A Primeira Eterna
13 Por trás das lendas
Notas iniciais
POV BELLA
O resto da semana tinha passado rápido, depois daquele episódio dos Cullens atrapalhando meu lanchinho, não falei mais uma palavra com eles. Alice bem que tentou falar comigo, mas a ignorei. Eu posso amá-la muito, porém esses vampiros tem muito que aprender e se eu voltasse a falar rapidamente com eles, talvez desconfiassem que eu não estava falando sério. Desse jeito eles voltariam ao início, como se nada tivesse acontecido e continuaram a agir como idiotas. Depois desse fim de semana eu volto a falar com eles, dará tempo suficiente para refletirem.
Agora eu estava sentada no galho de uma árvore apoiando as costas no tronco da mesma esperando Nessie terminar de se alimentar, minha filha adora que eu venha nas caçadas com ela, mesmo que eu não cace animais eu sempre espero ela saciar sua cede, quando ela voltar a se alimentar normalmente poderá acompanhar-me.
Ela estava quase a um quilômetro de mim. Eu podia ouvi-la drenar o sangue de um puma que tinha acabado de caçá-lo. Fiz carata de desgosto, o cheiro era repugnante comparado com o cheiro de sangue humano, mas ela tinha que se alimentar ainda era de madrugada e estava quase amanhecendo, nessa noite iriamos para La Push e contar uma parte das lendas para os lobos Quileute.
Aproveitei que não estava fazendo nada, então resolvi ligar para meu amigo. No segundo toque ele atendeu o celular.
– Alô. – Ouvi sua voz.
– Garrett, como está? – Perguntei por educação.
– Bella! Que ótimo ouvi-la novamente. Estou bem e você? – Sua voz soava tranquilo.
– Tudo certo, quero saber como está indo as coisas. – Eu fui direto ao assunto.
– Está tudo como planejado. Eu encontrei “coincidentemente” um dos capangas de Riley, ele veio falar comigo e me fingindo não saber nada consegui driblá-lo e fiz com que ele me convidasse para entrar no seu suposto “clã”.
– Perfeito! Quero que você me informe tudo o que for descobrir assim que fizer parte deles quero saber cada passo que eles derem. Qualquer problema me avise.
– Claro Srta. Swan. – Falou com um tom de diversão. – Que tal eu ganhar um presentinho especial depois que eu te dar as informações? – Ele soou com a voz sexy.
Garrett realmente não tinha jeito. Ele é um vampiro que mesmo não sendo parte da minha família valorizo muito sua amizade, sei que posso confiar nele e mesmo com suas gracinhas para cima de mim para apenas me provocar ele sempre faz o que eu peço, mas ele sabia que não passava mais do que uma amizade e não se importava que não acontecesse nada a mais entre nós.
– Você verá o presentinho que vou te dar. Até logo Garrett. – Falei me fingindo irritada, consegui ainda ouvir sua gargalhada antes de desligar o celular.
Sorri pensativa.
Definitivamente eu adorava Garrett ele era muito engraçado e fazia tudo por mim, nossa amizade cresceu ao longo dos séculos e se eu precisava de um favor ele fazia para mim sem pensar duas vezes, isso valia o mesmo para mim.
Garrett tinha um espirito aventureiro adorava desafios assim como eu, então quando uma nova aposta surgia entre nós era uma zona. Ainda bem que eu o considero meu amigo, senão já teria o agarrado faz tempo para depois dispensá-lo, não que exatamente isso já não tenha acontecido, mas por causa de um desses desafios tivemos uma única noite juntos e obviamente foi uma vitória minha. Eu pensei que talvez nesse desafio tivéssemos ido longe demais, as coisas entre nós mudaria e por fim eu acabaria perdendo sua amizade, mas não foi o que aconteceu ele soube perfeitamente diferenciar, digamos, que essa transa casual do que um relacionamento envolvendo sentimentos. Às vezes ele insistia nesse assunto para ter uma revanche, mas não fiquei afim já estava provado que ganhei.
Escutei Nessie se aproximando e me virei em sua direção. Era incrível que desde a última vez que a acompanhei numa dessas caçadas, já tinha aprendido a se alimentar de um animal sem se sujar ou rasgar uma roupa. No começo eu lembro que ela surtou quando um urso destruiu uma roupa nova que amava, depois disso passou a usar roupas simples nas caçadas.
– Pronta filha? – Perguntei assim que ela pulou no galhose sentando em minha frente só que de lado.
– Sim, era impressão minha ou você estava conversando com alguém? – Me olhou curiosa provavelmente ela não prestou atenção na minha conversa porque estava se alimentando.
Pulei do galho pousando suavemente no chão. Ela fez o mesmo e me acompanhou na corrida para casa.
– Eu estava falando com Garrett.
– Oh... Que saudades dele.– Vi seus olhos brilharem. – Faz tanto tempo que não o vejo. Por que não me esperou para que eu pudesse falar com ele?
– Eu falei rápido com ele. Logo eu falarei com ele de novo. – Dei de ombros.
Ela ficou em silencio por alguns segundos antes de me encarar.
– Vai falar com ele de novo? – Perguntou desconfiada. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa ela parou abruptamente. Parei um pouco mais a frente. – Qual serviço que ele está fazendo para você?
Encarei-a tentando entender sua atitude.
– Ele está fazendo uma investigação para mim. – Falei calma.
Ela estava ficando nervosa.
– Ele está investigando sobre o Riley? – Ah então era por isso que ela estava irritada, só porque ela queria tanto investigar e eu no fim dei esse assunto para Garrett descobrir pra mim.
– Sim é exatamente isso. – Tenho que manter o tom de voz seguro e sério, para ela não começar a fazer birra como quase sempre faz.
– Mais mamãe, era nós que iriamos resolver isso. – Ela bufou indignada.
– Falou exato era, não é mais. Eu pensei melhor e nós acabamos de nos mudar para cá seria muito ruim se saíssemos agora daqui.
– Nós duas sabemos que não é por esse motivo.
Suspirei.
– Tem razão você sabe que o motivo é por causa da sua segurança. – Ela ia protestar, mas continuei agora com a voz um pouco mais de autoridade. – Não adianta retrucar porque não vou mudar minha opinião se por acaso eu pessoalmente tiver que me envolver eu te aviso e chegaremos a um acordo.
Ela bufou e revirou os olhos. Me pus a correr e ela me seguiu carrancuda.
– Eu falei com Garrett e ele fez questão de investigar sobre Riley.
– Tem vezes que ele parece mais um capanga do que um amigo fazendo todas as suas vontades... Quando eu vê-lo vou dar uma boa surra naquele bastardo.
Ela ainda ficou mais um tempo dizendo varias formas de acabar com Garrett, e eu apenas sorria. Era engraçado vê-la ficar brava com ele, já que o adorava tanto quanto eu.
O restante do dia passou tranquilo eu fiquei o dia inteiro em casa com Nessie. Resolvi não sair já que a noite teria que ir a La Push. Vesti um agasalho de frio e calça jeans, acho que mesmo assim estava vestida bem demais para uma fogueira, mas não me importei pelo menos essas roupas cobriam todo meu corpo.
Sentei-me no sofá esperando minha filha terminar de se arrumar.
– Acho que os Cullen não estão muito felizes por nós podermos pisar na terra dos Quileutes e não eles. – Ela falou quando apareceu na entrada da sala.
– Bom, se tiverem ou não felizes eu não tenho culpa não somos nós que temos um tratado com os Quileutes. – Minha filha havia me explicado que na primeira vez que viu os Cullens, eles explicaram a ela sobre o tratado que tinham com os lobos. A questão é que não fazíamos parte da sua família então às mesmas regras não valiam para nós.
Me levantei indo em direção ao carro.
– Falando sobre eles, eu não acredito até agora que eles acreditaram que você estava furiosa com eles. – Ela riu se lembrando da cara de medo deles no dia que eles atrapalharam minha refeição, ri junto não pude evitar.
– Lógico foi à única maneira que encontrei para adiar suas perguntas sobre o que fiz com aquele garoto. – Entramos no carro e sai seguindo para La Push.
Eu não estava afim de dizer que apaguei as memórias do garoto e implantei outras no lugar.
– Foi muito engraçado vê-los todos temerosos. Você fingiu muito bem, porém mais cedo ou mais tarde eles vão questionar sobre seu dom.
– Eu sei, direi a eles quando for oportuno. Naquele momento eu fiquei um pouco irritada por interromperem minha refeição, então estava de saco cheio e sem paciência para ficar discutindo com eles.
– Sem falar que você também aproveitou para falar umas boas verdades para eles. Duas tacadas em uma. – Concluiu.
Acenei concordando com ela. Assim que estávamos próximos a La Push já consegui sentir o cheiro dos lobos.
Quando estava adentrando o território deles vi Jacob encostado no seu carro esperando por nós, parei o carro ao seu lado e abaixei o vidro.
– Eu não tinha comentado antes Bella, mas que carrão hein. – Ele olhou para o carro maravilhado.
– Tenho certeza que sim eu amo meu bebê. – Passei a mão no painel do carro.
– Ótimo! Eu fui trocada por um carro. – Nessie fez birra.
Revirei os olhos talvez eu pense em trocá-la por ele mesmo.
Assim que Jacob escutou a voz de Nessie parou de encarar meu carro e a olhou. Um sorriso alargou-se em seu rosto, minha filha olhava para frente tentando ignorar inutilmente a presença dele.
– Que bom que veio Nessie. – Falou abobalhado.
– É. – Foi só o que ela murmurou.
Ele abaixou a cabeça e seu olhar ficou arrasado. Eu imagino o que ele deve estar passando e não deve ser nenhum pouco bom, mas eu sabia que tudo iria se resolver mais cedo ou mais tarde. Quem sabe eu não posso dar um empurrãozinho.
– Então Jacob você nos guiará até lá? – Perguntei no momento não estava afim de ficar vendo esse drama.
– Sim, nós vamos até minha casa primeiro para você deixar seu carro lá. – Ele saiu e entrou no seu carro. Observei e seu carro comparado com o meu era uma judiação. Não devia mais existir carros antigos assim, faz uma destruição para a camada de ozônio com toda a poluição que saí da fumaça de um desses aí.
Fui seguindo o caminho atrás de Jacob.
– Sabe, você não precisa ignorá-lo assim. – Comentei prestando atenção no carro de Jacob.
– Eu não estou ignorando... Eu só não tinha nada para falar.
Ri. Ela não consegue nem mentir para si mesmo.
– Sabe vocês não precisam conversar em certos momentos demonstração é melhor que palavras. – Falei inocentemente.
Ela me encarou estreitando os olhos. Eu virei meu rosto para olhá-la e sorri maliciosa.
– Oh meu Deus mamãe, você está tão maliciosa nos últimos dias, ficou me enchendo o saco o tempo todo depois da última vez que vimos ele. – Ela falava séria.
– Vamos filha, por que não dá uma chance para ele? Ele fará tudo por você se é que ainda não percebeu. – Vi Jacob parando o carro em frente a uma casa e estacionei ao lado dele. Antes de sair olhei-a. – Só porque sofreu uma vez não quer dizer que acontecerá de novo, pelo menos não com Jacob. Ele é um bom rapaz e apoio qual for sua decisão.
Nessie quando humana teve uma grande paixão por um garoto errado que partiu seu coração. Aquele maldito, seus ossos já devem até desintegrados.
– Sem cabeça rolando pelo chão?
Sorri me fazendo de inocente com sua pergunta. Os vampiros que ela se envolveu e não valiam nada eu os decapitei, pois mereceram, nunca tive culpa. Isso inclui o humano pelo qual se apaixonou perdidamente. Nem mesmo o sangue dele prestava.
– Sem cabeças rolando.
Saí do carro me segurando para não rir e Nessie logo em seguida saiu. Parei para observar a casa de Jacob. Era bem simples e pequena, mas dava para perceber que era um verdadeiro lar. Olhei os detalhes dela, já não era mais nova tinha algumas falhas de tinta, mas ainda assim parecia aconchegante aquele tipo de casa que diz “sempre cabe mais um”.
Escutei Jacob pigarrear, olhei-o e ele parecia meio constrangido.
– Aqui é onde eu moro com meu pai é... Simples, mas por favor entrem. Eu só vou apenas trocar de roupa.
Assenti e eu com Nessie entramos na casa. Nós esperamos na sala enquanto Jacob foi trocar de roupa. Fui caminhando olhando o ambiente era simples mesmo, alguns móveis velhos, mas também tinha algumas coisas indígenas que pela sua tonalidade e estrutura devem ter sido passados de geração a geração. Nessie estava sentada no sofá e olhava a sua volta vezes com olhos curiosos e outras com caretas. Eu realmente gostei daqui, apesar de estar acostumada com a riqueza por toda a minha eternidade.
Agora olhando para essa casa me fez lembrar de flashes da minha vida humana praticamente quase inexiste em minhas memórias, mas que me relembrou a minha casa com momentos bons e ruins. Me senti triste pela primeira vez depois de anos de milênios por saudade da minha vida humana.
– Mamãe está tudo bem? – Nem tinha reparado que Nessie estava ao meu lado me observando tristemente.
No momento que encarei seus olhos no milésimo de segundo seguinte que a tristeza apareceu surpreendendo-me sumiu tão rápido quanto, então voltei ao meu sentimento frio e vazio não aceitando essas memórias voltarem.
– Está. – Falei friamente e me afastei da minha filha, eu sabia que ela não tinha nada haver com esse meu sentimento, mas se eu compartilhasse me faria pensar em coisas que simplesmente apaguei da minha memória há muito tempo atrás.
Desviei meu olhar dela quando vi Jacob em silêncio observando nós duas, mas por incrível que pareça estava mais olhando para mim do que para Nessie como se quisesse me entender. Me senti desconfortável com seu olhar, mas não demonstrei e mantive meu semblante vazio e meu sentimento frio.
– Vamos? – Não esperei suas respostas e saí caminhando firme para fora da casa e não ousei olhá-la de novo.
Passou alguns segundos e os dois saíram.
– Daqui vamos a pé, mas antes Bella o sábio pediu para que você o encontrasse antes de irmos para a fogueira, depois ele vai nos acompanhar até lá. – Ele me olhava ainda me estudando, mas eu não olhei em seus olhos. – Tudo bem para você?
– Sim. – Murmurei.
Fui seguindo-o até a casa do velho. Eu apostava que Jacob estava com pensamentos martelando em sua cabeça, mas não me abriria para ele. Ele podia ser um bom garoto, porém não quero falar sobre esse assunto com ninguém. Continuei caminhando e pensei sobre os Quileutes e suas histórias, sim eu conhecia algumas coisas, pelo menos o principal das lendas.
Um pensamento me chamou atenção achei estranho só ter Jacob com a gente desde quando chegamos, não é de costume os outros do seu bando não estar aqui, deixando-o sozinho com vampiros mesmo o velho ter mandado me chamar.
Jacob antes de entrar na casa pediu para que nós esperássemos do lado de fora. Levou só um tempo até ele aparecer com uma cara nenhum pouco satisfeito. Eu tinha escutado sua conversa para saber o porquê dele estar assim, o velho proibiu qualquer um além de mim ou Nessie entrar.
– Ele pediu para vocês entrarem. – Assenti e assim que passei por ele, segurou meu braço. Não gostei de sua atitude mesmo que ele tenha motivos. – Por favor, Bella. – Vi seus olhos suplicando para que eu não fizesse nada.
– Não se preocupe Jacob.
Expandi meus sentidos para ver as mentes que estavam por ali, eu estava atrás da mente dos lobos. Era difícil de saber pelo som já que tinha muitos corações de pessoas das casas próximas batendo ou pelo cheiro já que o lugar estava completamente cheirando a cachorro molhado.
Na floresta um pouco afastada da casa senti a mente deles. Eles estavam completamente em silêncio, agora vendo em suas mentes eu entendi, eles não queriam ser vistos para que se precisassem dariam um ataque surpresa se eu tentasse algo, eram espertos muito espertos, mas não o suficiente para mim.
Desviei o olhar de Jacob e olhei em direção a floresta onde eles estavam afastados e escondidos o suficiente para que eu não os visse, mas eu sabia que estavam ali, sorri abertamente. Pelo canto do olho pude ver Jacob tenso, ele sabia que eu descobri que os outros estavam aqui e que seu plano estava perdido se eu quisesse.
Encarei-o novamente e sorri debochada.
– Se me der licença Jacob, tenho assuntos para tratar e eu espero realmente não ser incomodada. – Mudei meu tom para sério. – Eu não gosto que se metam em uma conversa particular minha. Saiba que se isso acontecer não vou ficar nenhum pouco satisfeita. Vou dizer pela primeira e última vez, pode confiar em mim darei minha palavra que não farei nada de ruim com ninguém da reserva que não mereça, respeito vocês e se eu fizesse algo teria que quebrar uma promessa e eu sempre cumpro com minhas palavras.
Olhei firme em seus olhos para mostrar a sinceridade de minhas palavras, sei que era difícil para ele aceitar a ideia, mas se ele não começasse a confiar em mim eu iria embora e me recusaria a contar o que eles precisavam saber.
Suspirando resignado ele concordou e se afastou dando permissão para eu entrar na casa.
Nessie foi junto comigo. Ela ficou calada o tempo todo não abriu nenhuma vez a boca. Entrei na casa e um senhor bem velho com rugas pelo rosto marcadas pelos anos de vida. Pele morena, cabelos ralos grisalhos e bem magrinho, mas com um sorriso acolhedor me olhava. Aparentava ter a idade entre os oitenta aos noventa anos. Ele estava sentado em uma cadeira de balanço e ao seu lado encostado na parede tinha uma bengala. Eu não o conhecia, mas ele era o único da reserva que sabia sobre mim.
Ocultei os sons de dentro da casa, pois não queria que ninguém ouvisse nossa conversa caso um de nós falasse algo mais do que devia.
– Sentem- se, sentem-se, por favor, adoráveis mulheres. – Sua voz era rouca e animada. Ele apontou para o sofá velho ao seu lado e eu fiz o que ele pediu.
Vendo suas feições tranquilas e feliz me fez sorrir carinhosamente.
– Que belo sorriso Bella. Uma menina como você tem que sorrir sempre assim. – Ele comentou.
– Acho que não sou tão menina assim, sendo um dos seres mais velho desse mundo.
Ele arregalou os olhos surpreso por um segundo, mas voltou a sorrir.
– Você tem razão, eu mesmo sendo um velho caduque ainda devo ser uma criança perto de você. – Ele tinha a voz de uma pessoa sabia.
– Não pense assim, é o ciclo da natureza e tenho certeza sou tão mais velha, a diferença é que estou mais conservada. – Falei.
Ele soltou uma risada gostosa batendo uma mão na coxa.
– Esse pobre homem que sou, conseguiria uma namorada como você? – Ele piscou um olho.
Não respondi apenas dei um meio sorriso. Ele depois de uns segundos olhou para Nessie e mantinha aquele semblante acolhedor.
– E você Nessie realmente é uma menina encantadora. Jacob tem sorte de ter um imprinting com você. – Se pudesse tenho certeza que minha filha teria corado nesse momento.
– Obrigada. – Ela franziu o cenho e o olhou. – Acho que o senhor é o único que acha isso.
– Querida, tenho certeza que vocês não são pessoas más. Não há ninguém melhor do que você para fazer parte da vida de Jacob assim como digo o mesmo para ele. – Ele completou. – Vocês foram feitos um para o outro.
Eu sabia que Nessie não iria responder para não contrariá-lo, então achei melhor saber mudar de assunto.
– Desculpe, você sabe os nossos nomes, mas não sabemos o seu. – Eu me pronunciei.
– Oh claro. – Ele arqueou as sobrancelhas. – Que falta de educação a minha. Meu nome é Erê Akalet, mas todos só me chamam pelo sobrenome fique a vontade por me chamar como desejar.
– Obrigada.
– Preciso confessar que fiquei muito feliz quando Jacob falou seu nome estou honrado em poder conhecê-la. Gostaria de agradecê-la por ter nos salvado.
– Imagina, Taha Aki era um grande amigo. Fiz o que precisava para ajudá-lo a cuidar de sua tribo.
– E graças a você conseguimos viver em paz quando algum vampiro aparece.
– Não foi nada. Acho que temos algumas lendas, ou melhor, dizendo histórias sobre vocês para contarmos. – Ele sorriu assentindo. Ao longe escutei rosnados bem baixo, os lobos não estavam muito pacientes com a demora e principalmente por não ouvir um único som sequer de dentro da casa.
– Os garotos não estão nada satisfeitos, a qualquer momento vão entrar dentro dessa casa se não sairmos agora.
O velho revirou os olhos e riu.
– Essas crianças, tenho que dar um puxão na orelha neles para serem mais receptivos... Peço desculpas pelas atitudes deles.
Ele esticou o braço para pegar sua bengala e para não deixa-lo fazer muita força ajudei-o a se levantar.
– Obrigado! Você acompanharia um velho como eu até a fogueira? – Akalet perguntou sorrindo.
– Seria uma honra. – Respondi sorridente. Ele estendeu seu braço que prontamente aceitei entrelaçando nos meus.
– Sabe, faz muito tempo que não vou à fogueira pra falar sobre as lendas. Esse assunto passou a ser do conselho, mas com sua presença hoje aqui não perderia nada por esse mundo. – Ele esboçou um sorriso aberto. – Tudo bem contar a eles sobre a lenda?
– Não há nenhum problema.
Nessie nos olhou contente, assim como eu ela havia gostado do sábio.
Quando cheguei à porta, permiti que os lobos pudessem nos escutar novamente. O sábio abriu a porta e encontrei Jacob andando de um lado para o outro quase fazendo buracos no chão. Assim que ele percebeu nossa presença olhou em nossa direção, seu semblante frustrado mudou rapidamente para aliviado.
Ele veio até nós parando na frente do velho.
– Akalet está tudo bem com você? – Jacob se aproximou dele segurando seu braço em um gesto de preocupação.
– Estou ótimo rapaz. – Ele se soltou da mão do cachorro. – Agora me de a oportunidade única na vida de acompanhar uma dama tão encantadora como essa ao meu lado. Nunca mais terei uma chance dessas. Agora vá e aproveite para fazer companhia para Nessie. – Ele tirou Jacob da sua frente para voltarmos a caminhar. Ri da cara de desacreditado do Jacob. Realmente gostei de Akalet além de ter ignorado Jacob ajudou-o para fazer companhia para Nessie.
Olhei-a pelo canto do olho e vi minha filha nervosa, mas acompanhou Jacob que correu ao seu lado sem pensar duas vezes. Fomos caminhando para a fogueira, por incrível que pareça Nessie começou a conversar com Jacob, não prestei atenção na conversa dos dois fui conversando com o velho sobre as lendas que ele já contou aos garotos, as que eu não sabia ele disse que quando eu quisesse saber eu poderia procurá-lo para contar a mim.
Pelo caminho fui admirando a beleza do céu escuro, ele estava limpo de nuvens então era possível ver muitas estrelas. Pelo visto amanhã faria sol. Tive todo o cuidado do mundo para o senhor ao meu lado não tropeçasse uma vez sequer, humanos eram tão frágeis.
Pude ouvir ao longe as vozes dos meninos e dos adultos provavelmente o conselho. O tempo da minha caminhada foi o suficiente para os lobos se transformarem em humanos novamente e esperar nossa chegada até a fogueira.
Assim que perceberam a nossa presença, viraram o rosto para nos olharem. Ignorei todos os seus olhares e conversei com o velho até chegar próximo a eles, pude sentir a tensão dos lobos assim que nos aproximamos. Apesar de permitirem nossa entrada nas suas terras eles não estavam muito contentes e muito menos confiavam em nós ainda.
Levei Akalet até a única cadeira vazia ali.
– Espero que as madames não se incomodem de sujar suas roupas por sentar no chão. – Um dos lobos falou sarcástico. Os outros lobos riram. Ouvi Jacob rosnando para eles, mas não foi o suficiente para impedi-los a pararem de rir. Eu nem fiz questão de abrir a boca estava ali como convidada e eu não queria que a festa deles acabasse em velório, não com Akelet aqui.
– Calado Paul. – Akalet esbravejou. Assim que ele utilizou esse tom de voz todos ficaram instantaneamente em silêncio. – Se desrespeitá-las estará desrespeitando a mim.
Os lobos se mantiveram calados. Observei de relance ele e o conselho olharam decepcionados para os garotos, pelo visto eles já deviam saber das lendas que serão contadas hoje.
Akalet olhou para mim e sorriu amigavelmente.
– Não se preocupe Bella. Paul e Jared darão seus lugares para vocês duas sentarem. – Ele disse.
Os garotos resmungaram, mas fizeram o que ele pediu e se sentaram ao chão. Não me importei nenhum pouco com a presença dos garotos desde a gracinha do tal de Paul. Para mim suas presenças poderiam ser facilmente ignoradas. Voltei atenção ao velho e o ajudei a sentar na cadeira, mas para isso tive que inclinar meu corpo levemente para baixo. Quando eu fiz esse movimento escutei alguns suspiros, não acredito uma hora os lobos estão rindo de mim e na outra já estão olhando para meu corpo? Mais são muito caras de paus mesmo.
Quando o velho já estava sentado me virei rapidamente para os garotos. Todos estavam inclinados para frente me olhando de boca aberta, mas assim que me viram os encarando, voltaram rapidamente para a posição inicial quase se desequilibrando e desviaram seus olhares constrangidos para outros lugares. Dei um sorrisinho debochado e me sentei no lugar que antes era de Paul ao lado do velho.
Nessie sentou ao meu lado irritada, ela não gostou da maneira que os lobos fizeram piadas, se não estivéssemos aqui em gesto de paz provavelmente ela faria eles engolirem suas palavras ou eu mesma faria.
Akalet apresentou cada um das pessoas, eram dois senhores e uma senhora que fazia parte do conselho, sendo também pais dos garotos e no total de oito lobos o que me chamou atenção era que um dos lobos era mulher. Realmente eu não sabia por que dela ter se transformado sendo que eu nunca vi ou ouvi isso ser possível, todos os guerreiros que conheci que se transformavam em lobos eram homens. Encarei a loba por um bom tempo, quando a mesma percebeu meu olhar concentrado nela se sentiu desconfortável, mas me encarou de volta com o queixo erguido como se me desafiasse se eu tentasse algo. Sorri e balancei a cabeça.
Desviei meu olhar para não incomodá-la mais.
– Bom, creio que muitos de vocês devem estar se perguntando por que as duas tem permissão para entrar em nossas terras e estão juntamente hoje aqui conosco. – Todos olharam concentrados Akalet falar. – Então acho que não há ninguém melhor para contar as histórias de hoje do que a pessoa que presenciou e faz parte de uma das nossas lendas que vocês não ouviram inteiras antes.
Então ele me olhou e sorriu. Muitos ali se engasgaram, paralisam ou me olharam incrédulos. Ninguém imaginava que isso fosse possível e tenho certeza que não passaram isso pelas suas cabeças.
– Isso é piada, né? – Paul falou ainda meio em choque.
– Olha o respeito garoto. – Akalet o repreendeu. – Se vocês estão aqui hoje é graças a essa garota.
Agora sim, todos estavam paralisados me olhando embasbacado.
– O que você quer dizer com isso Akalet? – Jacob perguntou depois de alguns minutos dirigindo as informações.
– Que tal deixar a Bella contar a história, para vocês saberem. – O velho me encarou e sorriu para mim. – Nos daria essa honra?
– Claro.
Olhei para todos antes de começar a história.
– Akalet me contou que vocês conhecem algumas lendas sobre os frios, mas não contou sobre o primeiro vampiro que seus ancestrais tiveram o primeiro contato. Bem... Eu conheci Taha Aki. – Eles me olharam surpresos. – Quando eu o conheci ele ainda era jovem e de fato ainda era solteiro, mas casos como imprinting já existia antes mesmo de eu conhecê-lo e não era assim que se chamavam suas amadas e sim companheira espiritual. Eu conheci Taha Aki quando estava em uma viagem para casa. Nessie não chegou conhecer ninguém da tribo, pois já estava onde iriamos morar. Mas no meio dessa viagem que eu fazia encontrei cinco guerreiros que foram atacados por um grupo enorme de mercenários da outra tribo. Quatro deles estavam mortos em compensação quase um exército de trinta pessoas da outra tribo estavam mortos. O único guerreiro que havia sobrevivido era Taha Aki, ele estava quase morrendo. Não me juguem, mas eu estava com fome e todos os humanos exceto Taha Aki estavam mortos e eu não me alimento de pessoas mortas, então vamos se dizer que para acabar com minha fome e acabar com o sofrimento do guerreiro resolvi me alimentar dele.
Escutei vários rosnados. Não podia criticá-los se eu conhecesse alguém que tivesse matado alguma pessoa que foi importante para mim mesmo que indiretamente, não pensaria duas vezes e acabaria com o infeliz.
– Como ousa? – Gritou um dos lobos.
– Meninos, por favor. Deixe-a terminar. – Quil Ateara pai de um dos lobos pediu antes de suspirar.
Eu continuei com a história:
– Assim que me aproximei dele para me alimentar senti um cheiro diferente, não era um cheiro comum tinha alguma essência diferente em seu sangue. Quando o olhei seu coração ainda batia, mas bem fraco. Olhei em volta e foi aí que minha fixa caiu, tinha alguma coisa de errado. Como apenas cinco humanos conseguiram matar um exército daquele tamanho? Eis o fato era intrigante demais para matá-lo a minha curiosidade foi maior. Decidi então levar Taha Aki comigo em uma cabana abandonada que encontrei próximo daquele local. Fiquei pensativa com o rapaz, cuidei-o durante semanas até ele se recuperar e me surpreendi com sua capacidade rápida de cura, não era como hoje que em questão de minutos ou horas já estão bem, mas era muito rápido até mesmo para um humano. No começo ele ficou assustado com minha presença, mas quando percebeu que eu estava cuidando-o se tranquilizou e foi assim que surgiu início da nossa amizade. Eu sabia que ele era diferente então pedi para que ele me contasse o que era, porém no começo ele relutou um pouco, mas acabou contando. Por fim ao descobrir que não era humano eu acabei contando o que eu era, ele não era um humano para que eu não contasse sobre minha espécie. No começo o jovem ficou tenso, mas se acostumou com a ideia e acabou me aceitando como eu sou. Se não fosse por mim, ele estaria morto.
“Eram poucos aqueles que se tornavam lobos e eles não eram como vocês que se transformam em lobos gigantes, se transformavam apenas lobos normais, porém perigosos. Ele me guiou até sua tribo e contou a todos o que eu era, mas assim que contou para todos da tribo que fui eu quem o salvei me receberam de braços abertos ou quase isso. Tive que sair da aldeia e avisar minha filha que passaria um tempo fora eu queria muito saber mais sobre essa nova espécie. – Olhei para Nessie que sorriu para mim. – E você nem estava afim de vir comigo. – Ela fez careta, mas concordou. – Então comecei a passar o tempo nessa aldeia só que por conta daquele ataque contra os guerreiros da tribo mataram praticamente metade daqueles rapazes de se transformarem e foi nesse curto período de tempo que a tribo do exército que enfrentaram juntamente com uma outra decidiram atacar os Quileutes.”
“Eles queriam matar todos da tribo para que não houvesse mais alguma geração que pudesse se transformar na criatura que temiam. Era um exército grande e seria incapaz dos guerreiros conseguir matar todos. Eu nunca me envolvo em guerras de humanos, mas deixei essa meu conceito de lado quando meu amigo Taha Aki e a aldeia precisavam de ajuda sem falar também que são guerreiros espirituais o que diferenciam dos humanos, não poderia assistir acabarem com a aldeia, vocês são os primeiros transmorfos que conheci. Eles estavam sendo covardes por não só acabar com a vida dos guerreiros, mas como toda a vida dos homens, mulheres e crianças da aldeia. Todos faziam parte da proteção espiritual. Então eu fui o ataque surpresa, pedi para que Taha Aki que ficasse longe e protegesse seu povo, ele nunca tinha visto o que eu era realmente capaz de fazer, então ele ficou ao meu lado. Eu não permiti que ele ou os guerreiros participassem da briga para que não houvesse mais morte ao seus lados, então eu os impedi do meu jeito. Assim que o exército chegou eu matei todos aqueles humanos, não permiti que nenhum sobrevivesse, foi um massacre aquele dia. Taha Aki e os guerreiros ficaram surpresos, eles não enxergavam nada além de um borrão e um a um que fizera parte do exército caindo no chão. Quando matei todos, eles ficaram assustados e temerosos, levei um tempo para mostrar a eles que eu estava lá para protegê-los e não exterminá-los. Taha Aki apesar do medo por nunca conhecer alguém como eu confiou em mim. Ele ficou ao meu lado o tempo todo e nos tornamos grandes amigos.”
“Passei uns dois anos com ele e sua tribo, eles eram muito bondosos e generosos, mas eu tinha que ir embora e voltar para minha família e principalmente para minha filha. – Nessie sorriu e deu um beijo em meu rosto. – Porém não podia deixá-los desprotegidos caso um outro vampiro invadisse a aldeia, então propus algo para Taha Aki disse que através de mim sua magia poderia torná-los mais fortes, ele aceitou prontamente e ele fez a magia necessária para se tornar mais forte que fosse capaz de poder matar alguém da minha espécie. Foi através dele que surgiu o primeiro lobo gigante na presença de um vampiro.”
– Espera você quer dizer que você foi a responsável por nos transformar no que somos? – Perguntou Jacob incrédulo.
– Quase isso, por vocês serem descendentes dele e dos guerreiros vocês certamente herdariam o gene de continuar a se transformar, eu apenas aprimorei os tornando mais fortes. – Respondi normalmente.
– Você quer dizer que ajudou ele com a magia? É possível os vampiros se envolver com esse tipo de coisa?
– Não, é impossível para qualquer vampiro, menos para mim.
– Por que justo você? – Perguntou desconfiado. Todos prestavam atenção nessa resposta.
– Não que eu consiga fazer feitiços é por causa da minha origem, mas este é um assunto meu.
Eu não contaria a nenhum deles que sou a primeira vampira, não que eu não confiasse neles, tá eu não confiava mesmo, mas não era essa a questão e sim que mesmo eles não quisessem contar a alguém, não poderia me arriscar para que outros soubessem. Provavelmente contariam sobre isso nas suas lendas nas próximas gerações e neste caso seria perigoso.
– Então foi por isso que como Akalet me contou, Taha Aki explodiu se tornando um grande lobo e mais poderoso quando viram a vampira na aldeia. – Comentou Jacob mais para si mesmo
Todos se mantiveram calados por um bom tempo, até Seth cortar o silêncio.
– Cara, sem duvida está foi a melhor de todas as lendas eu não acredito que eu estou aqui vendo a criadora do que somos. – Seth pulou de seu lugar e correu até mim. – Obrigado Bella, por nos tonarmos fortes e obrigado por salvar todos da aldeia. Tenho certeza que esses manés aqui que não acreditavam em você depois dessa história passaram a acreditar.
Ele dava socos no ar como se estivesse em uma luta imaginaria.
– Mas como podemos ter certeza que você é a mesma da história? – Questionou Jared.
– Simples, porque seu nome consta na lenda por isso quando Jacob falou seu nome pedi que a chamasse até aqui e outra sua aparência é descrita da mesma maneira que eu vejo. “O ser mais belo e poderoso deste mundo não é um homem e sim uma mulher destemida e guerreira de cabelos mognos, dos incríveis olhos castanhos chocolates e a pele pálida de uma beleza inacreditável e inalcançável por qualquer um que já existiu.” – O velho sussurrou palavras da lenda. – Vocês conhecem algum vampiro com o mesmo nome que o dela e principalmente com a cor esta bela cor dos olhos?
De fato isso já provava realmente quem eu era para todos.
– Sinto muito por questionar você, Bella. – Jared falou cabisbaixo. – Espero que você entenda, porque é muita informação para digerir.
– E eu peço desculpas pelas minhas gracinhas. – Paul murmurou.
Que avanço agora todos os lobos me respeitava, pois é, o que uma história não muda. Seth que até então estava em pé se jogou para sentar entre mim e Nessie. Nós duas nos afastamos um pouco para aquele enorme menino caber no meio.
Eu ri da sua empolgação ele era um garoto divertido.
– Então Bella, por que seus olhos são castanhos?– Ele perguntou enquanto pegava uma salsicha, espetava no galho e a estendia em direção ao fogo para assar. – Todos os vampiros que encontramos tinham olhos vermelhos ou dourados iguais ao dos Cullens.
– Digamos que meus olhos são assim porque tive uma transformação diferente dos vampiros. – Comentei o básico escondendo toda a história por trás dessas palavras.
– O que os vampiros sentem quando estão se transformando?
Por sorte ele mudou a pergunta distraído.
– Durante a transformação é uma dor insuportável é como se você fosse queimado vivo, só que uma dor muito pior. – Comentei.
– Nossa deve ser horrível. – Seth estremeceu e eu assenti. – Por sorte vocês não voltam a existir torrados. Já pensou se vocês saem por aí como cadáveres queimados isso seria assustador e nojento demais. – Ele fez careta.
Eu ri da sua imaginação.
– Ah me lembrei você disse que sabia porque Jacob teve uma imprinting com uma vampira. – Ele me olhou curioso. – Então?
Percebi que as pessoas pararam de conversar para prestar atenção até Nessie que estava conversando com um dos lobos também prestou atenção.
– Eu já respondi essa pergunta. – Ele me olhou confuso. – Vocês se tornaram o que são através de mim isso deve ter aberto alguma exceção para o imprinting, e minha filha tem o meu gene, então provavelmente isso foi permitido pra ela.
– Então é possível que alguém da nossa aldeia sofra um imprinting por você? – Sam falou comigo pela primeira vez.
– Talvez sim, mas como vocês sabem eu teria que ser a alma gêmea dele. – Fiz questão de enfatizar essa última parte para Nessie ouvir.
– Ah que droga, eu queria ser o lobo que sofresse um imprinting por você. – Seth disse chateado. – Masum mulherão como você, não tem quem não se apaixone.
Ele arqueou as sobrancelhas sugestivamente e eu ri.
– Você tinha comentado que fazia parte da tribo de outros transmorfos. – Comentou Sam se lembrando do primeiro dia que nos viu.
Eu acenei para ele continuar, porém outra pessoa cortou-o.
– Jacob, tinha nos comentado sobre isto. Então existe mais transmorfos pelo mundo? – Billy Black estava curioso.
– Sim. – Confirmei.
– E eles também são fortes como os lobos? Quero dizer... vocês os ajudaram da mesma maneira que a nossa tribo? – Ele questionou.
Eu olhei para Nessie permitindo que ela contasse, ela adorava os outros transmorfos não tem ninguém melhor que ela para responder.
– Mamãe além de vocês só ajudou mais uma tribo. Eles e vocês são os únicos já os outros transmorfos que conhecemos não, então a maioria não são tão fortes como vocês.
– Como Sam comentou vocês fazem parte da tribo deles. Não me entendam mal, mas como eles permitiram... Aceitaram vocês na tribo? – Billy perguntou.
– Nós chegamos a comentar isso com os lobos. Resumindo eles acharam que nós éramos suas Deusas, independente do que dissemos que éramos. Mesmo depois de tudo, todos da aldeia nos aceitaram e pediram para que fizéssemos parte da tribo. Fomos bem recebidas por todos então aceitamos. – Vi os olhos de minha filha brilharem enquanto contava.
Billy Black acenou, pelo seu olhar percebi que ficou fascinado pelas descobertas e era um cara legal, mas observava tudo com cuidado e, além disso, ele era muito supersticioso. Sempre iria se precaver para tomar cuidado com suas palavras. Ele de certa forma era igual a mim, apesar de ter amigos e todos fossem leais a mim eu preferiria desconfiar deles a não ser minha famíliaessesi dos Estados Unidos ou da Itália, esses sim eu confiava plenamente.
Depois de um tempo Nessie voltou a falar com Jacob, ele a convidou para dar uma volta pela praia e para a surpresa não só dele, mas de todos ela aceitou. Antes dela sair para acompanhar Jacob, ela me olhou, e eu pisquei sorrindo para incentivá-la a continuar. Ela me retribuiu com um pequeno sorriso e seguiu para a praia.
Olhei em volta e vi o velho acendendo uma daquelas coisas que os humanos usam para fumar... Qual era o nome mesmo? Talvez um cigarro? Eram tantos tipos de substancias de fumo que só vendo eu não sabia qual era qual, quando ele percebeu que eu o observava me encarou.
– Te incomoda se eu fumar um pouco?
– Não de forma alguma. – Respondi.
Ele ascendeu o cigarro e deu uma tragada para depois soltar a fumaça pela boca. O cheiro era horrível, ainda mais para alguém como eu que tem um olfato mais aguçado, porém não reclamei. Pelo cheiro senti a essência de nicotina, e o tipo de fumo que tem essa substancia era o cigarro.
Através das informações sobre o cigarro sabia que não fazia bem.
– Sabe, você não deveria ficar fumando essas coisas faz mal para sua saúde. – Sugeri.
Ele deu uma gargalhada batendo na perna.
– Oh menina, quando eu for morrer não será por causa de um desses aqui. – Levantou o cigarro para mostrar sobre o que falava.
– Não sei. Já ouvi falar que essas coisas já mataram muita gente. – Ainda tentei expor a minha visão.
– Não se preocupe. Nessa minha idade a qualquer momento posso morrer, não me importo com isso.
Eu não tinha palavras para questioná-lo de fato ele não teria muitos anos de vida pela frente, mas queria que pelo menos ele passasse o resto dela com saúde.
Conversei um pouco com o conselho. Comecei a conversar com todos os lobos até mesmo Leah que estava receosa acabou conversando comigo. Todos eram legais e divertidos, fazia tempo que não convivia com pessoas tão tranquilos como eles. O que uma lenda não muda!
Eles eram o mais próximo dos humanos que provavelmente eu iria conviver por um tempo. O primeiro e único humano que eu fui muito próxima e me apeguei era a baixinha que se encontrava alguns quilômetros daqui.
– Então Bella que tal dar uma volta comigo pela praia também? – Olhei para Paul que deu um sorriso malicioso.
– Não, não. Bella vai comigo. – Exclamou Seth.
Embry entrou no meio da briga e começaram a discutir cada um dizendo que iria sair comigo. Era incrível que eles pareciam nem ligar agora pelo fato de eu ser vampira, depois de saberem o que eu fiz pelos seus ancestrais mudaram completamente a maneira de pensar e se tornaram bem receptivos, pelo visto não haveria mais nenhum problema entre nós.
Para falar a verdade seria interessante sair com algum deles, já me envolvi com um transmorfo que faço parte da aldeia e eles são bem resistentes por serem mais fortes que os humanos. Será que um deles seria tão resistentes como o outro? Seria uma experiência em tanto.
Antes que eu me aprofundasse nessa ideia. Leah se levantou do seu lugar e me puxou tirando dali.
– Não incomodem a Bella. – Ela me olhou. – Vamos sair daqui antes que uma de nós duas arranque a cabeça deles. – Antes de sair com Leah só para provocá-los um pouco pisquei e dei um sorrisinho malicioso para os garotos.
Eles ficaram parados no lugar me olhando de boca aberta. Quando recobraram os sentidos tentaram correr na minha direção, mas como os três vieram ao mesmo tempo um começou a puxar o outro e assim acabaram entrando em uma briga entre eles.
Realmente valeu a pena vir aqui e conhecer todos. E como uma promessa para meu amigo Taha Aki que fiz há muitos séculos atrás, protegeria o povo da reserva principalmente os lobos Quileutes custe o que custasse.
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