A Primeira Eterna

24 Um passado inacabado


Notas iniciais
Boa noite :D Dessa vez postei em tempo rsrs Hey pessoal eu tenho recebido alguns comentários que Bella está sendo muito superior, mas entendam Bella é a primeira vampira de certo modo ela querendo ou não, vai ser sempre superior! E ela viveu todas esses anos fria, brava e desconfiada de todos. Isso se deve ao fato quando a mataram quando era humana que trouxe consigo a amargura e o ódio dentro de si minutos antes de morrer. Pode ser que tenha mais motivos, mas vemos isso no decorrer da fic... Bella realmente está sendo má com o Edward, mas não esquecem que ele também não ajuda! Isso é para mostrar que não existe relacionamento perfeito. Vimos que Edward se descobriu apixonado por Bella, mas antes disso mesmo já desconfiando do sentimento negou até não poder mais, diferente de Bella que realmente não faz ideia que ele é seu companheiro, quando descobrir vamos ver qual será sua reação se vai ser a mesma de Edward ou uma maneira positiva. Uma dica, duas pessoas não agem exatamente da mesma maneira E por fim uma pergunta que estão me fazendo muito "Quando Bella vai se descobrir apaixonada por Edward?" . Eu posso dizer simplesmente: Quando estamos perdendo uma pessoa é que damos valor a ela. Importante ressaltar para não interpretar essa frase ao pé da letra, então talvez não seja o que está pensando. Bom é isso pessoal e até os dois se entenderem espero que tenham muitaaaaaa paciência com essa escritora chata aqui e gostem dos capítulos que estão por vir. Agradeço imensamente por acompanhar minha história mesmo não sendo nenhum pouco boa comparada com muitas que tem aqui pelo nyah Abraços e Beijos de bnandes

POV BELLA

– Posso ajudar em algo? – A recepcionista perguntou sem me olhar.

– Eu gostaria de um quarto. – Falei fitando-a.

– Desculpe, mas não temos vagas. – Ela nem ao menos olhou para minha cara.

– Não seja por isso. Eu fiz reserva.

– Qual é o seu nome... – A mulher tinha a voz azeda e me olhou com inveja assim que viu meu rosto, mas quando analisou-me de cima a baixo recompôs sua pose. – Srta? – Ela deu um sorriso amarelo ao ver que eu me vestia elegantemente.

Eu usava um vestido curto azul marinho de uma marca mundialmente famosa e usando os famosos saltos de 30 cm. Tenho certeza que se Nessie estivesse aqui estaria radiante como eu me vestia.

– Swan. – Falei sorrindo falsamente.

Ela digitou no teclado algumas teclas e quando olhou para a tela arregalou os olhos.

– Suíte premier senhorita? – Ela perguntou engolindo em seco.

Agora ela sabia que deveria ter me tratado com respeito desde o começo. O que o dinheiro não fazia com as pessoas.

– Se é o que aparece ai na tela do seu computador. – Eu disse cínica.

– Desculpa Srta. Swan. Eu só preciso dos seus documentos para fazer o check-in.

Entreguei meus documentos e fiquei esperando enquanto ela tremia digitando no computador.

O voo não durou mais do que cinco horas e meia. Já era noite quando o avião pousou, mas não era tão tarde quando cheguei ao hotel, então na recepção do mesmo ainda estava bem movimentado por essa hora. Pessoas entravam e saiam do hotel luxuoso no qual me encontrava, e muitos que reparavam em mim ficavam me olhando descaradamente não acreditando no que via.

Eu tinha passado numa loja e comprado algumas roupas de grife para manter a aparência no hotel que iria hospedar.

– Aqui estão seus documentos. Assine nesse x. – Ela apontou para um pedaço na folha e me entregou os documentos. – A Srta. sabe quanto tempo ficará hospedada?

– Talvez alguns dias, mas quando partir eu aviso.

– Sem problemas, quer que eu chame alguém para carregar suas malas até ao quarto? – Ela deu um sorriso tentando ser amigável.

– Não obrigada, só não quero ninguém me incomodando sem minhas ordens.

– Como a Srta. desejar, O Hotel Glamour & SPA agradece sua hospedagem.

Assenti e saí dali.

Eu peguei o elevador, mas quando a porta ia se fechar um senhor segurou para que pudesse entrar. O homem que mais tinha idade para ser um avô me olhou de cima a baixo com um sorriso malicioso no rosto. Ignorei seu olhar e continuei olhando para frente.

– Olá Srta. eu me chamo JosephWalker, da empresa Walker’s. – Ele fez questão de frisar o nome da empresa para eu me interessar por ele. Homens! – Qual o nome da jovem dama?

Eu virei para ele e retribui um sorriso. Eu conhecia muito bem aquela empresa.

– Swan. – Estendi minha mão em cumprimento.

Ele me estudou por um tempo.

– Você é parente da família da empresa Swan’s Prime? – Joseph perguntou.

– Sou a dona. – Dei um sorriso inocente.

Vi seus olhos arregalarem surpresos assim que informei a ele.

– Você é a...

– Isabella Swan? Sim, a própria. – Dei um sorriso cínico.

Eu jurei que o homem iria ter um enfarte aqui mesmo dentro do elevador, o cara começou a ficar mais vermelho que pimentão.

– Eu não acredito que estou falando diretamente com você. – Ele estava completamente surpreso. – Digo ninguém nunca te viu.

– Digamos que eu sou muito reservada, não me mostro na sociedade, assim posso viver uma vida quase normal.

– Entendo, a minha empresa trabalha para a sua. – Ele comentou.

– Eu sei, eu conheço todas as empresas terceirizas da minha. – Joseph achava que eu não tinha conhecimento nenhum, pois supostamente “herdei” a empresa depois da morte dos meus pais há poucos anos.

– É realmente uma honra conhecê-la. – “Pena que não posso dizer o mesmo” pensei, mas não comentei. – Se pudesse gostaria de conversar com você sobre uma nova sociedade e um grande projeto que estou criando.

Dessa vez o olhei interessada. Negócios sempre são bem vindos.

– Com certeza irei ouvir sua proposta.

Ele abriu um sorriso enorme.

– Amanhã à noite farei um coquetel no salão do hotel, seria uma imensa satisfação se a senhorita aparecesse.

– Não sei se conseguirei comparecer, vim à cidade a negócios, mas se for possível eu irei sim.

– Assim poderemos falar sobre a grande proposta que estou criando.

A porta do elevador abriu, mas não era meu andar e sim de Joseph.

– Eu realmente espero que de certo para comparecer.

– Farei o possível.

Ele se despediu e saiu do elevador.

Quando entrei na suíte, coloquei minha mala no quarto e me joguei no sofá da sala.

Eu sinceramente esperava resolver tudo com Garrett o mais rápido possível para que pudesse voltar para casa. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para ele querendo saber que horas chegaria.

Não levou nem meia hora e ele respondeu. Quando li fiquei irritada. Garrett não viria hoje, o maldito Riley o mandou fazer um servicinho, então só viria amanhã e com certeza seria durante a noite, seria o único horário possível para ele chegar até o hotel longe do dia ensolarado de Miami.

O melhor local para conversamos seria no meio de muitos humanos, vampiros não conseguem se controlar num local fechado assim por tanto tempo, mas sobre Garrett eu poderia ajudar a bloquear o cheiro, assim teria certeza que nenhum vampiro chegaria perto, não que eu acredito que Garrett seria incapaz de despistar os vampiros, mas nunca é demais se precaver.

Mandei uma mensagem falando sobre o coquetel que teria amanhã à noite e pedi para que me encontrasse lá quando chegasse.

Pelo visto foi uma boa o velhote interesseiro me convidar para a recepção que faria.

[...]

Eu estava dando uma última checada no espelho. O coquetel já tinha se iniciado a mais de uma hora, mas ainda tinha um ou outro que ainda chegava. Garrett chegou há vinte minutos e decidiu me esperar por lá, pois eu não demoraria a descer, mas como ele iria ficar perto dos humanos eu já estava cuidando para que o sangue não fosse tentador demais para si.

Eu usava um vestido preto elegante como ele era social, não era curto. Eu estava calçando um salto alto enorme, meus cabelos estavam presos em um coque frouxo deixando boa parte do meu busto nu, e para finalizar estava usando colar, pulseiras e brincos de diamante. A única coisa que eu não usava era maquiagem, para falar a verdade de nada adiantaria por ser vampira em pouco tempo ela sairia.

Fui para o elevador e desci pelo saguão do hotel, por onde eu passava olhares caia sobre mim tantos de homens como de mulheres.

Ao chegar no salão, vi muitas pessoas vestidas elegantemente. Homens usavam ternos ou smoking e mulheres vestidos, mas conforme alguém olhava para mim paralisava no lugar. Não que eu me achasse, mas sabia muito bem que minha beleza chamava atenção em qualquer lugar. Uma característica por ser quem sou, e sabia que na mente de todos que me viam estavam deslumbrados com tamanha beleza que nunca virá antes. Um burburinho começou enquanto eu caminhava pelo salão. As mulheres me olhavam com inveja, mas tinha uma ou outra que me olhava com admiração, já os homens nem preciso comentar era o mesmo de sempre. Alguns caras até tentaram chamar minha atenção, mas não dei bola para nenhum. No momento estava atrás de apenas uma pessoa e assim que o encontrei ele estava de costa para mim e pelo visto ele já havia se misturado em meio há alguns homens.

Me aproximei dele e assim que os senhores que conversavam com ele me viram pararam de falar subitamente, alguns boquiabertos.

Garrett se virou assim que viu os homens olhando fixamente para um ponto atrás de si.

Eu me surpreendi quando o vi, era sem duvida estranho vê-lo de smoking, nunca vi Garrett usar trajes sociais antes. Ele geralmente usava camisas ou jaquetas e calças jeans. Agora não, ele estava completamente diferente e tinha o cabelo penteado para trás, para finalizar ele usava lente de contato cor de mel.

Quando me viu, ele deu um sorriso largo.

– Isabella que ótimo revê-la. – Garrett ocupava em uma mão uma taça de champanhe e com a outra pegou minha mão e depositou um beijo nela.

– Posso dizer o mesmo. – Falei sorrindo.

– Srta. Swan que surpresa por ter aparecido. – Eu nem tinha visto que um dos homens que conversava com Garrett era Joseph. – Não imaginei que viria.

– Eu consegui um tempo livre nessa noite Sr. Walker. Os negócios infelizmente foram adiados. – Falei tranquila. – E podemos falar sobre a questão do que tem em mente para uma nova sociedade.

Seria bom criar um novo negócio com ele. Sem dúvidas ele era um gênio e eu ganhava fortunas da sua empresa.

– É realmente uma pena ter atrasado, sei que não é da minha conta, mas se precisar de algo não hesite se comunicar comigo. – Ele se ofereceu.

– Muito obrigada! Mas creio eu que resolverei sem problemas algum.

Ele assentiu e olhou para Garrett.

– Você já a conhecia? – Perguntou Joseph curioso.

Garrett sorriu, mas respondeu me olhando.

– Claro, sou o advogado dela eu vim explicar a ela tudo o que se passa pela empresa. – Ele piscou para mim sem que ninguém visse.

– Então você é Isabella Swan da empresa Swan’s prime? – Um homem que pode ser considerado lindo para um humano falou comigo. – Finalmente te conheci, nunca a vi em jantares ou eventos que eventualmente deve ter recebido convites.

O rapaz não era velho, pela a aparência deveria ter aproximadamente uns 30 anos. Ele me olhava maliciosamente, observando-me de cima a baixo sem pudor com um olhar intenso.

– Desculpa, mas você seria? – Perguntei por educação.

O rapaz me olhou cético por não saber quem ele era.

– Christian Adams, mas pode me chamar de Chris. – Ele falou tentando jogar seu charme para cima de mim.

– O Sr. Adams é o mais novo diretor da minha empresa. – Joseph se intrometeu.

– E também um dos solteiros mais cobiçados no momento. – O amigo de Christian falou dando um tapa no ombro dele.

– Seu nome se deve a sua vó Isabella Swan? – Joseph mudou de assunto.

– Sim, minha mãe colocou em homenagem a ela.

– A senhorita deve ter muito orgulho.

– Orgulho não seria a palavra certa, mas honra e admiração é muito bem qualificada.

– Oh sim claro... Vejo também que beleza é de família, diziam que sua avó era a mulher mais linda que já viram, agora eu só não sei se consegue suprir a sua beleza. – Ele me bajulou.

– Obrigada. – Sorri amarelo.

Joseph era um daqueles que puxavam o saco para chamar atenção e como a maioria dos humanos e vampiros não conseguia evitar de chamar minha atenção para si.

– Se não for muito atrevimento da minha parte, tenho que dizer que a senhorita é incrivelmente bela. – Christian sorriu. – Não gostaria de uma companhia para beber algo? – Ele tentava me cantar.

– Eu adoraria. – O sorriso dele aumentou quando respondi, mas eu me virei para meu amigo com um meio sorriso no rosto. – Garrett você me acompanharia?

Garrett sorriu genuinamente.

– Claro! – Ele colocou a mão em minhas costas e me guiou. – Por aqui Isabella.

– Senhores. – Falei me retirando dali. Quando passei por Christian o vi incrédulo. Ele não acreditava que eu tinha o ignorado.

Assim que nos sentamos no bar que tinha ali, Garrett me olhou triste.

– Bella me desculpe pelo atraso. – Garrett implorou.

– Não se preocupe você fez bem. Ninguém pode desconfiar de você. – Falei o acalmando.

– Obrigado. – Ele sorriu.

Um barman se aproximou de nós.

– Gostariam de tomar algo. – Ele perguntou especificamente para mim ignorando Garrett ao meu lado.

Ouvi meu amigo bufar.

– Não obrigado. – Garrett falou, mas o rapaz parecia nem ter o ouvido falar.

– Por favor, poderia me trazer duas taças de vinho? – Falei sorrindo, mas no mesmo instante controlei sua mente para se cortar e enchesse com seu sangue as taças que traria para nós.

Ele sorriu assentindo e saiu dali.

– Obrigado com a ajuda do cheiro, sempre me surpreendo com o que você é capaz. – Garrett riu.

– Não agradeça é o mínimo que posso fazer.

Garrett, não sabia que eu era a primeira vampira a existir, mas sabe do meu dom e do quão poderoso ele pode ser.

– Como anda a vida? – Ele perguntou.

– A mesma de sempre tirando agora que pelo visto tenho mais um novo inimigo. – Falei.

– Você sabe que Riley também não passa mais do que um peão nesse jogo todo, não é mesmo?

– Sei, mas você sabe quem são as verdadeiras pessoas que estão por trás?

– Eu sei que são três, mas não sei o nome de todos. Sei apenas da mulher que se chama Victoria, ela é quem sempre entra em contato com Riley.

– E o sobrenome você não sabe? – Às vezes saber o sobrenome de um vampiro facilita muito se por acaso já ouvi sobre ele.

– Não, ela nunca disse.

O barman chegou com duas taças e colocou em nossa frente.

– Aqui está senhorita. – O rapaz disse.

Agradeci sem olhá-lo e peguei a taça que continha o sangue dando um pequeno gole. Garrett assim que me viu bebendo arregalou os olhos.

– Você está mesmo tomando vinho? – Ele perguntou descrente, como eu estava cuidando da sua mente ele não sentia o cheiro tentador de sangue.

– Experimente, tenho certeza que você vai adorar.

Ele me olhou desconfiado não acreditando, mas o fez. E quando sentiu o gosto do sangue se espantou.

– Como é possível? – Garrett perguntou me olhando incrédulo.

– Considere uma pequena cortesia de minha parte. – Pisquei e sorri divertida.

Ele riu.

– Não sei como ainda fico surpreso com as coisas que faz. – Ele negou e tomou um gole considerável. – Sem duvida não tem cortesia melhor que essa, talvez tenha uma. Porém creio que não seja cortesia. – Ele mudou seu sorriso para um malicioso.

Revirei os olhos e voltei a tomar mais um pouco de sangue. Quanto mais rápido o sangue acabar melhor, pois se demorasse ele esfriaria e não é tão apetitoso como um ainda quente, apesar de que eu não estou bebendo direto da fonte que sem dúvidas é o melhor sabor que há.

Ficamos conversando algum tempo, mas não falamos sobre o assunto principal, pela maneira que eu vi o comportamento do meu amigo estava mais tenso que o normal, e percebi que não seria uma boa ter uma conversa aqui, não sei se ficaria satisfeita ou não com o que eu ouviria. Eu podia facilmente olhar na mente dele, porém ele iria falar de qualquer jeito, então deixarei aproveitar o momento de desconcentração.

Depois de quase uma hora, saímos e fomos para a suíte que eu estava. Joseph veio tentar me bajular mais uma vez quando estava saindo do local. Mas não dei atenção.

Ao chegar no quarto Garrett se jogou na cama e ficou me olhando enquanto eu estava de costa para ele tirando minhas joias e as guardando.

– Não consigo me acostumar com você, cada vez que te vejo parece mais linda que a última vez que a olhei... Pelo visto até mesmo uma mente de um vampiro não é boa o suficiente para relembrar sua beleza. – Garrett tinha um sorriso divertido nos lábios.

Revirei os olhos e me virei séria para ele.

– Acho que precisamos conversar.

– Claro. – Ele concordou e se ajeitou encostando as costas na cabeceira da cama, eu por minha vez caminhei até a poltrona que tinha ali e me sentei cruzando as pernas esperando ele começar a falar. Percebi que a mudança de humor do meu amigo mudou drasticamente se tornando sério e um pouco apreensivo.

– Eu não sei quem são ainda essas pessoas, mas creio que dessa vez não são simples vampiros. Eles são mais espertos do que imaginamos e pode surpreender até mesmo você Bella. – Ele ficou em silêncio esperando minha reação, mas a única coisa que fiz, foi fazer um gesto com a mão para que ele prosseguisse com os relatórios. – Depois que eu consegui me tornar o braço direito de Riley acompanhei-o em varias visitas que ele fazia para Victoria... Riley tem vigiado você, ele sabe que você está em Forks e sabe que está se passando como estudante por lá.

Franzi o cenho.

– Como ele conseguiu descobrir isso? – Questionei curiosa.

– Ele se passou por um agente educacional do estado de Washington e pediu os dados básicos dos moradores da cidade e consequentemente dos alunos da escola de Forks, foi aí que ele descobriu onde você estava, só após disso ele tem seguido seus passos.

– Como? Não é possível. – Falei exaltada. – Eu não senti seu cheiro e nem de nenhum vampiro por perto. – Eu não via como ele estava me seguindo.

– Ele conseguiu subornar um humano para ficar de olho em você.

Claro! Assim eu jamais desconfiaria que tivesse algo estranho ou alguém atrás de mim, e Riley não faz ideia que eu estou atrás dele. Mas não gostei de saber que só sei disso agora. Se o humano descobrisse coisas importantes sobre o que estava a minha volta seria perigoso. Ah mais eu esganava Garrett por não ter me avisado antes para me precaver.

Encarei-o sério.

– Posso saber por que você não me disse antes? – Interroguei ríspida, inclinando meu tronco frente.

– Calma aí Bella. – Ele levantou as mãos em gesto de paz. – Um dos outros lideres teve essa ideia nesses dias atrás e repassou para Riley fazer até então eu não sabia sobre isso. Depois que Riley conseguiu subornar alguém, teve o primeiro relatório do humano há exatos dois dias atrás, e finalmente fiquei sabendo disso. Como no dia seguinte liguei para você achei melhor dar as informações pessoalmente.

Fiquei em silêncio e parando para pensar um pouco. Garrett não tinha culpa por não ter descoberto isso antes.

– E o que o informante relatou a Riley? – Perguntei um pouco nervosa, não por mim, mas pelas pessoas que estava a minha volta.

– Nada demais. Só que você e Nessie ficam juntas o tempo todo, e às vezes conversam com os alunos, mas na maioria das vezes os ignorava. Sem falar no jeito que acha vocês diferente das outras pessoas. – Olhei confusa para seu último pronunciado. Diferentes? Ao me ver confusa ele respondeu. – O humano não sabe que está lidando com vampiros.

Ah sim, isso facilitaria as coisas. Porém se o humano me achava estranha. O que será que ele deve ter falado dos Cullens?

Voltei a encostar minhas costas na poltrona cruzando novamente as pernas.

– O que Riley sabe sobre a família Cullen? – Perguntei nervosa. Não seria bom se seus lideres soubesse sobre eles.

– Família Cullen? – Dessa vez ele que estava confuso.

Fechei os olhos e suspirei em alivio por saber que ninguém sabia nada. Pelo visto esse humano era burro sem falar que não reparou que a família Cullen também era diferente, e muito menos reparou na nossa semelhança que tínhamos como a beleza sobrenatural, pele pálida esses detalhes que vampiros tinham em comum.

– Nada de mais, só um clã de vampiros vegetarianos que mora na cidade. – Comentei casualmente.

– Vegetariano? – Ele perguntou com um sorrisinho debochado nos lábios.

– Sim. – Fingi não ter visto esse sorriso. – Quem é esse humano?

Eu ainda não havia perguntado esse ponto importante.

– Você deve conhecer, já que o humano é o diretor da sua escola.

O diretor? Eu nunca o tinha visto antes, eu pensaria em varias pessoas menos no diretor, nunca sequer o vi desde que entrei naquela escola. Ele já deve ter passado por mim e eu ter confundido com algum professor, pois pouco me importava com os humanos a minha volta. Bom, agora eu sabia quem era e podia usar esse humano a meu favor.

– Obrigada por me avisar. – Eu sabia que esse não era o assunto principal. Garrett não viria até aqui só para me dizer isso, olhei atentamente em seus olhos. — Mas creio eu que ainda não é isso o que você tem para me dizer, certo?

– Sim. – Ele concordou tenso.

Agora eu fiquei interessada por sua compostura ter mudado.

– Como eu havia dito, eu tenho o acompanhado ele como seu fiel aliado. Victoria no começo estava desconfiado de mim, mas conforme fui fazendo tudo o que me mandava com sucesso, ela acabou ignorando esse pensamento. – Garrett falou. – Mais é ai que começa as coisas, em uma das visitas que fizemos para Victoria ouvi uma conversa deles que no começo não tinha dado importância... Mas tem um vampiro que eles mantem como escravo. – Meu amigo me olhou angustiado. – Me desculpe Bella. Eu realmente não fazia ideia que podia ser alguém importante, nunca imaginei que faria diferença. Se eu soubesse quem era o vampiro... Eu sinto muito mesmo... Fui um idiota por não ter me preocupado antes, eu...

Levantei uma mão para que ele parasse de dizer.

– Me diga de uma vez quem é o vampiro. – Falei séria, eu não culparia Garrett por causa disso, ele não tinha culpa alguma.

Fiquei esperando uma resposta que não veio. Garrett estava com receio de me dizer e eu estava começando a me preocupar com quem poderia ser esse vampiro que tem sido escravo desses vampiros que estou atrás.

– Diga! – Exigi furiosa com a demora.

Garrett engoliu em seco me olhando apavorado.

– Didyme. – As palavras sussurradas que saiu da sua boca me fizeram paralisar.

Eu estava completamente atônita. Eu realmente ouvi direito?

Didyme estava viva?

Como era possível? Não, não pode ser ela. Minha tia estava morta um vampiro a matou. Pode ser que fosse só coincidência de nome, mas olhando para Garrett eu tinha dúvidas se realmente não era ela.

– Didyme? Didyme Volturi? – Perguntei para ter certeza.

Ele assentiu temeroso.

Essa confirmação caiu como uma bomba na minha cabeça, eu ainda não entendia como era possível. Eu me lembro muito bem daquele dia que descobri que ela estava morta.

Flash Back On

“Eu estava em Volterra com minha família, e no dia Didyme estava demorando a chegar. Ela tinha saído sozinha com uns guardas para se alimentar e demorava muito para voltar ao castelo, eu sentia que tinha algo estranho acontecendo e decidi ir ver o porquê da sua demora. Meu irmão estava ao meu lado o tempo todo. Os reis vendo minha preocupação quiseram ir comigo procurá-la. Eles sabiam que tinha algo me incomodando, eu naquela época geralmente ficava na minha e tão pouco me importava com os outros, com exceção da minha família. Didyme era minha tia e eu a amava como qualquer um deles.

Eu poderia ir atrás dela sozinha ou chamar qualquer guarda para procurá-la, mas algo me dizia que não era isso que eu devia fazer. Meus tios fizeram questão de me acompanhar. Aro e Caius por serem irmãos dela e Marcus por ser seu marido. Meu irmão não ficou de fora foi junto comigo a única que ficou foi Nessie com seus primos Jane e Alec, para falar a verdade até então ela não estava sabendo de nada, pois estava em algum lugar do palácio se divertindo.

Seguimos o rastro da minha tia, mas do nada seu rastro tinha sumido e foi aí que as coisas começaram a se preocupar, não encontrávamos o rastro em lugar nenhum a chuva tinha apagado até um certo ponto. Aro mandou os guardas para ajudar na busca, e eu fiz uma conexão entre eu, meu irmão e nossos tios, pois cada um ficou com um grupo para liderar os outros guardas.

Depois de horas vasculhando as áreas de Volterra e das cidades em volta. Aro finalmente encontrou seu cheiro. Todos ficaram aliviados por tê-la encontrado, o problema era que não encontramos do jeito que esperaríamos ter encontrado. Quando encontramos a cabana onde seu cheiro estava, assim que entramos vimos Aro desolado ajoelhado no chão com uma pilha de cinzas na sua frente e pelo cheiro forte do vampiro que tinha ali sabíamos que as cinzas que estavam na frente de Aro eram da minha tia.”

Flash Back Off

Lembro que depois disso tentando procurar pistas quaisquer que fosse dos cheiros desconhecidos ali, encontramos outras pilhas de cinzas nas florestas de mais alguns guardas que acompanhou-a na caçada. Desde então não tivemos mais pistas sobre quem seriam os vampiros. Lembro que na época todos ficaram desolados, e até hoje o único quem não saiu desse estado de liturgia foi Marcus, por isso ele é tão “desinteressado” com qualquer assunto que seja. O único motivo para não ter se matado foi para não deixar sua filha Chelsea sozinha, o que eu acho desnecessário, pois sua presença tão invisível era como se ele não estivesse ali. Marcus não movia nenhum musculo para nada e nem mesmo por ela.

Voltei à realidade sentindo o leve movimento de Garrett incomodado com o meu silêncio a bom tempo.

Por céus! Didyme estava viva, como eu nunca tinha pensado nisso ou me aprofundado sobre o que aconteceu naquele dia. Eu precisava saber tudo o que Garrett sabia. Todos os mínimos detalhes sobre o que aconteceu desde que ele entrou para o clã de Riley.

Então de surpresa, avancei em cima dele e segurei seu pescoço com uma mão e imobilizando sua mandíbula com a outra. Prensei seu corpo contra o encosto da cama que se partiu com a força que fiz. Garrett se debatia em vão debaixo de mim desesperado com a minha atitude, mas após ele ter encarado meus olhos, soube exatamente o que eu estava fazendo. Então parou de se mover.

Me concentrei em sua mente e comecei a rever tudo o que tinha se passado com ele. Vi o rosto de Riley, e de todos os vampiros que tinham se juntado a ele, suas conversas. O rosto de Victoria. Tudo até então ela, surgindo por uma porta que havia acabado de abrir.

Sim, era Didyme. Minha tia.

Seu rosto estava com a expressão cansativa, com olheiras profundas com nítida evidência que ela não se alimentava com frequência o que ocasionava fraqueza para qualquer vampiro, e as roupas que usava mostrava que ela não era uma simples amiga ou muito menos uma convidada, estava mais para uma empregada. Surradas e velhas. E a forma que Victoria mandava nela como se fosse um escravo me irritava.

Afastei-me de Garrett assim que colhi todas as imagens de sua cabeça e me sentei na beirada da cama olhando paralisada para um ponto fixo qualquer na parede.

Eu não acreditava que eu estava vendo minha tia e que nesse tempo todo ela estava aqui “viva”, jamais fiquei sabendo de qualquer suspeita que ela poderia estar viva até agora.

Com certeza esses vampiros Victoria e os outros são quem estão atrás da sua suposta “morte” há mais ou menos dois mil anos.

Puta merda! Dois mil anos, sendo escrava deles e vivendo aprisionada. Ela não tem nem a metade da sua existência livre. Como pude ser tão burra. Eu deveria ter vingado a morte dela e ido atrás dos culpados, aqueles que nunca cruzaram meu caminho.

Esses vampiros eram mais espertos que eu imaginava, escondendo algo assim por tanto tempo não era qualquer um que conseguiria, mas um segredo tão grande assim não duraria a eternidade em algum momento eles dariam um passo em falso e deixaria ele exposto como aconteceu agora.

Eu ainda não sabia o que esses vampiros queriam com toda essa palhaçada, mas de uma coisa eu tinha certeza: Quando eles ficarem frente a frente comigo, eles pagariam pelo que fez a Didyme.

Mais uma pergunta não saia da minha mente: “Por que mantiveram Didyme viva esse tempo todo?”

POV EDWARD

Ontem eu e meus irmãos não tínhamos ido para o colégio porque ainda fazia sol, mas hoje o tempo voltaria a estar nublado, então estaríamos lá.

Há dois dias fazia sol, ou seja, não vimos Nessie durante esse tempo e pelo que a baixinha disse. Ela estava esse tempo todo com Jacob, pois não conseguiu ver seu futuro nenhuma vez desde o dia que Bella foi viajar.

Alice disse a todos que o que Bella queria por telefone era para manter a visão da minha irmã consigo e não revelar a ninguém. Todos aqui discutimos com Alice dizendo que ela deveria nos contar as visões, porém quem disse que ela nos escutou? Ela disse que prometeu a Bella que não contaria e ficaria o mais afastada o possível de mim quando visse algo, para que eu não pudesse ler sua mente.

Eu fiquei irritado por ela conseguir driblar tão facilmente os seus pensamentos, só que tudo isso intensificou quando eu vi seu semblante preocupado assim que voltou da caçada com Jasper na manhã anterior. Todos ficamos preocupados e pedimos para que ela desembuchasse, mas ela se recusou dizendo que aquele assunto não era dela para falar.

Seja lá o que minha irmã viu é muito preocupante e importante, deve ser algo mais sério do que imaginávamos. Eu me concentrei em sua mente até hoje pela manhã para caso ela desse um deslize, porém nada nenhum flash sobre o assunto na sua mente apareceu.

O pior de tudo é o quão idiota eu fui com Bella com aquele meu ciúmes possessivo, eu sabia que ela não tinha o direito nenhum de me dar explicação, mas ao ver que tinha um cara ligando para ela e a mesma quis atender em particular me deixou completamente furioso.

Eu vi que ela não gostou da minha atitude e nem se importou em me dar uma explicação, pelo contrário me expulsou da sua casa. Bom, não foi exatamente o que aconteceu eu fui grosso com ela, e Bella não gostou muito.

Lembro que ao chegar em casa minha irmã só olhou para mim e pensou “Idiota”, e virou o rosto. Quando eu descobri por Alice que Bella foi viajar, eu tinha certeza que era por causa desse Garrett fiquei tão irado que corri para a floresta e comecei a derrubar algumas árvores pelo caminho.

Mas agora mesmo com ciúmes de seja lá quem for o sortudo que tinha Bella no momento me arrependi de não ter sido legal e agido como um babaca. Afinal, eu não tinha direito sobre ela.

Depois de refletir sozinho, me arrumei e fui para a escola junto com meus irmãos. Ao chegar lá, não levou muito tempo e o carro de Bella apareceu no estacionamento. Só o fato de saber que vou vê-la deixei o remorso e o ciúmes de lado e abri um enorme sorriso que foi sumindo aos poucos quando vi que não era Bella quem saia do lado do motorista e sim Nessie.

Suas roupas como sempre eram elegantes demais como a baixinha ao meu lado fazia questão de usar. Nessie veio se aproximando de nós com a cara fechada, pelo visto alguém também não estava de bom humor.

– Oi gente. – Ela cumprimentou mais por educação.

– Que bicho te mordeu? – Emmett perguntou.

– Nada só estou naquele momento revoltado com todos a minha volta. – Ela deu de ombros.

– Isso nos incluí? – Meu irmão gesticulou para todos nós.

– Por enquanto não. – Nessie falou como se a qualquer momento poderia se irritar com a gente.

– E a sua mãe não voltou de viagem? – Rose questionou surpresa ao ver Nessie sozinha.

Ela olhou atentamente para Rose.

– Como sabe que ela viajou?

– Bella ligou para Alice proibindo ela de dizer para qualquer um suas visões. – Minha irmã respondeu.

Nessie revirou os olhos e murmurou um “Típico dela” tão baixo que quase nem eu consegui escutar.

A vampira suspirou profundamente antes de voltar a olhar Rose.

– Não faço ideia de quando ela vai voltar. – Pelo visto sua irritação era com o fato de sua mãe estar longe, e isso me intrigou simplesmente pelo fato dela não estar contente com esse tal de Garrett, agora me pergunto. Por que ela não esta feliz com essa história?

O sinal bateu indicando o horário de entrada.

– Então nos vemos no intervalo? – Ela perguntou agora mais calma.

– Sim. – Respondi. Nessie era como uma amiga para nós, sem falar que todos gostavam dela.

– Não. – Alice respondeu para surpresa de todos.

Todos inclusive Nessie, olhamos chocados por minha irmã ignorar a presença de Nessie durante o intervalo.

– Pare de falar besteira, tampinha. – Emmett contrariou nossa irmã.

– Desculpe Nessie, mas enquanto sua mãe não estiver aqui. Você não vai ficar próxima de nós.

Eu não acreditei nas palavras da minha irmã. Tentei ler sua mente, mas a única coisa que ela pensava era que Nessie não podia ficar perto de nós. Franzi o cenho, que história era essa que ela não podia ficar com nós, de onde a anã tinha tirado essa ideia? Parei de me questionar sobre isso ao ver Nessie encarando seriamente Alice. As duas ficaram com os olhares fixos uma da outra por um tempo, estava mais para um duelo de olhares.

Vendo a expressão de Nessie achei que ela ia atacar minha irmã, com a idiotice que a mesma disse, mas ao contrario do que pensei Nessie deu um meio sorriso para a anã.

– Tudo bem. Até qualquer hora Cullens. – Ela disse e passou por nós caminhando com o queixo erguido.

Que porra eu perdi aqui? Olhei para meus irmãos que estavam tão perdidos quanto eu.

– Nos vemos em casa Nessie. – Alice disse parada ainda no lugar só que agora de costas para Nessie que quase entrava no prédio da sua aula.

– Com certeza nos vemos lá. – Ela usou um tom para que só nós vampiros escutássemos enquanto caminhava.

Eu e meus irmãos olhamos para Alice esperando que ela explicasse e a única coisa que ela disse foi:

– Explico a vocês em casa.

Ela puxou Jasper e ignorou nossos olhares indo em direção para sua sala.

[...]

– Pronto Carlisle está chegando, agora podemos conversar. – Alice falou sorridente.

– Finalmente. – Nessie disse suspirando longamente.

– Se acalme meu amor, já vamos ouvir Alice. – Jacob disse.

Os dois estavam sentados no sofá da sala.

Até agora eu não me conformava que ele estava aqui. Jacob disse que sairia de perto de Nessie se fosse apenas na escola, o que par incluía sua presença desagradável em qualquer outro lugar até mesmo aqui. Negamos, mas ele disse que se ele não ficasse Nessie também não ficaria.

Os dois começaram a brigar e para que não piorasse a situação Esme permitiu que Jacob entrasse em casa. Eu e meus irmãos não ficamos nenhum pouco satisfeitos, mas não pudemos contrariar quando nossa mãe disse que Jacob era um “convidado” no momento.

Não demorou muito e Carlisle entrou pela porta arqueando a sobrancelha vendo as nossas visitas.

– Nessie... E Jacob? – Ele os olhou confuso. – Algum problema?

– Oi Dr. Cullen. – Jacob acenou com a cabeça.

– Oi Carlisle eu espero que não, vamos saber quando Alice nos dizer.

Meu pai colocou a pasta em cima da estante e se juntou a nós olhando para Alice esperando uma explicação do que estava acontecendo.

– Bom, eu não sabia se eu podia contar para vocês sobre algumas coisas que Bella foi fazer na sua viagem. – Alice olhou para todos. – Por isso eu liguei para ela, para saber se eu poderia contar a vocês uma visão da sua situação em Miami, onde ela se encontra no momento, sobre algo que a ajudaria quando ela estivesse fora.

– O que? Não entendi nada. – Emmett a olhou perdida.

– Você falou com minha mãe? – Nessie parecia chocada.

– Sim. É o seguinte vou esclarecer para todos, musculo sem cérebro. – Ela provocou meu irmão. – O que eu posso dizer a todos, pelo menos para minha família é que Bella está resolvendo um problema com alguns vampiros que estão atrás dela. – A baixinha continuou. – É por isso que ela foi se encontrar com um vampiro para descobrir informações sobre esses outros vampiros. – Ela falou essa última parte especificamente olhando para mim.

Agora eu estou me achando mais idiota ainda, Bella não tinha nada com esse tal de Garrett. Ela foi se encontrar com ele apenas para descobrir quem são esses vampiros que estão procurando por ela e não porque ela tinha algum caso com esse vampiro.

Estúpido! Mil vezes estúpido, como fui deixar o meu ciúmes falar mais alto, para piorar nem tinha o porquê de ficar com ciúmes dela. Agora eu compreendi, Bella devia me achar um imbecil pela minha atitude anterior.

Mais que merda!

– Quais informações ela obteve? – Jasper perguntou entretido.

– Não posso dizer. – Alice deu de ombros. Ótimo quando ela queria, a baixinha sabia exatamente como ficar de boca fechada. – No entanto, eu posso explicar do por que Nessie ficar afastada da gente aos olhos dos humanos.

– Então diga de uma vez pequena Lice. – Nessie exclamou ansiosa.

– Calma Nessie. – Alice falou a tranquilizando. – Bella descobriu que esses vampiros “subornaram” um humano para ficar de olho nela.

– Então quer dizer que se estão de olho em Bella, sabe sobre nós e... – Jasper começou, mas Alice interrompeu.

– É por isso meu amor, que Bella concordou para que eu explicasse algumas coisas. – Alice falou cinicamente.

Era difícil da baixinha usar esse tom com Jasper, mas ele a irritou com as acusações que iria fazer de Bella, eu tão pouco gostei do que ele tinha em mente para dizer.

– A questão é que Bella permitiu que eu entrasse nesse assunto com vocês justamente para não nos envolver... O humano que está de olho na Bella e Nessie trabalha na escola e se por acaso ele nos ver com Nessie. Ele vai acabar comentando com os vampiros que tem alguém próximo delas e eles iriam querer saber quem somos.

– Então é por isso que eu não vou poder chegar perto de vocês enquanto minha mãe não voltar para casa? – Nessie perguntou para confirmar.

Alice assentiu.

– Sim, desculpa Nessie, mas por esses dias você terá que ficar sozinha.

– Está tudo bem Alice, se é para manter vocês fora de perigo não será sacrifício nenhum. – Ao olhar para Nessie quando ela disse isso, me surpreendi com o quão verdadeiro era suas palavras.

– Por que se preocupar com a gente? – Jasper perguntou assim que sentiu que Nessie dizia a verdade. Eu não precisava do seu dom para saber, mas a confirmação que mais alguém sabia que ela dizia a verdade era reconfortador.

– Está mais do que na cara... É porque mamãe e eu gostamos de vocês. – Ela disse como se fosse o óbvio.

Toda a minha família parecia surpreso com essa informação.

Jacob que estava com os braços em volta do pescoço de Nessie, apenas concordou com as palavras de Nessie assentindo com a cabeça.

Não era possível as duas gostavam de nós? Mesmo depois de tudo que as jugamos? Ninguém imaginava isso, sabíamos que elas estavam começando a confiar em nós, mas gostar é outra coisa.

– Por quê? – Jasper perguntou assim que saiu do choque pelas palavras de Nessie.

– Por que o que? – Ela questionou.

– Por que vocês gostam de nós? Se a maioria das vezes discute com a gente.

Nessie revirou os olhos.

– Porque vocês só sabem criticar as duas. – Pela surpresa de todos quem respondeu foi Jacob. – Elas têm um modo diferente de agir com situações que vocês fariam de um jeito, as duas fariam de outro. Pode ser que vocês não considerem certas essas atitudes. Às vezes eu mesmo e minha matilha não consideramos algumas coisas que elas fazem, mas não é por isso que ficamos apontando o dedo para elas e as acusando o tempo todo como vocês fazem. Ao contrario de vocês eu e a matilhas damos conselhos porque nós as amamos, e não porque queremos que elas sigam nossos conceitos.

Nessie olhou para Jacob com um sorriso enorme cheio de orgulho para seu namorado. Ela tocou o rosto de Jacob.

Algo surpreendente me chamou a atenção.

Ao tocar no rosto do cachorro a voz de Nessie ecoou na mente dele.

“Eu te amo.” estas foram as palavras, eu não acreditei que no que eu acabei de ouvir. Como era possível que a voz de Nessie tivesse surgido na mente dele. Será que era imaginação do cachorro?

– Eu também. – Ele sussurrou no ouvido dela com um sorriso e deu um selinho nela. Definitivamente não era imaginação dele.

Eu ia indagar o que foi aquilo, porém os pensamentos da minha família me distraíram.

Todos estavam com os pensamentos envoltos das palavras de Jacob. Ali todos, incluindo eu, estávamos nos sentindo culpados. As palavras de Jacob era a verdade que nenhum de nós tinha visto, ou então, que não queríamos acreditar. Ele estava certo nós agimos errados com elas e todos viam isso, mas de uma coisa eu tinha certeza que passava na cabeça de cada um, e essa certeza eu diria a Nessie.

– Nessie. – Chamei sua atenção e ela virou o rosto para me observar. – Eu sei o que fizemos foi errado e graças a Jacob só agora vimos isso. O que eu direi agora não serão só minhas palavras, mas de. – Olhei fixamente em seus olhos e respirei fundo. – Queríamos pedir desculpa a você e sua mãe por essa atitude que tivemos com as duas parece que precisávamos de alguém de fora para abrir nossos olhos. – Sorri fracamente. – E principalmente queremos deixar claro que também gostamos de vocês.

Nessie olhou para mim e sorriu.

– Como você está sendo o porta voz da família, eu seria o porta voz de mim e de minha mãe que não tenho dúvidas que as palavras que direi agora seria exatamente as palavras dela. – Ela olhou para cada um de nós. – Tudo bem estão perdoados.

Ela disse simplesmente e todos nós a olhamos um pouco surpresos, imaginávamos que ela falaria algo a mais do que um simples “perdoados”.

Nessie olhou para nossas caras e começou a rir provavelmente das nossas expressões.

– Desculpa gente, estou brincando com vocês... Se bem que essas seriam as palavras dela. – Nessie deu de ombros. Mais ela estava certa pelo que eu conheço da Bella, ela diria exatamente isso mesmo. – Mas ela também iria dizer que ninguém é perfeito e que todos erram, mas que estamos aqui para aprender com nossos erros para não cometermos os mesmos novamente. – Nessie abriu um sorriso sincero.

Todos sorriram de volta.

– Espero que as coisas sigam em paz entre nós. – Carlisle se pronunciou.

– Se vocês tiverem paciência tenho certeza que seguiram.

Ficamos conversando por horas e eu fiquei em silencio a maior parte do tempo. Eu estava refletindo sobre tudo que envolvia a Bella, tinha alguns malditos vampiros que estavam atrás da minha Bella e se dependesse de mim eles não iriam nem chegar perto!

– Quando Bella volta? – Rose perguntou ansiosa para revê-la.

– Daqui umas duas semanas. – Alice responde.

– O que? – Me exaltei. – Por que esse tempo todo?

– Porque ela teve alguns imprevistos aonde ela está. – Alice deu de ombros.

Fiquei angustiado, nós poderíamos estar numa boa agora se não fosse por aquele meu ataque idiota que eu tive com ela. Eu provavelmente estaria conversando com ela por celular para saber como estava, se ela permitisse é claro, mas agora nem esse direito eu tinha.

Apoiei as mãos no queixo e os cotovelos nas pernas chateado com tudo.

Olhei em volta e vi Alice me encarando.

Ela me olhou e bufou.

“Eu não devia te mostrar isso para você, porque você não merece. Mas quem sabe assim você não aprende” ela pensou.

Franzi o cenho confuso.

Então uma visão que Alice tinha guardado para si surgiu na sua frente.

“Bella estava saindo do closet com uma roupa masculina nas mãos e jogou para o vampiro que estava com o corpo parcialmente sobre a cama. — Se eu não estou enganado, esse deveria ser Garrett.

– Vá tomar um banho. – Bella pediu.

– Você poderia se juntar comigo. Nós aproveitaríamos melhor o banho assim. E economizaríamos na águ., – O vampiro falou sorrindo maliciosamente.

Bella se aproximou dele e passou a mão em seu rosto.

– Desculpe Garrett, mas não terá um nós. – Ela deu um sorriso torto.

– Por que não? Eu estou aqui, você ai. Não devemos nada a ninguém, posso apostar que dessa vez você não vai aguentar.

– Essa desculpa não vai colar. – Bella saiu de perto e caminhou para porta da suíte, mas antes olhou Garrett sobre o ombro. – Além do mais agora eu tenho alguém que dá conta do recado. – Ela mandou uma piscadela e abriu a porta.”

A visão acabou e eu encarei surpreso minha irmã. O que significava aquilo? Será que era o que eu estava pensando? Bella rejeitou aquele vampiro e esse alguém na sua frase poderia ser eu?

Olhei para minha irmã com uma pergunta silenciosa que ela entenderia.

Ela sorriu e piscou com um olho e deu atenção para Nessie, que começou a falar algo que eu nem sequer prestei atenção.

Eu não podia acreditar, Bella ignorou um outro vampiro por minha causa. Como eu sou um cara de sorte! Bom, pelo menos era para isso que eu estava torcendo.

Opá! Espere ai. Ele disse que dessa vez ela não ia aguentar? O que ele quis dizer com isso?

Oh merda! O ciúmes estava de volta.