Notas iniciais
Enfim, voltando a um novo capítulo. A realidade é que é difícil criar uma história que faça as pessoas lerem e terem curiosidade. Até agora não recebi nenhum review nessa história, mas quero que saibam que eu faço o máximo pra fazer uma história boa. Não crio qualquer coisa que vem na cabeça e passo pro papel. Não sou assim. Lembro que eu demorei dois meses só pra criar o primeiro capítulo. Não que ele foi complexo de se fazer, mas é do primeiro capítulo que eu iria criar uma nova história, mas ainda sendo continuação do "O Amuleto Rafma". Então, peço a vocês que deem uma lida na primeira história. Eu sei. É grande, é chato às vezes. Tem horas que eu nem consigo ter vontade de ler meus capítulos. Mas eu faço com determinação, tento criar uma história ótima, sem furos, sem erros de continuação, sem erros de concordância.

Enfim, o terceiro capítulo está aí. Eu pensei em colocar o nome como "O Clone", mas todo mundo associaria a novela da Globo de 2001 =X Não gosto de associações assim, ainda mais com a Globo que eu nem assisto

Depois pensei em colocar como "Cid e Caled". Mas aí pensei nos inúmeros filmes e séries que tem nome de duas pessoas '-' Desisti.

No final, só fiquei com Caled mesmo. Nada demais e nada de ruim... Acho que ficou intermediário. Espero que vocês gostem do capítulo.

Boa Leitura

- Ok! O caminho é o seguinte: da Floresta Negra, perto fica a Cidade Frutífera. – Fabio colocou um mapa no chão. Talvez esse mapa tivesse sido roubado de Salquetren – Após a Cidade Frutífera, vamos ter que caminhar...

- Ei, ei, ei! – Ryan interrompeu meio rude – “Cidade Frutífera”? Quer dizer, uma cidade das frutas? Você só pode estar de brincadeira, né?

- Aham. Gosto de mentir sobre esse tipo de coisas. – Respondeu sarcasticamente – Você falou que viveu quatro anos aqui e não conhece os lugares?

- Eu passei quatro anos aqui, nessa floresta, treinando. – Ryan respondeu.

- Você não sabe quais são os lugares que existem por esse mundo, então não tem nem o porquê de ficar me criticando. – Fabio conclui, voltando a olhar para o mapa.

“Babaca...” – Trevor pensou olhando pra Ryan.

- Não iremos brigar, tá? – Lucas falou para Fabio e Ryan que pareceram concordar – E Ryan, tenta não ser limitado.

- “Limitado”? – Olhou irritado para Lucas.

- Estamos em um mundo, um plano alternativo. Qualquer coisa pode acontecer por aqui. Vamos parar de brigar e tentar achar o amuleto. – Disse Erica.

- Hum... Tudo bem. – Ryan respondeu conformado e Hikari o abraça.

- Só uma pergunta, aliás, duas perguntas. – Fredo estava sentado sozinho num tronco, longe de todos, parecendo meio confuso.

- Você se sente melhor? – Sandra sentou no tronco, junto a ele e deu uma maçã.

- Até que sim... Mas acho que nunca mais quero voltar a si, após sair de um transe.A cabeça doi muito. – Deu uma mordida na fruta avermelhada.

- Quais as perguntas? – Lucas perguntou, interrompendo ambos.

- A Sandra comentou sobre um raio que saiu das nossas cabeças. Que raio era aquele?

- O raio é como se fosse um modo de tirar a energia do corpo de uma pessoa, fazendo essa entrar em transe. Com a pessoa em transe, ela poderá se alimentar do corpo. – Ryan respondeu – A aranha respondeu para nós, quando ela acordou, já dentro da bolha.

- Que bom que vocês estavam lá na hora. – Se virou para Sandra – Você não parece estar com dor de cabeça.

- Acordei já faz um tempinho. Já estou melhor. – Sorriu.

- E a outra? – Erica pediu, um pouco impaciente.

- Como que o Fabio sabe o caminho que devemos seguir?

Fabio sorriu e arrumou seus óculos.

“Hum... Acho que é à hora da explicação do intelectual.” – Lucas cruzou os braços.

- Eu não sei. Por isso Salquetren demorou tanto. Esse mundo é enorme, muito, muito enorme. Tem diversas cidades e todas tão diferentes do que a gente já viu. Quando fui ajudar Salquetren, visitamos três cidades, só pra saber que a quarta cidade era a qual devíamos seguir caminho.

- E como souberam que era a quarta cidade a que deveriam seguir? – Trevor perguntou, voltando a se interessar no assunto.

- Quando chegamos à quarta cidade, um holograma saiu dos meus olhos, mostrando um mapa desse mundo inteiro. E aí, recebemos a informação para onde ir pra prosseguimos.

- Então, a quarta cidade é a Cidade Frutífera? – Lucas perguntou, se aproximando do mapa.

- Exato. Nesse meio tempo, só atravessamos três cidades e uma outra floresta. Foi nessa floresta que eu consegui escapar.

- E tava faltando muito para vocês acharem o museu?

- Não sei ao certo. No holograma não indica o quanto falta. Só diz onde devemos ir... Poderíamos estar perto, como poderíamos estar longe também.

- A nossa próxima parada é a Cidade Frutífera! Alguém mais está empolgado? – Lucas perguntou animado.

- Eu. – Ryan deu um passo a frente – Já estou cansado de ficar nessa floresta.

Hikari também deu um passo à frente fazendo gestos e rindo. Todos entenderam que ela concordava com Ryan.

- Vamos nos aprontar, então. – Trevor deu um sorriso tentando ser simpático com Ryan e Hikari.

- Como você pode fazer isso? – Um agente perguntou assustado e surpreendido.

- Facinho! Desse jeito! – Salquetren pegou o agente pela cabeça e bateu contra uma árvore umas dez ou doze vezes.

Salquetren olhou para o rosto do soldado. Estava afundado perto das bochechas e seu nariz estava todo quebrado. O sangue correu todo o seu rosto. Sal que olhava sério para ele, agora dava um sorriso cínico.

- Hu, hu, hu! – Salquetren retornou seus olhos para Cid e Caled – Agora vocês.

- Por favor, senhor Salquetren! Por favor! Piedade, eu te peço!

Salquetren olhou ao seu redor. Os noventas ou cem agentes estavam todos mortos, alguns sem os olhos, outros sem braços e vários com ossos quebrados. Alguns, com um rosto totalmente irreconhecível.

- Você acha que vou fazer o mesmo com vocês? – Salquetren caminhou em direção a eles, mas precisamente para Caled.

Caled estava sentado quieto. Olhava para Salquetren andando com uma expressão nula. Ele não sentia medo. Sentia curiosidade com tudo a sua volta, mas agora só fitava Sal.

- Impressionante, Cid! – Parou de andar e encarou Caled de perto – Ele é muito parecido com Lucas. Está até usando a roupa igual à dele.

- Hãn... – Ficou meio surpreso – Obrigado, senhor. Eu achei que ficaria melhor se ele tivesse roupas parecidas com o mutante.

Salquetren mostrou sua mão para Caled e após isso, a fechou e foi para golpeá-lo. O clone não se assustou e segurou o soco com a mão. Parecia não usar muita força. Salquetren deu outro sorriso. Estava ficando satisfeito.
Sal pulou para trás. Um pulo de quatro ou cinco metros. Ele levantou seu pé o mais alto que pode e chutou o chão com toda sua força, criando duas rachaduras no solo.

Com as mãos ele puxou, do meio das duas rachaduras, um grande pedaço de terra. Ele jogou para cima e deu um outro chute pelo grande pedaço, dividindo em pedaços menores que foram contra Caled.
Caled, ainda sentado, balançou suas mãos para frente. Balançando-as foi criada uma massa de ar que foi até os pedaços, quebrando-os.

Salquetren criou uma bola de fogo, jogou-a pra cima e a chutou para Caled. O clone apenas colocou sua mão para frente. A bola de fogo tocou sua mão e ele a fechou, desfazendo o ataque.

- Impressionante! Parabéns, Cid! Meus parabéns! Criasse a arma perfeita! – Salquetren pode perceber Cid ficar surpreso novamente.

- Como, senhor?

- Quando Caled nasceu, há alguns dias atrás, eu senti uma força muito, muito mais além, muito grande. Eu mesmo fiquei surpreso. A força que senti de Caled foi ainda maior do que quando eu senti de Lucas por se tornar escolhido.

“Escolhido?” – Cid pensou, tentando raciocinar.

- Eu sabia que o SSMM iria ser conveniente pra mim algum dia. Hu, hu, hu!

- Não estou querendo ser do contra, mas por que matou todos mesmo? – Cid tentou achar palavras que não mostrasse aversão pelo plano dele.

- Eles só iriam atrapalhar. SSMM já me ajudou em Terra pelo fato de eu conseguiu queimar o diário e ter conseguido o escaravelho. E até tinha pensando em acabar com todo o departamento, pode parecer estranho, mas minha intuição dizia que o departamento traria algo pra mim. E você me presenteou com o Caled. – Salquetren chega tão perto de Cid, que o cientista pensou que urinaria nas calças – Você agora tem duas escolhas: Ou você faz Caled obedecer a mim e começar a me ajudar na procura do amuleto ou você nega suporte e eu te mato com um sofrimento maior do que eu propus a esses caras jogados no chão.

- “Amuleto”? Que amuleto? – Cid perguntou estranhando.

- Isso não importa! O que você prefere? – Sal colocou suas mãos em volta do pescoço de Cid.

Cid engoliu a seco e concordou com a cabeça.

- Maravilha! Sábia escolha. – Salquetren ajeitou Cid, arrumando sua gola – Bem vindo ao time. Quero o Caled como meu soldado e acho que você pode ser útil também.

- Ah... Eu ficarei feliz em ajudar, senhor. – Abaixou a cabeça.

- Ficará feliz e não morto. Hu, hu, hu! – Salquetren ironizou.

Cid fez uma risada desconfortável.

- Foi só uma brincadeira. Não sou tão malvado assim. Vamos! – Saiu do campo ao ar livre e foi ao meio das árvores.

“Os mortos no chão também devem pensar que você não é tão malvado assim.” – Cid revirou os olhos, seguindo Salquetren, e Caled vinha logo atrás, ainda com sua expressão nula.

Atrás de algumas árvores, um agente sobrevivente que tinha visto tudo, via eles indo embora.

- Filho da pu... – Hans pegou um isqueiro e acendeu o cigarro, levando-o até a boca, fumou um pouco e depois disparou a fumaça contra o ar – Não acredito que... “O moleque tinha razão! Fui muito sortudo de ter ficado mais atrás de todos os agentes. Consegui tempo para me esconder rapidamente, enquanto ele atacava os da frente.”

Hans olhou para o céu sem saber muito que fazer.

“E agora? Estou num mundo alternativo e nem sei como voltar.” – Hans jogou o cigarro no chão e colocou seu pé em cima, arrastando o maço com o sapato – “Não posso contar mais com o SSMM. A única coisa que restou lá foi alguns cientistas e pesquisadores, o que não ajuda muito. Quer dizer, poderia até ajudar, mas acho que nem da pra se comunicar com a Terra nesse lugar.

Hans da mais uma olhada ao seu redor.

“Esse lugar me dá arrepios. Essas árvores parecem ter vida. O que será que devo fazer?” – Encostou-se a uma árvore em que não sentiu tanto medo e se pôs a pensar novamente – “Talvez... Será? Eu posso pedir ajudar para aquele moleque. Eu posso dar as informações do clone e sobre como Salquetren age. Droga! Ferrei com quase tudo só por dinheiro e status no departamento. Esse lugar é grande. Irá demorar pra achar eles, se é que vou achar eles.” – Hans se levantou – “Enfim...”

Olhou para uma direção no meio das árvores e seguiu sem noção do espaço que adentrava.

Eles demoraram quatro horas pra chegar à entrada principal da cidade. No meio do caminho, Ryan e Hikari ajudaram Lucas e os outros a comerem com algumas frutas que eles conseguiam no caminho. Ryan e Hikari não tinham ficado só no treinamento. Conheciam muito bem a floresta, os animais, seus frutos... Se todas as florestas do Mundo Paralelo fossem assim, eles não teriam dificuldade para passar um tempo relativamente grande.

- Minhas pernas estão doendo muito. – Vanessa reclamou, se apoiando numa árvore.

- O negócio é a gente tentar comprar comida por aqui. – Fredo deu a ideia, parecendo bem cansado.

Pra ser mais exato, os únicos cansados eram Fredo, Sandra e Vanessa. Os outros estavam um pouco suados, mas nada de exaustos...

- Hum... Não temos as moedas locais. – Fabio coloca a mão no bolso e mostra para eles – Viu? Essa é uma moeda xelti.

- “Xelti”? – Perguntou Sandra limpando o suor com um lenço.

- Hum... – Ryan chegou perto de Fabio e analisou a moeda.

Ryan pegou sua Tringin e mirou para a moeda.

- Cópia Tringin! – Ryan gritou tocando a ponta mágica na moeda e logo após, um saco de moedas caiu no chão, impressionando a todos.

- Você consegue materializar coisas? – Erica pergunta impressionada.

- Aham. – Ryan deu um sorriso, pegando o saco com as moedas xelti e entregando para Fabio.

- Não teria sido mais fácil ter materializado comida? – Fredo perguntou, com um tom frustrado na voz.

- Ou poderia ter construído um carro pra nós chegar até aqui. Essas últimas quatro horas foram às piores em relação à caminhada, em toda a minha vida. – Agora quem reclamava era Vanessa.

- É diferente. A cópia Tringin é uma magia meio difícil de fazer. Eu descobri que eu a tinha uns seis ou sete meses atrás. Ainda não consigo controlar muita coisa. Só não materializei comida, pois eu e Hikari aprendemos a pegar comida da floresta. Enfim, pelo que tem aí, acho que conseguimos sobreviver em uma ou duas cidades. Até lá acho que ficarei mais forte pra fazer essa magia. E já em relação ao carro, não consigo materializar coisas muito grande. O máximo que eu já consegui materializar foi uma gaveta. Sorte que essas moedas são pequenas. Elas, juntas, pesam um pouquinho mais que uma gaveta.

- Hum... – Vanessa resmungou virando os olhos.

- E o amuleto? Ele é menor que uma gaveta. – Lucas perguntou — Eu tenho um desenho que eu mesmo fiz. Olhando pra imagem você pode ter mais ou menos uma visão de como materializar ele, não?

- Não. Eu já vi o amuleto também em sonhos. Sei como ele é. Mas não consigo materializar mesmo sendo menor que uma gaveta. Ele é poderoso demais para eu materializar na minha mão. – Ryan concluiu um pouco desanimado.

- E também se fosse tão fácil materializar as coisas, Salquetren também teria conseguido. – Erica explicou ajeitando o cabelo – Eu já o vi fazer isso. E o que ele materializou foi algo muito maior que uma gaveta. Mesmo assim, o amuleto é poderoso demais, mesmo pra alguém como Salquetren.

- O negócio é parar de reclamar, então. Temos dinheiro. Agora vamos entrar na cidade e pagar algo pra nós comer. – Fabio disse a última frase com tanta animação que de algum jeito conseguiu animar todos a sua volta. Quer dizer, quase todos.

Lucas ainda se sentia agoniadamente irritado com Fabio por perto. Era algo que não sumia. Nem quando ele não fazia nada, só estava parado, Lucas se irritava.

“Essa raiva, esse ciúme é muito maior do que a última vez que eu o vi. Isso com certeza ira me prejudicar quando eu precisar de meus poderes. O que será que eu devo fazer? Talvez, se eu tentar me concentrar mais nos meus poderes e no amuleto do que na Erica...” – Os pensamentos de Lucas são cortados.

- Então, Lucas? Você vem ou não vem, camarada? – Era Fabio que o chamava.

“Camarada? Ele estava sendo verdadeiro ou irônico? Lucas! Se concentra! Não começa a ficar neurótico. Esqueça que você não gosta dele, ok?” – Lucas correu em direção a eles – Já estou indo!

Lucas chegou até o grupo.

- Hum... Só uma dúvida. – Fredo abriu uma questão, dando novamente aquele tom intelectual ao seu ser.

- Fala, professor. – Trevor pediu para o continuar, já sabendo que ele faria mais uma de suas deduções.

- Bom, a gente estava só comendo fruta, a viagem inteira, certo?

- Certo. – Respondeu dois ou três.

- E a gente que ir pra cidade comer alguma coisa diferente de fruta, certo?

- Certo. – Respondeu os mesmos.

- Então, por que a gente vai numa cidade com o nome “Cidade Frutífera”, sendo que queremos comer algo, que não seja uma fruta?

Alguns riram com a pergunta de Fredo. Fabio virou para trás, olhando para o professor.

- Nem se preocupe. Lá a gente vê isso. – Deu um sorriso.