A Primeira Vez
4 Capitulo 4
Notas iniciais
– Pai, achei o sapato. – Ela estava apavorada.
– Há obrigado filha, eu volto daqui à uma hora. – Ele saiu do closet. – Há... E não precisa se arrumar tanto – Ele se virou e saiu do quarto.
Do outro lado, Nicollas estava sentado no chão com as mãos na cabeça, voltando a respirar normalmente quando Suzana abre a porta e entra vagarosamente.
– Nic pode sair ele já foi. – Ele se levantou. – Esta tudo bem?
Nicollas estava branco como a parede do quarto de Suzana, ele levou alguns segundos para poder responder.
– Esta.. esta tudo bem sim – Finalmente respondi.
– Relaxa. – Ela soltou uma risadinha. — Mas você precisa ir agora eu tenho que me arrumar pro jantar.
– Tudo bem. — Parei na porta do quarto — A verdade é que eu sempre gostei de você.
– Espera. — Ela caminhou em minha direção, segurou meu rosto e me beijou..
– Eu gosto de você, bobinho. — disse ela, ainda com as mãos em meu rosto e com um lindo sorriso no rosto. — até amanha.
– Até.
Ela me levou até a porta de saída e me beijou pela ultima vez, rápido mais delicioso. Não agüentava mais ficar longe dela, contava as horas para vê-la, mais o relógio parecia estar parado. A noite chegou e eu ainda pensava na Suzana. Meu celular começou a vibrar no meu criado mudo, peguei-o rapidamente e atendi.
– Sú. — Fiquei com um sorriso bobo no rosto.
– Obrigado. — Disse ela.
– Pelo o que? — Perguntei.
– Pelo melhor dia da minha vida, esses anos todos eu sentia que não era completa, então você apareceu e eu não consigo parar de pensar em você, você me faz bem, ouvir sua voz faz do meu dia o mais perfeito. – Ela dizia emocionada no telefone.
– Eu não me expressar muito bem, mas quando estou com você o mundo inteiro parece não existir, é como se estivéssemos apenas eu e você, e eu adoro isso.
Eu sabia que não poderia viver sem ela, passei a noite pensando no que iria fazer amanhã, ligava para uns amigos para ver se eles poderiam me ajudar e quando parei para notar eram aproximadamente uma hora da manhã.
Sexta feira um dia antes do carnaval era o dia em que eu ia conquistar a minha amada. O dia passou voando e nós conversamos sobre muitas coisas, esperei o momento certo para dar o presente a ela, o fim da aula. O sinal toca e todos começam a sair da sala.
– Então vai fazer o que no carnaval? — Perguntou Suzana
– Vou dormir muito. – Soltei um riso abafado.
– Eu vou sentir sua falta, você enchendo meu saco. – Ela me deu um tapa no meu ombro.
Estávamos caminhando pelo corredor, quando eu disse que precisava ir ao banheiro e pedi para ela me esperar no pátio da escola. Caminhei até o primeiro andar da rampa, gritei seu nome lá de cima e quando ela se virou para olhar, nossos amigos estavam segurando um banner “Você aceita namorar comigo?”. Ela pôs a mão sobre a boca as suas amigas que estavam a sua volta a abraçaram e então eu gritei.
– Então Suzana. Você aceita namorar comigo? – Ela passou os dedos sobre os olhos e logo respondeu.
– Aceito. – Todos que estavam no pátio gritaram a nossa volta.
Eu desci a rampa correndo ao seu encontro, segurei-a em meus braços e a girei, e a dei um beijo.
– Meu lugar é com você. – Sussurrei em seu ouvido.
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