele tinha todo o porte de um homem que gosta de mulheres e para piorar a situação, ele estava acompanhado por uma loira. Nos fundos daquele bar, em meio a sorrisos, eles conversavam tranquilos. Ele, sem perceber que era atentamente observado, mostrava todo o seu charme para o jovem garoto encantado.

- Você não sabe nada sobre ele Aldebaran? — Perguntou Afrodite, percebendo os olhares que Milo esporadicamente lançava sobre o professor.

- Ele quem? Camus?

- É...

- Ele é do tipo calado. Não sei muito sobre ele... — Aldebaran parou para observar o professor com sua acompanhante.

- Calado? Ele parece bem articulado com aquela moça. — Observou Milo.

- Verdade, mas isso não é comum. — Comentou Aldebaran, voltando a olhar para os garotos a sua frente.Reparou que Afrodite o olhava com certa curiosidade e, desconfiando sobre o que causava aquela expressão, logo emendou: — Não é a primeira vez que vejo isso acontecer. Muitos alunos se apaixonam pelo francês.

- E eles.... — Milo quis perguntar, mas sua pergunta morreu na boca quando percebeu que Camus se aproximara para falar com Aldebaran.

- Depois fale com Gertrudes, preciso falar com ela. — Ele disse para Aldebaran da forma que lhe era natural, mas que foi sentido como uma sensual carícia por Milo e, por alguns segundos, seus olhos se cruzaram, e o jovem republicano logo sentiu os pêlos se ouriçarem ao encontrar aqueles olhos. Mas o professor logo voltou a olhar para Aldebaran, cumprimentando-o rapidamente e saindo do bar com a loiro, escoltado pelo olhares dos três.

- Uau! Isso é que é um homem charmoso! — Comentou Afrodite. — Esquece amigo, aquele lá é hétero até o ultimo fio de cabelo. — Deu sua última sentença, deixando um pasmado Milo a observar o caminho já perdido do professor.

- As dondocas podem sair daí e nos ajudar aqui? — Reclamou Aioria, chamando a atenção dos dois.

- Desculpa aí Aioria... — Afrodite riu. — Nos distraímos com o novo amor do Milo. — Aioria pensou em zoar com o fato de Milo ser muito tarado para está apaixonado, mas viu um olhar estranho no primo e então resolveuficar calado e entregar algumas sacolas com as compras para eles.

- E deu para pagar? — Milo perguntou vendo o tanto de sacolas.

- Dona Gertrudes nos ofereceu um caixa, não vamos pagar agora. Ela foi muito gentil. — Explicou Shaka.

- Legal! - Comentou Milo.

- É, mas agente vai ter que pagar tá, não é fiado não Miluxo!! — Brincou Aioria, mas logo se arrependeu ao ver a reação dos colegas com o apelido.

- Miluxo?? Cara! Esse apelido é muito fofo hein! - Gargalhou Afrodite.

- Parabéns aí cara! Valeu mesmo! — Ralhou Milo, enquanto se dirigia rapidamente para a república.

Irritado pela brincadeira do primo e pela suposta heterossexualidade do professor gostoso, Milo foi na frente até a casa, batendo o pé e bufando de raiva.

- Ei garoto! — Aldebaran chamou Mu. O ariano se virou para o balcão enquanto os outros se dirigiam para o casarão guardar as sacolas. – Hoje a noite vai ter uma banda aqui, se quiserem vir..

- Ah ta, vou falar com eles. Obrigado. – Mu agradeceu e se retirou do bar seguindo seus colegas.

Já chegando à casa, o assunto da casa era a nova paixonite de Milo.

- Mas conta aí Afrodite! Quem é essa nova paixonite do Milo? – Perguntou Aioria eufórico.

- Ihh é um bofe MA-RA-VI-LHO-SO!!!! Muito gato! Um professor da faculdade até! – Respondeu de modo afetado.

- Ihhhh mas e aí? Como é o nome dele? – Perguntou para o primo.

- Eu não sei, e nem quero saber! – Milo ralhou.

- Não entendi... – Aioria estranhou a atitude do primo.

- Sabe o que é Oria.... é que o professor bofe e gostoso parece que é hétero. – Explicou Afrodite.

- E como sabem? – Perguntou Aioria.

- Ele estava acompanhado por uma loira. Tudo bem que estavam só conversando, mas...

- Só por isso? – Shaka, da cozinha, perguntou para Afrodite.

- Ahhh, sei lá né... parecia. – Afrodite tentou se justificar.

- Isso não quer dizer nada, se o Milo gostou dele não tem que desistir só porque ele estava conversando com uma mulher. – Shaka argumentou.

- Mas parecia... sei lá, ele não tinha jeito. Pode ser que não seja, mas... – Afrodite levantou as mãos, desistindo da sua defesa da heterossexualidade de Camus. Milo apenas observava atentamente tudo o que Shaka falava.

- Talvez você possa encontrá-lo de novo na festa do bar. Aldebaran me disse que terá uma festinha no bar hoje a noite. – Sugeriu Mu.

- Mas será que ele iria? – Perguntou Milo, esperançoso.

- É claro que ele não vai. – Aioria comentou. – É um professor. Professores não costumam ir às festas.

- Mas não acho que é uma festa dos alunos, acho que é coisa do bar mesmo... – Mu comentou.

- Bem, agente pode perguntar para o Aldebaran se o professor vai. – Afrodite sugeriu.

- É uma boa.... – Aioria comenta. – Você podia ir lá, já que ficaram conversando com ele, e viu o cara. – Emendou.

- Está bem, eu vou lá então! – E dito isso, Afrodite logo saiu da casa em direção ao bar para falar com Aldebaran.

- Vocês falam isso, mas... e se o cara não gostar? – Perguntou Milo para os outros.

- Você só vai saber se tentar... – Disse Shaka despreocupado.

- Está com medo, é? – Brincou Aioria.

- Não é nada disso... é só que.... ah sei lá... – Tentou explicar Milo. Aioria franziu o cenho, pois nunca o viu daquele jeito. Shaka observou os dois e percebeu imediatamente que aquilo não era apenas uma atraçãozinha juvenil. Então eles se sentaram, olhando um para o outro, apenas esperando pelo que aconteceria a seguir.

- Agente não devia.... continuar com o jogo? – Perguntou Aioria.

- Mas sem o Afrodite? — Mu perguntou também.

- Eu acho melhor esperar um pouco... – Opinou Mu.

- Mas e se ele demorar? – Aioria perguntou, mais ancioso.

- Ah galera, agente joga e quando ele voltar ele entra no jogo... – Disse Milo.

- Por mim, tudo bem. – Comentou Shaka. Mas antes que eles pudessem continuar, a campainha toca.

- Ué, será que é o Afrodite? – Milo perguntou.

- Claro que não! Afrodite não iria tocar a campainha! Deve ser outra pessoa. – Disse Aioria já se levantando para ver quem era. Enquanto isso, os rapazes ficaram em silêncio, esperando Aioria voltar para dizer quem era.

- Será que é um morador novo? – Sussurrou Mu para os amigos.

- Ahnn galera! Venham ver isso!! – Aioria gritou da porta da casa para que eles saíssem para ver o que estava acontecendo. Quando todos se encontraram na porta, avistaram um grande cartaz com os dizeres:

Batismo dos Calouros do Chope!

Venham! Hoje a noite na República do Chope!

Damas grátis até as 22:00!!

- Como assim? Batismo? Aqui? — Mu perguntou confuso.

- Também não sei... — Shaka ficou pensando.

- Eu acho que deve ser trote. - Aioria concluiu.

- Tá com cara mesmo... — Milo confirmou.

- Eii!!! Vocês estão vendo isso? — Afrodite gritava no meio da rua apontando o cartaz. Saiu correndo em direção a casa.

- Estamos vendo. Sabe o que é? — Shaka perguntou para Afrodite.

- Digamos que é a festa dos veteranos. Aldebaran disse que os veteranos sempre fazem esse tipo de festas aqui na rua.

- Parece que essa República é conhecida. — Milo observou.

- Mas e a festa do bar? — Mu perguntou.

- Isso — Afrodite disse apontando para o cartaz. - é a festa do bar.

- E o professor, vem? — Milo perguntou.

- Aldebaran disse que professores não costumam vir....

- Bem.... então temos que arrumar um jeito dele vir. — Shaka disse, pensativo, ignorando os olhares sobre si.

- Shaka! Aloww!! É festa para calouros!! - Afrodite disse para Shaka.

- Deve rolar trote aí... como pensei. - Milo concluiu.

- E logo os professore não serão convidados né... — Emendou Afrodite. Mas Shaka não deu bola para isso e logo rumou para o bar. Eles se olharam estupefatos e seguiram aquele loiro doido até o bar.

- Aldebaran? — Shaka perguntou.

- Sim?

- Prazer, eu sou Shaka, da república, amigo do Afrodite.

- Ah sim... como vai?

- Eu vou bem, obrigado. E você?

- Vou bem também. O que deseja? Faltou algo para comprar?

- Não, não. Eu gostaria de uma informação. Sobre aquele professor que o Milo gostou.

- Ah sei... o Camus.

- Esse mesmo. Vou ser bem direto com você. Eu quero saber se o Milo tem alguma chance com ele.

- Bem... ele é muito discreto e...

- Tudo bem, não tem problema. Mas você sabe com quem posso saber? — Aldebaran viu os outros chegando afobados e prendeu a respiração. Todos os olhavam com caras exasperadas.

- Bom... ele tem um amigo, um professor de filosofia.

- Ótimo! Então provavelmente eu o conhecerei. Qual o nome dele?

- Saga.

- Certo... e eles costumam vir aqui?

- As vezes.

- Shaka? O que está fazendo? — Milo perguntou, sem graça.

- Calma... não precisam se preocupar com isso. Eu sou bem tranquilo... — Aldebaran piscou para Milo.

- Estou te ajudando. Você não quer reencontrar o professor? — Shaka indagou.

- Quero, mas... mas também não é uma sangria desatada.

- Então, estou agindo com calma... mas é preciso pelo menos localizá-lo né, criança? — Foi a primeira vez que eles viram um traço mais afeminado em Shaka e isso os surpreendeu um pouco.

- Calma.... porque vocês não sentam aí e relaxam.. — Aldebaran tentou amenizar o ânimo de Milo. Eles então sentaram em volta de uma das mesas.

- Aioria, quem estava tocando a campainha? — Mu perguntou.

- Foi um cara avisando sobre a festa, me deu esses panfletos. Disse que se chama Carlo*.

- Deve ser um veterano. — Milo opinou.

- Carlo? Deve ser espanhol ou descendente... — Imaginou Afrodite.

- Aqui todo mundo é gringo, nunca vi igual! - Milo comentou.

- Gente, eu estava pensando aqui. — Shaka começou a elaborar seu plano para encontrar o professor.- Acho que tem um jeito do professor vir a essa festa. Ou melhor... da festa ir até ele.

- Como? - Milo perguntou.

- Olhem o panfleto. — Shaka disse e todos imediatamente foram para trás de Milo para ver do que Shaka estava falando. Olharam atentamente até que entenderam onde Shaka queria chegar e riram.

- Mas como vamos fazer para que ele esteja lá? — Aioria perguntou. Shaka logo olhou para Aldebaran. Quem sabe o gigante não poderia ajudar nisso, pensou o indiano.

- Shaka, o Aldebaran falou que mal conhece o tal professor. O que ele poderia fazer? — Quase telepaticamente, Mu desconfiou no que o loiro estava pensando e manifestou sua dúvida.

- Verdade Mu, mas talvez ele possa nos ajudar de outro jeito. — Todos ficaram observando o loiro, que parecia mais inteligente e astuto a cada momento que passava e, sem demorar, Milo fez a pergunta que já estava ficando entalada na garganta.

- Mas que jeito? Pára de fazer suspense e diz logo! — Mas Shaka não se importou e com um movimento rápido, chamou Aldebaran que estava passando por ali.

Continua....


Notas finais
N/A: Oi, primeiro desculpem a demora. Segundo, sei que prometi jogo da verdade e outros personagens mas acabei deixando para o próximo. Foi difícil escrever esse capítulo, ficou uns dias entalado, mas saiu. Espero que gostem. * Carlo é o MDM. Esse nome não me pertence, é da autora Pipe.