A Princesa Orgulhosa

13 Capitulo 13


Notas iniciais
Espero que gostem. Continuem comentando.

Já amanhecera e ela não parara de pensar. Tocou a campainha chamando Ashley, muito mais cedo do que de costume, e quando a ama entrou no quarto e abriu as cortinas.
Spencer perguntou ansiosa_ Qual é o programa para hoje? Eu vou viajar com sua alteza?
Queria vê-la, por mais que estivesse magoada de pensar como ela passara a noite com outra, queria estar com ela, olhá-lao e ouvir-lhe a voz, mesmo que ela não lhe desse atenção. Ao menos ficaria ao seu lado na carruagem e saberia que naquele momento ela não estava com sua amante cigana!
Porém, quando Ashley levou o café para Spencer, havia um bilhete de Aria. Era assim que ela sempre a informava da programação do dia.
Com avidez ela desdobrou o papel e leu.
“A princesa tem uma audiência com o primeiro-ministro e os outros membros do conselho em Vitózi esta manhã. Só voltará para o almoço. Por que não aproveita para cavalgar?”
A primeira sensação de Spencer foi de decepção por não poder ver a princesa até a hora do almoço. Mas depois pensou que, se ela iria encontrar o primeiro-ministro, não estaria com a cigana.
— Por favor, informe que dentro de uma hora estarei pronta para cavalgar _ disse Spencer. Fez uma pausa e acrescentou: _ E diga a Senhora Aria que desejo ser acompanhada só por um cavalariço. Nada de grande escolta.
Quando desceu vestindo seu traje de montaria, de piquê branco, Spencer estava deslumbrante.
Ela própria ao se olhar no espelho, antes de descer, não pôde deixar de lamentar que a princesa não fosse vê-la. Depois sentiu um aperto no coração, lembrando que ela não a achava atraente uma mulher aristocrática e preferia uma cigana de saias coloridas com uma beleza selvagem e exótica.
Aria a esperava no hall.
— Eu cumpri seu desejo, princesa _ disse Aria. _ Será acompanhada só por um cavalariço, mas permita que eu respeitosamente sugira que não vá longe.
— Mas não há perigo em cavalgar no bosque desse lado do rio, há? _ perguntou Spencer se preocupando
— Não, claro que não _ retrucou Aria _ Por outro lado, tenho a impressão de que se tivéssemos consultado a princesa ele iria insistir para que fosse acompanhada pelo menos por um dos ajudantes-de-ordens.
— Hoje eu quero ficar sozinha _ retrucou Spencer com um sorriso.
— Eu entendo, mas, por favor, tome muito cuidado, princesa. A você é muito preciosa- diz Aria sincera- Emily não iria gostar que nada lhe acontecesse
Spencer teve vontade de responder que a princesa não pensava da mesma forma, mas em vez disso apenas agradeceu-lhe e saiu do castelo seguida de um cavalariço de meia-idade que ela já vira em outras ocasiões.
Ele ia a poucos passos atrás e Spencer tomou um caminho através da montanha, que era sombreado por árvores através das quais avistava o vale.
Havia várias pontes sobre desfiladeiros profundos e pequenas cascatas, e quando o caminho se bifurcou Spencer hesitou por um minuto.
Um deles, conforme podia ver, conduzia montanha acima rumo aos picos cobertos de neve, enquanto o outro descia em direção ao valo e dava para se avistar uma espessa floresta de pinheiros logo abaixo.
De repente, Spencer teve vontade de rever o lugar onde encontrara a princesa pela primeira vez. Tinha a impressão de que não ficava muito longe, montanha abaixo.
Puxou as rédeas do cavalo e iniciou a íngreme descida, até que começou a sentir o perfume dos pinheiros.
Lembrou-se de como chegara inesperadamente ao local da reunião, na clareira. Era fácil agora entender que a princesa fora obrigado a encontrar o grupo secretamente para que o rei não soubesse que estavam tramando contra ele.
E quem poderia censurá-los por procurarem a unica pessoa que poderia ajudá-los? O único suficientemente forte para desafiar o reinado tirânico e ditatorial de seu pai? Encontrou a clareira e reconheceu-a imediatamente.
Viu os mesmos troncos caídos sobre o qual os homens se sentaram, naquele dia, o lugar de onde a princesa se levantara para ir ao seu encontro.
Pensou que deveria ter adivinhado que o destino a colocara em sua vida e que fatalmente viria a amá-la.
Contudo, na ocasião, ressentira-se com a maneira de ela falar, com o modo autoritário com que segurara as rédeas de seu cavalo e a conduzira para fora da clareira.
E então. . .
Spencer fechou os olhos. Podia quase sentir as mãos do príncipe tirando-a da sela, seus braços envolvendo-a e o rosto se aproximando. Estava absorta nessas recordações, quando uma voz respeitosa a interrompeu.
— Desculpe-me, alteza, mas acho que devemos voltar ao castelo- diz o cavalariço
Spencer sobressaltou-se. Tinha esquecida o cavalariço a acompanhava. Com esforço voltou à realidade e perguntou_ Por que a pressa?
— Pode ser que eu me engane, alteza, mas tenho a impressão de que estamos sendo seguidos!- responde o cavalariço
— Seguidos?! Por quem?- pergunta Spencer preocupada
O cavalariço olhou em redor nervosamente_ Percebi logo depois que deixamos o castelo, alteza. Mas pode ser que eu esteja enganado, claro.. . Em todo caso, acho melhor voltarmos.
— Não posso imaginar quem teria interesse em seguir-me- diz Spencer sincera- Mas já faz tempo que estamos cavalgando e concordo em voltar.
Avançou só um pouco mais para ver o lugar onde, depois de ter sido beijada, atravessara o rio. O rio estava mais volumoso e ela distraiu-se com um salmão que saltou fora d'água.
Então Spencer ouviu uma exclamação assustada do cavalariço. Na margem oposta havia quatro homens cavalgando em direção a ela.
Ela os fitou, atônita, e ouviu então cavalos aproximando-se de todos os lados, saídos do meio do bosque.
Seu coração quase parou e um frio percorreu-lhe a espinha. Sabia quem eram os homens que se aproximavam, conhecia-os pelos gorros e coletes de pele de carneiro. Eram os zyghes, selvagens ladrões de cavalos que viviam nas montanhas.
Eles eram o terror dos criadores da região, pois viviam de roubar cavalos, principalmente os já meio domados, e em geral feriam ou até matavam muitos dos csikós que tomavam conta dos rebanhos. Roubavam carneiros e vacas para comer e viviam nas cavernas, nas montanhas, onde era impossível alcançá-los e puni-los de acordo com a lei.
Os zyghes cercaram Spencer e ela ouviu o cavalariço dar um grito como se tivesse sido jogado de seu cavalo.
Então, antes que ela tivesse tempo de dizer qualquer coisa, um deles segurou as rédeas de seu cavalo e puxou-a para o outro lado do rio.
Ela não pôde fazer nada, a não ser agarrar-se à sela para não cair.
Um zyghe aproximou-se de cada lado e assim que subiram na outra margem começaram a galopar a toda velocidade em direção à estepe descampada. Outro zyghe vinha atrás trazendo o cavalo do cavalariço.
Por que a teriam seguido? Que motivo teriam?
Era difícil pensar em algo. Enquanto os cavalos corriam em disparada. Deviam ter percorrido mais de um quilômetro quando um dos homens deu um grito e os que cavalgam ao lado de Spencer puxaram as rédeas de seus cavalos.
Um deles olhou para trás e gritou_ O que houve?
Falava com um sotaque estranho, mas Spencer entendeu a pergunta e não houve necessidade de explicar a resposta.
Bastou olhar para ver que o cavalo que estava sendo puxado enroscara-se nas rédeas e estava quase se enforcando.
Um dos homens correu para socorrê-lo e Spencer aproveitou para perguntar: _ O que vocês querem de mim. . .? Para onde estão me levando. . .?
— Dinheiro! Você nos traz muito dinheiro!- diz o homem que parecia o lider
Spencer fitou-o surpresa_ Quer dizer. . . que. . . vão me prender para pedir resgate?
Ela falou devagar e com clareza, esperando que entendessem seu dabrozkaniano puro.
Ele balançou a cabeça_ Dinheiro aqui! _ disse ele e bateu nos quadris.
Todos riram.
Por instantes Spencer não entendeu o que ele estava querendo dizer. Então, de repente, percebeu o que deveria ter acontecido.
Seu pai devia ter pago aqueles homens. Era isso, agora tinha certeza absoluta! Era a vingança dele por ela ter-se tornado uma Sáros, um ato de desafio com que pretendia desconcertar a princesa e sem dúvida causar consternação entre os membros do conselho.
Parecia incrível que o rei fizesse uma coisa dessas, mas ela sabia que era bem o tipo de atitude que dava prazer a ele porque ninguém esperaria por isso.
Era aterrador! Diabólico! Spencer pensou, desesperada, que não havia nada que pudesse fazer.

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Emily ficou muito chateada com a desfeita que Spencer fez com seus amigos ciganos, ela saiu sem a sua permissão, isso era inadimissivel. Emily foi para a casa pretendendo conversar com a esposa só que quando chegou a porta do quarto estava trancada. Então ela foi para seu proprio quarto.
Assim que se levantou foi dar sua cavalgada matinal, precisa pensar, a cavalgada não ajudou.
Assim que voltou recebeu uma carta do primeiro-ministro e avisou a Aria e Ezra que teria uma reunião. Aria desmarcou seus compromisso e Ezra foi com Emily para a reunião.
O primeiro-ministro informou que tropas russas estão se aproximando da fronteira. A princesa e os ministros armaram um plano de retirada para as familias que moram perto da fronteira e o deslocamento de unidades de patrulha para estas localidades. O rei não compareceu a reunião. Ficou decidido que no dia seguinte A princesa e o rei teriam um encontro e unificariam os exercitos para iniciar as estrategias de guerra.
Emily e Ezra estão vontando para o castelo quando encontram seu cavalariço Jonh.
—Princesa graças a Deus!!!!_- Grita Jonh
—O que aconteceu?- pergunta Ezra nervoso
—Levaram a princesa- diz Jonh
—Quem levou minha mulher?- pergunta Emily nervosa
—Os zyghes- responde Jonh- eles foram para o norte
—James leve Jonh para o castelo- diz Emily já correndo- o restante venham comigo
Emily vai o mas rapido que pode na direção que Jonh mostrou.

P.V. Emily On

Nada pode acontecer com ela. Eu sei que ela não me ama. Na verdade ela me despreza mas eu não me importo. Eu a amo. Nada pode acontecer com ela. Eu não vou deixar estes homens machucarem minha mulher. Eu vou traze-la em segurança.

P.V Emily Off

—Vamos homens temos que salvar nossa princesa- grita Emily acelerando seu cavalo

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Os zyghes estavam rindo e caçoando entre si, quando um deles examinou a pata do cavalo capturado, constatando que uma pedra se encravara na ferradura do animal durante a travessia do rio.
Ele puxou da cintura uma longa e assustadora adaga. A lâmina brilhou ao sol e Spencer desviou o olhar, pensando em quantas vezes a arma já matara um animal roubado, ou, pior ainda, alguém que tentara proteger sua propriedade.
Sabia que os crimes dos zyghes eram comentados com horror nas aldeias. Como é que seu pai pudera lhe fazer uma coisa daquelas?
Perguntou-se, desolada, se alguém saberia para onde tinha sido levada e se o cavalariço tinha ido procurar socorro.
Em todo caso, levaria muito tempo para caminhar de volta todo o percurso que tinham feito e, se ele tentasse ir para a aldeia na margem do rio, antes que chegasse lá os zyghes já a teriam levado para suas cavernas e não haveria possibilidade de ela ser encontrada.
Apesar da ponta aguçada da adaga estava difícil desencravar a pedra da ferradura. Os outros cinco homens se sentaram, observando.
Eles montavam em pêlo, sem selas, e com rédeas feitas de cordas. Seus animais não usavam ferraduras e Spencer percebeu que talvez eles não soubessem lidar com isso.
— Você disse que receberam dinheiro para me capturar _falou ela, de repente. _ Se me levarem de volta, eu farei com que recebam mais do que receberam. Muito mais!
Achou que eles tinham dificuldade de entendê-la e repetiu várias vezes_ Eu lhes darei mais... darei duas vezes... não, três vezes mais, se me levarem de volta ao castelo.
Como resposta, um dos zyghes estendeu diante de seu rosto a mão imunda, com a palma virada para cima.
Ela entendeu que ele pedia o dinheiro de imediato e retrucou_ Não tenho dinheiro aqui, mas há muito lá no castelo. _Ela apontou na direção e prosseguiu _ Vocês ficam com o que já ganharam e eu lhes darei três vezes mais!
O homem meneou a cabeça.
— Cinco vezes mais! _ gritou Spencer, desesperada.
De novo ele estendeu a mão aberta e ela viu sangue seco entre os dedos dele, como se tivesse matado há pouco algum animal. Isso a fez estremecer.
— Dinheiro no castelo! _ insistiu Spencer
O zyghe virou a mão devagar e os outros caíram na gargalhada, como se fosse alguma piada. Spencer entendeu bem o que ele estava tentando dizer.
Eles não iriam se arriscar a correr perigo. Não acreditavam que iriam receber dinheiro levando-a de volta e poderiam ainda perder o que já haviam recebido.
O homem que estava cuidando do cavalo deu afinal um grito vitorioso. Tinha conseguido extrair a pedra sem arrancar a ferradura. Montou novamente em seu cavalo e prosseguiram em seu caminho.
Spencer olhava desesperada para o castelo que ficava cada vez mais distante e, de repente, ficou em suspense. Viu ao longe uma mancha escura no verde da estepe e teve certeza de que era um bando de cavaleiros. Depressa virou-se para a frente para não despertar a atenção dos homens.
Os zyghes continuavam rindo. Ela percebeu que caçoavam de sua tentativa de suborná-los. Estavam tão absortos nisso que, em vez de galoparem como antes, iam a passo. Os cavalos trotavam, com a elegância característica dos animais dabrozkanianos.
Os dois homens que ladeavam Spencer seguravam a rédea do cavalo dela. Ela refreava com dificuldade a vontade de olhar para trás e certificar-se do que vira, para não alertá-los.
Prosseguiam em seu caminho, quando subitamente um dos zyghes que vinha atrás deu um grito.
Spencer virou-se e viu que não se enganara. Bem perto, agora, dava para se ver um grupo de homens montados galopando em direção a eles, e Spencer teve a impressão de vislumbrar o uniforme dos soldados da princesa.
Só teve tempo, porém, para uma olhada de relance antes que os zyghes recomeçassem a cavalgar com a velocidade de antes.
Chicoteavam seus cavalos e o de Spencer com fúria, e ela só se preocupou em agarrar-se como podia para não cair da sela.
Seu chapéu foi arrancado pelo vento.
Os zyghes continuavam a chicotear e instigar os animais com gritos selvagens.
Cada vez que chicoteavam o cavalo de Spencer, ela era jogada para a frente e quase caía. Estava com medo de cair e ser pisoteada. Então, ela ouviu o ruído de mais cavalos se aproximando.
Subitamente ouviu o estampido de uma pistola, e o homem que segurava a rédea de seu cavalo, à sua esquerda, caiu no chão. Então Spencer sentiu que um braço forte a ergueu da sela e puxou-a, fazendo-a sentar-se em outro cavalo. Esse era o feito mais admirado entre os dabrozkanianos.
O impacto deixou-a semi-inconsciente por instantes. Então, cheia de felicidade, percebeu que estava nos braços da princesa, sentada na sela dela com a cabeça apoiada em seu peito.
Spencer mal conseguia respirar, mas seu coração cantava de alegria por ter sido salva por Emily. Como ela era forte!
Galoparam ainda por uma longa distância antes que a princesa fizesse o cavalo parar. Spencer, com o rosto escondido no peito dela, mal podia crer que fora salva, e sentia-se protegida ali.
Pelo menos ela se importara de salvá-la!
—Você esta salva minha princesa- diz Emily beijando os labios de Spencer
Foram muitas emoções Spencer acabou desmaiando.