A República do Chope
11 Capítulo 11 - Minha quase primeira vez
- Não! Eu não quero te dar esse... “presente”. Agora eu vou indo porque o Afrodite deve estar precisando de mim! – Disse um pouco irritado pela proposta e se levantou.
- Eu não quis te ofender Mu. – Disse vendo-o se afastar. Riu, agora que se declarou, não iria desistir tão fácil. Ao menos um beijo teria.
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Aioria entrou e foi logo para o banheiro, gritando para os amigos que ele estava louco por um banho. Mas a verdade não era bem essa. Estava louco sim, mas de ciúmes. O leonino sabia, tinha uma forte intuição de que Aldebaran estava flertando com seu namorado e isso o deixava enfurecido. E ficar ali sem nada para fazer iria corroê-lo ainda mais, tentado a vigiá-los pela janela. Preferiu não fazê-lo. Até porque confiava em Mu e não deixaria que as investidas do outro abalassem sua recente relação com o ariano.
Afrodite e Shaka estavam alheios quanto aos dilemas emocionais vividos pelo casal e, cada um com seus próprios dilemas, estavam absortos demais para prestar atenção na falta de Mu e na agitação de Aioria. Afrodite foi para a cozinha e pegou um copo d’água, sendo acompanhado do loiro indiano.
- Até que não foi tão ruim... – Dite considerou depois que bebeu sua água.
- A faculdade? – O indiano perguntou pegando também uma água e sentando-se à mesa. Dite negou com um aceno de cabeça, sentando-se também.
- Sobre a pichação. Achei que seria bem pior, quer dizer, as pessoas passavam, mas não me encaravam zombeteiras.
- O Deba foi bem rápido ao limpar tudo.
- É... ele foi um doce mesmo. Depois tenho que agradecê-lo melhor. – Shaka sorriu, concordando. - Porque você acha que ele está fazendo isso comigo? – Dite perguntou referindo-se a Carlo.
- Não sei. Mas acho que pode ser bulling.
- O que?
- Bulling. São atos de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, causados muitas vezes por discriminação. E eu acho que é esse o seu caso.
- Você acha que ele está fazendo isso por preconceito por eu ser gay? – Afrodite não escondeu sua surpresa.
- Sim. O professor Saga me disse que ele já tinha sido denunciado outras vezes por fazer brincadeiras desse tipo com outros alunos. E todos esses alunos eram gays. Então pode sim fazer um paralelo nos casos e chegar à conclusão que a motivação disso é discriminação contra gays.
- Isso... isso é revoltante! Eu acho que nunca vou entender isso... – Comentou amargo. Shaka suspirou.
- O importante agora é provar o que ele fez.
- Shaka... você precisa me ajudar. Você é o único que pode... que não está envolvido com ninguém. – Nesse momento, Shaka corou de leve, ajeitando-se na cadeira, mas Dite não percebeu e continuou. – Aioria, Mu e Milo estão muito envolvidos com seus amores, não vão ter cabeça para me ajudar.
- Eu já estou ajudando e...
- Não! – Dite interrompeu. Eu quero que me ajude com a minha vingança. Não quero que ele simplesmente seja expulso. Eu quero que ele sinta a mesma dor e vergonha que eu senti quando vi aquela foto! – Os olhos de Dite estavam inflamados pela sede da vingança e sua força parecia crescer as vistas do loiro.
- E no que está pensando?
- Eu não sei, não consegui ter nenhuma ideia. – Disse desanimando. Shaka ficou em silêncio por um tempo, pensando, e depois começou a falar.
- Bem, primeiro precisamos descobrir um ponto fraco nele.
- E como vamos fazer isso? — Antes que Shaka pudesse dizer qualquer coisa, a campainha tocou.
- Quem será? – Afrodite perguntou enquanto se levantava para atender. Foi até a porta e quando a abriu se assustou com quem estava ali.
- Carlo? – Murmurou enquanto o outro permanecia em silêncio. Ele estava recostado no batente da porta e olhava um tanto secamente para Afrodite que nesse momento devia estar pálido pelo susto que levou. Eles ficaram assim, se encarando por um tempo até que Carlo resolveu falar.
- Hola Afrodite. – O sotaque dele então despertou e tentando recompor-se do susto perguntou, levando as mãos a cintura.
- O que faz aqui? – Perguntou agressivamente. Já na sala, Shaka ouvia tudo.
- Yo… Yo quiero hablar con usted.
- Mas eu… — Afrodite queria mesmo era bater a porta na cara daquele idiota, mas as palavras de Shaka ressoaram em sua mente. “Bem, primeiro precisamos descobrir um ponto fraco nele.”. Suspirou. Se quisesse saber algum ponto fraco, teria que conversar com aquele idiota. – Entra... – Decidiu e saiu da porta indo até a sala vendo Shaka sentado no sofá. O loiro olhou para o amigo e depois para Carlo que vinha logo atrás e sem nada dizer, levantou-se e foi para o quarto.
- Pode falar... – Afrodite apenas sentou-se cruzando braços e pernas, sem se preocupar em ser educado. Carlo, que ainda estava de pé, olhou para o sofá e sentou-se, ficando de frente para o outro.
- Bien... yo quiero hablar... que yo no tengo nada a ver...
- Me poupe Carlo! – Afrodite interrompeu a narrativa do outro. – Não me venha com essa de que é inocente! Sei muito bem que foi você quem mandou fazer aquela brincadeira estúpida!
- No... no! Yo no fiz nada disso! Tambien sou una vitima em toda cuesta história!
- Me diz uma coisa... porque está me dizendo isso? Quer dizer... que te importa se eu acredito ou não na sua versão mentirosa?
- No es mentira... yo no sabia que iriam fotografar e fazer...
- Como assim não sabia que iriam fotografar? Quer dizer que admite que você me levou para um lugar onde seus amigos estavam?
- Bien... si, pero...
- Ora... e porque me levou a um lugar cheio de gente? – A indignação de Afrodite era evidente.
- Porque yo siempre levo amigos, todo el mundo sabe, mis amigos, que yo voy allí!
- Ahhh e ainda diz que não teve culpa!!
- No, no... no sabía que iriam hacer algo así.
- Pero yo no acredito em você! Está bem?! No acredito!!!! – Afrodite gritou enquanto imitava o sotaque do outro.
- Bien... yo solamente queria hablar esto... – Disse e já se levantou. Afrodite estava explodindo de raiva, e apesar da vontade de matá-lo, se segurou, tinha que arrancar alguma coisa dele!
- Você não respondeu a minha pergunta. – Disse e levantou-se também. – Porque você veio me dizer essas coisas?
- Yo queria que soubesse.
- Você deve ter prazer nisso não é mesmo? Deve se sentir o máximo humilhando os outros não é mesmo? – Afrodite começou a perder o controle e começou a gritar. – Mas você não é nada! Você não vale nada!! Está me ouvindo? Nada!!
- Yo entendo que... – Mas antes que Carlo prosseguisse Afrodite o interrompeu.
- Ahh já sei! – Afrodite agora adotava uma postura cínica e teatral, abusando dos gestos. – Você está com medo que descubram não é? Além de tudo é um covarde! Eu sinto pena de você Carlo, PENA!
- No tiente humilhar-me... – Carlo foi novamente interrompido pela fúria de Afrodite.
- Te humilhar!? – Afrodite gargalhou teatralmente. – É claro que não... a menos que a verdade seja humilhante para você. Aí não posso fazer nada.
- Afrodite...
- Você sabia que vieram aqui e picharam o muro da minha casa? Vai me dizer que você também é inocente?!?!
- O que? – Carlo expressou surpresa e Afrodite já estava perdendo a cabeça. Voltou a sentar no sofá.
- Quem sabe não foi um de seus amigos?! Mas eu também tenho amigos e eles impediram um estrago maior. – Disse com um tom de vitória.
- Yo no sei do que hablas.
- Não seja cínico! – Gritou novamente.
- Estoy hablando la verdad! Yo no se do que hablas!
- Olha... realmente você... Ahh! – Irritou-se ainda mais. — Você é muito cínico! Mas não se preocupe, eu vou provar o que você fez. – Disse com sua voz altamente confiante. Encararam-se por um tempo e um arrepio correu na espinha de ambos, mas Afrodite logo o espantou virando o rosto e desviando o olhar.
- Está bien. Yo voy embora entonces.
- Por favor! – Afrodite bem que queria que ele falasse mais, mas ele não estava mais agüentando, acabaria fazendo alguma besteira, então deixou que Carlo saísse. Na porta, ele encontrou Mu, que de tão afoito entrou sem se dar conta de quem estava saindo. Afrodite também não percebeu, estava irritado demais e se controlando para não chorar. Mantinha-se sentado, tremendo, coisa que foi logo percebido por Shaka, que viu quando Mu chegou num estado agitado demais para ele, mas achou melhor ajudar Dite primeiro.
- Afrodite? – Chamou com sua voz calma e suave. Afrodite se virou e encontrou o amigo com aquela expressão calma de sempre, lhe sorrindo. Foi a gota d’água para o pisciano, que se jogou no ombro do amigo e chorou copiosamente de tanta raiva.
– Ahh eu vou explodir de tanta raiva!!! – Disse em meio ao choro. Shaka nada disse. Estava impassível apenas confortando o amigo, acariciando-lhe os cabelos enquanto o abraçava. Ouvira toda a discussão entre eles e agora tentava organizar as idéias.
Enquanto isso, no quarto, Mu ainda tentava se acalmar. Estava incrédulo e chocado pela proposta indecente que ouvira de Aldebaran. Esperava encontrar o namorado no quarto, mas não foi o que aconteceu. Aioria estava no banheiro e isso o surpreendeu. Achou que ele estaria ansioso andando de um lado para o outro no quarto; ou então vigiando algo pela janela; ou até mesmo os seguido até o bar. Mas ele não fez nenhuma dessas coisas. Ficou quieto na dele esperando a sua volta e gostou de saber que o namorado se controlou.
Um sorriso singelo se desenhou nele, feliz pelo autocontrole de Aioria. Mas agora que ele mais precisava conversar, ele estava ocupado. A ideia de invadir o banheiro lhe ocorreu, mas logo desistiu. Imaginar a cena de Aioria nu tomando banho o fazia se arrepiar e suspirar, mas se conteve. Não era assim que queria a sua primeira vez. Não que fosse um cara romântico a ponto de querer algo muito elaborado, mas um pouco de romance nessa hora não faria mal a ninguém.
Mas seus pensamentos foram todos bloqueados quando viu Aioria entrar no quarto todo molhado e com a toalha envolvendo-lhe a cintura. Engoliu em seco, observando involuntariamente todo o peitoral definido e cheio de pinguinhos de água, indo direto até a toalha branca e... Mu voltou a olhar para o rosto do namorado, que lhe sorria sacana. Corou desviando o olhar.
- Eu não sabia que já tinha chegado. – Disse com uma voz baixa e rouca. É claro que notou o olhar luxurioso que o namorado lhe lançou. Foi rápido, mas foi o suficiente para acendê-lo.
- É... eu... eu cheguei. – Disse gaguejando de nervoso. E foi com mais nervoso ainda que viu o namorado se aproximar e ficar bem perto de si. O leonino não teve piedade da face completamente rubra de seu namorado. Pelo contrário, isso o divertia e o excitava. Sorriu mais amplamente, era incrível como ele conseguia deixá-lo duro tão facilmente.
- E como foi? – Perguntou sensualmente sem desviar o olhar dos olhos do outro. A respiração de Mu começou a se alterar e com dificuldade respondeu:
- Foi... foi tudo bem. – Disse e abaixou o olhar, se deparando com aquele peitoral tentador tão perto que sentiu vontade de tocar. – Você... não vai se vestir? – Perguntou vacilante. O leonino riu baixinho e aproximou a boca do ouvido do outro.
- Você quer mesmo que eu me vista? – Perguntou baixinho e logo mordeu o lóbulo da orelha do namorado, vendo que ele se contorceu gemendo bem baixinho. Instintivamente Mu levou suas mãos ao peito do namorado para afastá-lo e uma corrente elétrica percorreu seu corpo, fazendo suas mãos praticamente grudarem na pele dele. – Hunnn? Você quer? – Perguntou novamente, colando seu corpo no dele e beijando seu pescoço.
- Ahhh Aioria... eu.... – O ariano não conseguia raciocinar. Sua respiração estava completamente alterada e só conseguia gemer, sentindo um prazer desconhecido com os toques do leonino.
- Você? – Perguntou abraçando-o e levando uma das mãos as suas costas e a outra aos cabelos sedosos do mais novo, puxando de leve para trás para lhe dar mais acesso ao pescoço alvo do namorado.
- Eu... eu... eu quero... – O ariano nem sabia o que estava dizendo. Enlaçou o namorado com os braços e se deixou levar pelos beijos do namorado. Aioria largou o pescoço dele e voltou a olhá-lo nos olhos, abraçando-o fortemente.
- O que você quer, meu amor? – Perguntou roçando os lábios nos lábios do outro, provocando. Mu mordeu o lábio inferior, não imaginava que seu namorado pudesse ser tão sedutor.
- Você... – Murmurou e antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, Aioria o beijou, invadindo-lhe a boca com sua língua, luxuriosamente, intensamente, e logo o pressionou contra a parede, se esfregando completamente no corpo de Mu, que gemia dentro do beijo. Os corações se aceleraram, mas eles não foram capazes de perceber. O beijo é inebriante e acendeu um fogo que nenhum dos dois estavam acostumados. As línguas se exploravam, se enrolavam e se provavam com uma ânsia que parecia que suas vidas dependiam disso. Aioria partiu o beijo quando o ar se fez necessário, mas nem por isso abandonou sua exploração pelo corpo do namorado. Suas mãos percorriam todo o corpo do outro, subindo e descendo por suas costas e cintura até encontrar suas nádegas.
- Ahh Mu... não sabe como eu te quero. – sussurrou no ouvido do namorado e como para mostrar isso, apertou as nádegas dele com força, pressionando suas virilidades, fazendo-os gemer juntos.
- Ahh Aioria.. Ahnn... espera... espera... – Implorou, tentando empurrar o namorado em vão. Sabia muito bem onde aquilo iria acabar e não queria agora, não agora. – Espera! – Pediu ofegante enquanto se desencostava da parede e tentava fugir dos braços do namorado.
- O que foi? – Perguntou e mesmo vendo que ele queria se afastar, não deixou, abraçando-o por trás, colando-se em suas costas. Mu ofegou quando sentiu o membro do namorado contra a sua bunda e, — Céus! - nunca pensou que dizer não fosse tão difícil. Ou pelo menos nunca foi até agora.
- Eu.. eu não quero... não agora! – Disse, mas a verdade é que ele também queria, mas não queria querer agora. Um pensamento confuso demais para explicar numa hora dessas. Aioria não perdeu tempo e enquanto mantinha uma das mãos abraçando-o, levou a outra ao membro já ereto do namorado, massageando vigorosamente. Mu gemeu alto tanto de prazer quanto de susto.
- Hunn... não faz isso comigo amor... por favor. Deixe-me te dar prazer! Eu quero fazer você gozar, fazer você enlouquecer de tanto prazer! – Pediu sensualmente com a boca colada no ouvido do namorado, se esfregando em suas costas e levando-o a caminhar até a outra parede. Quando o ariano viu já estava sendo prensado na parede, tendo o namorado o agarrando por trás, enchendo-o de beijos e apertões.
- Ahh Aioria... — O ariano por sua vez já estava completamente louco de tesão e negar qualquer coisa já lhe era quase impossível. Percebendo isso, Aioria o virou e se abaixou ficando na altura do baixo ventre dele.
O leonino abre o cinto e a calça do mais novo, sob o olhar atento dele. Devagar, ele desce a calça e a cueca até os joelhos. Mu fecha os olhos, sem acreditar no que está acontecendo. É com muito prazer e certo desespero que sente o namorado o masturbar, fazendo um vai e vem torturante em seu membro, arrancando um gemido rouco de sua garganta. Aioria está em êxtase, vendo com orgulho como levava o tímido namorado à loucura. Olhando safado para ele, coloca todo o membro dele na boca, fazendo-o gritar de prazer.
Mu geme descontroladamente enquanto ele o suga de uma forma deliciosa. Mu agarra seus cabelos instintivamente e se afunda na boca do namorado num ritmo meio desajeitado, sentindo aquela cavidade úmida o arrancar a força o gozo, que sai com força, sem que ele pudesse controlar. O peito de Aioria batia descontrolado, mas imensamente feliz. Sabia que essa experiência era nova para ele e se sentia muito bem sendo o primeiro a proporcionar isso ao namorado. Ergue-se devagar o mirou a face corada e afogueada e sorriu, abraçando-lhe. A toalha escorregou por suas pernas, mas eles não notaram. O ariano o abraçou e como se buscasse força para ficar em pé, se apoiou no namorado.
Aioria não cabia em si de tanta felicidade e queria muito mostrar isso para ele, mas não sabia como então sussurrou em seu ouvido a única coisa que veio a sua mente naquele momento.
- Eu te amo... – Foi o que ele sussurrou no ouvido de Mu e isso não poderia ser mais especial. Voltou seu olhar para o namorado e, sorrindo, retribuiu.
- Eu também te amo. – Disse e o beijou.Dessa vez o beijo foi calmo, doce, terno. Estava feliz por ter tido essa primeira experiência com ele, mas estava incerto se queria continuar. A verdade é que sempre teve medo de sexo anal e, apesar de querer muito, ainda tinha medo. Apartou o beijo, não conseguindo ignorar a enorme ereção do namorado.
- O que foi? Porque está com essa carinha? – Aioria perguntou, vendo a expressão preocupada do outro, e levou umas das mãos a face do namorado, acariciando gentilmente.
- É que... eu sei que parece sacanagem o que vou dizer, mas... acontece que eu.. eu não me sinto preparado para... – Não conseguiu completar, pois Aioria calou sua boca gentilmente com os dedos. Sorriu.
- Eu sei meu amor. Eu não quero apressá-lo. – Tentou tranqüilizar. Mas não adiantou.
- Mas você... você está... – Disse tentando falar do estado do outro. Ele riu.
- Excitado? Sim, eu estou. – Disse e o abraçou mais, levando a boca à orelha do outro, beijando e mordendo aquela parte tão sensível. – Você me deixa assim, completamente louco de desejo. Mas não se preocupe, eu dou um jeito nisso. – Mu sorriu. Era incrível como ele era gentil consigo. Mas definitivamente não deixaria que ele saísse assim, desse jeito para resolver sozinho. Então voltou a olhá-lo e o beijou delicadamente, aproveitando-se de seu torpor para timidamente levar umas das mãos ao membro do outro, que apartou o beijou de susto e gemeu.
- M-Mu... – Gemeu baixo ao sentir a mão macia envolver seu membro. – Não faz isso... comigo!
- Shii.... deixa eu te tocar meu amor. – Pediu, mas não esperou autorização e começou a masturbá-lo enquanto beijava-o docemente.Nem em sonho Aioria negaria um pedido desses e se deixou levar pelas mãos inexperientes, mas muito gostosas do namorado e não demorou muito para gozar.O grito do prazer saiu de sua garganta enquanto eles se abraçavam e o leonino se afundava no pescoço do namorado, ofegante.
O tempo passava, mas eles não estavam preocupados com isso. Foi só quando ouviram alguém querer abrir a porta que o mais novo se assustou.
- A porta! – Reclamou. Ele iria explodir de vergonha se alguém os visse daquela maneira. Mas Aioria se manteve calmo e no mesmo lugar.
- Não se preocupe, eu fechei a porta.
- Quando?
- Quando eu entrei. – Disse sorrindo safadamente para o namorado, que entendeu tudo.
- Ah, então você armou tudo isso?- Brincou, fingindo irritação.
- Sim, eu fiz. Quando eu te vi me olhando daquele jeito, eu não me segurei. – Ele sorriu ainda mais vendo o outro corar. Mas acabou sorrindo também, o abraçando e esquecendo-se do mundo lá fora.
Continua...
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