A República do Chope
26 Capítulo 26 - Festa na República do Chope!
Notas iniciais
Bom, problemas à parte, cá está o último capítulo! Eu espero realmente que gostem! Grande beijo e até uma próxima!
Afrodite estava com a cabeça latejando de tanta dor. Toda aquela história, a inocência de Carlo, sua participação naquele grupo de encrenqueiros preconceituosos, a declaração na choppada, a sua vingança, os olhos que se cruzavam, todas essas coisas praticamente entupiam sua cabeça, fazendo-a dar voltas sem controle.
Ele voltava para a casa mecanicamente. Pelo seu estado via-se que ele não estava ali, não estava prestando atenção em nada. Parecia alguém que estava muito longe do próprio corpo, viajando nos próprios pensamentos.
E por isso mesmo, por estar tão distante da realidade, não percebeu que um grupo de garotos o seguia. Ele saiu do metro e ainda precisava andar um pouco antes de chegar à república. Mas não conseguiu chegar porque esse grupo interrompeu seu caminho e só então Dite percebeu que estava numa encrenca das boas.
– É ele mesmo... – Um deles disse.
– Quem são vocês? O que querem? – Diteperguntou tentando não demonstrar medo.
– Nós somos amigos do Carlo... e por tua culpa ele deixou nosso grupo e ainda denunciou a gente!
– Minha culpa?
– É viadinho, sua culpa! E agora você vai pagar! – Dite não teve tempo nem de processar do que eles falavam e logo recebeu um soco no rosto, caindo para trás e batendo forte a cabeça no chão, desmaiando imediatamente pela pancada. Os rapazes demoraram um pouco para perceber e continuaram a bater nele, mas tão logo perceberam que ele estava inconsciente, fugiram deixando-o a própria sorte.
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– Como estás? – Afrodite ouviu assim que voltou a consciência. Ele ainda mantinha os olhos fechados, pois a luz o incomodava, e o seu corpo doía toda vez que tentava se mexer. Não lembrava exatamente como tudo aconteceu, somente que de repente se viu cercado por aqueles garotos e depois tudo escureceu. Agora estava ali, deitado e todo dolorido. – Afrodite? – Ouviu novamente e dessa vez pôde reconhecer a voz e sotaque inconfundível de Carlo. Surpreendido, tentou abrir os olhos, identificando o espanhol com uma cara preocupada.
– Carlo?
– Estoy aqui... — Ele se aproximou mais.
– O... o que aconteceu?
– Usted ha sidoatacado. – Respondeu hesitante.
– Atacado? Por quem?
– Por... por mi primer grupo. Viejos amigos. (pelo meu primeiro grupo. Velhos amigos)
– Seus amigos?
– Ya no estamos amigos. (não somos mais amigos). – Afrodite levou as mãos à cabeça dolorida.
– E por quê?
– Queríavengarse demí y vosotros. (queriam vingar-se de mim e você). – Dite riu cinicamente.
– Quem tem motivo para querer vingança sou eu e não eles. – Carlo não disse nada. – O que faz aquí?
– Te vitirado en el sueloy te trajohasta aquí.…( Te vi caído no chão e te trouxe pra cá.) – Dite gemeu um pouco de dor.
– Eu não… não entendi porque você confessou tudo. – Disse sem olhar para ele.
– Hice lo que tenía razón. (Fiz o que era certo)
– Sim, mas agora? Porque fez isso logo agora? – Carlodeu de ombros.
– Si no lo hice ellos podrían llegar a matar alguien. (se eu não fizesse poderiam chegar a matar alguém)
– Fala isso por causa do garoto que tentou suicídio? – Carlo confirmou gestualmente. – De fato, eles poderiam mesmo…
– Sí…
– Aliás, que coisa mais absurda vocês hein! Essas brincadeiras… as pessoas têm sentimentos, sabia? – Dite assumiu uma postura rígida.
– Yo sé. (eu sei)
– É, mas esses seus amigos não fazem a mínima ideia, pelo visto!
– No, ellos no son mis amigos.
– Eu sei, esses seus velhos amigos… De qualquer forma, é bom saber que você não faz mais parte disso… — Sua voz agora abrandou um pouco.
– Sí, soy un hombre nuevo, pero yo ya había dicho eso. No vas a creer. (Sim, eu sou um novo homem, mas já tinha te dito isso. Você não acreditou. )
– E como eu iria acreditar se você tinha a pior fama de todas? E todas elas verídicas?
– Entiendo… — Carlo abaixou a cabeça, constrangido.
– É, mas também não precisa ficar assim! Todo mundo erra... Eu… eu também errei. Eu confesso que peguei pesado contigo…
– Como?
– Lá na choppada… eu… me desculpe por aquilo... – Dite ficou constrangido também.
– Tudo bien...
– Eu... queria me vingar de você. Te fazer sentir tudo o que eu senti... mas eu errei e peço perdão. Você era realmente inocente, pelo menos no meu caso.
– Estás perdonado. Y me perdonas, también? Por todo lo que has hecho?
– Sim… perdoo. – Eles sorriram um para o outro, mas isso durou pouco, pois logo Afrodite voltou à expressão séria.Carlo não entendeu muito, mas ficou na dele. – Carlo… o professor Saga falou que você… você não gostava de andar com gays?
– No, esto no es verdad.
– Então porque ele disse isso?
– Porque ...Soydiscreto. – Afrodite arqueou uma sobrancelha, não tinha acreditado muito nisso. – Eso es todo... – Tentou mais uma vez, mas não conseguiu convencer o pisciano, então suspirou e emendou: — Yo no soy amigo de los gays porque… arr... estoy decidiendo me. – Afrodite arregalou os olhos.
– Quer dizer que ainda está saindo do armário?
– No!Quiero decir... Sí, pero... errr... Escasi eso. – Carlo estava mais vermelho que um pimentão.
– Ahh.. entendo. – Novamente oconstrangimento tomou conta do lugar. Eles ficaram longos minutos em silêncio até Dite voltar a falar. – Você canta bem.
– Gracias…
– E… o que você queria dizer com aquela música?
– Bueno... exactamente eso. Pero estás con otro, entonces…
– Eu não estou com ninguém! Aquele… aquele cara não era ninguém em especial, era só um carinha que conheci lá, mas... Nem ficamos… então… eu não estou com ninguém.
– Eso es bueno… Pensé que estaban con él, no es tan bueno!
– E… porque você achou tão bom assim? – O coração do pisciano acelerou ao vê-lo sair de onde estava e ir sentar na cama.
– Porque me sentía mal. Yo estaba con celoso (ciúme). Muy celoso (ciúme).
– Ciúme?
– Si… mu, pero agora no, us Ted no estava com ele.
– Não… não há motivo para ciúmes… Acredite.
– Si? … Afrodite… Yao queria pedir-te algo…
– O que?
– Un. baixo… porque amu Cho que Yaoquer baixar tuboca.
– A.… eu… — Afrodite ficou sem palavras e sem fôlego. Carlo sorriu sedutoramente vendo a tez do rosto dele corar.
– Puedo?
– Po… pode… — Carlo não perdeu muito tempo e devagar se aproximou o suficiente para resvalar seus lábios no dele, lenta e sensualmente, até que ele relaxasse e cedesse passagem a sua língua. O beijo era lento e terno, com ambos querendo desfrutar cada segundo daquele momento tão especial. E apesar de rapidinho, foi um momento de muita intensidade. Logo os amigos da república anunciaram a sua presença e eles se separaram com um olhar cúmplice e sorriso bobo no rosto.
– Nossa Dite... que susto que você nos deu! Ainda bem que não foi nada grave! – Mu falou assim que entrou no quarto sem perceber o momento íntimo que tinham interrompido.
– Desculpe por isso...
– Não, você tem culpa! O culpado são aqueles idiotas, mas eles já foram expulsos da faculdade e nós o denunciamos a policia, depois você vai ter que depor! – Aioria falou com seu tom revoltado.
– Mas essa não é a melhor hora pra falar disso. Como você está se sentindo, Dite? – Perguntou Shaka.
– Estou dolorido, mas fora isso está tudo bem.
– E o que ele faz aqui? – Milo perguntou apontando com a cabeça para Carlo.
– Ele trouxe Afrodite para cá. – Shaka respondeu para o espanto de todos.
– Como sabia? – Dite perguntou.
– Eu pedi que ele te seguisse. Quando Saga disse que você não devia andar sozinho, desconfiei e assim que o encontrei na faculdade pedi que ele te seguisse.
– Sí, es verdad.
– Obrigado, Shaka...
– Não precisa agradecer. – Eles sorriram.
– Bom, ta todo mundo muito bom, todo mundo muito bem, mas já não ta na hora da gente ir? – Perguntou Milo.
– Como assim? Aonde vocês vão? – Dite perguntou.
– É muito linguarudo mesmo... – Shaka sussurrou para o ariano que concordou revirando os olhos.
– Ahh temos que trabalhar, é isso! Logo você terá alta e voltará a ser tudo normal como era antes, certo? – Milo riu tentando desconversar.
– Você está bem estranho hoje... – Dite comentou desconfiado.
– Deve ser a falta de um certo professor... – Aioria gracejou fazendo todos rirem e Milo emburrar a cara.
– Seu sem graça! – Murmurou para o primo.
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Ele tinha acabado de tomar banho e não esperava ninguém em sua casa àquela hora. Por isso se surpreendeu quando ouviu a campainha tocar. Ele imaginou que seria Camus, mas o francês reduziu drasticamente suas visitas depois que começou a namorar o estudante Milo. Seus familiares, talvez? Não. Todos eles sempre o avisavam antecipadamente quando faziam visitas. E não seria o caso de visita surpresa. Só se algo grave tivesse ocorrido e neste caso era melhor atender logo.
Então vestiu rapidamente um short preto e colocou a toalha em volta do pescoço e foi até a porta, abrindo-a rapidamente. O fôlego sumiu de repente e Saga arregalou os olhos quando se deparou com a figura a sua frente. Nunca, mas nunca mesmo poderia imaginar que era ele. Isso sim era uma surpresa!
– Shaka? – Murmurou surpreso.
– Boa noite, professor. – Shaka, que já era lindo naturalmente, estava mais do que exuberante nesta noite. Vestido num sári amarelo forte com estampas de motivos indianos em marca d’água, realçava ainda mais os seus fios loiros presos displicentes num rabo de cavalo baixo. Uma bolsa de camurça bege estilo carteiro completava o look e... uma pizza em uma das mãos.
– Pizza? – Saga riu tentando recuperar o fôlego. Shaka sorriu discretamente e perguntou:
– Não vai me convidar para entrar?
– Claro... – Então ele deu passagem e o loiro entrou elegantemente, observando toda a decoração da casa.
– Bela casa...
– Obrigado... – Ele então fechou a porta atrás de si e perguntou: — Então, a que devo a visita surpresa? – Shaka se virou e sorriu.
– Vim para que você me conte o que aconteceu com Carlo e aproveitei e trouxe uma pizza para comermos. – Disse e depositou a pizza na mesa de centro.
– Sério? Pensei que Dite já tivesse contado. – Saga cruzou os braços e se apoiou na porta.
– Ele contou, mas quero ouvir da sua boca. – Respondeu sensualmente, fazendo Saga rir.
– Se é assim eu conto... – Disse caminhando felinamente até Shaka e quando se aproximou o bastante para quase encostar-se nele, sussurrou. – Mas antes eu quero um beijo. – Ele o olhou nos olhos com paixão, arrepiando o loiro que sorriu. O indiano então o segurou pela nuca, acariciando-o sensualmente e devagar se apossou dos lábios do professor.
Saga o envolveu pela cintura, abraçando-o forte e demonstrando assim todo o seu desejo pelo loiro. As carícias intensas e o beijo apaixonado demonstravam sem nenhuma dúvida o quanto eles se desejavam, o quanto se queriam. Aos poucos o beijo foi cedendo e os olhos novamente se encontraram, intensos e prazerosos fazendo o loiro estremecer.
– Eu quero você... – Saga declarou olhando profundamente nos olhos claros de Shaka, que sorriu. Sim, ele sentia no roçar do baixo ventre o quanto o professor o queria, e o quanto ele poderia ser quente e voraz, mas ele tinha outros planos. Espalmou as mãos que antes estavam na nuca no peito sarado de Saga e respirou fundo.
– Conhece o sexo tântrico? – O sorriso de Saga se alargou, deixando o indiano um pouco corado.
– Não, mas adoraria que me ensinasse.
– Não sei se posso...
– Por quê?
– Bom, porque eu nunca pratiquei. – Saga arqueou a sobrancelha.
– Como assim? O que quer dizer?
– Quero dizer que quero pôr em prática o que eu aprendi na teoria. E quero fazer isso com você. – Saga ficou encarando-o um tempo, surpreso pela declaração.
– Bom, vou adorar que me mostre o que sabe. – Disse e sorriu, se inclinando para distribuir beijinhos em seu pescoço, levando-o para seu quarto. Quando chegaram perto da cama, Shaka o afastou e despiu-se lentamente sem desviar seu olhar do dele.
– O tantra ensina que devemos aproveitar cada momento para prolongar o prazer. A troca de energia, mais do que a carne, é o elemento que nos estimula. Quanto mais pudermos evitar o ápice, melhor. – Saga sorriu.
– Será que consigo segurar? – Gracejou. Engoliuem seco ao vê-lo lindo, completamente despido. Sentiu sua cueca incomodar, seu membro latejar, o ar faltou por um instante e teve certeza que não iria conseguir segurar. A visão de Shaka nu era simplesmente inenarrável. Encantado pela beleza do loiro, se aproximou para abraçar e beijá-lo, mas Shaka o impediu.
– É importante usar todos os estímulos, os nossos sentidos, para prolongar o prazer. Agora, vamos começar com a visão. – O loiro riu sedutor. – É a sua vez. – Disse malicioso olhando para o corpo de Saga.
– Como quiser... – E Saga repetiu o gesto do loiro e se despiu lentamente, aproveitando para ver nele a reação e excitação que a nudez não o deixava esconder. Sorriu ao perceber em seu olhar o mesmo desejo que tinha, um brilho luxurioso que o atiçava ainda mais. – E então...?
– Você é lindo. – Foi o que Shaka disse enquanto admirava-o. – Muito lindo.
– Você é mais, muito mais. – Saga sorriu e se aproximou, abraçando-o. Mordiscou a orelha do indiano e sussurrou sensualmente a pergunta: Qual o próximo passo? – Shaka suspirou com ele tão perto, com seus corpos completamente nus se encontrando, tocando. O cheiro tão másculo que ele tinha era inebriante, excitante.
– O próximo é o olfato... – Então o abraçou e o cheirou no pescoço. Saga riu e se arrepiou ao sentir a ponto de seu nariz um pouco fria em contato com a sua pele quente. Shaka o segurou pelos cabelos para que pudesse olhar em seus olhos. Sentia uma comoção diferente ao olhar para aqueles olhos que tanto o inflamava de desejo.
Saga então aproximou o rosto do dele e cheirou a tez alva, as bochechas coradas, passando o seu nariz pelo dele, sorrindo e mordiscou de leve a maça do rosto.
– Isso está me deixando louco, Shaka. – Declarou fechando os olhos e sentindo como o cheiro dele o deixava ainda mais louco de tesão. Shaka sorriu.
– Essa é a idéia...
– Não brinque com fogo, menino! – Aconselhou brincando.
– Vou mostrar que não sou menino... – Sorriu travesso, já estava ponto em prática o terceiro sentido, a audição. Deveria esperar mais, só que ele mesmo já não estava mais agüentando todo aquele clima. – Eu vou te enlouquecer tanto que quando terminar não vai se lembrar do próprio nome! – Essas palavras tiveram efeito imediato em Saga, que o agarrou possessivamente e o beijou intensamente, se jogando com ele em cima da cama.
Shaka gemeu um tanto surpreso pela reação inesperada e explosiva, mas gostou. Tanto que abriu um pouco mais as pernas para senti-lo e acomodá-lo melhor. As línguas se encontravam e bailavam num ritmo ora frenético, ora delicado, e as mãos percorriam o corpo, acariciando, apalpando, apertando e sentindo a carne, e sem querer passando mais um estágio, o tato.
– Quarto passo... – Shaka falou estrangulado, ainda tentando raciocinar, enquanto o professor o tocava e sentia. Gemeu alto ao sentir sua ereção ser acariciada pelas hábeis mãos do professor, que o beijava e chupava incessante o pescoço.
– O que disse? – Perguntou provocando enquanto o masturbava lenta e torturantemente. É claro que ele sabia que este, o tato, seria o próximo, e assim como estava louco de vontade de ir logo pro quinto sentido e depois misturá-los todos. Faria Shaka se arrepender de tê-lo provocado tanto.
– Você... Ano está rápido... demais... – Tentou explicar enquanto delirava com as mãos dele em seu membro.
– Ah, é? Quer que eu pare, então? – Perguntou baixinho no ouvido dele. O indiano demorou para processar aquilo que ouviu.
– Qu... quero! – Saga pensou não ter entendido direito, mas sim ele disse que queria parar, então mesmo frustrado, parou e encarou confuso os olhos inebriados do loiro. Shaka, assim que recuperou o fôlego, reparou no olhar confuso do professor.
– Não me leve a mal, é só que... desse jeito eu vou acabar gozando rápido demais. E o tantra... ele... – Ele iria continuar, mas Saga o impediu colocando um dedo sobre os lábios rosados, sorrindo carinhoso.
– Shaka, tenho certeza que o tantra é delicioso, mas não quero que se prenda a isso. O sexo é para ser sentido e não pensado. Eu quero que você sinta... – Sussurrou rente a boca dele. – Sinta e se deixe levar... – Sussurrou novamente e o beijou, dessa vez mais calmo, mais terno, tentando excitá-lo, mas não com regras pré-programadas, mas pelo prazer por si mesmo.
Shaka estava relutante, mas aceitou. Até porque já estava perdendo o controle mesmo. A verdade é que sempre o quis, desde a primeira vez que o viu. E estar assim nos braços dele era maravilhoso. Estava maravilhado com sua capacidade de excitá-lo tão facilmente. A química entre eles era inegável, então apenas se deixou levar enquanto o professor percorria agora com a boca todo o seu corpo, passando por cada ponto erógeno que o deixava cada vez mais louco de tesão.
– Ahhh!! – Shaka gemeu alto quando sentiu seu membro intumescido ser abocanhado com vontade pelo geminiano. Ele o chupava devagar, apreciando o sabor do loiro, tão delicioso e viciante que ele poderia fazer isso para sempre. Mas não. Ele queria mais, muito mais, então chupou um dedo e começou a penetrá-lo devagar, preparando-o enquanto ele rebolava pedindo por mais.
Aquilo estava realmente uma delícia, maravilhoso, e assim que o professor percebeu que ele estava pronto, o penetrou devagar. Shaka engoliu o ar, sentindo a invasão dolorosa o possuir cada vez mais até atingi-lo por completo. Fechou bem os olhos por alguns segundo e depois voltou a abri-los, encontrando o olhar carinhoso de Saga. Não conseguiu evitar o sorriso.
– Você está bem? Está doendo muito? Se quiser eu... – Shaka o calou carinhosamente com um beijo.
– Hunn... não vou mentir, está doendo sim, mas vai passar não se preocupe. – Eles sorriram novamente e voltaram a se beijar.
Saga apertou-lhe as coxas, erguendo-as até a sua cintura tocando fundo no loiro. Um misto de dor e prazer invadiu todo o corpo de Shaka fazendo-o gritar e rebolar aos poucos enquanto o outro esperava, sabe lá Deus como, ele se acostumar. Quando a dor deixou a expressão do indiano, começou a estocar com habilidade e destreza dentro do loiro. Shaka nunca tinha vivido uma transa tão intensa, nem mesmo com seu ex, achou que ia enlouquecer com Saga penetrando-o de forma tão excitante, lenta e profunda.
– Ahnnn... – O loiro gemeu enlaçando as pernas em volta da cintura de Saga levando um sorriso malicioso ao rosto do professor que se arrepiou ante a feição extremamente sexy que seu loiro fazia enquanto era preenchido por seu membro.
– Hunnn... que delícia... – Saga mordia, lambia e beijava todo o rosto e pescoço de Shaka enquanto entrava e saia cada vez com mais velocidade, se divertindo ao ver a tentativa do loiro de segurar-se mordendo os lábios para não gritar. Tão contido meu lindo... pensou consigo mesmo.
– Ahh mais, mais!! – Shaka implorou enquanto abraçava-o com força. Saga atendeu ao pedido de seu loiro, aumentando o ritmo e o vigor das estocadas, levando ambos a um prazer extremo. Os gemidos roucos, as suplicas e afagos de ambos ecoavam pelo quarto, os corpos suados agora chocavam freneticamente um contra outro anunciando o ápice do prazer. Ao sentir que não agüentaria mais o professor capturou os seus lábios pela última vez antes de ambos chegarem juntos ao orgasmo. O clímax chegou arrebatador com ambos gritando por seus nomes, melando-os e saciando-os de um desejo reprimido desde o primeiro dia em que se viram.
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Aquela coincidência era inacreditável! Afrodite recebeu alta no dia do seu aniversário. Aquilo era muito bom, um presente e tanto, porém algo o estava deixando muito triste. Seus amigos Shaka, Milo, Aioria e Mu não vieram para vê-lo e levá-lo para casa. Nem mesmo Aldebaran que é sempre tão gentil. Essa missão coube a Carlo. Aliás, era estranho pensar nele, afinal até bem pouco tempo atrás ele o odiava, ou talvez não odiasse tanto... está certo, ele não o odiava, mas desejava odiá-lo mais que tudo. E agora estão nesse romance não oficial mais meloso e açucarado que novela mexicana nos últimos capítulos.
Por falar em Carlo, esse sim tinha motivos para comemorar. Não só ganhou uma nova chance com Afrodite, como também ganhou o direito de permanecer na universidade por ter confessado e delatado os antigos baderneiros. A sua punição se restringiu a três semanas de suspensão, a promessa de não reincidência, e algumas reuniões com outros encrenqueiros, onde ele contava sua história e explicava o por que deviam parar de praticar o bulliyng. Carlo se engajou tanto nessa causa que estava até pensando em dar palestras sobre o assunto, sendo agora conhecido como o baderneiro reformado.
Afrodite estava feliz por ele estar cumprindo todas as suas penalidades com muita seriedade. Isso mostrava que até os piores homens sempre podem mudar quando querem e oferecem tal oportunidade.
A saída do hospital foi marcada com um beijo em frente a todos, mostrando que Carlo não desejava mais se esconder de ninguém. Se bem que Dite tinha certeza que ele escondia algo, pois o encontrou em alguns telefonemas suspeitos. Bom, mas primeiro queria chegar a casa, depois veria o que era aqueles telefonemas.
É claro que ele levou um baita susto assim que chegou à porta da república. Emocionado, ele encontrou uma enorme faixa na fachada da casa onde tinham os dizeres. “PARA O MAIOR DOS AMIGOS, A MAIOR DAS SURPRESAS! FELIZ ANIVERSÁRIO DITE!”
Os risos incontroláveis de Carlo o denunciaram, fazendo Dite o empurrar de leve e tentar esconder uma lágrima de emoção.
– Você já sabia disso, né seu safado!
– Sí, vamos a ver lo que se dispuso en el interior! (vamos ver o que eles aprontaram lá dentro!)
– O que? Tem mais? – Perguntou enquanto era puxado para dentro de casa. Foi com olhos arregalados que viu a decoração de festa e um festival de bolas coloridas espalhadas pela sala, e uma explosão de fitas de cetim voou em cima de si, enquanto ouvia um coro de “SURPRESA”. Dite colocou as mãos na boca, completamente emocionado, vendo todos os seus amigos de república e alguns da universidade e vizinhos com chapeuzinhos de festa na cabeça, cantando o parabéns, enquanto Milo entregava para ele um bolo de aniversário.
Afrodite ria sem parar, e tentava controlar as lágrimas de emoção. O clima era de muita animação e festa.
– Vai, assopra e faz um pedido! – Falou alguém no meio do grupo.
– Bem, eu desejo que... – Ele parou e olhou para os amigos. – Eu só desejo nunca perder essa amizade que construímos aqui. Vocês são realmente os melhores amigos. – E foi sob aplausos e assovios que os cinco moradores da república se juntaram para um abraço coletivo, emocionado, um pacto feito que jamais seria desfeito.
– Ei, ei... eu também faço parte do grupo, eu também quero um abraço. – Pediu manhoso Aldebaran se juntando ao grupo, fazendo todos na festa rirem, menos Aioria, que puxou o ariano para si e bem longe do grandão. Afrodite não se importou e o abraçou forte.
– Obrigado por tudo meu amigo.
– Dite... não tem de quê, e depois amigos são pra essas coisas mesmo... – Disse já com lágrimas nos olhos.
– Que isso grandão, vai dar uma de bebê chorão?
– Ah calem a boca! Eu choro mesmo, esses caras são muito legais, meus amigos de verdade “poh”! Guardo aqui no peito! – Disse choramingando enquanto batia no peito.
– Nhaaa deixa eles, você também é um cara muito legal! – Disse Dite novamente emocionado não segurando algumas lágrimas.
Até que alguém no meio da galera se cansou de tanto açúcar e resolveu colocar uma música bem alta. E a música que começou a tocar era Freedom 90 do George Michael, animando o pessoal que foi pro meio da sala dançar.
Camus se manteve um pouco afastado. Ele foi em consideração a Milo e para levar Cris que tentava se enturmar, mas de professor só tinha ele no meio de todos aqueles jovens. E para piorar alguns alunos vieram perguntar se ele estava mesmo com Milo. E é claro que isso iria se espalhar pela universidade e chegaria à reitoria. Talvez não fosse a melhor idéia ter ido ao aniversário surpresa. Milo poderia ter ficado chateado, mas pelo menos teria o emprego garantido.
Foi mal ele pensar em Saga e logo ele apareceu para a surpresa de todos. Mas tão logo ele foi calorosamente recepcionado por Shaka e todos entenderam, apesar de ter sido difícil engolir essa nova notícia.
– Não é por nada não, mas acho melhor os professores criarem uma associação para o combate ao assédio de alunos né... – Zombou um dos presentes, para risos de alguns. É claro, gerou uma pequena confusão, mas que foi logo abafada por Dona Gertrudes, que se mostrou bem firme na hora de lidar com os jovens.
– Saga? – Camus o chamou, mesmo ele estando com Shaka.
– Olá Camus! Não sabia que vinha! – Afastou-se um pouco do loiro e foi falar com o ruivo.
– Eu digo o mesmo... então você conseguiu? – Perguntou referindo-se ao indiano.
– Nem te conto... veja pela minha pele. – Comentou rindo e fazendo mistério enquanto bebia sua cerveja.
– Bom, fico satisfeito que esteja aqui. Já estava me sentindo deslocado.
– Que isso, deslocado?! Mas e o fogoso relacionamento com o jovem ali? – Perguntou indicando Milo.
– Só por isso eu vim, não é?
– Uhum... pelo que estou sabendo ele te tira o coro se não viesse. – Gargalhou.
– Pois é cara... e o pior é que eu me viciei naquele... – Saga gargalhou ainda mais com a expressão sacana que só ele conhecia, sabia bem do que o amigo estava falando. Até mesmo Camus riu de si mesmo e do comentário cretino que acabou de fazer.
– Me diz, é vício ou paixão?
– Ah não zoa! Mal conheço o garoto!
– E daí? Não acredita em amor à primeira vista?
– Não...
– Sei... só não iluda o garoto, ele está mesmo apaixonado. – Camus o encarou seriamente e depois riu.
– Quem é você? Nossa! Esse indiano fez milagre! – riu.
– Eu ainda sou eu amigo, só que mais consciente. Tão consciente que sei do perigo que estou correndo se não sair daqui agora. – E dizendo isso saiu de fininho. Camus não entendeu, mas logo recebeu um beliscão.
– Aii o que é isso? – Reclamou com Milo.
– O que o Saga queria? – Foi duro com Camus, nem se importou com a cara de dor dele.
– Estávamos conversando. Só isso... – O escorpião não acreditou muito, mas não falou nada. Olhou para onde Saga estava e o viu com Shaka no maior chamego.
– Eles estão juntos?
– Parece que sim... Agora desamarra essa tromba e me beija, vai! – Camus pediu o puxando para um beijo quente que foi rapidamente retribuído.
No meio da festa Aioria e Mu se divertiam enquanto brincavam e dançavam um com o outro. Eles estavam muito animados até Aioria ver algo que o surpreendeu.
– Amor, aquele não é o seu novo colega? Aquele que acabou de chegar? – O ariano olhou para onde o namorado indicava e viu que era o seu novo amigo mesmo. E ele estava sozinho num canto.
– É ele sim, eu o convidei.
– Mas ele não parece muito feliz.
– Ele é bem tímido. Deve ser isso. Vamos lá falar com ele. – Mas antes deles chegarem no novo colega, Aldebaran também chegou junto. Então ficaram só observando.
– Oi... você é novo aqui?
– Sim, eu sou amigo do Mu.
– Ahh eu o conheço. Sabe, reparando bem você se parece com ele, tão inocente, tão puro. – Aldebaran sorriu e se aproximou do ouvido dele, cochichando algo.
– Lá vai o Aldebaran! – O ariano riu ao ouvir o que ele tinha dito. Sim, estavam perto o suficiente para isso.
– É muito safado, filho de uma...
– Páraa!! Ele é uma pessoa muito legal, muito gente fina, você tem que admitir. O único defeito é que ele é um pouco assanhado demais... – O ariano riu. Aioria deu de ombros.
– Contanto que você não seja o “puro” que ele tanto deseja... por mim ta ótimo! – Mu sorriu malicioso.
– Nem pode né... – mordeu o lábio inferior e se aproximou do ouvido do namorado. – Afinal, agora eu não mais tão puro, não é? – Aioria riu e confirmou com mais um dos beijos que ainda os levariam para a cama nesta noite.
A festa continuou embalando a noite perfeita de Afrodite, Shaka, Mu, Aioria e Milo e seus amores e amigos, todos juntos, certos de que este seria apenas o início de inúmeras confusões, mas também prazeres, descobertas e o reforço daquilo que mais vale a pena nessa vida: A amizade!
FIM!
Notas finais
Quem quiser me acompanhar em outra fanfic estou escrevendo uma nova: Código Secreto com IkkiXHyoga / CamusXMilo / MDMXDite.
Byeee!!
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