A Primeira Vez
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Nesse momento eu fiquei em silêncio processando as palavras que acabará de escutar, eu não podia acreditar que ela gostava de mim, sentia milhões de sentimentos dentro de mim e minha cabeça deu um nó maior ainda. Como eu iria dizer ao meu melhor amigo o que acabou de acontecer?
A aula acabou e nós dois trocamos olhares como nunca imaginaria. Todos saíram de sala e cada um continuou o seu caminho, eu como sempre ia embora com o Jhon, então, aproveitei e expliquei o que estava acontecendo.
– Jhon, eu preciso te contar uma coisa. — Disse eu, meio sem jeito.
– Você falou com a Suzana? O que ela disse? Ela gosta de mim? – Perguntou bem entusiasmado.
– Falei, cara desculpa, mas ela disse que você não faz o tipo dela. — Lamentei. — Ela me disse que gosta de mim — Disse eu, sem jeito e ao mesmo tempo me sentindo estranho.
– Por isso ela passou a mão no seu rosto? – Ele ficou triste.
– Acho que sim. – Disse, meio confuso.
– Tudo bem, passou. – Ele concluiu.
Seguimos um bom tempo em silêncio, depois de nossa estranha conversa a única palavra que ele me disse foi “tchau”, e eu segui o meu caminho sozinho. À tarde eu precisava ligar para a Suzana pra saber como íamos fazer o trabalho de português, eu ao tinha o número de Suzana então, comecei a perguntar para meus amigos quem poderia ter, comecei pela Vick que é uma grande amiga minha desde o primeiro ano, sempre fomos um trio formado por Jhon, Vick e Eu, mas eu nunca me considerei o melhor amigo da Vick, ela gostava de um jeito diferente do Jhon e passava muito mais tempo conversando com ele, mas ele não fazia à mínima, eu não ligava muito até porque eles tinham muita coisa em comum. Então lá fui eu.
– Vick aqui é o Nicollas, eu queria saber se você tem o número da Suzana? — Perguntei
– Olha eu não tenho não, mais pergunta o Jhon eu sei que ele tem. — Disse ela com uma voz bem diferente, como se planeja se alguma coisa.
– Tudo bem, obrigado. — Agradeci e desliguei.
Então liguei para o Jhon, mas ninguém atendia, chamava até cair a ligação. Então entrei no facebook e o chamei.
– Jhon, porque não atendeu as minhas ligações cara, aconteceu alguma coisa? — Perguntei, preocupado.
– Não aconteceu nada. — Disse ele, bem direto.
Como ele nunca gostou que pressionasse ele com algum assunto eu deixei pra lá e fui atrás do que eu queria.
– Tudo bem, eu queria saber se você tem o número da Suzana, você tem? — Perguntei.
– Não Nicollas não tenho, que estranho você não ter era você que estava dando em cima dela. — Disse ele, bem irritado
– Eu dando em cima dela? Cara eu não dei em cima dela, eu só fiz o que você me pediu. — Disse eu, sem entender o porque dele estar daquele jeito.
– Nicollas eu não sou idiota, já me contaram tudo, você não disse nada de mim, você estava dando em cima dela na minha frente, e eu que acreditava em você como amigo, seu idiota, não fala mais comigo na escola, estou excluindo o seu face, FALSO. — Disse ele, com um ódio nas palavra que usava.
Fiquei sem entender nada, como assim quem disse pra ele que eu estava dando em cima da Suzana? Quem seria capaz de mentir desse jeito pra ele? E como ele foi capaz de acreditar nisso? Liguei para a Suzana e além de sabermos como faríamos o trabalho ela me disse uma conversa que teve com o Jhon sobre mim.
– Nic, eu não sei se é melhor eu lhe contar isso porque eu sei que você e o Jhon são muito amigos, mas ele está falando mal de você. — Disse ela, sem jeito.
– Nós brigamos, ele me disse que falaram que eu estava dando em cima de você então ele me chamou de varias coisas e eu fiquei sem entender. — Esclareci a história pra ela
– Ele me disse exatamente assim. "Não confie no Nicollas ele é a pessoa mais falsa dessa escola". — disse ela. – Amanhã na escola eu amostro para você a conversa. — Disse ela
– Valeu, beijo Sú, ate amanha. — Me despedi e desliguei.
No dia seguinte ela me mostrou a conversa e era verdade. Não acreditei no que ele tinha dito, um amigo meu dizendo uma coisa dessas de mim pelas costas. Quem estava fazendo a cabeça dele?
As aulas passaram e eu e Suzana ficávamos cada vez mais próximos, ela é uma garota incrível, contamos histórias que já aconteceram conosco, os micos que já pagamos entre outras coisas. Na ultima semana antes do carnaval Suzana passou mal e perguntou se eu podia ir à casa dela levar as matérias que ela perdeu, como fiquei muito preocupado por ela ter faltado quatro dias da semana eu fui, chegando lá ela estava no seu quarto, se arrumando.
– Oi, Sú. — Disse eu, sem jeito de entrar no quarto.
– Você veio, que saudade da sua voz. — disse ela, com um grande sorriso no rosto. — E que sorriso, é o sorriso mais belo que vi em toda minha vida. — Pode entrar, você trouxe as matérias que eu perdi?
– Trouxe está tudo aqui, mais é muita coisa pra você copiar. — Disse eu — Você está bem melhor, ainda bem estava preocupado. — Continuei
– Ah que fofo. Estou sim, amanhã eu vou pra escola. — Disse ela
– Mais amanha já é sexta-feira. — Exclamei
– Mais eu vou te fazer companhia — Disse ela
Ficamos conversando por um bom tempo, depois ela começou a copiar as matérias, era muita coisa então ajudei ela a copiar.
– Nic, minha mão já está doendo. — disse ela se jogando na cama.
Eu continuei copiando, então pousou a mão em meu cabelo e começou a fazer um lento cafuné.
– Nic, para um pouco vamos conversar. — disse ela, me puxando pra cama.
– Tudo bem, mas do que você quer falar? — perguntei. — Nós estamos sozinhos em casa? Eu vi que quando sua mãe abriu a porta ela estava conversando com alguém no telefone.
– É ela foi a uma jantar de negócios, volta só de noite. — Disse ela — eu vou lá em baixo pegar um suco pra gente, espera ai ta. — Disse ela, saindo do quarto.
O quarto dela tinha um cheiro gostoso de campo, com uma parede repleta de fotos. Fiquei vendo uma por uma até que ouvi um grande barulho vindo do andar de baixo como alguém caindo, desci as escadas correndo quando cheguei no local o piso da cozinha estava molhado com suco e Suzana tinha machucado a sua mão, um pequeno corte na palma da mão, tirei ela do local, limpei o machucado e fiz um pequeno curativo, ela me olhou nos olhos e agradeceu, foi quando nosso olhos se encontraram e tudo em volta não existia, apenas nós dois, quando nossos lábios se encontraram em um choque de sensações, seus lábios eram quentes e macios, com um sabor delicioso, o seu cheiro era o mais agradável que já tinha inalado, ficamos nos beijando por um bom tempo, ate que ela me chamou pra subir, deitamos na cama e ela se deitou ao meu lado, continuamos a nos beijar como se fosse o ultimo, sentamos na cama e ela tirou minha blusa e se deitou e eu fiquei deitado por cima dela, beijei cada centímetro do seu pescoço, trocamos caricias por um bom tempo ate que a porta do andar de baixo abriu. Levantei rapidamente e com um sussurro perguntei.
– Quem deve estar ai?
– Suzana, ta em casa? — disse uma voz de homem.
– É o meu pai. — Disse ela assustada. — Corre pra dentro do closet e se esconde. — Continuou ela, colocando a blusa rapidamente.
Corri em direção ao closet e me escondi atrás da parede de sapatos. O pai dela subiu as escadas e entrou no quarto.
– Oi pai. — Disse Suzana, com a voz mais calma do mundo.
– Oi filha, estava estudando? — Ele olhou para as folhas em cima da cama. — Sua mãe disse que um amigo seu veio deixar o material das aulas que você perdeu.
– É ele veio rapidinho e foi embora.
– Hum e essa mochila e de quem? – Ela pegou a mochila que estava no chão.
– Ele esqueceu. Depois eu devolvo. – Ela pegou a mochila das mãos dele.
– Filha, sua mãe pediu pra você pegar o sapato preto de salto com um laço na frente, o dela o salto ta careca. – Ele caminhou em direção ao closet. — Eu vou levar, e você vai se arrumando que eu volto aqui pra te buscar e depois vamos buscar seu irmão na casa do coleguinha dele para jantarmos, tudo bem? — Perguntou ele.
– Tudo bem pai, deixa que eu pego. – Ela abriu a porta do closet rapidamente e depois fechou.
– Faça o que for não faça nenhum barulho.
– Filha, já achou? Rapido sua mãe esta esperando. — Disse o pai, entrando no closet.
– Não to achando o outro pé. — Disse Suzana, com o coração batendo a mil.
– Deixa eu ver se não está ali do outro lado.
Eu estava do outro lado, ele não podia ir do outro lado, Suzana tinha que fazer alguma coisa e o mais rápido possível.
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