A Primeira Eterna
48 Retomando partes de mim
Notas iniciais
POV RENESMEE
Nessie se abra comigo. – Jake sussurrou no meu ouvido.
– Não é nada. – Respondi o ignorando.
– Como nada? – Ele colocou sua mão enorme no meu queixo virando meu rosto para encará-lo. – Você está assim desde que Bella se afastou depois do que aconteceu entre ela e o Cullen.
Suspirei. Era verdade, fazia três dias que mamãe se afastou depois da discussão/conversa que teve entre os dois. No começo tinha até aprovado a ideia devido como as coisas aconteceram, mas depois que mamãe se afastou de todos por algum motivo desconhecido, comecei a desconsiderar a ideia.
FLASH BACK ON
“Paizinho tinha acabado de ir para o lado de fora falar com Bella quando a pequena Lice disfarçadamente pediu para que todos saíssemos da casa e deixássemos eles conversando a sós. Claro que no momento eu não quis, mas assim que fiz a fadinha me prometer contar como seria a conversa dos dois sai de lá sem problema.
Esperei só Jake se transformar em lobo e corri pela floresta junto com os outros afastados o suficiente para deixar os dois pombinhos a sós. Ele foi até atrás de uma árvore para colocar uma bermuda antes de voltar correndo para meus braços.
– Pronto pequena Lice, começa a desembuchando. – Falei impaciente.
– Se acalme Nessie. – A baixinha ainda teve a audácia de revirar os olhos.
– Olha só quem fala, se não é a mini furacão. – Emmett zombou.
– Cala a boca, sem Emmett.
– Crianças, por favor, se comportem. – Carlisle pediu.
Agora eu que revirei os olhos. Carlisle sim era um recém-nascido perto de mim, mas sou educada demais para dizer isso a ele.
– Acho que não devíamos invadir a privacidade dos dois. – Esme opinou e Jasper acenou com a cabeça concordando com sua mãe.
– É claro que temos. – Era obvio que precisávamos saber das coisas.
– Concordo com Nessie. – Alice toda sorridente.
– Então? – Bati palmas para agilizá-la.
– Ok, ok e se acalme.
Calma! Hunpf.
Alice desfocou seus olhos vendo o futuro.
– Acha certo bisbilhotarmos? – Esme sussurrou para Carlisle.
– Não. Na verdade eu nem ao menos gostaria de me meter no assunto dos dois. Edward e Bella se resolveram do seu jeito.
– Sabe, gostaria muito de conhecer um pouco a cidade, ainda não tivemos essa oportunidade. – Didyme falou sorridente para Marcus. – Carlisle e Esme, não gostariam de nos mostrar essa bela cidade?
Esme abriu um sorriso amplo.
– Ficarei honrada.
– Maravilha. – Concluiu alegre. – Vamos?
Eles iriam mesmo para a cidade? Não queriam saber o que vai acontecer entre os dois?
– Vamos! – Esme se virou para nós. – Se comportem todos.
Então os quatro foram juntos para a cidade. Eles vão a pé mesmo ou passarão na casa para pegar um carro? Seja lá o que for, não me interessava no momento. A baixinha estava demorando para ver o futuro.
Jake circulou seus braços na minha cintura enquanto fazia carinho nos meus cabelos. Eu simplesmente amava quando ele fazia isso.
Alice que ate entao estava tendo a visão voltou o foco em nós. Eu esperei pacientemente ela começar a falar.
– Abre a boca, garota! – Gritei.
Só que sua reação não pegou só a mim de surpresa, mas todos os outros. A fadinha começou a gargalhar muito alto para esse toquinho de gente. Ela até mesmo se apoiou em jasper com uma mão enquanto a outra estava sobre sua perna.
Nem eu e nem ninguem estava entendendo o por quê da risada.
– Meu amor, qual é a graça? – Jasper perguntou intrigrado.
Ela aos poucos foi se acalmando limpando uma lagrima imaginaria do seu rosto.
– Edward e Bella. – ela nos olhou mordendo os labios para conter a risada. – Eles vão brigar.
– E qual é a graça nisso? – Rose interferiu.
– Os dois vão apelar para a luta, na verdade Bella vai lutar.
Olhei para Alice que segurava a risada e ela não aguentou mais explodindo na gargalhada e eu dessa vez ri junto com ela.
Emmett logo em seguida nos acomponhou com sua gargalhada estrondosa.
– Por que estão rindo?
– Pelo óbvio é claro. – Respondi.
– Se fosse tão óbvio não acha que iríamos rir juntos? – Falou irônico.
– Ah amor, até o Emmett entendeu. – Pequena Lice disse apontado para seu irmão que ainda continuava rindo atéaté citar seu nome.
– Eu não entendi, não.
– E por que está rindo? – Sua esposa perguntou.
– Porque elas estão rindo, ué.
Revirei os olhos, tinha que ser o Emmett. Ignoramos esse comentário não tinha nada para dizer.
– Poderiam nos explicar? – Jasper voltou a questionar.
– Mamãe teve sua primeira reação diferentemente do tédio e da raiva.
– Mas brigando com Edward nao quer dizer que ela está brava? – Rose ainda estava confusa.
Em parte sim, mas como foi o primeiro encontro deles?
Rose e Jasper fizeram caras compreensivas, finalmente entendendo aonde queríamos chegar.
– A primeira vista os dois brigaram. – Jasper falou mais consigo mesmo. – Eles já se amavam sem ao menos saberem.
– Isso que torna o amor de um companheiro poderoso ele é único e por toda a eternidade.
– Só que dessa vez Edward tem uma vantage, ele pode usar esse amor para trazer mamãe de volta. – Expliquei.
– E nada como começar da mesma maneira que se conheceram. – A loira deu um enorme sorriso.
– Exato. – Sorri animada , estava confiante de que tudo daria certo entre eles."
FLASH BACK OFF
Ah se eu soubesse como estava enganada não teria deixado os dois sozinhos e para piorar a situação Edward não conta para ninguém o que aconteceu entre eles. Só fica trancado naquele quarto, escutando aquelas musicas que da vontade de vomitar.
Eu até tentei cnversar com a minha mamãe, mas nem comigo ela está falando.
Fiquei mais um tempo deitada na cama, tanto que Jacob dormiu e estava roncando alto. Argh! Odeio quando ele ronca. Talvez se eu dar uma cotovelada nele, provavelmente para de roncar.
Estava preste a dar uma cotovelada, quando duas batidas na porta soou levemente. Bufei indignada.
Me levantei e peguei a camisa de Jakezinho que estava no chão, eu que não iria me vestir agora.
Mais uma vez bateram na porta aumentando minha impaciência.
– Já vai, caramba. – Gritei irritada.
– Poderia ser um pouco mais educada, não? – Ouvi a voz da última pessoa que eu imaginaria ver agora.
Abri a porta sorrindo amargurada.
– O que foi? Finalmente saiu da Batcaverna?
Paizinho revirou os olhos.
– Haha, muito engraçado.
– Obrigada, pelo menos eu tenho senso de humor.
– Já chega vocês dois. – Nem tinha prestado atenção que Jasper estava aqui também.
– E você o que faz aqui?
– Edward tem razão você poderia ser mais educada.
Eles vem até meu quarto me incomoda e ainda falam que eu não tenho educação. Eu mereço, viu!
Que se danem!
Sem dar bola pra eles fechei a porta do quarto nas suas caras.
Edward bateu na porta usando um pouco mais de força.
– Vamos Nessie, abra a porta.
– Vão encher o saco de outro vampiro. – Acho que gritei alto, porque Jakezinho parou de roncar! Ótimo, pelo menos isso.
– Você quem sabe, só achei que você gostaria de voltar a conversar com sua mãe.
– O que? – Abri a porta do quarto apressadamente e Edward tinha um sorriso irônico nos lábios.
– Achei que tinha nos expulsados.
– Anda longo que eu não tenho tempo para você.
– Quanta gentileza eu tentando te ajudar e você só me dando patadas, tem andado muito com o cachorro não acha?
Rosnei furiosa o jogando contra a parede do lado de fora do meu quarto.
– Escute aqui. – Apontei o dedo na sua cara. – Nesses últimos anos você tem sido insuportável, mas agora que você voltou a ser aquele mesmo Edward de antes, eu não me importaria de te dar um bom chute na bunda.
Ele revirou os olhos.
– Já chega vocês dois. – Jasper nos separou. – Vocês tem um objetivo em comum, na verdade todos nós temos. Que tal colaborarem um pouco, sim?
Olhei para Edward que estava sério agora. Não Adiantaria nada brigar agora o jeito é deixar pra lá.
Sorri dando de ombros.
– Tudo bem.
Os dois arregalaram os olhos me encarando surpresos, até que Edward riu baixinho.
– Já devia me acostumar com essas suas mudanças de humor.
– Bom, podem me explicar agora qual o plano?
– Claro. – Jasper respondeu enquanto ia até a porta do meu quarto e a fechava silenciosamente deixando Jakezinho dormir lá dentro. Ele se virou para mim. – Que tal começar Edward?
– Certo. – Ele também se virou para mim. – Eu estive conversando com Jasper sobre sua mãe para entender o que ela estava sentindo, entender um pouco o mais próximo que passa pela sua cabeça.
Este assunto estava me interessando.
– E o que descobriram?
– Que talvez estivéssemos pensando errado. Não sou eu quem tenho que me aproximar de sua mãe de imediato e sim você. – Esclareceu.
– Mas como? Ela nem ao menos quer falar comigo. – Murmurei angustiada. Era terrível sua mãe não te querer por perto.
Tentei de varias maneiras abordar uma conversa com ela, mas ela nem ao menos liga mais para mim. Eles estavam enganados eu seria a última pessoa a conseguir ajudar minha mamãe.
– Nessie você está enganada. – Jasper colocou uma mão no meu ombro e sorriu brevemente. – Sabe o que sua mãe sente sempre que te olha?
Balancei a cabeça negando.
– Alegria claro, mas principalmente culpa.
– Culpa? Mais culpa pelo que?
– Não sabemos ao certo, mas todos nós sabíamos como sua mãe sempre a colocou em primeiro lugar acima de qualquer coisa. Uma coisa que nunca podemos contradizer é o amor que ela sente por ela, e é por esse amor que ela sente culpa. Sua mãe te ama do mesmo jeito que sempre te amou o problema que deduzimos ser é que ela se culpa por ter te abandonado por esses anos e principalmente por ter esquecido que você é a própria filha.
Pensei sobre o assunti.
Sorri empolgada. Então era isso, eu tinha que mostrar a ela que eu a amava não minha antiga mamãe, mas sim tanto a antiga como essa ou qualquer outra mãe que ela se tornar. No entanto, meu sorriso começou a desmanchar assim que pensei no principal.
– Como vou fazer para me aproximar dela, se a mesma não deixa? – Isso seria um problema.
Edward abriu um sorriso mostrando todos os dentes.
– Já temos a solução. – Paizinho respondeu. – Nessie, você há quase seis anos se alimenta de animais e todos nós sabemos por que você não voltou a sua alimentação normal.
Sim, todos sabiam que era uma promessa que eu tinha feito com minha mamãe que o meu primeiro banquete seria junto com ela, mas como tudo aquilo aconteceu e eu achei que mamãe morreu. Não conseguia me ver me alimentando de um humano novamente sem ela do meu lado, não podia quebrar minha promessa. Sendo assim, permaneci nessa abominável dieta de animal mesmo não apreciando o gosto do sangue animal.
Acho que eu era fraca para não ter a mesma força que os Cullen.
– Jamais se acha fraca, Nessie. – Paizinho me repreendeu olhando-me sério. – Nós nos acostumamos melhores porque a quantidade de sangue humanos não chega nem perto do que você tomou em mais de 3 mil anos. Realmente é difícil se acostumar com algo que você sempre se alimentou e do nada mudar sua refeição.
– Acho que está na hora de cortar sua dieta, Nessie. – Jasper sorriu compadecido. – Não conseguirá emagrecer mais.
– Vocês estão mesmo dizendo para eu me alimentar de humanos? Vocês que são tão contra a isso.
Os dois reviraram os olhos e nem fizeram questão de me responder.
– Ok, mas e Jake. Ele não vai me perdoar se eu voltar a tomar sangue humano. – Eu não queria que meu lobinho me odiasse.
– Nessie, escute. Jacob pode sim ficar triste, magoado ou com raiva no começo, mas isso não vai importar sabe por que? – Neguei com a cabeça. – Porque ele te ama pelo que você é, ele te aceitará mesmo que fosse o monstro do Lago Ness. – Jasper brincou, mas ficou sério em seguida. – Se ele realmente te ama. Ele vai aceitar independente de qual for suas escolhas, isso inclui se alimentar de humanos.
– Então espero que ele me perdoe. – Respondi sorrindo novamente. – Por que mamãe é minha prioridade agora.
– É assim que se fala. – Paizinho me abraçou apertado me levantando do chão.
– Ok, ok! Já chega. – Bati no ombro dele até me soltar arrumei a camisa de Jake que eu usava. – Mas você não pode desistir também. – Falei o encarando firmemente. – Não sei o que aconteceu entre vocês dois naquele dia, mas pare de ficar chorando e tome uma atitude de homem ou melhor vampiro.
Edward sorriu torto.
– Não precisa se preocupar. Já estou cuidando disso. – Deu uma piscada com um olho.
Estreitei os olhos. O que será que ele estava aprontando agora?
– Vá se arrumar Nessie. Daqui a pouco Bella está de volta e a sorte está ao seu favor, ela ainda não se alimentou desde que chegou.
– Então se me derem licença, tenho coisas a fazer. – Me virei jogando os meus cabelos e entrei no quarto.
Era isso, as coisas iriam começar a mudar. Meu sorriso exagerado que estava no meu rosto foi sumindo assim que vi Jake sentado na cama olhando para o chão e já vestido.
Oh droga! Ele tinha acordado.
– Jake. – Sussurrei chamando-o.
Ele ergueu a cabeça e não consegui decifrar o que seus olhos diziam.
– Deixe-me explicar. – Pedi, antes que ele começasse a brigar.
Ele negou.
– Não tem que explicar. – Seu olhar finalmente mostrou a tristeza que estava sentindo. – Eu escutei e entendi tudo o que disseram. – Respondeu. – E eu entendo Nessie o que tudo isso significa para você.
– Mas você está magoado comigo.
Jake suspirou profundamente antes de se levantar e caminhar até minha frente.
– Não vou negar que estou triste, será difícil aceitar eu só... Bom, eu só preciso de um tempo. – Ele colocou suas mãos quentes em volta do meu rosto e beijou minha testa.
Fechei os olhos apreciando o carinho.
– Eu preciso dar uma volta. – Me afastei assim que ele pronunciou essa frase. Um pequeno sorriso estava nos seus lábios.
– Jake...
– Shiii. – Ele me silenciou com seu dedo. – Agora vá e reconquiste sua mãe.
Estiquei-me nas pontas do pé e depositei um simples beijo em seus lábios.
– Eu sinto muito. – Sussurrei contra eles.
– Está tudo bem. – Mentiu me soltando de seus braços e saindo em seguida pela porta sem olhar para trás.
Talvez Paizinho e Jasper tivessem razão e não vai ser tão difícil assim do Jakezinho me perdoar.
Bom, me resolveria com Jake depois agora tenho que tomar me arrumar para sair com mamãe.
[...]
Eu estava quase pulando no sofá quando mamãe passou pela porta da frente. Ela até tentou subir rapidamente para seu quarto, mas dessa vez eu não deixei entrando na sua frente.
– Mamãe, que bom que chegou. – Disse animada.
Ela me olhou meio perdida.
– Eu preciso ir tomar banho. Com licença. – Pediu tentando passar por mim, mas entrei novamente na sua mente.
– Você pode deixar isso para depois. – Me fingi de sem graça. – É que eu gostaria de te pedir uma coisa.
Mamãe me olhou surpresa. Isso, ganhei sua atenção para mim.
– Se estiver ao meu alcance.
Pulei empolgada.
– É claro que está. – Quase gritei e me recompus assim que ela me encarou assustada. – Hum... – Pigarreei. – Quer dizer, eu preciso de um favor seu se você aceitar claro.
Ela não perguntou simplesmente esperando eu continuar.
– Você, poderia ir comigo caçar?
Mamãe piscou varias vezes os olhos mostrando sua completa confusão.
– O que?
– É sabe, faz dias que eu não me alimento e pelo visto você também não. – Expliquei encarando seus olhos escuros pela sede.
– Nessie, eu não sei se eu sou a pessoa indicada para ir com você.
– Mais é claro que é e além do mais todos estão ocupados fazendo algo e eu não quero caçar sozinha. – Fiz cara de choro.
– Eu até iria com você, mas...
– Ótimo! Então vamos. – Peguei-a pela mão e a puxei em direção à saída da casa.
– Nessie, para. – Mamãe pediu, mas fingi nem escutar. – Nessie... Para. – Ela elevou um pouco mais a voz se soltando de mim.
Encarei-a.
– O que foi? – Perguntei.
– Eu não posso ir com você.
– E por que não?
Ela revirou os olhos.
– Será que é por que eu não me alimento igual a você?
– Ah isso? – Dei como o assunto por desinteressante. – Não tem nada ver. – Abanei com a mão. – Eu só não quero ficar sozinha. – Disse a mais pura verdade olhando dentro dos seus olhos.
Mamãe ficou uns segundos em silêncio somente me observando.
Será que ela ia aceitar a ir comigo? E como se tivesse lido minha mente, no mesmo instante respondeu.
– Tudo bem.
Eu quase pulei vitoriosa, mas me controlei no último instante.
– Bom, então vamos? – Dessa vez quando a arrastei para o lado de fora, ela não me impediu permitindo ser guiada por mim.
O tempo estava nublado como de costume por conta da neve que caia, dando a impressão de ser mais tarde do que aparentava ser. Porém ainda estávamos na metade do dia.
Ao entrarmos na floresta corremos por ela em nossa velocidade normal. Eu enxergaria só branco se não fosse pelos troncos das árvores ou o verde das suas folhas parcialmente cobertas pela neve.
Era gostoso correr na neve quando descalço, pois seus pés afundavam na neve fofa. Do mesmo jeito que era gostoso afundar os pés nas areias do mar.
Fechei os olhos e ergui os braços maravilhada apreciando a neve que caia do céu. Assim que os abri novamente senti o olhar de mamãe sobre mim, mas fingi não perceber.
Eu não podia estragar nada.
Continuei a correndo com ela em silêncio por longos minutos. Nós tínhamos nos afastado bem de Vancouver, então não tinha como colocar os Cullen em suspeita.
A invés de ir mais para dentro da floresta eu fui em direção a cidade. Assim que chegamos parei na ponta do penhasco que tinha a vista para a cidade. Mamãe parou ao meu lado franzindo o cenho.
– Por que paramos? – Perguntou. – Escuto ursos mais a oeste daqui.
– É porque não vamos caçar urso. – Falei olhando para as luzes da cidade iluminada abaixo de nós.
Quando dei um passo para frente, mamãe me impediu segurando meu pulso.
– O que está fazendo?
– Indo caçar não está vendo. – Falei apontando para os humanos que andavam pela rua.
– Certo, mas sua caçada está para lá. – Mamãe apontou para a nossa direita.
– Não. Está para lá. — Insisti virando para pular o penhasco, mas isso não aconteceu porque mamãe me puxou com tudo virando em sua direção.
– O que está acontecendo aqui? – Questionou irritada. – Você não se alimenta de humanos.
– A partir de agora eu me alimento. – Puxei meu braço se soltando dela.
Mamãe fechou os olhos e provavelmente contando até 10, antes de abri-los novamente.
– Olha Nessie, não vejo problema algum me alimentar de animal, então vamos dar a meia volta e ir atrás daqueles ursos.
– Não! Nós não vamos, primeiro poque você não consegue se alimentar de animal. Seu corpo rejeita qualquer tipo de sangue que não seja de humano. E, segundo porque eu não estou fazendo isso por você, mas por mim!
Falei sustentando seu olhar, parte do que eu disse era verdade, mas eu não estava fazendo só por mim, mas por ela também para nos aproximarmos novamente e ser como éramos antes.
Mamãe abriu e fechou a boca varias vezes, antes de dizer:
– Eu não posso me alimentar como você? – Ela sussurrou parecendo chateada.
Me senti mal por ter falado isso para ela.
– Não, mas olha você nunca se importou em se alimentar de humano, tá só uma vez, mas era porque eu era humana e bebê. E você não queria se arriscar comigo por perto, ai você tentou sangue animal só que não deu certo... – Parei de falar eu normalmente já tinha uma boca grande, porém quando eu ficava nervosa ela ficava maior ainda.
Mamãe não disse nada, apenas olhou para frente e se manteve quieta enquanto iamos em direção a cidade.
Será que a magoei?
Droga! É melhor eu me desculpar.
– Mamãe, eu...
– Shiii. – Ela me interrompeu?
– O que? – Guinchei.
– Escute. — Pediu.
Agucei meus sentidos e escutei vozes de homem algumas quadras daqui. NãoNão acredito eu aqui preocupada, achando que magoei mamãe e ela me ignora pra prestar atenção na bagunça dos humanos, e espera... É o que estou pensando?
Encarei mamãe que fitava a direção onde os humanos estavam.
– Vamos. – Ela disse dando um passo para frente.
– Espera. – Fiz o mesmo movimento que ela fez anterior comigo: puxei-a pelo braço virando-a de frente para mim. – Vamos mesmo pegar aqueles humanos?
Ela me olhou confusa.
– Não é o que você queria?
– Sim, mas eu achei que teria que te convencer.
Mamãe revirou os olhos.
– Não vou te proibir de fazer o que quer.
Arqueei as sobrancelhas, não pelo que disse, mas pela conversa amistosa que estavamos tendo, apesar de alguns empecilhos estava quase como antigamente, só faltava as conversas irônicas e os sorrisos debochados ai sim seria igualzinho ao passado.
– Ok. Então vamos. – Falei empolgada.
Eu corri na frente sendo seguida pela mamãe. Ao chegar deparei com uma cena detestável. 5 caras tentava abusar de uma menina que estava basicamente desmaiada no chão. Sua respiração era fraca denunciando o quão perto da morte que estava.
Pois é, eles serão a entrada do cardapio variado que está por vir. Só de pensar assim já sinto minha barriga roncar.
É tantos anos de espera. Aii aii.
Suspirei sonhadora.
Olhei para mamãe que fitava curiosa.
– O que foi? – Questionei.
– Nada.
– Sei. – Estreitei os olhos. – Você não me engana.
Mamãe abriu a boca para dizer algo, mas foi interrompida por um daqueles homens.
– Hey, o que as duas gracinhas estão fazendo ai?
Nós estávamos na parte mais escura do beco. Apesar de ainda ser dia eles não conseguiam nos enxergar claramente, porque estávamos nas sombras.
– Não sejam timidas bonecas, venham aqui pro papai. – Gritou outro homem rindo, sendo acompanhados pelos outros.
– Pronta? — Perguntou em sussurro.
– Pronta mais do que nunca.
Mamãe deu um passo para o lado permitindo que eu fosse a primeira a sair. Caminhei a passos lentos onde as sombras do predios não me cubriria mais e as nuvens me protegeria do sol. Mamãe foi me acompanhando logo atrás.
Assim que surgimos nas suas vistas, suas reações foram a mesma que todos humanos faziam. Ficaram boquiabertos, parecendo entrar num estado de choque. Por longos segundos, eles nos encararam abismados. Uns piscavam os olhos varias vezes e outros esfregavam as mãos neles para ter certeza o que viam era real.
Eu sabia que tal reação era por causa da beleza da mamãe, mas nunca me senti mal ou inveja dela, pelo contrario só orgulho, admiração e repeito. Eu penso assim: Se ela é linda, com certeza eu devo ter herdado alguma beleza da parte dela.
– Puta merda, olha a sorte grande que tiramos. – Essa foi a primeira reação deles.
– Nunca vi mulheres mais gostosa.
Revirei os olhos.
– Vocês não tem vergonha não? – Questionei colocando as mãos na minha cintura e estreitando os olhos.
– Não é vergonha nenhuma te achar gostosinha.
– Idiotas. Não é disso que estou falando, me achar bonita é um elogio, obvio que nunca ia reclamar. – Revirei os olhos. – Estou falando do que fizeram com a garota.
Os homens se olharam entre si e cairam na gargalhada.
– Está falando disso? – Apontou para a menina quase morta no chão. – Não precisa ficar com ciumes não bonequinha. Daremos atenção somente para você e sua amiga.
– Pode ter certeza que eu fico com a morena. – Sussurrou um homem mais atrás para outro.
– Então, você vai ter que saber dividir. Porque essa tem que passar por mim.Nunca vi mulher mais gostosa.
Mamãe rosnou baixinho, porém ameaçadora.
– Que gatinha brava. – Um zombou e todos riram.
– Com essa vamos nos divertir.
– Que pena que vocês não iram se divertir.
–E posso saber por que não?
– Porque todos vão morrer, começando com você. – Apontei para o que tinha acabado de falar. – Que é o mais idiota.
O cara se enfureceu fucando todo vermelho quando seus amigos começaram a rir da sua cara.
– Sua putinha, eu vou te foder de um jeito que nunca mais vai esquecer.
Não deu tempo nem de responder, pois um rosnado bestial arranhou pela garganta da mamãe.
Tudo ficou num silêncio total no momento que ela rugiu. Já no décimo de segundo seguinte, mamãe estava de frente para o cara que me zoou. O homem por sua vez deu um pulo para trás com o susto que levou.
– Que porra é essa? – Gritou um dos seus amigos.
Mamãe nem sequer ouviu o que o outro disse, simplesmente pegou o homem da sua frente e o ergueu pelo colarinho tirando-o facilmente do chão.
– Me larga, filha da puta. – Ele se contorcia tentando se soltar.
– Pede desculpas para minha filha. Agora! – Abri a boca em choque, mamãe me chamou de filha pela primeira vez desde que nos reencontramos. Eu não acredito.
Por tantos dias eu desejei isso e finalmente aconteceu.
Eu senti uma felicidade imensurável.
Sai do meu estado que se encontrava assim que ouvi dois barulhos de tiro. Pisquei voltando a realidade e me surpreendi ao ver que o cara que mexeu comigo estava morto no chão, com um rasgo enorme na sua garganta. O som do tiro veio de outro cara que encarava aterrorisado mamãe com sangue na boca.
Fechei a cara e andei passos lentos na direção deles. Ninguém atira na minha mamãe.
Antes que eu me aproximasse o suficiente. Um rapaz magrelo cheio de tatooagem ergueu sua arma atirando em mim.
– Aaahhh! – Gritei horrorizada. – Eu não acredito, você destruiu a minha roupa. – Onde que eu estava com a cabeça pra não desviar da bala? – Eu vou acabar com você, miserável.
E com certeza ia, eu faço questão que ele seja meu primeiro lanchinho depois de tantos anos.
Nem medi meus esforços. Avancei direto para sua garganta e tomei o liquido mais saboroso que possa existir. Eu até tinha esquecido o quão delicoso que é. Realmente o sangue animal não chega nem aos perto do sangue humana. O nectar proibido.
Mal tinha tocado os lábios na garganta do homem e seu sangue já tinha acabado. Eu hein, acho que ele está furado.
Depois que eu tomei seu sangue, a cede parecia ter aumentado. Então Avancei no próximo ligeiramente.
Quando finalmente estava um pouco saciada larguei o corpo do homem no chão. Passei emparte de cima da mão na minha boca tirando parcialmente o sangue que estava ali.
Agora eu poderia ir com a mamãe encontrar mais humanos pra se alimentar. Olhei para onde mamãe estava e ele me avaliava fixamente.
– O que foi agora?
– Você estava mesmo com fome. — Disse olhando para baixo.
Acompanhei seu olhar e arregalei os olhos. Todos já estavam mortos no chão inclusive a menina sem sangue nenhum.
– Eu que fiz isso? – Perguntei.
Mamãe balançou a cabeça confirmando minhas suspeitas.
Eu não estava acreditando que me alimentei de todos, parece que eu nem sequer me alimentei de um direito quem dira 5. Bom, pelo menos não me alimentei daquele que mamãe matou.
– Vamos se alimentar mais? – Pedi anciosa já sentindo a sede fazer minha garganta queimar.
Mamãe arqueou as duas sobrancelhas.
– Ainda está com fome?
– Mais é claro, tantos anos sem se alimentar de sangue humano parece que faz brir o apetite. – Disse dando uns tapinhas no meu estômago.
E era mesmo, parecia que eu nunca tinha comido na minha eternidade e a fome veio em tona tudo de uma vez.
Os olhos da mamãe tinham um ar de curiosidade.
– Se gosta de sangue humano, por que tem se alimentado de animal?
– Apostei com o tio Davidd que aguentaria me alimentar só de sangue animal.
– Por quanto tempo?
– 1 ano.
– Então está passando a perna no seu tio?
Essa era a primeira vez que eu via mamãe falar mais do que duas frases no mesmo dia, e eu com certeza não perderia essa oportunidade.
– Claro que não. Eu venci facilmente. — Respondi com um enorme sorriso toda orgulhosa de mim mesma, mas como não ficar, não é? Aguentei tantos anos sem cair nenhuma vez, nenhum vampiro maduro consrgue tanto tempo sem ter dado um escorregão.
Mamãe olhou para cima, pensativa.
– Se venceu, por que ainda continua a se alimetar de animais? Ou você acabou de concluir sua aposta?
Hesitei quando ela meperguntou isso.
Eu sabia que tinha que entrar nesse assunto para dar uma desculpa na minha tentativa de aproximação, porém não me senti preparada. Eu não sabia o que dizer, precisava tomar cuidado com minhas palavras, porque conhecendo minha mãe ela se sentirá culpada.
– A data expirou há poucos dias. – Menti como uma verdadeira covarde. Sim, covarde porque fiquei com medo de dizer a verdade e piorar a situação ao invés de melhorá-la.
Mamãe não disse nada, apenas ficou em absoluto silêncio por alguns segundos até dizer sem olhar para mim:
– Podemos continuar agora. – Disse sem demonstrar reação alguma.
Ela caminhou para fora do beco passando direto por mim.
Oh merda, oh merda! Ela percebeu que eu estava mentindo.
Eu estraguei tudo.
– Mamãe espera. – Precisava concertar a besteira que causei. Ela nem sequer olhou para trás, continuou seguindo para a rua mais movimentada.
Até decidi correr atrás dela, mas ai lembrei dos corpos no chão. Eu não podia deixear eles jogados ali.
Duas vezes meda!
– Argh! – Grunhi pegando rapidamente dois corpos e jogando na caçamba de lixo e fiz o mesmo com os outros quatro. Tateei fogo dentro dela e rapidamente corri atrás de mamãe.
Não demorei muito para encontrá-lá. Ela estava três ruas acima, caminhando por uma rua bem movimentada.
– Hey, espera. – Puxei o braço da mamãe virando-a de frente para mim. – Vamos conversar.
– Da para se limpar! – Brigou comigo.
– Ham? – Do que ela estava falando?
Ela me ignorou olhando para os lados, parecia que estava a procura de algo. E pelo visto achou porque caminhou um pouco mais a frente entre as pessoas.
O seu gesto a seguir me surpreendeu completamente.
Duas garotas conversavam em frente a uma loja de roupas, quando mamãemamãe arrancou a garrafinha de água da mão da menina.
– Ei, qual o seu Problema? – A menina gritou, mas logo se calou engolindo em seco quando viu a cara de mal da mamãe.
Como ela não disse mais nada mamãe deu as costas voltando para nossa direção.
– Maluca. – A garota resmungou baixinho.
Eu quis gargalhar e muito, mamãe robou uma garrafinha de água. Espera pra que ela precisa de água se não tomamos?
Quando ela ficou de frente para mim fui perguntar, mas manti a boca aberta assim que a vi rasgando parte da sua blusinha. Deixando parte do seu abdômen despido com apenas a blusa de frio que usava por cima cobrindo pequena parte da pele.
Oh, com certeza paizinho não ia gostar nada dessa história, principalmente porque esse gesto chamou a atenção de basicamente toda a ala masculino daqui.
– Por que você fez isso? – Perguntei.
Ela não me respondeu, ao invés disso ela jogou água no pano que até segundo atrás fez parte da sua blusinha e com ele esfregou na minha boca.
– Para... com... isso. – Tentei empurrar sua mão que abafava minha voz, mas ela não me permitiu.
– Sua boca está completamente lambuzada de sangue. As pessoas estão olhando.
Finalmente a compreensão surgiu.
Mamãe me limpou com cuidado, é sério parecia aquelas cenas quando a filhinha lambuza a boca de sorvete e as mães delas estão ali para limpar, a única diferença é que eu não sou mais uma criança.
Eu até poderia protestar com mamãe pela vergonha que estava me fazendo ssar na frente dos humanos, porém não foi o que eu fiz. Pelo simples fato dela estar agindo diferente de tods as outra vezes. Mamãe foi sempre de brigar com quem me fazia mal a ultima vez que me deu carinho foi há cinco anos, depois disso nunca mais. Por isso eu deixei. Pela primeira vez ela está deixando algo diferente acontecer dentro dela mesmo inconscientemente. Ela nem ao menos percebeu o cuidado que estava tendo comigo.
Porém assim que percebeu se afastou imediatamente de mim. Deixando um vazio no meu peito.
– Hum, coloca essa parte do pano sobre a boca para fingir que se machucou. — Indicou a parte limpa que restava nele.
Fiz o que mamãe mandou.
– Tinha feito uma promessa. – Falei do nada.
– Ham?
Droga, a única coisa que podia fazer é torcer para que desse certo.
– O fato de eu não me alimentar de humanos é porque prometi que quando voltasse a me alimentar eu faria isso com uma pessoa.
– E por que isso não aconteceu?
– Porque ela não estava aqui.
Mamãe arregalou os olhos surpresos.
– Nessie, eu...
– Espera, deixa eu terminar sim?
Ela chegou a abrir a boca para contrardizer, mas fechou assim que vi meus olhos pidoes.
– Mamãe escuta, você não faz ideia, não tem a menor noção de quão mal fiquei quando achei que estava morta. Foram mais de três mil anos convivendo juntas. Mas graças até mesmo a Deuss você sobreviveu e esta aqui na minha frente. O que aconteceu cinco anos atrás foi um terrível trágico acidente. – Encarei profundamente seus olhos. – Você não precisa se culpar por ter esquecido de mim ou de qualquer um.
Mamãe arqueou as sobrancelhas.
– Como você sabe?
Não tinha nenhum mal em contar para mamãe o dom de Jasper.
– O dom de Jasper é simplesmente poder sentir e controlar os sentimentos das pessoas.
Mamãe se mexeu desconfortável desviando o olhr do meu.
Fitei-a com curiosidade. Ai tinha! Tenho que me lembrar de perguntar a Jasper o que ele sabe para ter deixado mamãe desconfortável.
Ela suspirou cansada.
– Nessie, você não entende.
– Então me explica porque você não está sendo muito clara. – Ironizei.
A mandibula da mamãe travou. Acho que agora a irritei.
Ela me pegou pelo braço.
– Eu tentei te matar. – Quase gritou chamando a atenção de muitos olhares em nossa direção, mas nem ao menos deu bola. – Que tipo de mãe esquece um filho e pior além de tudo tenta matá-lo?
Pude presenciar o sofrimento que mamãe estava passando. Seus olhos entregavam toda a dor que estava sentindo, mas no segundo seguinte voltaram para raivosos.
– Então não, você não entende.
Soltou o meu braço e me deu as costas voltando a caminhar para longe de mim. Então é isso? Ela vai embora sem mais nem menos?
Agora eu quem estava furiosa.
– Idiota. – Gritei jogando o pano na minha mão em suas costas. – Quer saber que se foda você.
Mamãe se virou na minha direção chocada. Me aproximei dela com longos passos e apontei o dedo no seu peito.
– Estou cansada de ficar correndo atrás de você e sendo desprezada por você o tempo todo. Agora me responde que tipo de mãe despreza a filha? Você obviamente! Só se faz de vítima colocando a culpa que perdeu memória. Se quisesse ser mesmo minha mãe estaria lutando para continuar a vida ao meu lado não importa a situação. – Falei.
– Algum problema? –Um homem se intrometeu.
– Cala a boca. – Eu e mamãe gritamos ao mesmo tempo assustando ele.
Deixei a raiva de lado assumindo a tristeza que estava sentindo.
– Acho que está certa em se manter longe. – Murmurei. – A antiga Isabella Swan, minha antiga mãe nunca pararia de lutar pelo que quer. E se fosse verdade quando dizia que eu era tudo pra você. Agora mesmo não estaríamos tendo essa discussão.
Era visível que ambas estávamos cansadas disso tudo. Então o melhor a se fazer é dar tempo ao tempo.
Dei dois passos para trás fitando-a última vez antes de dar-lhe as costas e ir embora.
Assim que sai das vistas dos humanos usei minha velocidade e corri para longe. Nem ao menos sabia para onde estava indo, eu só não queria a presença de ninguém por perto a minha vontade era de chorar. Eu podia sentir meus olhos arderem pelo choro seco, nenhuma lágrima caia.
Eu lembro que quando humana e até mesmo depois de transformada sempre que eu tinha meus momentos tristes mamãe sempre oferecia seu colo e me ninava como um bebê, me protegendo do mundo.
Parei em um campo pleno coberto pela neve, não fazia ideia de onde estava e muito menos por quanto tempo corri, mas sabia que não fui tão longe, pois ainda era dia se bem que o céu aqui estava mais claro e limpo.
A minha frente tinha uma árvore coberta pela neve, caminhei até ela e sentei-me na raiz.
Fiquei pensando em tudo que aconteceu e me arrependi de ter dito as palavras duras para mamãe.
Oh céus! Eu tecnicamente mandei ela embora.
O que eu fiz? E se ela for e nunca mais voltar? Eu sei que o jeito dela agir não é o certo, mas é a maneira que ela encontrou para se proteger. Sim se proteger, pois ceu conheço mamãe mais que ninguém nesse mundo e ela estava agindo assim para de certa forma não se sentir excluida. Para ela todos nós somos de certa forma novos em sua existência e todos se conhecerem se achando uma intrusa no meio de nós.
Eu sabia que podia correr o risco de estragar tudo e foi o que eu fiz, no momento da raiva disse palavras que não devia. Se eu falasse o que eu queria dizer, mas com as palavras certas provavelmente nada disso teria acontecido.
Envolvi minhas pernas com minhas mãos e abaixei minha cabeça apoiando-a em meus joelhos.
Eu queria tanto pedir desculpas para mamãe. Será que um dia ela vai me perdoar? E quando que isso aconteceria se eu não encontrá-la?
Não adiantaria voltar lá. Eu tenho certeza que ela não estava mais lá.
Senti uma mão tocar meu ombro.
Relutante ergui meu rosto para ver quem era e assim que meus olhos se encontraram com os mais belos castanhos que já vi. A vontade que eu tinha de chorar só aumentou.
Mamãe não foi embora. Ela estava agachada bem na minha frente.
Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios, mas não era um sorriso de alegria e sim de tristeza.
Quem se importa, ela estava aqui na minha frente.
– Mamãe. – Choraminguei jogando-me em seus braços. Mamãe não esperava por essa reação pois se desequilibrou caindo comigo.
Abracei sua cintura e deitei minha cabeça no seu estômago. De imediato ela não fez nada, no entanto em seguida me abraçou contra seu corpo e começou a fazer carinho em meus cabelos.
Passamos durante horas assim, não sabia quantas ao certo, porém a noita já estaa sob nossas cabeças o céu estava completamente cheio de estrelas iluminando claramente o campo onde estavamos.
– Por que nunca voltou antes? – Quebrei o silêncio depois de tanto tempo.
Mamãe fechou os olhos por um instante e abriu-os com um brilho diferente no olhar.
– A maior parte do tempo durante esses anos estive a procura de você. – Quase engasguei diante da nova revelação.
– O que? – Será que eu ouvi direito?
– Quando acordei não sabia qqum eu era, me senti completamente perdida nesse mundo, claro tive a sorte de ter Didyme ao meu lado Me orientando e me dizendo quem eu era. O único problema é que eu tinha problema com confianças e com Didyme não foi direfente. – Ela parou por um segundo. – Didyme contou sobre você e a família que eu tinha na Italia, fiquei desconfiada e minha desconfiança só aumentou quando encontramos um vampiro nômade e descobri que os que ela dizia ser minha família eram os mesmos que comandavam nosso mundo. Depois que o vampiro explicou quem era os Volturis fiquei com o pé atrás com Didyme e tal pensamento só aumento conforme fomos encontrando vários vampiros dizendo sempre a mesmacoisaa 'Aro é um caça-talento para seu poder.' Achei que Didyne só quer me levar para esse tal de Aro e a partir dai duvidei e realmente você existia o problea é que não conheci ninguém que sabia sobre mim além de Didyme. Eu poderia ter ido embora e deixado de lado Didyme tudo seria mais fácil, porém a dúvida se reamente tinha uma filha me corroeria por toda a eternidadede. Então fiz ela concordr em me ajudar encontrá-la sem envolver os Volturis. Passamos durante anos te procurando, mas não tinhamos ideia de onde estava foi ai que eu vi que provavelmente não teria chances de te encontrar nunca por mim mesma a não ser se fosse pelos Volturis. Hoje em dia vejo o quão estúpida fui em duvidar de Didyme quando ela me disse que os únicos que sabia onde você vocêva eram os Votuis.
Depois que ouvi sua história me sentei eufórica ao seu lado.
– Quer dizer que queria me procurava desde o primeiro instante? – Disse animada.
– Eu estava anciosa para reencontrá-la quando descobri que estava indo para Volterra, mas tudo mudou quando. – Mamãe engoliu em seco. – Tentei matá-la.
Agora tudo se encaixava.
– Quer dizer que estava tudo bem até antes de do que aconteceu no dia do nosso primeiro encontro?
– Sim estava tão desconfiada dos Volturi e já tinha matado uns vampiro da guarda que me tiraram do sério que quando você chegou me pegando de surpresa achei que era mai um da guarda. Fui uma tola causando quase a maior tragédia do mundo.
– Esquece isso, mamãe. – Disse com desdém eu entendia agora o lado da mamãe.
Ih acho que ela não concorda comigo, pois virou o rosto na minha direção completamente indignada e furiosa.
– Eu nunca vou esquecer que tentei matar uma filha minha.
– Pois deveria, senão vai continuar essa velha ranzinza. – Falei mesmo.
– O que disse? – Ela me olhou boqueaberta levantando Levemente o tronco apoiando-se nos cotovelos.
– Te chamei de velha ranzinza. – Falei lentamente como se estivesse falando com um débil metal.
– Eu não sou velha.
– Bom, não fisicamente já que está mais conservada que muitas múmias que ainda existem por ai, mas mentalmente putzzz, nem se fala.
– Pelo menos sou mais bonita, inteligente e forte que você. – Ela arqueou uma sobrancelha em desafio.
– Hey. – Me indignei.
Revoltada disfarçadamente peguei uma quantidade generosa de neve na mão e ataquei acertando em cheio na sua cara.
Tive vontade de rir e foi exatamente o que fiz gargalhei como a muito tempo não fazia colocando uma mão sobre o meu estômago e a outra me apoiando para não cair na neve.
Eu estava rindo com gosto quando senti algo gélido atingir meu rosto. A neve não me fazia sentir frio. O problema que com a temperatura do meu corpo ela não se derreteria e procavelmente ficaria grudada os poucos flocos que cairam na minha cabeça.
Tirei a neve do meu rosto e encarei mamãe com os olhos arregalados. O que veio a seguir me pegou completamente de surpresa.
Mamãe riu. Não, gargalhou como fiz mimutos atrás. Uma risada gostosa de seouvirr. Esperei desde o ddiaque reencotrei mamãe poder vê-la sorrir eu tive o privilégio de ganhar mais do que isso.
Agora eu tinha certeza que quando voltassemos para casa não agiriamos como duas estranhas e sim como tanto ansiei como mãe e filha. E toda a magoa e culpa entre nós não existirá mais.
Fale com o autor