Notas iniciais
Oiiii... Como viram no capítulo passado, tivemos grande revelação e novos segredos, agora vou revelar um pouco de um e acrescentar mais outro, muitos mistérios por vir oO Espero que gostem e boa leitura, leitores lindos ;*

POV BELLA

Olhei em volta a procura de Nessie e nada dela, peguei meu celular para conferir a hora e meu voo não tinha adiantado e nem atrasado eu cheguei na hora combinada, mas pelo visto ela não estava aqui.

Disquei o número do seu celular e esperei ela atender.

– Oi mamãe, já chegou? – Ela perguntou.

– Você saberia se estivesse aqui. – Bufei irritada eu odiava esperar. – Onde você está?

– Em casa. – Ela respondeu simplesmente.

Eu não acreditei quando ela tinha dito isso, ela ainda estava lá. Mais que porra ela estava fazendo lá? Ela levaria horas até chegar aqui em Seattle.

– Diga que você está brincando. – Falei desacreditada.

– Não estou. – Ela falou. – E não se preocupe alguém está aí para te buscar.

Franzi o cenho.

Que história é essa que ela mandou alguém vir me buscar?

– Até logo mamãe, beijinhos. – Nessie falou e desligou o celular.

Fiquei olhando para o objeto na minha mão em descrença, mas logo eu senti um cheiro deliciosamente familiar. Apesar de saber que ele estava atrás de mim, não virei o rosto para olhá-lo.

Senti seu corpo quase colado ao meu.

– Confesso que fiquei surpresa ao saber que você quem veio me buscar. – Comentei com um sorrisinho.

Ouvi o seu riso e ele inclinou a cabeça depositando um beijo no meu pescoço. Meu corpo correspondeu automaticamente com meus pelos se arrepiando pela sensação.

Fechei os olhos deliciada.

– Não foi difícil convencer Nessie de me deixar vir buscá-la. – Edward disse quando separou seus lábios do meu pescoço.

– Por que quis me buscar? – Falei enquanto sentia seu nariz deslizando pelo meu pescoço inalando o cheiro da minha pele.

– Querer ficar alguns minutos a mais com você não basta? – Ele sussurrou e logo em seguido mordiscou o lóbulo da minha orelha.

Céus! O que aquele homem fazia comigo? Eu estava completamente derretida com sua simples caricia. Essas duas semanas sem ter seu corpo me satisfazendo me fez grande falta.

– Acho que minutos não basta, mas talvez algumas horas. – Falei com a voz rouca de desejo e o ouvi rosnar.

Ele girou meu corpo fazendo com que eu ficasse de frente para ele.

Edward ficou me olhando por um tempo e sorriu afogando meu rosto.

– Senti saudades. – Murmurou.

– Eu também. – Sussurrei.

Edward arregalou os olhos quando eu disse. É tão impossível não acreditar que senti saudades de alguém, que eu saiba isso não tem nada demais pelo contrario é bom, não é?

– Você... Você está falando sério? – Ele perguntou em choque.

– Por que essa surpresa? – Cruzei os braços. – Acha que sou incapaz de sentir saudades? – Questionei séria.

– Não Bella, não pense nisso. Só fiquei surpreso. – Edward disse desesperado. – Não achei que você sentiria saudades de um cara como eu.

Revirei os olhos.

– Bobo.

Edward olhou no fundo dos olhos e deu um meio sorriso, eu sorri de volta. Ele ficou me olhando até sua expressão mudar.

– Bella. – Começou hesitante. – Eu queria, bem... Eu queria te pedir desculpas.

Arqueei uma sobrancelha esperando ele continuar. É ruim que eu ia impedir as pessoas de se desculparem.

– Desculpa pela aquela minha atitude idiota do outro dia, eu agi como um completo imbecil. Achei que tinha o direito de saber com quem você estava falando, sendo que na verdade eu não tinha o direito algum... Eu sinto muito. – Sua voz soava angustiada e ansiosa ao mesmo tempo.

– Pelo menos você viu que estava errado. – Dei de ombros.

Edward colocou suas mãos em volta do meu rosto.

– Então você me perdoa? – Seus olhos brilharam na expectativa.

Olhei para ele e sorri.

– Com uma condição. – Falei e ele concordou prontamente. – Só se em troca me der um beijo.

O sorriso dele alargou mostrando todos os dentes.

Edward colocou a mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e se aproximou selando nossos lábios.

Entreabri meus lábios e ele aproveitou para inserir sua língua na minha boca. Nossas línguas se tocaram e a sensação era maravilhosa, tenho que confessar que desde a primeira vez que nos beijamos foi diferente de todos os outros caras que já beijei, sempre eu queria mais e mais.

Levei minha mão até seu cabelo puxando-o mais para perto de mim, enquanto a outra estava sobre seu peito. O beijo foi calmo e suave e incrivelmente magnifico. Nossas línguas dançavam suavemente. Separei nossos lábios, nós estávamos em um local público, seria difícil de parar se aprofundássemos mais o beijo.

Abri meus olhos e Edward me olhava com um lindo sorriso nos lábios.

– Acho que está na hora de irmos. – Murmurei.

Edward assentiu e pegou a minha mala. Fui dar um passo, mas ele me impediu colocando seu braço em minha cintura. Olhei para ele esperando uma explicação, mas ele só deu aquele sorriso torto que eu tanto adorava.

– Agora sim podemos ir. – Ele disse e me puxou seguindo caminho.

Era uma sensação estranha caminhar com ele assim, não que eu já não tenha feito isso antes com outros homens, mas eu ficava incomodada quando faziam isso e logo me separava deles. Porém agora sendo Edward ao meu lado era diferente, não sei qual palavra ao certo usar, mas era reconfortador senti-lo ao meu lado.

Fiquei pensando nisso ignorando todos os olhares que caiam em cima de mim e de Edward. Ao chegar no seu Volvo, espantei esses pensamentos decidindo pensar em algo diferente.

Edward abriu a porta do passageiro para que eu entrasse e fechou-a quando me sentei. Depois dele ter guardado minha mala no banco de trás se sentou e dirigiu em direção para Forks.

O caminho foi tranquilo. Conversamos, porém nada sério. Quando chegamos em Forks ao invés dele pegar a rua que ia para minha casa, acabou pegando outro caminho.

– Você sabe que está no caminho errado, certo? – Questionei.

– Não estou não. – Edward abriu um sorriso. – Você está indo para minha casa, Nessie está lá.

Encarei-o. Até a última vez que eu falei com ela a mesma estava em casa. Vendo minha confusão ele logo tratou de esclarecer.

– Como Nessie não conversa com a gente durante a aula. Ela vai às vezes à noite lá em casa. Tenho que confessar que ela é uma boa companhia, pelo menos eu não passo a noite sozinho.

Não imaginei que Edward e Nessie se dariam bem, mas gostei de saber e fiquei feliz por ela não ficar sozinha caso Jacob estivesse dormindo enquanto passava a noite com ela. Falando no cachorro...

– E o Jacob?

Edward bufou quando referi o nome dele.

– Ele não desgruda dela, não duvido nada se ele está lá com ela lá em casa agora.

Olhei surpresa, não imaginava que Jacob conseguiria entrar nas terras do Cullen, fiquei satisfeita ele se saiu melhor do que imaginei quando pedi para que cuidasse de Nessie.

Mais alguns minutos e estávamos em frente à casa dos Cullens. Antes que eu pudesse sair, Edward foi mais rápido e abriu a porta para mim. Ele estendeu sua mão que prontamente aceitei para sair do carro.

Sorri em agradecimento.

Edward era um cavalheiro e eu gostei disso.

Eu ia falar algo, mas fui interrompida com alguém se chocando contra mim.

– Mamãe, que saudades. – Nessie me abraçou forte e eu correspondi o abraço.

Podia ser apenas um dia afastada dela, mas eu já morria de saudades era muito difícil de ficar longe dela, ainda mais quando às vezes passamos anos sem nos ver. É uma saudade insuportável.

– Filha. – Beijei sua testa. – Se comportou?

Nessie se separou um pouco de mim e revirou os olhos.

– Sim, mamãe!

Sorri satisfeita.

– Vamos entrar. – Edward falou se aproximando de nós.

– Claro. – Nessie respondeu e me puxou para dentro da casa.

Quando olhei para a sala toda a família Cullen estava lá, menos Jacob.

– Boa noite. – Cumprimentei-os.

Todos me cumprimentaram de volta.

– Então mamãe o que descobriu? – Nessie perguntou direta.

Pelo canto do olho vi Alice ficar tensa, ela com certeza viu tudo que se passou quando estive fora.

– Descobri mais algumas coisas sobre os vampiros que estão atrás de mim. – Respondi.

Nessie me encarou seriamente.

“Não pode falar agora?” ela pensou com os olhos estreitos.

Sorri pegando sua mão e depositando um beijo nela.

“Agora não.” pensei.

– Não tem nada mais para dizer? – Jasper perguntou interessado.

Olhei em volta e acho que estava na hora de esclarecer uma coisa a todos.

– Na verdade sim.

Alice me encarou brava, ela já previra minha decisão.

– Estamos de partida.

– O que? – Todos gritaram em coro, menos Alice.

– Mas vamos assim, sem mais e nem menos? E o Jacob? Não quero ir agora. – Nessie falou chateada.

Olhei-a seriamente.

– Se ele quiser pode vir com a gente, mas você não vai ficar sozinha aqui em Forks.

– Você só pode estar brincando. – Rugiu Edward. – Você não pode ir.

Virei encarando a todos.

– Desculpe, mas eu não quero que vocês me acusem se algo acontecer com alguém da sua família se por acaso esses vampiros virem atrás de mim aqui em Forks.

– Não precisa se preocupa com a gente, se eles virem vamos dar uma boa surra neles. – Emmett falou entusiasmado.

– Todos estamos cientes desses vampiros e queremos ajudar. – Disse Carlisle.

– Duvido que você pense assim até algo acontecer com algum de vocês. – Falei.

– Bella. – Alice me chamou. – Como Carlisle disse sabemos sobre a situação mesmo que você recuse, estamos dispostos a te ajudar se for preciso. Nós sabemos muito bem se cuidar e consideramos muito vocês duas para deixá-las nessa briga sozinha.

Observei atentamente cada um esperando que alguém dissesse que Alice tinha enlouquecido, mas todos estavam com um sorriso nos rostos concordando com ela.

– Todos concordam? Apenas um de vocês contra e eu vou embora. – Falei séria, eu não podia acreditar que todos concordavam com o risco de perder alguém entre eles.

Eu podia cuidar facilmente dos vampiros que viessem atrás de mim, o problema é que não posso ficar vigiando 24 horas por dia os Cullens, cada um tinha seus afazeres.

Eles tinham que enxergar o perigo que podiam se meter, me virei para o mais racional da família para mostrá-lo o perigo.

– Você está disposto a isso Jasper? Está disposto a arriscar a vida de Alice? – Questionei.

Ele me olhou nitidamente não gostando das minhas palavras. Acho que pelo menos alguém ali era racional. Doce engano, Jasper abriu um pequeno sorriso.

– Não adianta me chantagear Bella. Alice é muito esperta quando quer. Como ela mesma disse sabemos nos cuidar, e não se preocupe vou ficar de olho constante nela. – Ele piscou para mim.

Revirei os olhos internamente. Eu estava furiosa com a decisão deles, como podiam decidir isso? Colocar as próprias vidas em risco, pois podia existir essa possibilidade.

– Ótimo, se algum de vocês morrerem não me culpe. – Dei de ombros.

O azar era deles, tentei alertá-los, mas ninguém me ouviu.

– Maravilha. – Nessie deu pulinhos.

– Não se preocupe Bella vamos estar do seu lado. – Carlisle disse.

– Sempre querida. – Completou Esme.

Senti uma felicidade estranha por eles se arriscarem por mim. Geralmente não ligava muito se algum vampiro fizesse algo por mim, mas quando se tratava da família Cullen era outra coisa.

Jasper me olhou atentamente e sorriu.

Droga! Pigarreei tentando tirar a atenção em vão de mim.

– Acho melhor irmos Nessie.

– Mais já? – Ela fez biquinho.

– Sim, tenho algumas coisas para fazer.

Tinha que colocar umas coisas em prática já que ficaria. Começando por Alice tinha que pensar em como contar para ela como nos conhecemos.

Me despedi de todos e mandei uma piscadela para Edward.

Ao ver meu carro fiquei completamente feliz, pedi as chaves para Nessie. Claro que dei uma olhada nele para confirmar que não tinha nenhum arranhão, para minha sorte ele estava intacto.

Edward tirou minha mala do seu carro e me entregou com seu sorriso grandioso. Agradeci a ele apenas assentindo com a cabeça, e entrei no carro depois que guardei minha mala.

– Meu bebê que saudades. – Falei enquanto dava partida no carro.

– Sempre ele ganha mais atenção que eu. – Nessie murmurou chateada.

– Não fique com ciúmes, se serve de consolo você é meu bebê número 1 e ele é o número 2. – Disse brincando.

Minha filha bufou.

Ao chegar para em casa fui direto para meu quarto pensar um pouco.

Era só questão de tempo até Nessie questionar o que eu descobri, mas por enquanto eu não podia contar para ninguém sobre Didyme até mesmo depois dessas duas semanas consegui fazer Garrett mandar um recado para ela.

Era um simples papel que estava escrito: “Breve liberdade”.

Tenho certeza que mesmo depois de tanto tempo, Didyme reconheceria minha letra e entenderia a mensagem.

Demorei a voltar para casa, porque não podia coincidir minha volta no mesmo dia da volta de Garrett, agora que o diretor dá informações sobre mim. Garrett foi embora no terceiro dia que ficou lá e eu fiquei esperando também para se caso desse algum problema com o papel que mandei. Fiquei duas semanas, pois foi o tempo que levei para receber a ligação de Garrett confirmando que entregou o bilhete a Dydime. Ele tinha certeza que ela soube que eu tinha enviado. Disse que ela não esboçou reação nenhuma, mas o brilho nos olhos foi de reconhecimento.

Aproveitei também e fechei uma sociedade com o Sr. Walker, mais alguns zeros aumentaria com essa sociedade e já até imaginava onde iria abrir o escritório. Nada mais, nada menos que em Nova York num dos prédios que substituiria as Torres Gêmeas conhecida inicialmente “Freedom Tower”.

Agora, vejamos...

Eu tinha que pensar em como fazer a Alice descobrir a ligação que temos, não posso simplesmente só dizer a ela. Se eu dissesse pessoalmente e mostrasse as imagens, os Cullen podiam desconfiar que eu controlei a mente dela agora que sabem que posso fazer isso com alguém.

Eu estava deitada na cama do meu quarto pensando qual o meio fácil de fazê-la enxergar. Fiquei horas em silêncio, Nessie me deixou em paz quando Jacob foi rapidamente visitá-la aqui em casa. Aproveitei e o liberei da sua obrigação de tomar conta dela o tempo todo.

Os dois ficaram na sala conversando e eu preferi ficar no meu quarto. Foi então depois de um tempo que tive uma ideia e com Jacob agora aqui em casa seria perfeito para bloquear as visões da Alice no momento.

Levantei-me da cama e fui até o fundo falso escondido no meu closet e o abri. O cofre ficou visível quando tirei o fundo, abri-o e tirei alguns papeis de documentação falsa, algumas pastas das empresas pegando papéis que não me importaria que Alice visse, mas um envelope amarelo em especial faria diferença para ela.

Deixei os papéis importantes no cofre e levei os outros comigo até o escritório. Ao me sentar na poltrona, peguei uma caneta e corrigi o nome que estava no papel mudando:

Alice Brandon. C.

Prontinho. Coloquei o envelope no meio das papeladas, mas deixando o seu nome visível.

Eu não sabia qual momento Alice veria meu futuro nessa noite, mas eu ficaria a noite toda revendo alguns desses papeis e a pilha intocada com o nome dela deixaria mais ao canto esperando que ela visse. Eu fingiria que nem ao menos percebi o papel ali.

E foi o que eu fiz, ignorei aquela pilha de pastas e papeis e deixei apenas algumas folhas relendo-as a noite toda. Vou aproveitar esse tempo para dar uma olhada nos meus negócios.

Nessie apareceu pela manhã na porta do escritório.

– Vai continuar trabalhando ou vai para o colégio? – Ela questionou.

– Já deu a hora?

– Falta meia hora pra sairmos.

Ótimo, não tinha mais o que enrolar, nessas horas Alice já teria visto meu futuro e com certeza ficaria observando até saber onde eu guardava os papéis.

Amontoei todos os papéis junto com a pilha até então intocada intocada e levei para um cofre que tinha ali no escritório atrás de um quadro. Abri-o e nele só tinha dinheiro. Guardei-os e tranquei o cofre.

Sorri internamente, tenho certeza que Alice tinha visto o código do cofre, e se por acaso não viu, faria com que ela pensaria em fazê-la descobrir. Subi as escadas e tomei um banho rápido. Nessie até tentou descobrir o que eu fiz esses dias fora, eu comentei que não podia falar tudo, mas que descobri o nome de algum dos lideres que estava atrás de mim e que eles são mais espertos do que qualquer um que já tentou me atacar.

Sei que aticei a curiosidade dela, mas eu não podia falar mais do que isso. Claro que eu falei o nome da Victoria. Não era bom esconder os nomes dos nossos inimigos.

Eu já estava pronta e Nessie também, hoje felizmente era sexta feira teria o fim de semana livre para descansar.

Vou fazer uma visitinha ao diretor ainda hoje.

Chegando na escola os Cullens já estavam lá, todos menos Alice e Jasper pelo visto meu plano tinha dado certo.

– Finalmente não vou ficar mais sozinha. – Nessie comentou contente.

– Sinto muito por te deixar sozinha na escola. – Edward disse com pesar.

– Relaxa vocês não tem culpa.

Os Cullen sorriram agradecidos para Nessie.

– Onde está Alice e Jasper? – Perguntei fingindo não saber de nada.

– Não fazemos ideia, na hora que estávamos saindo de casa ela simplesmente falou que tinha algo importante para fazer. – Edward respondeu.

Coloquei minha expressão confusa.

– Nem mesmo Jasper sabia o que Alice está aprontando. Ele na hora estava mais perdido que qualquer um de nós. – Rose comentou.

– Hum, tá legal. – Dei de ombros fingindo desinteresse. – Bom se vocês me derem licença, tenho que resolver o problema com um certo informante.

Os Cullen entenderam o que eu quis dizer. Me despedi deles e Nessie foi comigo até a sala do diretor. Apaguei a memória da secretária, fazendo com que esquecesse que Nessie e eu passamos por ali. Não podia deixar evidencias nenhuma para trás o mínimo detalhe que fosse.

Ao chegar à porta da sala dele, abri sem ao menos bater. O diretor sem nos olhar bufou irritado.

– Quantas vezes eu tenho que pedir que bata na porta antes Sra. Monroe? – O diretor falou irritado.

– Para ela eu não sei, mas para mim nenhuma vez mais. – Falei calmamente. Nessie estendeu a mão para trancar a porta atrás de nós.

O diretor pulou da sua cadeira ao ouvir minha voz e me olhou com os olhos arregalados. A primeira reação foi se deslumbrar, mas depois que se tocou que não era qualquer um que estava na sua frente começou a se preocupar.

– Isa-Isabella. – O diretor engoliu em seco e colocou a mão na gola da camisa num gesto nervoso. – Posso ajudar em algo Srta. Swan?

– Tem algo sim. – Me aproximei e sentei-me na cadeira do outro lado da mesa enquanto Nessie se sentava na outra ao meu lado. – Primeiro você pode começar a me dizer o que você falou sobre mim e Nessie para os caras que te pagaram para ficar de olho em nós.

– Eu não sei do que você está falando. – Ele tentou soar calmo, mas sua voz o denunciava. – Desculpe Srta. Swan, mas você deve estar enganada.

– Sr. Weitz, Sr. Weitz... Nós três aqui sabemos muito bem sobre o que estou falando e não me agrada nenhum pouco o senhor ficar me enrolando. – Eu dizia e peguei um lápis que estava sobre a mesa.

– Eu não vou aceitar que você fique me acusando com um absurdo desses que nem sequer existe. Agora por favor, vou fingir que nada aconteceu se vocês saírem imediatamente da minha sala.

Ele estava nitidamente nervoso que eu descobri sobre si. Fiquei brincando com o lápis na minha mão, apontando com minha unha a ponta dele.

– Sr. Weitz podemos fazer isto do jeito fácil ou do jeito divertido, mas saiba que de qualquer jeito vou saber sobre tudo que você guarda. – Falei sem ainda olhá-lo.

– Já chega. – Ele explodiu se levantando e colocando as mãos sobre a mesa.

Eu olhei para ele sem esboçar reação nenhuma.

– Se retirem agora as duas, antes que eu de suspensão para vocês. – Ele gritou e levantou uma mão apontando para a porta.

– Eu acho que ele escolheu o jeito divertido, Bella. – Nessie abriu um sorriso maldoso. – Divertido para nós.

Assenti e abri um sorriso tão cruel e assustador ao mesmo tempo. O diretor me olhou apavorado, mas antes que mexesse um musculo se quer. Peguei o lápis que estava em minha mão e finquei nas costas da sua mão atravessando-a e prendendo a mesa.

O Sr. Weitz deu um berro ensurdecedor. Ele tentou levantar a mão tremula, porém não conseguiu, pois a mesma estava presa.

Ouvi duas batidas na porta e a maçaneta tentando ser aberta.

– Está tudo bem Sr. Weitz? – A secretária questionou.

Ele me olhou, mas antes de falar qualquer coisa levei meu dedo indicador até os lábios e fiz gesto de silêncio.

– Ela não sabe que estamos aqui. – Nessie sussurrou baixinho.

Ele voltou o olhar cheio de dor para a porta.

– Está tudo bem Sra. Monroe... Eu... Eu estava no celular quando me desiquilibrei da cadeira. – Ele inventou uma desculpa qualquer.

Sorri satisfeita.

– Se machucou? Precisa de ajuda? – Ela forçou mais uma vez a maçaneta.

– Não, eu me viro sozinho pode sair. – Ele mandou.

Peguei o lápis e tirei da sua mão, ele mordeu os lábios para não gritar novamente soltando apenas um gemido de dor. A mesa já estava coberta de sangue, mas minha filha não se incomodou tanto com o cheiro.

Ele foi até uma estante que tinha ali e pegou uma maleta com um kit de primeiros socorros, enrolando sua mão com uma gaze e jogou uma toalhinha sobre a mesa para limpar o sangue.

Eu apenas fiquei ali sentada observando todos seus movimentos.

– Agora vai me contar? – Pedi tranquilamente.

Ele assentiu e começou a despejar tudo. Ele não tinha dado nenhuma informação interessante aos vampiros, a última coisa que ele disse foi que ficou sabendo sobre minha viagem que eu tinha feito para encontrar minha assistente social atrás de documentos que eu precisava. Mentira inventada por Nessie para informar o motivo das minhas faltas.

Obviamente li tudo em sua mente para saber se ele disse toda a verdade e ver se ele sabia de algo importante. Como não achei mais nada só controlei sua mente para que mandasse dizer ao Riley que nada de diferente acontecia e sempre dissesse que estava na mesma: Nessie e eu nos mantínhamos afastadas de todos os alunos, a não ser cumprimentos e que principalmente não falasse nunca sobre os Cullen. Apaguei de sua mente a visita que acabei de fazer a ele e acrescentei em suas memória uma imagem dele caindo desastradamente da cadeira e se machucando com um lápis.

Após ter ajeitado as coisas me despedi e saí dali. Hoje o Sr. Weitz, não ficaria na escola ele logo correria para o hospital.

O restante das aulas passou normalmente. Porém a melhor aula foi a de biologia, pois fiquei conversando com Edward e ria das coisas que ele me contava sobre sua família logicamente ele não me permitiu que eu escutasse apenas, mas que falasse sobre mim e Nessie.

Quando cheguei em casa vi a porta encostada e o trinco tinha sido forçado. O cheiro da Alice e do Jasper estava por todo lugar. A partir de agora até me encontrar com Alice eu teria que encenar o tempo todo para caso ela ficasse olhando meu futuro, minha filha que já estava por dentro do assunto também iria encenar.

– Por que Alice e Jasper invadiram nossa casa? – Ela questionou curiosa.

– Não faço ideia, mas é o que eu espero descobrir agora. – Falei examinando tudo.

Os dois foram espertos espalharam o cheiro pela casa toda para que eu não soubesse o que procuravam. Mas deixaram tudo no mesmo lugar. Peguei meu celular e disquei para o número de Alice, mas caiu direto na caixa postal.

Peguei o numero da casa dos Cullen com minha filha e liguei para lá. No terceiro toque atenderam.

– Alô. – Ouvi a voz de Esme.

– Oi Esme, aqui é a Bella. – Falei.

– Oi querida. Está tudo bem? – Ela soou preocupada.

– Está sim, estão todos na casa? – Perguntei direta.

– Não. Só está Edward, Rose e Emmett.

– Onde estão Alice e Jasper?

– Não sei, Alice e Jasper parecem que foram viajar. Eles arrumaram as malas e saíram dizendo que daqui alguns dias voltarão. – Ela disse. Esme não sabia o porquê do meu interesse, mas já, já saberia.

Bufei irritada.

– Algum problema querida? – Perguntou confusa.

– Alguém pode me dizer por que Alice e Jasper invadiram minha casa? – Perguntei ríspida.

A linha ficou em silêncio um longo tempo, nenhum barulho se fez do outro lado.

– Você tem certeza querida? – Esme perguntou hesitante.

– Não, liguei de propósito para acusar Alice e Jasper injustamente por arrombar a porta da minha casa e espalharam seu cheiro por aqui. – Falei sarcástica.

– Eu não sei o que dizer Bella, ninguém faz ideia por que eles fizeram isso. Não foi isso que eles aprenderam. Me desculpe, vamos conversar seriamente com eles. – Esme disse desolada.

– Não se preocupe Esme, quando eu ver Alice pessoalmente vou querer saber por que ela fez isso.

– Bella eu vou falar com ela, por favor, não fique brava com minha filha.

– Desculpe Esme, não gosto que invadam minha casa, apesar de estar furiosa não faria nada contra ela. – Nessie olhou para mim e mandou uma piscadela.

– Bella eu... – Não deixei que ela continuasse.

– Não precisa se desculpa Esme. Até mais. – Disse e desliguei o celular.

– Temos que esperar os dois voltarem para saber o que aconteceu.

Assenti, deu tudo certo como eu imaginava. Que venha uma Alice frustrada, curiosa e brava me enfrentar.

POV ALICE

Em meus braços encontrava-se a pasta com relatos sobre minha vida antes dessa.

A viagem de volta para casa foi em completo silêncio, eu não queria falar no momento só queria pensar e entender o que aconteceu na minha vida humana. Eu iria confrontar Bella para que me dissesse tudo. Nesses dias descobri algumas coisas sobre o meu passado, um passado que era desconhecido por mim. Eu não tinha nenhuma memória humana minha e isso me agonizava o tempo todo desde minha imortalidade, mas agora eu tinha informações e principalmente conheço quem fez parte dela.

Bella teria que explicar direitinho sobre minha vida e minha perda de memória. Ah se ia! Desde que ela disse que me conhecia estava atiçada para perguntar como nos conhecemos, isso era o que rondava meus pensamentos todos os dias.

Estávamos quase chegando quando mudei minha linha de pensamentos, não queria que meu irmão lesse nada na minha mente antes da hora. E meu amor, estaria ocupado demais pensando no meu bem estar do que tudo que descobrimos nesse fim de semana.

Hoje era segunda de noite, para ser exata duas e meia da madrugada. A estrada estava nebulosa e uma fraca garoa caia do céu, mas nada que dificultasse nossa visão talvez fosse mais difícil enxergar que apenas o breu da noite.

O som do motor do carro deve ter alertado todos da casa, pois quando passamos pela porta da sala todos se encontravam lá.

– Oi família. – Falei sorridente.

Não importava meu mau humor sempre que eu ficava perto deles rapidamente sumia.

– Oi Jasper e Alice. – Cumprimentou meu pai e o restante logo em seguida.

Os semblantes deles não eram nada amigáveis.

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei curiosa.

– Nos diga você, some com Jasper dizendo que voltariam em breve e não deu nenhuma noticia sequer durante dois dias. – Rose quem começou.

– E podia nos esclarecer também por que invadiu a casa da Bella. – Dona Esme falou nada amigável. Ela devia estar brava com minha atitude.

– Pode ter certeza que ela está. – Edward me fulminou com o olhar.

Revirei os olhos.

– Fui descobrir sobre meu passado. – Falei dando de ombros, mas ainda segurando firmemente a pasta na minha mão.

Todos arregalaram os olhos depois que falei.

– Alice teve uma visão durante a madrugada de sexta da Bella vendo alguns papeis e no meio dessa pilha de papeis tinha um que eram os documentos com o nome da Alice no meio. – Jasper esclareceu a todos. – Tivemos sorte da Bella não ter reparado que o envelope estava lá.

– Oh meu Deus. – Exclamou Esme.

Todos estavam surpresos

– Foi por isso que invadiram a casa dela? – Carlisle entendendo.

– Isso. – Falei.

– O que descobriram? – Edward questionou intrigado.

Peguei a pasta que estava na minha mão e entreguei a Carlisle, todos se aproximaram para ver sobre o que tratava.

– Descobri que meu nome verdadeiro é Mary Alice Brandon, nasci em Mississipi. Tinha dezenove anos quando fui dada como desaparecida e nasci em 1901. Passei uma parte da minha infância e toda minha adolescência em um sanatório.

Minha família olhavam perplexos os papeis que tinham na pasta. Até mesmo para mim era difícil de acreditar, eu nunca tive uma vida humana feliz sempre vivi aprisionada não acredito que Bella não fez nada para me ajudar, mas duvido que ela não tinha feito só quero que ela me esclareça tudo.

– Como você descobriu tudo isso? Como Bella está envolvida nisso? – Carlisle não tinha lido esse relatório ainda, porque estava na mão do meu irmão neste momento lendo.

– Fui atrás de informações desse sanatório e descobri que não existe mais. Fui à prefeitura e no próprio sanatório, mas não achei nada. Porém quando fui ao departamento de saúde e no laboratório histórico encontrei algumas informações sobre o sanatório e uns arquivos mortos sobre mim. – Falei.

– E você descobriu tudo o que está nessa pasta? – Edward perguntou.

– Sim. – Concordei. – Descobri que meus próprios pais me internaram e nos relatórios constatavam que eu era “louca” faziam experiência em mim com tratamento de choque. – Todos arfaram quando eu disse essa parte. – E se vocês olharem a psiquiatra que ficou responsável por mim durante esses anos foi Bella.

– Ela foi sua psiquiatra? – Perguntou Esme. Assenti em resposta. – E ela permitiu que fizessem isso com você? – Ela disse com horror.

– Ai que está eu recebia esses tratamentos torturantes até antes de Bella chegar. Depois que ela chegou não tive mais nenhum tratamento do tipo, ela assinou um termo de responsabilidade ficando responsável por mim e por todo meu tratamento. Ela ficou comigo um pouco mais de sete anos.

– Nossa isso é informação demais. – Emmett exclamou surpreso. – Então é assim que Bella te conhece?

– Sim e de certa forma pelo que relata aí nos papeis, foi ela quem cuidou de mim. – Comentei.

– Será que Bella está por trás da sua perda de memória? – Perguntou Carlisle.

– Não sabemos, mas se ela estiver ou não deve saber o que aconteceu. Já que pelo visto, Bella se demitiu três dias antes que Alice foi dada como desaparecida. – Jasper explicou. Era provável que sim, já que ela podia controlar a mente.

– Minha filha você sofreu tanto. – Minha mãe veio até mim me abraçando fortemente.

Minha família toda veio me abraçar e dar os pêsames. Meu irmão ficou mais quieto que todos, para ele era tão difícil quanto eu engolir essa história. Pois ele sabia tudo o que passava por minha cabeça, sem falar que a mulher que ele ama está envolvida no meu passado.

Meu irmão me olhou e me deu um sorriso triste.

– Acredite não é tão difícil para mim quanto é pra você. – Ele falou.

Carlisle guardou na pasta os papeis depois de ler tudo e me entregou.

– Bella deixa os papeis em qualquer lugar onde alguém pode facilmente ter acesso?

– Na verdade não. Ela tem tudo guardado dentro de um cofre. – Sussurrei.

– Alice! – Contrariou meu pai. – O que você fez além de invasão de privacidade é roubo, por mais que sua intenção é para se ajudar, não é correto fazer isso.

– Mais eu não roubei os papeis só li tudo o que tinha neles e guardei de volta no lugar. – Falei.

Humpf! Eu só peguei para dar uma bisbilhotada.

– Isso não justifica o que fez. – Ele estava chateado comigo.

– Por que você não perguntou para ela como vocês se conheceram ao invés de ir entrando na casa dela daquele jeito? – Esme disse.

– Porque ela não ia responder. – Dei de ombros.

– Você ao menos já tentou alguma vez abordar esse assunto com ela? – Esme questionou. Abaixei os olhos e neguei com a cabeça. – Então como tem certeza? Previu que ela fugiria do assunto?

Encolhi os ombros.

– Não. Nunca tive essa visão, porque em nenhum momento eu tomei a decisão de confrontá-la antes. – Murmurei.

– Filha você fez errado. – Suspirou Carlisle. – Mas agora você sabe, e peça desculpas pra ela.

Assenti cabisbaixa. Jasper me abraçou e beijou minha cabeça.

– Pense bem antes de abordar Bella sobre esse assunto. Ela não gostou nada de saber que você invadiu a casa dela. – Rose comentou.

Bella me perdoaria!

– E cuidado com o que vai falar senão ela pode arrancar sua mão como fez com a do diretor. – Emmett disse rindo.

– O que? – Perguntou em choque Jasper e eu ao mesmo tempo.

– Você não viu? – Rose perguntou e eu neguei. – O informante era o diretor, não sabemos bem o que aconteceu naquela sala. Mas Bella perfurou a mão dele com um lápis.

Emmett gargalhou. Bom, conhecendo Bella era de se imaginar.

– Bella é minha heroína. – Ele disse entre risadas.

– Emmett! – Contrariou Esme.

– Me desculpe, mas aquele diretor é um porra de um chato e eu não fui o único a rir. Nessie deu umas boas gargalhadas comigo enquanto contava. – Meu irmão disse.

Confesso que fiquei curiosa para ver a cena. Deve ter sido dolorido quando Bella o que fez, ainda mais para um humano.

– Bem, já que você está por fora das visões acho que você não sabe da última, não é? Os Danali estão chegando entre amanhã ou depois de amanhã. – Emmett disse com um sorriso divertido encarando meu irmão.

Arqueei uma sobrancelha.

– Eleazar ligou avisando que viria nos visitar. – Meu pai falou.

– Quero ver Edward manter Tanya longe da Bella. – Rose falou com um risinho maquiavélico tanto eu quanto ela odiávamos aquela vampira.

Principalmente o seu péssimo estilo de moda já que ela usava roupas que a esclarecia com duas pequenas palavras “me coma” com aqueles decotes e blusinhas que a deixavam praticamente nua.

– Não vai fugir dessa vez de Tanya, Edward? – Questionei divertida.

Ele por sua vez bufou.

– Ele pensou em fugir, mas desistiu quando nosso pai questionou se ele conseguiria ficar afastado de Bella. – Rose falou.

– Ninguém poderá contrariar Bella se ela arrancar a cabeça de Tanya. – Emmett disse rindo.

– Ela estará me fazendo um favor. – Murmurou Edward.

– E para mim. – Eu e Rose dissemos ao mesmo tempo.

Se dependesse de mim, Tanya voltaria no mínimo careca para o Alasca.

– Isso vai ser uma tragédia. – Disse Esme com pesar. – Não deixem as duas sozinhas, Tanya é muito abusada, não sei o que Bella é capaz de fazer com ela se provocá-la, apesar de tudo ela é da nossa família.

Eu e minha irmã trocamos um olhar cumplice. Claro, tá bom que vamos deixar as duas afastadas. Tanya merece uma surra. Meu irmão leu minha mente e provavelmente de Rose e segurou o riso.

– Claro mãe, não se preocupe. – Rose disse ingênua.

Conversamos mais um pouco e minha mãe disse que depois que Bella ligou em casa questionando sobre mim e Jazz, não entrou mais em contato com ninguém da família, ela provavelmente estava chateada e brava com minha atitude. Subi para meu quarto junto com Jazz e enquanto ele tomava banho eu guardei a pasta para quando precisasse dela novamente que seria em breve.

Logo que amanheceu levei um bom tempo como sempre escolhendo minha roupa e a de Jazz. Assim que estava satisfeita com o que vestimos fui pessoalmente escolher as roupas de Edward.

“Nem adianta contrariar Edward” pensei e entrei no seu quarto indo direto até closet. Meu irmão revirou os olhos mais não contrariou. Assim que todos estávamos prontos fomos para escola.

Eu já tinha planejado o que falaria para Bella, mas não pensei sobre isso porque meu irmão é um intruso que adora ficar lendo a mente dos outros.

– Não enche Alice. – Edward falou.

Mostrei a língua para ele e ele viu através do retrovisor.

Ao chegarmos na escola estávamos adiantados e só poucos tinham chegados. Fiquei com meus irmãos em frente ao carro. Tinha que esperar Bella chegar.

– Não sei como você vai se explicar pra ela o que você fez. – Edward disse.

– Deixa comigo.

Edward estreitou os olhos em minha direção.

– O que vai fazer?

Antes que eu respondesse, escutei o carro de Bella se aproximando. Ela estacionou na mesma vaga de sempre. Minha sorte, é que Edward estava todo bobo distraído esperando ela sair do carro, então tive minha oportunidade.

Era agora! Peguei minha mochila e tirei de dentro a pasta. Eu disse que a usaria logo.

Fui caminhando de encontro da Bella com a expressão séria.

– Alice? – chamou Jasper.

– O que a tampinha vai fazer? – Emmett questionou.

– Alice não. – Edward tentou me chamar, mas ignorei todos usaria minha força se eles tentassem me impedir Bella podia controlar a memória de todos os alunos mesmo.

Bella saiu do carro e ficou me olhando com a mão apoiada na porta ainda aberta.

– Ora, ora se não é a invasora. – Bella disse sarcástica.

Não me importei com seu tom de voz e muito menos com suas palavras.

– Nós temos que conversar. – Falei e joguei a pasta contra seu peito.

Ela olhou para a pasta e pegou.

Bella estreitou os olhos abrindo a pasta e enquanto lia os papeis que estavam nela seu semblante debochado foi se tornando irritado.

– Foi por isso que você invadiu minha casa? – Bella perguntou me olhando friamente.

Fiquei um pouco assustada com seu olhar, mas não acuei.

– O que é isso? – Nessie perguntou e Bella estendeu a pasta para ela sem desviar os olhos de mim.

Nessie começou a ler e arregalou os olhos com o que via.

– Como você descobriu? – Ela me olhou surpresa. – Mamãe, as informações que você tinha sobre ela, não estavam guardadas no...

– Cofre? – Bella completou. – Sim, estavam. A não ser que ela tenha descoberto de outro jeito. – Seu olhar não desgrudava de mim.

– Foi exatamente assim que eu descobri. – Falei de queixo erguido sustentando o olhar dela.

Bella se aproximou.

Ela era maior que eu então tive que erguer minha cabeça para corresponder seu olhar a altura. Nós estávamos a um palmo de distância.

Jasper tentou se aproximar.

– Não se metam. – Falei baixinho para meus irmãos.

– Por que você não me perguntou sobre isso? Eu teria respondido a verdade, da mesma maneira que eu respondi quando você me perguntou se já nos conhecíamos. – Seus olhos continham um brilho diferente pareciam divertidos? Ela estava se divertindo com isso ou era imaginação minha?

– Já me falaram isso hoje. – Falei dando de ombros.

– Então? – Bella arqueou uma sobrancelha.

– Então que agora você vai me contar o que sabe.

– Não vai pedir desculpa?

– Só depois que você me esclarecer tudo.

Bella me encarou profundamente.

– Ousada como sempre. – Ela esboçou um pequeno sorriso e se afastou de mim.

Pisquei algumas vezes aturdida. O que aconteceu aqui? Um momento ela estava quase me matando com o olhar e no outro estava sorrindo?

– Que horas você quer passar em casa? Agora sim, eu estou convidando você.

Abri um sorriso largo.

– Agora mesma. – Falei quase pulando de alegria.

Ela arregalou os olhos, mas manteve o sorriso.

– Tudo bem.

– Sério? – Bella estava mesmo concordando simples assim?

– Claro. – Ela respondeu e se virou para meus irmãos. – Mais alguém vai?

– Ninguém. – Respondi e virei para meus irmãos que me olhavam confuso. – Me desculpem, mas isso é algo que preciso resolver sozinha primeira.

– Eu também vou. – Nessie se prontificou.

– Ok, vamos. – Bella entrou no carro.

Fui até meu amor rapidinho para me despedir.

– Vai ficar tudo bem. – Dei um selinho. – Depois conto tudo.

– Tudo bem, vamos ficar te esperando. – Jazz disse e fui até o carro de Bella.

Durante o caminho fomos em completo silêncio. Lembro quando invadi a casa de Bella fiquei impressionada com a decoração confesso que ela tinha ótimo gosto, pode ser que não para roupas apesar de ficar sempre linda não importa com o que vestia. Bella se vestia simples demais o que era um desperdício para uma beleza incrível como a dela.

Ao entrar na casa fiquei olhando mais uma vez maravilhada os detalhes.

– Sente-se Alice. – Bella indicou o sofá e me sentei.

Bella se sentou no outro e Nessie ao seu lado.

– Então comece.

– Hum, vamos lá. – Falei e a encarei. – Você então sabe tudo sobre minha vida humana?

Ela assentiu.

– Me conte tudo. – Pedi afobada.

Bella ficou me olhando por um tempo antes de dizer:

– Posso fazer algo melhor.

– O que? – Perguntei curiosa.

– Devolver suas memórias. – Ela disse me analisando atentamente.

Eu arregalei os olhos e fiquei paralisada no lugar.

Eu ouvi direito? Devolver minhas memórias? Então Bella roubou minhas memórias. Eu não acreditei, ela me deixou no escuro esse tempo todo e não deixou nenhuma brecha para que eu soubesse sobre mim. Me senti traída agora.

– Por que fez isso? – Perguntei num sussurro, mas com a voz torturada.

– Fiz porque você me pediu. – Ela respondeu simplesmente.

O QUE? Meu subconsciente gritou.

Não era possível, era?

– Por que eu pedi isso? – Engoli em seco.

– É o que quero saber também.

– Você não sabe? – Questionei atônita. Bella negou com a cabeça. – Por que você não me obrigou a dizer?

– Porque eu confio em você Alice. Quando te perguntei por que, você disse que quando nos reencontrássemos me contaria tudo assim que eu fizesse te recobrar as memórias.

– Então você fez o que? Pegou, roubou ou apagou minhas memórias? Você controlou minha mente bloqueando ela? Ou o que? – Continuei o interrogatório.

– Posso fazer muitas coisas, Alice. Mas o que eu fiz foi digamos bloquear sua mente.

– E para isso você não precisa de acesso delas? – Estreitei os olhos desconfiada.

Bella sorriu e negou com a cabeça.

– Tenho, mas não as bisbilhotei se é isso que você quer dizer, posso bloquear sua mente sem olhar suas memórias.

– Por que não?

– Porque eu prometi a você que não veria nada.

Eu estava cada vez mais surpresa com cada coisa que descobria. Bella era mesmo capaz de fazer isso por mim? Olhei em seus olhos em busca de alguma mentira, mas nada. Eu só vi sinceridade, Bella não estava mentindo. Agora eu tinha certeza nosso convívio não era apenas profissional, tenho certeza que éramos ao menos amigas.

– Pode me devolvê-las então?

Bella se levantou e se ajoelhou ficando de frente para mim.

– Relaxe e feche os olhos. – Ela pediu.

Fiz o que ela pediu sem hesitar. Senti seus dedos em meus cabelos.

Fiquei um tempo esperando quando enxurradas de lembranças da minha vida humana invadia minha mente. Eu vi tudo minha vida, eu tinha uma irmã mais nova chamada Cynthia. Meus pais me mandaram para o sanatório por conta das minhas visões, eles ficaram com medo que a sociedade os criticassem por ter uma “aberração” dentro de casa por conta das minhas visões. Meus anos de sofrimentos foram horríveis, mas mudou completamente quando Bella entrou na minha vida.

Senti as mãos de Bella se afastarem ela já tinha devolvido toda minha memória, mas não abri meus olhos, eu estava revendo os pontos principais.

Tinha um zelador que era meu amigo, eu sempre o via conversar com Bella. Agora eu sabia que tanto ela quanto ele eram vampiros, mas ela nunca me disse isso. A única coisa que ela me disse é que era diferente e tinha dons assim como eu.

Céus!

Ela me contou sobre seu dom, Bella é mais poderosa do que eu ou minha família podíamos imaginar. Ela tem um dom surpreendente. Eu não fazia ideia da magnitude que poderia ser quando humana, mas agora eu compreendo. Bella tinha um dom não sei como classificá-lo, mas usava sua mente e podia fazer qualquer coisa com ela, ou seja, qualquer ataque ou defesa mental.

Porém tinha algo mais poderoso que ela poderia fazer, por conta do seu dom mental. Através da mente ela consegue utilizar um dom físico, quando humana ela descreveu como uma espécie de escudo físico que envolvia qualquer matéria, um dom parecido com aqueles que é conhecido mundialmente através de histórias em quadrinhos, ou series de desenhos como aquele famoso “X-Men” o famoso poder de controlar a matéria com a mente, mas nesse caso usavam outro nome para esse dom extremamente parecido com o dela. Com a mente poderosa de Bella, ela de alguma forma conseguiu desenvolver esse poder caracteristicamente físico, mas fora isso não consegue projetar outros tipos de dons físicos e muito menos se proteger deles. Isso explica a forma que o dom de Jasper funciona nela, mas isso não faz diferença, faz? É claro que não, antes que alguém tente utilizar seu dom, Bella pode interceptar e acabar com um inimigo só de olhá-lo se assim desejar.

Agora tudo se encaixava, o tempo todo era Bella que usava os poderes. O modo que ela controlou a mente das pessoas quando se alimentava, a ilusão quando ela saiu no dia de sol para ir no shopping, o escudo mental protegendo Nessie e os Volturis no primeiro dia do nosso reencontro, o cheiro de sangue que meu irmão conseguiu suportar na aula de biologia e a forma como o vampiro e o Quileute saíram arrastados como se alguém os puxasse pelos pés e patas.

Sem duvidas Bella era uma vampira única em quesito de soberania.

Eram informações demais, eu me lembrei de cada momento que passei com Bella sem duvida foram os melhores, ela cuidou de mim e se preocupou como nunca ninguém antes tinha feito, me deu os melhores presentes e surpresas que eu poderia ganhar.

Bella não é só minha melhor amiga, mas também uma irmã, pois é assim que considerávamos uma a outra. Agora eu entendia o amor que ela sente por mim desde o momento que me viu naquela campina.

Era o mesmo amor que eu sentia por ela.

Conheci Nessie, e agora eu entendo o apelido que me dera de “Pequena Lice”, como era ainda criança quando me conheceu ela me apelidou de forma carinhosa. E, sim Bella tentou varias vezes me persuadir para sair daquele local, mas respeitou minha vontade de permanecer lá, pois sabia que quando fosse a hora certa eu sairia, era para ser assim de acordo com minhas visões.

“As visões!” Gritei mentalmente.

Agora eu sabia exatamente porque pedi para Bella apagar minha mente e me afastar dela. Aquela seria a única maneira que as coisas dariam certo no futuro doloroso que está por vir. Comecei ter aquelas visões, que o correto seria dizer aqueles pesadelos, durante umas semanas antes de me separar da Bella. E nesse tempo vi os futuros alternativos que poderia acontecer ter de acordo com as decisões que tomava. Sim, o futuro dependia de mim, porque Bella sempre me respeitou em não invadir minha mente se eu não queria. Se eu dissesse o que estava vendo a ela, não sei porque, mas sempre acabava com o destino sofredor. Então eu que tomava a decisão se devia ou não contar a ela as visões. Por conta dessa decisão o único futuro que envolve a todos não só a mim, a Bella, ou minha família, mas tudo envolvendo o nosso mundo teria seus dias contados para o inferno. Então achei a única solução plausível que seria menos sofredor, porque apesar de tudo nós iriamos sofrer com a perda de alguém importante em nossas vidas, mas que no fim se resolveria e tudo ficaria no seu devido lugar como devia ser. Arquitetei e pensei tudo com calma, era necessário que eu me separasse de Bella, que eu me transformasse em vampira sem memórias para assim encontrar minha família, tinha esse lado também se eu me juntasse a Bella naquela época, nós não conheceríamos o Cullen, não teríamos tempo para isso, morreríamos antes que pudesse tal chance e o inferno começaria.

Sorri, o correto é nossa família. Bella e Nessie mesmo não sabendo já faziam parte dela.

Agora que recuperei minhas memórias eu tinha que agir com cautela, para não por nada a perder uma carta, apenas uma única carta errada pode destruir a pirâmide que estou tentando construir com tanta atenção e cautela.

E como eu tinha dito a Bella eu contaria tudo a ela o futuro que estava por vir, pois ela é ponto principal de tudo. Ela seria tanto a primeira como a última carta da pirâmide. Eu iria contar para ela as visões e o plano, pois ela é a única que pode saber o que fazer e me ajudará.

Certo, tudo a sua vez. Agora seria enfrentar a realidade e o primeiro passo é dar um abraço esmagador na Bella.

Suspirei profundamente antes de abrir os olhos e assim que o fiz, a primeira coisa que vi foi um par de olhos chocolate me fitando calculosamente. Senti meus olhos arderem, vendo minha melhor amiga/irmã ali na minha frente ajoelhada no chão, até então não tinha sentido a saudade tão sufocante quanto agora, chegava até mesmo a doer.

– BELLINHA. – Gritei ao me lembrar de que o mesmo apelido que meu irmão sem cérebro deu para Bella era o mesmo que eu usava quando humana.

Não esperei um segundo sequer e me joguei chocando-se contra seu corpo. Peguei ela de surpresa, porque com o impacto derrubei nós duas ao chão.

– Acho que eu devia ter esperado por isso. – Ela disse sorrindo e se afastando delicadamente de mim.

Bella se ajeitou se sentando no chão ao meu lado, me ajoelhei e a olhei com um sorriso de orelha a orelha. Não resisti e envolvi meus braços ao redor do seu corpo.

– Que saudades irmã. – Falei com a alegria transbordando pelo meu coração.

Bella retribuiu meu abraço me apertando forte contra seu corpo.

– Imagine eu que passei, mais de nove décadas sem te ver e quando finalmente a reencontro está do mesmo jeitinho da última vez que a vi, porém muito mais encantadora do que já foi.

Olhei em seus olhos e vi a dor da saudade que devia estar refletindo na mesma intensidade que os meus.

Suspirei me afastando para pedir desculpa, mas antes que falasse outra voz soou se aproximando.

– Finalmente de volta a realidade pequena Lice. – Nessie descia as escadas com os cabelos molhados.

Franzi o cenho. Do que ela estava falando?

Foi só então que eu me surpreendi com a claridade mais fraca no ambiente, olhei pela janela e vi que já era próximo do fim da tarde.

– Que horas são? – Perguntei surpresa.

– São exatamente 17h05min. – Nessie respondeu.

Arregalei os olhos, não acreditando.

– Estou a mais de nove horas recordando meus pensamentos? – Guinchei. – Nossa! Minha família.

– Está tudo bem Alice. – Bella falou me chamando a atenção. – Eles ligaram, para ser exata Jasper ligou milhares de vezes exigindo saber sobre você.

– E?

– E disse que se ele interferisse a sua recuperação de memórias por motivo que fosse, talvez você não voltaria para a realidade e ficaria presa nas memórias do passado.

Engoli em seco e arregalei os olhos temerosa.

– Isso podia ter acontecido? – Eu estava assustada, não sei o que seria de mim se não continuasse minha vida e ficasse só revivendo o passado.

Bella me olhou divertida e começou a rir.

– É claro que não Alice. – Ela disse ainda rindo. – Eu só queria te dar o tempo que precisasse para rever todas as memórias e pensar em tudo o que aconteceu.

Soltei um suspiro aliviado e coloquei a minha mão no meu coração.

– Nossa Bellinha que susto me deu! Se fosse humana, acho que teria entrado em estado de choque para sempre. – Falei dramática.

– Eu não menti, se eu quisesse poderia fazer isso virar realidade. – Bella me olhou zombeteira e piscou com um olho.

Senti meus pelos se arrepiarem de medo, apesar dela fazer piada eu sabia exatamente que ela podia fazer isso acontecer se deseja-se.

– Aposto que nesse momento Jasper deve estar pensando em mil e uma maneiras de me matar. – Ela continuou.

– Como se fosse possível. – Nessie se juntou a nós se sentando também no chão.

Assenti, eu sabia muito bem que meu amor jamais teria forças para acabar com Bella.

– Então temos nossa Alice de volta? – Perguntou divertida.

Sorri e quiquei no lugar empolgada.

– Nunca fui, Bella tinha guardado parte de mim dentro de si o tempo todo. Mais sim, para todos os princípios estou de volta.

– Então já que está de volta pode me explicar tudo o que a motivou para que eu apagasse sua mente? E me dizer o que aconteceu nos exatos três dias depois que fui embora? – Bella disse séria.

Tanto ela quanto Nessie tinham os olhares curiosos em cima de mim.

– Você não viu nenhuma lembrança minha quando passei essa manhã e a tarde revendo tudo o que aconteceu? — Perguntei.

Bella revirou os olhos.

– Você sabe que sempre respeitei suas escolhas de me contar e mostrar algo ou não que queira, mas se você não me responder. – Bella tocou com o dedo na minha cabeça. – Já vou avisando que vou entrar nessa cabecinha e descobrir tudo.

– Eu vou dizer. Infelizmente o que aconteceu três dias depois que você se foi é a única lembrança que eu tive quando me virei imortal. – Olhei em seus olhos. – Eu não me lembro de nada, só lembro-me de olhos vermelhos e água.

– Desculpe Alice eu não sei mais do que você, mas quando voltei para o sanatório senti seu cheiro na floresta, quando segui o rastro senti um cheiro de vampiro, vi as cinzas do meu amigo e seu cheiro parava no penhasco, deduzo que você caiu de lá.

Oh não!

Fechei os olhos.

– Tadeu morreu? – Senti como se levasse um soco no estômago, meu peito se contorceu de dor. Tadeu era meu melhor amigo depois de Bella.

– Sim. – A voz de Bella saiu sofrida. Abri os olhos e a vi olhando um ponto fixo na parede provavelmente se lembrando do nosso amigo.

Nessie se aproximou e tocou o rosto de Bella afogando-a numa caricia.

Bella fechou os olhos deliciada com o carinho. Com suas mãos, ela pegou a mão pequena de Nessie e tirou do rosto levando aos lábios e depositando um beijo no dorso. Quando ela finalmente abriu os olhos, sorriu para Nessie e Assentiu.

Eu aposto que a mãe estava se comunicando mentalmente com a filha. Eu sei que era um gesto simples, mas na troca de olhares das duas percebi que o amor que existia entre elas é incrivelmente forte.

Bella se virou para mim.

– Continuando. – Ela pediu para que prosseguisse.

Respirei fundo, eu sabia que ela não iria gostar do que eu ia falar.

– Eu não posso dizer sobre o motivo de ter pedido para que apagasse minha mente. Pelo menos não agora. – Falei com um peso nas costas.

Ela estreitou os olhos me encarando seriamente.

– Explique-se. – Bella disse irritada.

– Eu vou te contar Bella, mas entenda eu preciso que primeiro aconteça uma coisa. Você precisa de paciência, só mais alguns dias.

Bella não estava satisfeita com minha explicação.

– Eu prometo que vou te contar, mas se você se precipitar um passo errado muitas coisas ruins acontecerão. E também não desperdice 93 anos de separação.

Ela olhou para cima como se contasse mentalmente para que não explodisse.

– E o que precisa acontecer? – Ela voltou a me olhar.

– Isso você terá que descobrir sozinha, não posso abrir seus olhos. Você mesma terá de enxergar aquilo que você desconhece, mas que está diante dos seus olhos. – Falei enigmaticamente.

AHHHH adorei essa charada!

Antes de revelar tudo, ela tem que descobrir o amor que sente por Edward. Só assim, as coisas continuaram no caminho certo e manterá meu irmão vivo depois do que está por vir. Até lá só posso ficar em silêncio e olhar o futuro.

Notas finais
E agora o que será que Alice viu!?