A Primeira Eterna
14 Simples gesto trás amizade
Notas iniciais
POV BELLA
Como eu imaginei o dia hoje estava ensolarado, cheguei de madrugada depois de uma noite com os lobos. Realmente fiquei surpresa com eles, todos foram bem receptivos depois que souberam mais sobre suas lendas. Eu pensei que levaria tempo para eles se acostumarem comigo e minha filha, mas eles aceitaram tudo numa boa. Achei que por terem ódio pelos vampiros eles demorariam a confiar em nós, mas talvez algo que tenha influenciado na decisão repentina deles seria o motivo da aliança que eles têm com os Cullens. Isso pode ter ajudado a eles lidarem bem com a situação.
Mais eu tenho certeza que eles ficaram mais ao meu lado do que ao dos Cullens. Os Cullens nunca fizeram muito por eles, ao contrario de mim que fui amiga de um dos guerreiros mais importantes mencionados nas suas lendas o primeiro homem a se transformar em lobo gigante, sem falar que eu salvei a tribo, tornei-os mais forte e de bônus o lobo alfa da matilha tinha um imprinting com minha filha. Eles pensariam muito se tivessem que ir contra nós por motivo que seja. Eu também os protegeria se precisassem pela memória de um velho amigo, eu zelaria o bem estar deles.
Nessie estava afim de ir ao shopping de Port Angeles, eu a acompanharia até lá, mas não para ficar muito tempo no shopping e sim para me alimentar. Aproveitaria que estava sol hoje e sairia da cidade mais cedo. Duvido que os Cullens saiam nesse sol, então não me preocuparia em ver a cara deles, caso resolvessem novamente me encher o saco. Seria impossível para eles saírem à luz do dia sem serem refletidos pelo sol, diferente de mim não importava o sol de rachar que tivesse não me afetaria pelo meu dom. Lembrei quando um aluno que tentou conversar comigo, falou sobre a família Cullen sair para acampar em dia de sol. Era uma boa desculpa, assim Carlisle não precisaria aparecer no trabalho. Pelo visto o patriarca da família conseguia fazer seus horários no trabalho.
Já era tarde o sol aparecia bem nítido no céu nenhuma nuvem se quer para cobri-lo. Fui trocar de roupa. Nessie estava encostada no batente da porta da sala me esperando para irmos. Eu peguei a chave em cima do balcão assim que desci as escadas e joguei-a em sua direção. Nessie esticou os braços para pegar e me olhou arqueando uma sobrancelha.
– Hoje você dirige. – Falei enquanto saia de casa e pegando meu óculos de sol para colocá-lo, minha filha fez o mesmo com o dela.
– Por quê? – Ela me questionou.
– Talvez eu não volte tão cedo.
– E aonde você vai? Não posso ir com você? – Ela perguntou fazendo bico.
Revirei os olhos. Esperei ela destrancar a porta do carro e entrei pela porta do passageiro. Quando ela deu a partida continuei a conversa, seu bico ainda estava no seu rosto.
– Se você quiser perder a aposta pode ir comigo, vou aproveitar o dia hoje para me alimentar.
Olhei pelo canto do olho e sua expressão voltou ao normal.
– Então fique a vontade, mas você vai ficar comigo no shopping. – Ela exigiu.
Soltei uma risada irônica.
– Ficarei só um pouco até o sol abaixar tenho que me precaver com você caso saia no sol, mas assim que o sol se pôr vou deixar sozinha.
– Mas isso só dará uma hora até o sol se pôr. – Ela disse indignada.
– Exato! Não ficarei horas no shopping, na próxima você deveria ir com Alice fiquei sabendo que ela é fanática por compras. – Sugeri.
Ela freou o carro bruscamente me fazendo apoiar a mão no painel para que não fosse para frente.
Olhei-a incrédula, por que ela fez isso?
– Você é maluca? – Falei entredentes.
– Por que você não me disse que a pequena Lice é apaixonada por compras? Eu teria uma companhia para ir comigo ao shopping. – Ignorei seu comentário. Ela tinha que ter parado o carro desse jeito só por que não falei sobre Alice?
– Agora escute Renesmee. – Ela arregalou os olhos quando a chamei pelo seu nome, e era bom que se assustasse eu só a chamava assim quando estou brava com ela. – Se você estragar o meu carro ou um arranhãozinho que seja na pintura. Você vai se ver comigo.
– Ai mamãe, não precisa falar desse jeito. Parece que você gosta mais do carro do que de mim. – Ela falou ultrajada enquanto voltava a dirigir.
– Ele não me dá dor de cabeça como você. – Falei mais calma observando a estrada.
– Exagerada! – Ela mostrou-me a língua. – Como se vampiros pudessem ter dor de cabeça.
– Acredite querida. Você consegue fazer esse milagre. – Eu ri da sua cara.
Fomos o resto do caminho conversando normal até chegar a Port Angeles. Nessie comentou que na próxima vez faria questão de chamar Alice.
Assim que saí do carro usei meu dom e ilusionei a mente das pessoas que podiam nos enxergar mostrando-as nossa aparência normal sem que vissem nossos corpos brilhando. Fiquei olhando em volta para ver se não tinha nada que nos entregasse até entrarmos no shopping.
Agora sim que estava livre da luz do sol dentro do shopping desliguei esse dom, aproveitei e tirei o óculos também.
– Esse shopping é muito pequeno. Não levará tanto tempo para passar em todas as lojas. – Nessie comentou decepcionada.
Conforme andávamos pelo shopping muitas pessoas nos olhavam impressionados, era normal isso em qualquer ambiente, muitos homens nos olhavam com desejo, um ou outro até tentou falar conosco, mas é só dar um olhar frio para eles que desistiam rapidamente. Humanos, como se eu desse bola para algum deles.
Fiquei durante um bom tempo com Nessie andando pelo shopping, minha cabeça parecia explodir. O shopping até podia ser pequeno, mas dependendo da loja minha filha ficava mais de meia hora dentro dela.
Ela era muito exigente fazia as atendentes mostrarem todas as roupas da loja, mas no fim elas pareciam não se incomodar já que minha filha dava um lucro altíssimo para elas. Eu aproveitei e comprei uma roupa ou outra para deixar Nessie feliz, porém tenho certeza que quando eu fosse embora ela compraria muito mais para mim.
Sempre era assim.
O sol tinha acabado de se pôr essa era a minha deixa.
– Eu vou indo Nessie. – Me aproximei dela para me despedir.
– Ah não vai não, fica mais um pouco. – Ela fez birra. – Eu não quero ficar muito tempo sozinha em casa.
– Exagerada às vezes você passa anos sem ficar perto de mim. – Eu falei.
– É diferente já que eu fico com o tio David e Nate enquanto você está fora.
– Tudo bem! Se você não quiser não precisa ficar sozinha. – Comentei casualmente.
– Então você vai ficar comigo? – Ela abriu um sorriso. Peguei o celular e procurei o número do Jacob.
– Eu não, mas tenho certeza que Jacob adoraria fazer companhia. – Sorri erguendo as sobrancelhas sugestivamente.
– O que? – Coloquei o celular no ouvido assim que apertei o botão para fazer a ligação. Por sorte Jacob passou seu número ontem para mim. – Para quem você está ligando? – Como se ela não soubesse mesmo para quem eu estava ligando.
Ela me observou com os olhos arregalados.
No segundo toque ele atendeu.
– Jacob? – Perguntei.
– Sim... – Antes que ele continuasse Nessie tirou o celular da minha mão e o desligou.
– Por que você fez isso? – Questionei me fingindo de brava, mas estava morrendo de vontade de rir. – Você sabe que é falta de educação fazer isso, não eduquei-a dessa maneira.
– Ah, por favor. Acha mesmo que vou acreditar em você? – Eu ri. – Por que você ligou para ele?
– Filha, você disse que não queria ficar sozinha só liguei para Jacob porque tenho certeza que ele não iria se importar de fazer companhia para você depois de ontem. – Me fiz de ingênua.
Ela bufou.
– Você sabe que não aconteceu nada entre nós, só foi um passeio na praia.
– Não aconteceu por que você não quis, mas já está cedendo. – Sorri.
Ela deixou escapar um meio sorriso, mas assim que percebeu que se entregou, mudou sua expressão para séria. Aproveitei esse momento de distração e peguei meu celular da sua mão.
– Não estou cedendo nada. – Ela desviou os olhos do meu.
O celular começou a tocar. Olhei e vi o nome do Jacob brilhando na tela. Ela me encarou estreitando os olhos, provavelmente esperando que eu não atendesse, doce engano.
– Oi Jacob. – Saudei-o. Nessie me olhou indignada.
– Oi Bells, está tudo bem? – Ele perguntou preocupado.
– Está sim. – Confirmei.
– Precisa de alguma coisa?
– Queria saber se você passaria em casa hoje. – Pedi.
– Claro, mas aconteceu algo?
Olhei para Nessie que estava com vontade de cruzar os braços, mas não podia por estar segurando varias sacolas em uma das mãos. Ela não me impediu de falar com ele, então já havia aceitado mesmo sem perceber.
– Vou voltar tarde para casa e não gostaria de deixar Nessie sozinha. Você poderia fazer companhia para ela até eu voltar? – Perguntei meiga.
– É cla-cla-cla-claro que sim... seria uma honra poder... te ajudar. – Ele gaguejou.
– Ótimo! Daqui umas duas horas você pode passar em casa. Se não incomodar.
– De jeito nenhum, estarei lá. – Ele falou sem hesitar.
– Obrigada pelo favor Jacob.
– Imagina Bella, eu que agradeço.
Desliguei o celular e Nessie olhava para o outro lado evitando me olhar.
– De nada. – Murmurei.
Ela me encarou assim que disse.
– Por que fez isso? – Ela questionou.
– Você sabe que eu te conheço melhor que ninguém filha, não faria nada que fosse contra sua vontade.
– Não é o que parece. – Murmurou.
– Se você acha mesmo que eu não soubesse que você não queria, você acha que eu iria chamá-lo para fazer companhia a você? – Ela não respondeu porque sabia que eu estava certa. – Então ótimo, se vira você! Não vou me meter mais. Se me der licença tenho mais o que fazer.
Virei e saí dali, mas antes de ir embora procurei um homem alto e forte e quando encontrei ordenei para que carregasse as compras da minha filha até em casa e saísse logo em seguida.
Deixei Nessie pensando sozinha, do jeito que eu a conhecia logo ela iria me pedir conselhos e ajuda novamente.
Saí do pequeno shopping e segui a rua, apesar de escuro estava bem movimentada por causa da é noite mais fresca que normalmente. Algumas pessoas passavam me encarando, mas ignorei-as.
Passei um bom tempo caminhando para achar um cheiro apetitoso, estava com fome e queria me alimentar de algo que valesse a pena. Até que finalmente um cheiro delicioso me atraiu, segui seu rastro até a pessoa. Era uma mulher de meia idade, ela estava sentada no ponto de ônibus com algumas sacolas ao lado olhando para seu relógio. Andei até ela e me sentei ao lado que não tinha sacola alguma. Ela parecia ser uma mulher inocente, então não daria o trabalho de matá-la.
Assim que me olhou ficou surpresa ao me ver. Encarei-a e ela desviou os olhos um pouco intimidada. Não era uma mulher linda, mas era bonita. Tinha os cabelos pretos preso em um rabo de cavalo, com um perfil magro.
– Está indo para casa? – Perguntei casualmente.
– Si-Sim... – Ela me respondeu um pouco hesitante.
– Sabe é perigoso ficar até essa hora na rua, ainda mais sozinha.
– Eu sei... mas é o único horário livre que eu tenho para passar no mercado. – Ela disse mais calma.
Observei as sacolas e vi que era de um mercado que eu tinha passado alguns minutos atrás. Ela me viu olhando para as sacolas. Não entendia como humanos conseguia comer essas coisas fedorentas.
– Está com fome? – Perguntou tentando ser educada.
Olhei dentro dos seus olhos e sorri. Vi-a tremer e sua expressão se tornar um pouco nervosa.
– Ah eu estou.
– Tem... alguma coisa que... que eu possa oferecer? – Seus olhos assustados abaixaram para a sacola na procura de algo que pudesse me dar.
– Com certeza tem. – Sorri mostrando meus dentes assim que ela voltou a me encarar e vi-a engolir em seco. – Você pode me acompanhar em uma volta? – Falei na expectativa.
Seus olhos estavam arregalados e o medo era evidente.
– Eu... não posso. Meu ônibus já está passando.
Ela tentou se levantar, mas eu segurei seu braço.
– Vamos fazer o seguinte você me acompanha e assim que voltarmos ficarei com você aqui no ponto para que não fique sozinha e que ninguém lhe faça mal.
Ela iria se recusar, mas antes que dissesse uma palavra sequer entrei em sua mente e fiz com que me obedecesse.
– Tudo bem. – Ela respondeu calma.
– Perfeito. – Sorri satisfeita.
Me levantei e ela fez o mesmo. Pegou suas sacolas e seguiu comigo em direção a uma rua mais deserta. Assim que nos afastamos verifiquei se não tinha ninguém ali, que pudesse me atrapalhar. Quando vi que estava tudo livre me virei para olhá-la.
– Por favor, faça silêncio. — Pedi.
Não deu nem tempo dela assentir e já mordi seu pescoço suguei seu sangue e ele era delicioso, mas controlei e tomei o máximo possível sem fazer mal nenhum a ela.
Assim que terminei apaguei sua mente e levei-a de volta ao ponto de ônibus e como havia prometido fiquei com ela até seu ônibus chegar.
Durante o resto da noite cacei mais dois humanos para me satisfazer o suficiente. Esse era o problema de me alimentar sem matar nenhum humano um não era o bastante. Eu gastava mais tempo procurando fontes de alimentação quando não matava a não ser quando pego aqueles humanos que não merecem viver aí sim me alimento deles até a morte.
Era de madrugada quando voltei para casa, pude sentir o cheiro do cachorro perto da entrada de casa.
Abri a porta e entrei, quando me virei para olhar em volta da sala não acreditei no que estava vendo. Nessie e Jacob estavam se pegando no meu sofá. Tudo bem que eu concordo que minha filha tenha relacionamentos, porém ver aquela cena não era nada agradável para uma mãe, ainda mais no meu sofá e para piorar hoje ela brigou comigo por ter chamado Jacob para vir aqui em casa. Me arrependi de ter feito isso eles podiam pelo menos usar o quarto dela e não meu sofá onde sento todos os dias.
Pigarreei alto.
Os dois se viraram abruptamente e me encaram em choque, minha expressão era séria, mas tive vontade de rir assim que me viram com os braços cruzados abaixo dos seios e nariz empinado.
– Posso saber o que está acontecendo aqui? – Arqueei uma sobrancelha.
Jacob desesperado levantou-se com tudo derrubando minha filha no chão.
Ela caiu de bunda.
– Ai. – Ela resmungou não de dor, mas por impulso.
Me segurei muito para não gargalhar da cena, porém mantive minha mascara.
– Nessie me desculpa. – Jacob me olhou de novo assustado. Ele não sabia se tentava me explicar algo ou se ajudava Nessie a se levantar.
– Ajude-a se levantar. – Pedi a ele.
Ele por fim ajudou.
Jacob estava sem a camisa, mas por sorte minha filha estava de roupa.
– Pode me explicar o que está acontecendo aqui? – Questionei me segurando para não demonstrar a diversão que estava presenciando.
– Eu sinto muito Bella... e-e-eu não queria desrespeita-la... Eu... – Antes que ele continuasse a justificar Nessie bufou alto.
– Me poupe mamãe. – Ela disse cruzando os braços igual a mim.
– Sabe, não é legal chegar em casa e ver sua filha agarrada com o namorado ainda por cima no meu sofá.
– Ah mamãe não me venha com essa. Você sabe como no começo foi frustrante de ver você se agarrando com os vampiros pelos cantos da casa. – Ela jugou na minha cara.
– Como diz o ditado: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.
Ela estreitou os olhos em minha direção.
– Eu sou sua mãe eu posso. – Tentei mais uma vez manifestar meus direitos, mesmo sabendo que não tinha nenhum.
– Não me venha com essa. – Ela começou a bater o pé no chão.
– Você tem sorte por eu ter pego essa cena, imagina se fosse seu tio? Jacob não estaria mais neste mundo. – Balancei a cabeça.
Ouvi Jacob se engasgar.
Ela gargalhou alto.
– Como daquela vez que o tio pegou você com um vampiro. Sobrou só o pó do vampiro literalmente. – Ela disse rindo.
– Fazer o que, temos uma família ciumenta. – Eu sorri.
Olhei novamente para Jacob que nos encarava boquiaberto ele está perplexo primeiro com nossa mudança de humor repentino e segundo pelo rumo da nossa conversa.
– Jacob acho melhor você ir agora, já está tarde. E obrigada por... – Observei-o mais uma vez antes de continuar. – Deixa quieto estamos quites. Volte outro dia.
Ele abaixou para pegar sua camisa e fitava os pés ao invés de me olhar.
– Eu sinto muito Bella... Nos vemos outro dia. – Ele olhou para Nessie uma última vez e sorriu. – Obrigado Nessie.
Então saiu correndo de casa.
– Por que o mandou embora? – Ela questionou chateada.
– Se quiser pode chamar ele de volta, mas usem seu quarto. Por sorte eu cheguei a tempo de salvar meu sofá.
Saí caminhando para a cozinha. Eu tinha sentido cheiro de comida humana vindo de lá. Ao chegar lá vi pratos usados, copo, outras coisas e uma caixa de lasanha congelada.
– Bem, pelo menos alguém usou a cozinha. – Comentei.
– Mamãe. – Nessie me chamou, virei em direção à entrada da cozinha onde ela me encarava sem graça.
Não disse nada só esperei ela continuar a falar.
– Me desculpe por hoje mais cedo. Como sempre você sabia o que estava fazendo eu só... não quis admitir que queria ver ele. – Ela sussurrou.
– Tudo bem! Está perdoada, mas não se preocupe eu não vou mais me meter.
– Não. – Ela quase gritou. Nessie correu até mim e me abraçou. – Por favor, eu sei que fui idiota se não fosse você não teria acontecido nada hoje e eu preciso sempre dos seus conselhos. Por favor, mãezinha linda me desculpe e não me ignore.
Abracei-a de volta.
Virei meu rosto em direção a pia e fiz careta ao ver a louça suja, fazia décadas que eu não lavava uma louça e não seria agora que eu ia lavar. Então uma ideia surgiu na minha cabeça.
Delicadamente me afastei do braço de Nessie e dei as costas para ela indo em direção a pia.
– Filha, foi chato a maneira que falou comigo essa tarde. – Procurei uma esponja por ali até achar uma ainda fechada dentro da gaveta. Eu me virei para Nessie enquanto abria a embalagem e ela me encarava curiosa. – Então como forma de castigo. – Joguei a esponja para ela que pegou-a surpresa. – Você limpa essa bagunça que Jacob fez.
Sua cara foi impagável, ela me olhava abismada.
– Como é que é? – Ela perguntou tentando se recompor.
– Você ouviu muito bem. – Eu tinha um sorriso zombeteiro nos lábios. – O detergente está por ai em algum lugar e lave-os direito.
Eu fui caminhando tranquilamente para fora da cozinha.
– Você tá brincando comigo né? – Ela murmurou cética. – Eu nem me lembro quando foi a última vez que lavei uma louça. Acho que nunca lavei uma louça.
– Sinto muito, mas é problema seu sem falar que quem fez essa bagunça foi seu namorado, na próxima vez peça para ele limpar... Ah, e antes que eu me esqueça é bom que você não jogue essa louça no lixo senão vou fazer você pegar de volta e limpar de onde você tirou. – Continuei minha caminhada até o quarto com um sorriso satisfeito no rosto.
Eu fui direto para o banheiro e deixei a banheira enchendo enquanto pegava uma roupa no closet para a escola, encontrei as sacolas das compras que minha filha fez na noite anterior. Nem fiz questão de olhá-las depois eu as guardaria em seus devidos lugares.
Tirei a roupa pelo caminho e entrei na banheira. Relaxei com a temperatura gostosa da água em meu corpo. Fiquei lá por pelo menos meia hora, até a água começar a esfriar. Saí e me arrumei. Nesse curto tempo o dia já havia amanhecido.
Ao passar pelo quarto de Nessie ouvi a água do chuveiro caindo. Ela devia ter se atrasado para tomar banho. Fiquei no sofá até a hora de sairmos.
Chegando ao colégio, vi uma Alice saltitante correndo até mim.
– Bella. – Ela pulou em cima de mim me dando um abraço apertado. Era a primeira vez que ela tinha essa atitude comigo desde o dia que nos reencontramos. Fiquei surpresa e pelo visto não era a única, sua família nos encaravam boquiabertos, e Nessie tinha um sorriso no rosto ela sabia que isso era importante para mim.
– Posso saber por que essa euforia? – Arqueei uma sobrancelha afastando-a um pouco do meu corpo.
– Er... me desculpe por isso. – A ficha dela só caiu agora compreendendo sua atitude um pouco inesperada.
Não me contive com o seu jeito meio sem graça e a puxei de volta para um abraço. A falta que eu sentia desse pequeno gesto me fez sentir maravilhada era muito bom ter a baixinha em meus braços novamente.
– Está tudo bem, mas por que disso? – Perguntei curiosa.
– Eu tive uma visão de você voltando a conversar comigo e não me contive. – Ela disse com um sorriso enorme.
– Adiantada como sempre. – Comentei.
Ela assentiu.
– Nessie, vou adorar fazer compras com você na próxima vez. – Ela disse eufórica.
– Ahhh. – Nessie soltou um gritinho. – Não acredito, vou ter alguém sem reclamar para me acompanhar nas compras.
As duas saltitavam enquanto falavam de modas e shoppings, essas atitudes delas me assustou um pouco. Balancei a cabeça. Imagine o que seria do shopping com elas juntas? Pelo canto do olho vi os Cullens se aproximando.
– Estou até com medo. – Disse Emmett. – Se Alice sozinha no shopping já é um buraco negro que suga tudo o que vê pela frente não quero nem imaginar como será ela com Nessie.
Emmett parecia assustado e eu tinha que concordar não queria nem imaginar o que aconteceria.
– Cala a boca Emmett. – Alice disse revoltada. – Se for um shopping grande não vai ter nenhum problema.
– Desculpa Alice, mas tenho que concordar com Emmett. Não quero nem estar por perto quando vocês forem fazer compras. – Discordei de Alice.
– Que horror mamãe, até parece que nós somos viciadas por roupas. – Nessie disse chateada.
Não acredito que ela faz um comentário assim ainda, como se ela não fosse algo do tipo.
– Bellinha. – Emmett deu um tapinha em meu ombro.
Tá legal, agora esse povo resolveu falar comigo como se fossemos amigos de muito tempo. Esse pessoal só pode ser doido. Fitei-o tentando entendê-lo.
– O dia que essas duas resolverem sair para fazer esse negócio de meninas. Passe o dia em casa, vai ser bom ter você com a gente.
– Vou pensar no seu convite. – Falei educadamente. – Obrigada.
Qualquer coisa nesse mundo era melhor que entrar em um shopping com as duas, até mesmo passar o dia na casa dos Cullen.
– Vamos Nessie. – Chamei-a enquanto caminhava para dentro da escola.
Fomos todos caminhando juntos e ignorei os restantes dos Cullens. Pude ver os olhares surpresos e indignados dos alunos por nos verem juntos.
– Então um shopping bom mais próximo de Forks é o de Seattle? – Perguntou Nessie.
– Sim. Lá tem muitas escolhas. – Os olhos de Alice brilhavam na expectativa da sua próxima viagem para lá.
Quando deu o sinal cada um foi para suas respectivas aulas até que foram tranquilas não teve aquele bando de alunos puxa sacos querendo se enturmar comigo ou Nessie, talvez por nos verem com os Cullens não tenham gostado muito da ideia.
As aulas antes do intervalo foram normais, voltei a falar com Alice e uma coisa que ela disse me chamou atenção. Ela contou que não sabe o por que, mas se sentiu agoniada por não ter falado comigo no resto da semana e muito menos por me ver no fim de semana que infelizmente sua família não deixou-a vir me visitar. Interessante, será que seus sentimentos permaneceram mesmo eu tendo apagado sua memória? Não sei, porém eu fiquei feliz sabendo que ela queria me ver.
Durante o intervalo eu com a minha filha não fomos para o refeitório, fomos para o carro. Nessie queria mostrar umas roupas para Alice que sempre deixava dentro dele para caso precisasse usar em uma emergência.
O companheiro da baixinha foi junto, sempre atento a cada passo nosso. Ele era um vampiro super protetor em relação a sua companheira. Fiquei encostada no carro até o intervalo acabar. Tive até mesmo que brigar com Nessie que não queria de jeito nenhum entrar para a próxima aula.
Quando entrei na aula de biologia Edward já estava sentado no seu lugar.
– Então Alice anda te enchendo muito por causa de roupas? – Perguntou ele assim que me sentei.
– Nem me fala, sua irmã e Nessie juntas são o próprio caos. Nunca imaginei que iria existir alguém parecido com Nessie em questão de roupas. – Falei injuriada.
– Pois eu digo o mesmo em relação à Nessie. – Ele riu. – Alice não deixa nenhum de nós repetir mais de uma vez a mesma roupa.
– E você não acha que eu não sei disso. – Eu também ri. – Se eu repito as roupas Nessie bota fogo comigo dentro delas.
Edward riu alto.
– Sabe o convite que Emmett fez pra você hoje mais cedo ainda está de pé.
Encarei-o e ele estava com aquele sorriso torto. Droga ele era lindo demais! Subi meu olhar encontrando o seu que me observava intensamente. Uma sensação estranha passou pelo meu corpo.
– Obrigada. – Falei enquanto desviava do seu olhar para o professor.
Durante a aula ficamos em silêncio, terminamos tudo o que tinha que ser feito, assim tivemos um tempinho sem fazer até acabar a aula.
– Hoje sobre Alice ter agido daquele jeito. – Ele começou o assunto, olhei para ele me concentrando na conversa. – Não liga para ela não, ela sempre age por impulso. Digamos que ela é energética demais.
– Eu sei. – Murmurei baixinho pra mim mesma olhando para frente.
Senti o olhar de Edward em mim eu sabia que ele não tinha escutado eu falei baixo demais, então virei novamente em sua direção.
– Mas eu gosto do jeito dela. – Falei sincera.
Ele me olhou intrigado por mais uns minutos antes de falar algo.
– Acho que começamos pelo pé esquerdo desde a primeira vez que nos vimos até hoje.
– Quem começou foi você e não eu. – Juguei na sua cara.
Ele bufou, mas concordou resignado.
– Eu sei e realmente quero me redimir por isso, se você me der a oportunidade me deixe começar dessa vez com o pé direito. – Olhei séria, curiosa para saber onde ele ia chegar.
Edward inclinou seu corpo em minha direção e estendeu sua mão para mim.
– Prazer eu me chamo Edward Cullen. Sou teimoso, mas tento me redimir. – Ele sorriu.
Por um momento eu olhei surpresa para ele. Realmente aquele seu gesto foi simples, porém legal.
Apertei sua mão, uma sensação desconhecida por mim ao apertar sua mão me atingiu era como uma corrente elétrica, estranho muito estranho, no entanto era bom. Mesmo eu sentindo isso consegui disfarçar ao contrario dele que também pareceu sentir, ele ficou encarando nossas mãos com os olhos assustados. Tentei desviar sua atenção continuando com as apresentações.
– Prazer Edward, eu sou Isabella Swan, mas me chame apenas de Bella. – Sorri verdadeira apreciando essa nova amizade. Talvez essa palavra seja mais qualificada para o momento.
Tentei soltar minha mão, mas ele não largou da minha. Olhei para ele querendo entender sua atitude, mas ele não parecia estar mais me olhando é como se ele estivesse em estado perplexo com a boca levemente aberta. Ele não mexeu um musculo sequer, não tinha entendido sua atitude, mas eu tinha que chamar sua atenção ou senão as pessoas começariam a reparar.
– Edward. – Chamei num tom audível para qualquer humano, mas parece que ele não ouviu. – Edward. – Chamei mais uma vez dando um aperto mais forte em sua mão, pelo visto funcionou, porque ele piscou algumas vezes. – Esta tudo bem? – Perguntei tentando entendê-lo.
– Seu sorriso é lindo. – Acho que alguém falou demais, pois ele arregalou os olhos assim que disse.
Levantei as sobrancelhas em uma forma divertida. Eu poderia provocá-lo, mas resolvi deixar quieto. Ele estava tentando começar de novo só que direito dessa vez.
– Então será que pode soltar minha mão? – Perguntei contendo o riso.
– Oh... Desculpe. – Ele largou minha mão e olhou para frente sem graça.
Era estranho conhecer ele desse jeito com essas atitudes. Edward Parecia ser um vampiro legal, por trás de toda aquela carranca e julgador como era. Sem falar que também foi muito interessante saber que ele ficou daquele jeito por causa de um sorriso meu. Tive vontade de rir, provocar e irritar ele, porém daria essa trégua para ele agora, só por agora.
[...]
– Alunos hoje a turma do terceiro ano terão aula com vocês. Eles estão sem professor então se ajuntarão com vocês hoje. – O professor de Educação Física gritou cortando o burburinho dos alunos.
Eu e Nessie estávamos sentadas em uma das arquibancadas. Eu estava olhando especificamente para dois alunos do terceiro ano Rosalie e Emmett. O grandalhão fazia gracinhas com a bola de basquete que tinha acabado de pegar de um garoto. Já Rosalie estava de braços cruzados com a cara fechada tentando ignorar as meninas falando mal dela.
– Não acredito que essa piranha está na nossa turma. – Ouvi a Stanley num tom um pouco mais alto que o normal.
– Ela não passa de uma coitada, veja só não tem nenhum amigo, porque não a suportam a não ser os irmãos dela. – Disse Lauren debochada.
O grupinho das meninas riu. Rosalie fingia não se importar com a conversa delas, mas eu percebi a fúria e a magoa em seus olhos. É chato ser tratado desse jeito pelos outros eu parcialmente não gosto e quando isso acontece comigo eu realmente não me importo, mas se eu estiver em um dia estressante ou se fizerem isso com minha filha eu simplesmente não perdoo e acabo com o infeliz que seja.
– Aposto que nem mesmos os irmãos dela suportam-na. – Falou uma menina do terceiro ano que eu não conhecia fazendo todas ali rirem.
Ouvi um pequeno rosnado surgir pelos lábios dela. Emmett ao perceber correu até Rosalie e deu um beijo rápido sussurrando um “eu te amo” e palavras acolhedora para logo em seguida voltar ao jogo que iria começar.
– Muito bem meninas. Como hoje tem bastante mulheres vocês vão jogar queimada. Swans venham jogar. – O professor gritou e assoprou aquele apito irritante.
Eu e Nessie nos levantamos e aproximamos enquanto o professor separava a equipe. Rosalie ficou na mesma equipe que eu e Nessie.
– Acho que talvez esse jogo pela primeira vez será divertido. – Nessie comentou enquanto olhava aquele bando de fofoqueiras no outro time. Ela também não tinha gostado do jeito que trataram Rosalie.
– Tenho certeza que sim. – Dei um sorriso sínico e ela retribuiu entendendo.
O jogo começou e eu não pegava na bola, apenas desviava com movimentos simples ora inclinando o corpo para um lado ora para outro, porém parecia que muitas meninas mais prestavam atenção nas fofocas do que no jogo. Um péssimo erro.
– Olha só o gostoso do Emmett jogando. – Falou maliciosamente uma das meninas.
Pelo canto do olho vi Rosalie as encarando irritada. Aposto que ela só não matava aquelas meninas por causa da sua família.
– Ele tá precisando de uma mulher de verdade ao lado dele. – Falou outra.
Agora sim as coisas iam ficar divertidas.
– Aposto que aquela dali não consegue dar conta. – Riu Stanley.
Dessa vez eu peguei a bola quando a mesma passou perto de mim. Ouvi a leve risadinha que Nessie deu. Rosalie olhou-a curiosa, seu olhar foi de Nessie para mim ao perceber que minha filha me observava.
Eu brincava com a bola jogando-a para cima e pegando-a na mão repetitivamente.
– Coitada aquela não passa de uma vadia mal... – Inesperadamente para as garatas acertei a bola com uma força um pouco mais que humana, porém nada demais. Apenas o suficiente para que a bola acertasse em cheio na cara de Lauren e derrubá-la no chão.
Sua cara de idiota foi impagável. Escutei a risada estrondosa do Emmett. Nessie que estava afastada ao meu lado esquerdo não aguentou e caiu na gargalhada também, eu me segurava para não rir, deixei simplesmente o meu sorriso debochado no rosto.
– Ai. – Lauren gemeu tentando se levantar. – Quem foi a idiota que fez isso?
– Foi a Bella. – Sussurrou Jéssica ajudando-a se levantar.
Vi Lauren me encarar com o olhar furioso.
– O que você pensa que tá fazendo garota? – Ela gritou chamando atenção de algumas pessoas próximas.
– Eu? – Perguntei me fazendo de ingênua. – Nada, apenas jogando. Agora eu não tenho culpa se você se preocupa mais em falar dos outros do que em jogar. – Dei de ombros.
Ela me olhou irritada.
– Escuta aqui sua vagab... – E novamente antes dela completar sua frase levou outra bolada na cara caindo no chão.
Dessa vez não aguentei e deixei escapar um risinho. As pessoas aos poucos foram parando os jogos e viam a cena.
– Olha o respeito com a Bells. – Nessie falou ríspida, seu humor tinha mudado completamente. – Ela só respondeu sua pergunta.
– Ela não falou com você sua desmiolada. – Stanley gritou.
Tá agora a brincadeira tinha acabado. Ninguém ousa falar assim da minha filha. Parei a brincadeira e caminhei até aquele bando de galinhas, eu tinha a expressão fria.
Vi elas hesitantes quando me viram aproximando aos seus lados. A Stanley estava com os olhos arregalados, peguei seu braço e puxei-a bruscamente, por alguns segundos ela ficou desnorteada. Eu Encarava aquelas víboras de merda.
– Escutem bem que eu vou falar uma única vez. – Falei ríspida, contendo toda a minha fúria para não mata-la ali mesmo. Só não disse com minha voz mortal, porque talvez fosse demais, sei disso por experiência própria. – Se eu ouvir alguma de vocês falando mal de mais alguém vocês irão se arrepender, mas se vocês falarem de Nessie. – Falei essa parte olhando especificamente para Stanley e Lauren que não sabiam media suas linguas. Pude apreciar vê-la engolir em seco. – Eu simplesmente acabo com a pessoa. – Terminei num tom baixo, porém perigoso.
Elas tinham paralisado no lugar, seu olhos estavam arregalados de medo pude me deliciar com os seus corações disparados, talvez tenham entendido o que quis dizer, pelo menos por hora.
– Entenderam? – Perguntei. Elas assentiram impossibilitadas de soltar um som sequer. – Muito bem agora saiam daqui.
Não precisei pedir duas vezes e elas sumiram da minha vista.
– Isso foi incrível. – Nessie falou assim que se aproximou de mim. – Mas só fiquei insatisfeita porque achei que ia acabar com pelo menos uma delas.
– Temos que dar uma chance para os humanos. – Falei suavemente me recompondo.
Olhei em volta e muitos alunos presenciaram a cena, apesar de todos estarem assustados alguns tinham a expressão satisfeita no rosto.
O professor parecia alheio a sua volta escrevendo em sua caderneta.
– Você não é de dar segunda chance pelo menos não para humanos. – Ela me observou atenta. – Está num bom dia hoje?
Eu assenti.
– Está explicado. – Ela balançou a cabeça em compreensão.
Saímos do jogo e fomos nos sentar na arquibancada.
– Finalmente alguém colocou aquelas de lá em seus devidos lugares...
– Já estava mais do que na hora. Bella foi incrível...
Vários sussurros de alunos contentes com o acontecimento invadiu o ginásio. Após uns minutos Rosalie deixou ser acertada por uma bola e veio na nossa direção.
– Por que você fez aquilo? – Ela perguntou irritada.
– Aquilo o quê? – Me fiz de desentendida. Ingrata, nem sequer agradece.
– Você sabe do que eu estou falando. – Olhei-a fingindo confusão.
– Eu só estava jogando. – Comentei casualmente.
– O que eu estou querendo dizer é... – Ela bufou e me olhou frustrada. – Obrigada.
Pela sua maneira de agir isso devia ser muito difícil dela fazer. Rosalie é uma vampira com um gênio forte, mas só não era boa em expressar seu sentimento.
Eu sorri para ela.
– Viu, não foi tão difícil. – Nessie comentou. – Você nem morreu.
Rosalie revirou os olhos, mas logo sorriu e Nessie chamou-a para sentar conosco.
Ficamos o restante da aula conversando sobre varias coisas. Rosalie parecia mais solta depois de uma boa conversa. Ela era legal, apesar do seu jeito. Quase no fim da aula Emmett entrou na conversa e fazia palhaçadas.
Depois do sinal nós fomos juntos para o estacionamento.
– Bella me diz uma coisa. – Rose falou atenta em algo na sua frente. – Como você conseguiu esse carro? Ele é para ser lançado só daqui a dois anos no mínimo.
– Conheço pessoas que me vendem o que eu quero comprar. – Ela arqueou uma sobrancelha me fitando. – O que espécies como a nossa não consegue facilmente.
Ela acenou em concordância. Seus olhos brilharam quando chegamos perto do meu carro.
– Gosta de Mercedes? – Perguntei curiosa.
– Com certeza, mas prefiro BMW. – Ela deu uma olhada no designer exterior do carro. – É impressionante! Esse modelo classe E é simplesmente lindo.
– Que tal uma volta? – Sugeri enquanto jogava a chave na sua mão.
– Você está falando sério? – Ela estava fascinada com a possibilidade.
– Claro. Só vamos ver se Alice vai querer ir. – Mal tive tempo de terminar a frase que já ouvi o gritinho da Alice.
Ela correu até nós.
– Não precisa nem perguntar. – Alice falou.
– Mas e eu? – Emmett falou fazendo beiço e cruzando os braços.
– Dessa vez não ursão. Hoje só as garotas. – Rosalie falou dando um beijo no grandão e foi rapidamente para o banco motorista.
– Rapazes. – Me despedi enquanto dava as costas para Emmett e seus outros dois irmãos que chegaram.
Sentei-me ao lado de Rosalie, e Nessie com Alice animadas atrás já voltando no assunto sobre moda. Pois é, as coisas com a família Cullen estavam começando a mudar.
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