A República do Chope
17 Capítulo 17 - O racha das gangues
– Plano? Que plano? – O ariano perguntou confuso, mas novamente foi ignorado pelo nervosismo de Dite.
– Eu sei! Mas eu não consigo Shaka! Eu olho pra ele e me dá uma vontade de matá-lo! E quando ele vem com aquele papinho meloso dele, de ser vitima também, ai é que eu fico possesso de raiva!! Eu não consigo me controlar, me sobe uma raiva que você não faz idéia! – Dizia com os olhos marejados, fazendo Shaka ficar extremamente surpreso.
– Afrodite... não me diga... não me diga que.... – Shaka olhava-o assustado, estava pasmo com a descoberta, mas não conseguiu concluir a pergunta, pois Dite gritou bem alto, como se quisesse convencer a si mesmo.
– Não! Não! Eu não estou apaixonado por ele!! Não estou!! – Gritava ensandecido enquanto as lágrimas corriam por sua face.
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Uma semana depois e nenhuma perspectiva de trabalho, além de nenhum tostão no bolso, Mu decidiu aceitar a proposta da Dona Gertrudes. É claro que antes de decidir teve uma conversa bem séria com Aioria onde deixou clara a sua posição de que ele não poderia mais ficar de olho torto para cima de Deba, já que agora ele era o seu chefe. Porém, isso não foi um grande problema para o ariano, ou melhor, ao contrário do que imaginava, não foi exatamente o ciúme do namorado que lhe trouxera problemas.
Assim que começou a trabalhar, há dois dias, percebeu alguns olhares indiscretos de Deba. Ele não abusou de sua posição em nenhum momento, e nem mesmo falou qualquer coisa que o constrangesse, mas mesmo assim Mu começou a perceber que trabalhar no bar poderia ser problemático, principalmente se seu namorado flagrasse qualquer uma dessas olhadas.
- Muito Bom, Mu! Você aprendendo muito rápido! Parabéns! – Deba fazia de tudo para ensinar o jovem inexperiente a carregar a bandeja com uma mão e prestar sempre atenção em todo o bar para ouvir as chamadas dos clientes. Inclusive aprendeu a lidar com a máquina de passar cartão. O ariano era esforçado e Deba não pestanejou em reconhecer-lhe o esforço.
- Obrigado, chefe! — Mu agradeceu com um sorriso no rosto.
- Não precisa me chamar de chefe Mu, já disse! – Reclamou um pouco enquanto atendia a um cliente.
- Desculpa, mas é que agora você é meu chefe. – O ariano riu indo para trás do balcão pegando os pedidos dos clientes.
- Sim, mas não precisa ser tão formal! – Deba disse e, depois que atendeu ao cliente, se virou para o ariano e sorriu ao perceber que ele estava desajeitado para conseguir segurar os copos e os sanduíches. Sorriu arteiro e foi até ele, surpreendendo-o e se aproximando lenta e perigosamente.
- Eu te ajudo com isso... – Sussurrou em seu ouvido, fazendo Mu estremecer e sentir o corpo dele tão próximo das suas costas que ele podia até sentir a respiração dele em sua nuca. Permaneceu parado e extremamente corado, fingindo que não estava acontecendo nada.
- N-não precisa não, obrigado. – Ele disse forçando a voz para não sair gaguejando, ouvindo-o rir baixinho e sussurrou:
- Qualquer coisa que quiser me grita que eu venho voando... – Ele disse e depois saiu, deixando um Mu enrolando os sanduíches e completamente envergonhado, sem saber o que dizer. Ficou tão sem reação que demorou a se recompor e perceber que Shaka e chamava pelo outro lado do balcão.
- Mu?? Mu?? – Shaka começoua gritar e só então o amigo percebeu sua presença e foi até ele. – Que cara é essa? O que aconteceu?? – Perguntouestranhando a cara pálida dele. Mas o ariano, não respondeu de imediato. Ficou olhando surpreso para o loiro que não escondeu sua interrogação. Mas sequer tinha prestado atenção ao que ele questionou, só pensava em uma coisa: Que diabo é isso? Porque eu fiquei assim, tão mexido?
- Mu!!! A mesa quatro está chamando!! – Deba gritou e só então o ariano voltou a raciocinar direito.
- Ahn... espera um pouco Shaka! – O indiano nada disse e o viu correr para atender a mesa quatro. Ficou um tempo analisando o amigo e percebeu que ele estava diferente, só não sabia por quê. Esperou que ele voltasse e então voltou a indagar. Dez minutos depois ele voltou.
- Oi... isso aqui é uma loucura! – Ele disse com a voz alterada, cansado.
- Estou vendo. É por isso que você estava com aquela cara? – Shaka perguntou, deixando-o corado, mostrando que não era o cansaço que o tinha levado a ficar tão desnorteado.
- Depois... na verdade eu nem sei o que me deu, mas... depois eu te conto. Não dá pra gente conversar aqui sobre isso. – Ele disse colocando as mãos no cabelo, refazendo o rabo de cavalo.
- Tudo bem. Olha... eu só vim aqui mesmo pra te dizer que eu consegui aquele estágio que eu queria. Não é remunerado, mas eu tenho certeza que vai ser muito bom.
- Isso é ótimo Shaka! Mas... você não vai precisar da grana?
- Mais ou menos, eu tenho uma reserva e qualquer coisa eu peço ao meu pai. Eu quis esse estágio porque depois eu posso conseguir outro que é remunerado, fazendo uma prova interna, sabe?
- Sei... fico muito feliz por você! – Disse e saindo rapidamente para atender outro cliente. Voltou rindo.
- Já vi que aqui você não pára mesmo! – Shaka sorriu.
- É, pois é! – Mu riu. Mas seu sorriso foi morrendo aos poucos ao perceber quem estava entrando no bar agora. Aproximou-se um pouco do amigo e sussurrou-lhe. – Não olha agora, mas o professor Saga está vindo aí. – Shaka não disse nada, mas o seu bom humor o abandonou assim que ouviu o amigo.
- Oi... não sabia que você estava trabalhando aqui. – Saga disse para o ariano e sentou no bar ao lado do indiano.
- Oi professor. Estou aqui há pouco tempo. Esse é meu terceiro dia. – Ele disse olhando para Saga.
- Que bom, te desejo sorte. – Saga sorriu.
- Ah obrigado professor!
– Me serve um suco de laranja? – Pediu.
- Claro! Só um minuto. – Assim que se viu sozinho com Shaka o olhou de relance.
- Achei que estivesse fugindo de mim... – Comentou enquanto olhava o ariano pegar o seu suco. Shaka o encarou franzindo o cenho.
- O que?
- Eu não o encontro mais na faculdade... – Ele disse voltando os olhos e sorrindo-lhe divertido, o que irritou o loiro.
- Eu não tenho motivos para fugir de você. E quanto a faculdade, não me encontrou porque provavelmente eu estava em sala de aula. – Falou sério.
- Aqui professor. – Mu chegou de mansinho percebendo o clima tenso entre eles, oferecendo o suco.
- Obrigado. – Saga agradeceu e pegou o copo.
- Err... com licença. Eu vou atender as outras mesas. – Disse encarando os dois, praticamente sentindo o cheiro da encrenca se formando. Saga assentiu com a cabeça e Shaka nada disse.
- Fico mais aliviado em saber que não está fugindo de mim... – Ele disse tomando um gole de seu suco. Mas assim que percebeu a intenção do outro em se levantar, emendou: - Você também não me procurou mais para saber como andam as investigações sobre o caso do seu colega Afrodite. – Disse e sorriu levemente ao vê-lo parar e voltar a se sentar e encará-lo.
- Você disse para que eu não me preocupasse, lembra-se? Mudou de idéia? – Perguntou irônico. Saga sorriu e o encarou.
- Não, não mudei. Você não precisa se preocupar mesmo. Até porque as investigações já estão avançando bem. Inclusive temos até novidades e eu pensei que você iria querer saber... – Ele disse e voltou a tomar o seu suco.
- E qual a novidade? – Shaka perguntou analisando-o de cima abaixo.
- Não acho que esse seja um assunto a ser discutido aqui...
- E porque não? – Shaka já estava usando de todos os mantras que conhecia para se manter calmo diante dele.
- Bom, por que... – Aproximou-se dele e olhando-o nos olhos continuou: — As paredes têm ouvidos, no caso os clientes... – Disse baixinho e voltou a sua posição original, voltando a beber tranquilamente o seu suco. Shaka pensou por um momento, de fato o bar estava cheio e alguém poderia ouvi-los. Mas será que o que ele falava era verdade ou só estava jogando verde. Sim, porque depois daquele almoço soube que as intenções dele não eram as mais castas. Saga terminou o seu suco e chamou o ariano para pagar a conta sob os olhares atentos do indiano. – Bem, quando você decidir, me procura. – Ele disse e piscou para o loiro que o ficou encarando indeciso. Mas ao vê-lo levantar-se e caminhar até a porta, decidiu-se:
- Espera! – Chamou e então o professor parou e voltou a encará-lo. Shaka caminhou até ele e quando chegou ao seu lado, disse: - Na república. Lá é um bom lugar para falarmos desse assunto? – Perguntou ironicamente. Saga sorriu e consentiu. – Então vamos. – Disse e foi caminhando na frente sendo seguido pelo professor que sorria abertamente.
- Pronto, chegamos. – Shaka disse entrando na sala e sentando no sofá. Saga olhou ao redor e, ainda de pé, perguntou:
- Estamos sozinhos?
- Sim. – Respondeu sem se abalar. Saga não disse nada e então se sentou na poltrona e o encarou pensando cuidadosamente no que diria.
- Você sabe que o Carlo alega inocência, não sabe? – Ao ver a confirmação estampada no rosto do indiano, continua. – Pois então, parece que ele não está mentindo, em princípio. – Disse e Shaka franziu o cenho.
- Como assim?
- Eu te disse no restaurante que eu tinha testemunhas e o depoimento delas reforça a teoria que ele alega. — Disse olhando firmemente nos olhos do indiano.
- Então quer dizer que você acredita em testemunhas que dizem que ele é inocente? – Shaka sabia que ele estava enrolando, mas o faria falar o que quer que ele saiba.
- Não é assim. – Saga então se apoiou nos próprios joelhos e comprimiu os lábios, refletindo. – Nós encontramos com um deles dentre outras coisas, os negativos de várias fotos com garotos e garotas sendo humilhados de várias formas, e uma delas era a foto de Afrodite. Foi um golpe de sorte na verdade, já que um dos rapazes aparentemente foi forçado a participar do esquema que envolve mais do que uma simples brincadeira com o seu colega.E esse rapaz foi quem acabou nos revelando.
- Está querendo dizer que existe um... esquema para... ? – Shaka não escondeu sua surpresa.
- Nós encontramos o grupo que praticava bulling com várias pessoas aqui na nossa universidade. Na verdade eu diria que se trata praticamente de uma quadrilha, já que eles são bem organizados e tem alvos específicos. Encontramos também um caderno com anotações aparentemente sem sentido...
- E o Carlo? Porque diz que ele pode ser inocente?
- Sabemos que ele era do grupo, mas algo aconteceu e ele quis sair. Mas o grupo não aceitou e eles entraram em represália uns contra os outros. Segundo as testemunhas, o grupo se dividiu em dois, algumas pessoas seguiram Carlo, outras não.
- Então você acha que esse grupo pode ter seguido Carlo e tirado as fotos para incriminá-lo?
- Há essa possibilidade, sim. – Shaka se levanta, completamente atônito.
- Isso... isso é... uma quadrilha! São bandidos!! – Disse externando sua raivam sua preocupação,sua frustração. – Isso tem a ver com homofobia, essas coisas? – Perguntou. Saga levantou-se e respondeu:
- Pode ser que sim, pode ser que não, ainda não temos certeza sobre o que os move para se juntarem desse jeito. Mas eu acredito que a homofobia deve ter influencia específica nos ataques aos homossexuais. – Disse e se aproximou, colocando a mão no ombro de uma Shaka visivelmente alterado pela raiva. – Fique calmo... – Pediu tentando ser carinhoso, mas o indiano se irritou ainda mais.
- Calmo? Como vou ficar calmo sabendo que meu amigo foi vitima dessa... dessa quadrilha?! Desses bandidos!? Essa gente escrota que se acham no direito de humilhar os outros?! – Saga nunca tinha visto Shaka sequer alterar a voz, e agora ele gritava e isso era estranho e até preocupante.
- Sim, eu sei, mas...
- Vocês têm que denunciá-los para a polícia!! Isso é caso de polícia, não é uma simples brincadeira!! – Falou quase gritando.
- A polícia não vai se meter se não tivermos pelo menos indícios de que se trata de um grupo organizado praticando crimes. Até porque em princípio eles são jovens que se uniram para zoar os colegas.
- Isso é um absurdo! – Revoltou-se o indiano.
- Shaka... é sobre isso o que eu queria te falar. – Disse se aproximando de Shaka e segurando em seu braço para tentar acalmá-lo. – Não conte nada para o Afrodite. Nós sabemos bem que ele não consegue se controlar e pode acabar colocando tudo a perder. O fato deles não saberem que nós estamos próximos nos dá muita vantagem. – Shaka ouvia atentamente, apesar de meio atordoado. Não contar para o Dite algo de tão importância? Não parecia correto! Se bem que conhecia bem o amigo e ele realmente não iria se segurar, principalmente sabendo que Carlo já fez ou faz parte de um grupo que faz ataques desses tipos. Ele pode até não ser responsável pelo que fez com Dite, mas é igualmente um monstro, pois provavelmente faz essas coisas com os outros.
- Eu não vou dizer, apesar de achar que ele merecia saber a verdade. Sei que ele é explosivo e intempestivo, e isso pode prejudicar a colocá-los atrás das grades. Só por isso que não vou contar. – Explicou-se mais para si do que para ele propriamente.
- Eu entendo e agradeço. – Saga sorriu-lhe. Eles ficaram se olhando por um tempo, e então o geminiano tocou-lhe a pele branca carinhosamente.
- Porque você decidiu me contar isso agora? – Shaka perguntou de repente, mas não se esquivou do carinho do professor.
- Porque se tem alguém que eu sei que posso contar nessa história, esse alguém é você. – Foi sincero.
- O professor Camus não conta?
- Mais ou menos, ele está dando tudo de si para esclarecer esses fatos e livrar a universidade dessas práticas, mas ao mesmo tempo, ele também está envolvido nessa história, porque o sobrinho dele... O Cris... – Shaka arregalou os olhos.
- Não me diga que...
- Sim, o Cris, conhecido como Cristal e sobrinho do Camus, é uma das testemunhas que disse ter sido forçado a participar do esquema.
- Céus!
- É claro que Camus jamais admitiria a hipótese de acobertar o sobrinho por qualquer coisa que ele tenha feito. Mas mesmo assim para ele tudo isso é muito difícil. Ele conhece o sobrinho e sabe que ele não é de fazer essas coisas, e isso dá ainda mais validade aos argumentos dele, ainda mais por ter sido encontrado os tais negativos com a pessoa que ele indicou... que também estava sendo forçado, e que conseguiu os negativos.
- Então eles vão desconfiar quando não encontrarem os negativos.
- Nós tiramos cópias dos negativos e o mandamos devolver. –Shaka estava completamente atordoado com tudo aquilo e percebendo seu estado, emendou. – Perdoe-me ter-te contato isso, você é só um garoto...
- Não tem que se desculpar... Eu estou bem, é só que... isso tudo é nojento demais. – Disse afastando-se e indo até a cozinha para beber água. O professor o acompanhou e se apoiou na bancada.
- Eu queria falar com você sobre outra coisa também... – Saga arriscou vendo que ele não estava mais tão bravo consigo. Shaka o olhou de canto de olho e perguntou antes de virar o copo de água:
- Sobre?
- Sobre... o beijo que te dei no estacionamento do restaurante.
- Olha...
- Eu só queria me desculpar. – Saga antecipou-se ao ver que ele voltou a ficar com uma cara brava. – Sei que não foi legal, e imagino que você esteja puto comigo. Mas eu queria dizer que eu não quis te desrespeitar de forma alguma.
- Não fale comigo como se eu fosse uma mulher. – Disse calmamente largando o copo na pia e se aproximando do professor e o encarando de forma séria. – Não tem a ver com respeito. Tem a ver com o fato de que não vou ser mais um na sua lista. Não mesmo... Não me ofendi com o beijo que me roubou porque eu não sou hipócrita o suficiente para dizer que não gostei ou que não queria, mas não vai ter nada além disso porque não me apetece ficar nesse mundo vazio de conquistas sem sentido, entendeu? – Shaka disse com uma segurança e com uma sinceridade que deixou o professor até sem ar, com os olhos arregalados e a respiração suspensa. Mas a pergunta do final o intimava a dizer algo e ele não gostava de se sentir assim, sem saber o que dizer.
- C-claro. Eu entendi sim, mas você enganado com algumas coisas. – Tentou recompor-se pigarreando. – A primeira é que eu não quis te tratar como mulher, afinal homens também podem ser desrespeitados, certo? – Foi retórico, e não esperou resposta prosseguindo: A segunda é que eu não tenho intenção de colocá-lo em nenhuma lista, eu sei que você acha que sou um pervertido, mas a coisa não é bem assim. Eu gosto sim das trocas de olhares, de me sentir num momento de conquista, mas não tenho muitas pretensões em ir muito longe com isso. Como diria o Camus, gosto mais de organizar a festa do que de participar. E em terceiro, minha intenção com você é sincera. Eu... sinto-me atraído por você de uma forma que eu não consigo explicar. A forma segura como você fala, sempre surpreendendo, sempre maduro, sempre inteligente e sagaz, você me instiga, mexe comigo...
- E qual a sua intenção, professor Saga? – Shaka disse, ouvindo atentamente a tudo o que ele falava.
- Eu... – Ele não esperava essa pergunta, não mesmo. – Eu espero que possamos nos conhecer melhor, se você quiser, é claro.- Shaka ficou pensativo, olhando-o no fundo de seus olhos, tentando descobrir o quão sincero ele estava sendo.
- Eu... eu vou pensar. – Disse, corando um pouco. Saga sorriu amplamente.
- Está bem, eu... encontramos-nos amanha na faculdade, então? – Perguntou, se sentindo meio ridículo por estar agindo como um adolescente, mas sabia que com Shaka as coisas teriam que seguir um tanto diferente.
- Pode ser... — Shaka deu de ombros.
- Ok. Bom, eu vou indo então. Boa tarde Shaka.
- Boa tarde, professor. – Disse acompanhando-o até a porta.
- Por favor, me chame só de Saga. – Disse sorrindo.
- Está bem, Saga. – Disse um tanto sem jeito. O geminiano sorriu e então se aproximou para lhe dar um beijo, mas o loiro virou o rosto e o outro se contentou em beijar-lhe a bochecha.
- Até amanhã. – Sussurrou no ouvido do indiano e sorriu, saindo e deixando um Shaka sem saber o que fazer com aquilo.
Continua...
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