Notas iniciais
Oii Gente! Primeiramente antes de tudo, queria pedir mil perdões pelo atraso. Demorei demais, mas as coisas aqui estão meio corridos, peço que me perdoem! Não sei se vocês já perceberam, mas estamos na reta final da fic. Acho que teremos uns dois ou três capítulos. Eu queria colocar a parte da luta nesse capítulo, só que eu não tive tempo ainda de descreve-la então para não demorar mais resolvi postar um momento a sós do casal Beward, afinal faz tempo que não vimos os dois juntos rsrs Queria agradecer imensamente Fatal Whisper por recomendar minha fic, estou super feliz e maravilhada são esses gestos que me faz feliz e queria agradecer muito por isso É só isso pessoal, aproveitem a leitura e vou tentar colocar o mais rápido que puder Bjoos

POV BELLA

– Eles estarão todos aqui. – Jasper, marcou um x no local onde James e todos os vampiros estariam no papel em cima da folha mapeada pelo satélite. Quem disse que a tecnologia não era importante para nós vampiros? Jasper fez uma busca de um território enorme para planejar um ataque.

Eu estava de braços cruzados escutando tudo o que ele dizia. Jasper era incrível em questão de analisar os pontos estratégicos para uma luta. Confiava cegamente nele para planejar um grande ataque.

– Nós podemos coagi-los aqui. – Ele apontou para o norte do mapa. – E por precaução colocaremos vampiros acompanhados com lobos em cada uma das outras regiões garantindo que nenhum fuja. E podemos deixar alguns afastados mais ao longe apenas por precaução. – Agora ele apontou para o sul, leste e oeste.

– Tem certeza que podemos confiar nesses transmorfos? – Caius ainda não dava crédito de confiança nos transmorfos.

– Claro que sim. — Jacob colocou as duas mãos em cima da mesa e olhou friamente para o vampiro. – Nós já matamos muitos da sua espécie. Podemos ser jovens, mas somos fortes.

Caius rosnou.

Agora foi a vez dele de bater com força na mesa e ficar cara a cara com Jacob.

– Como se atreve garotinho insolente. Vocês deveriam ser punidos. – Ele estreitou os olhos furiosos.

– Vocês não são nossos reis para nos punir ou não. – Jacob cuspiu as palavras na face de Caius. – Foda-se sua hierarquia. Nós estamos aqui para ajudar e não atrapalhar.

Aro interviu e colocou a mão no ombro do irmão puxando-o delicadamente para voltar a postura anterior.

– Este rapaz está certo. Será uma surpresa eles estarem com a gente. Os vampiros do exército de James conhecem os lobisomens, mas não transmorfos. A altura deles os assustará de imediato.

– Sem falar que quanto mais números ao nosso lado melhor a nossa chance. – Jasper apoiou Aro.

– Tudo bem. – Caius declarou por fim. Finalmente dando trégua naquela briga tola. – Mas Felix ficará ao seu lado.

Jacob rosnou e seu corpo tremeu de raiva.

– Eu não preciso de uma babá sanguessuga.

– Ele não é sua babá, só quero que alguém de confiança fique ao seu lado caso apronte alguma gracinha.

– Por que desconfia? Acha mesmo que eu iria trair a Bella?

– Não mesmo Jacob. – Quem se intrometeu agora foi meu irmão. – Nós confiamos plenamente em você, mas temos que nos dividir em grupos. Deixe que Felix se junte a você.

O garoto apertou os lábios se segurando para não falar mais besteiras.

– Ok!

– Ótimo. – Meu irmão sorriu satisfeito. – Continue Jasper, por favor.

– Precisamos de um vampiro e um lobo para liderar cada um dos grupos. Eu posso ir com Sam ao sul. – Sugeriu. – Embry com Demitri ao leste e Leah com Jane ao oeste.

– Não seria melhor cada um de nós em cada lado? – Meu tio Aro intrigou ao fato dos reis não se separarem para liderar,

– De jeito nenhum. – Falei pela primeira vez chamando a atenção de todos. Tirei os olhos dos meus pés par encarar todos aqueles olhares direcionados a mim. – Quero cada um de vocês, a família Swan, Nessie, Jacob, a família Cullen, Vanessa e Dionísio quando enfrentar James.

– Por que precisa de nós? Não consegue lidar com ele sozinho? – Meu irmão provocou.

Fechei a cara encarando-o brava. Se tinha alguém nesse mundo que conseguia ser amoroso e ao mesmo instante conseguir me tirar do sério, esse alguém é meu irmão.

– Não. Mas eu quero todos vocês de baixo dos meus olhos. Tenho certeza que não preciso me preocupar com meus primos Volturis que sabem se cuidar quanto preciso me preocupar com vocês. – Essa era boa parte da verdade, porém não toda ela. Queria que todos estivessem lá se caso alguma coisa acontecer como eu acredito que há uma mínima possibilidade de acontecer.

– Como se eu precisasse de você para tomar conta de mim.

– Poderia agradecer. Afinal, não é noite de lua cheia o momento da batalha.

David bufou cruzando os braços.

– Ainda sim posso lidar com três de uma vez.

– Você pode, mas e sua família? – Atingi o ponto fraco dele.

Nate e Claire eram tudo para ele assim como Nessie, Vanessa e Edward eram tudo para mim. Nós faríamos e lutaríamos contra tudo e contra todos para protegê-los.

– Ok. – Ele estendeu as mãos se rendendo.

– Muito bem. – Aro começou olhando para Jasper. – Sei que não precisamos nos preocupar com nada, somente pelo fato de termos Bella ao nosso lado, contudo devo ressaltar jovem Whitlock que sua sabedoria é incrível e sem dúvidas seria um ótimo general se desejasse ser um membro da guarda Volturi.

Revirei os olhos. Meu tio não perdia uma chance sequer, porém quem sou eu para impedir a escolha de alguém.

– Fico honrado com o convite. – Jasper foi cordial com Aro. – Porém sou feliz ao lado da minha família e da mulher que eu amo.

– Entendo perfeitamente senhor, saiba que se algum dia mudar de ideia. Estaremos de portas abertas.

Jasper assentiu e logo abaixou o olhar para o mapa. Ninguém falta ao respeito com os reis. Isso era fato.

– Então será mesmo hoje?

– Sim. Pela visão de Alice todos eles estarão lá até o fim da tarde. Nós chegaremos bem antes. Jacob que horas os lobos chegam?

– Em menos de uma hora.

Não foi difícil resolver o problema quanto a Alice ter visão sobre hoje com os lobos lá. Na verdade foi simples e fácil. Só precisávamos descartar suas presenças na luta de hoje que pudemos ver todo o cenário.

– Acho que está tudo no conforme. Dionísio será capaz de cobrir nossos rastros com a ajuda de Bella. Então os pegaremos todos no escuro. – Jasper disse com um sorriso no rosto.

– Maravilha. Vamos então todos sair e dizer a todos o nossos planos.

Assim todos se afastaram, um por um começou a sair pela porta do pequeno escritório que tinha naquela casa.

Ao virar o rosto para o lado, meus olhos logo capturaram o olhar de Edward que direcionava a porta pelo qual todos acabaram de sair.

Me concentrei brevemente bloqueando a mente de qualquer que fosse possível de escutar a nossa conversa. Deixando apenas o silencio do escritório transcorrer em suas mentes.

– Algum problema? – Questionei observando o pequeno vinco que tinha se formado no rosto de Edward.

Após poucos segundos Edward finalmente tirou o olhar da porta e me fitou sério.

– Não é nada.

Arqueei uma sobrancelha.

– Tem certeza? – Era claro para mim sua mentira e ao perceber que isso não colou para mim sua faceta mudou mostrando seu verdadeiro parecer: Angustia.

– É difícil lidar. Eu sei que você tem só olhos para mim assim como eu só tenho para você, mas é difícil ignorar os pensamentos de Dionísio depois do que você me contou sobre o que aconteceu com vocês.

– Nada aconteceu entre nós. – Já tinha deixado claro isso para Edward assim que contei para ele que Dionísio pediu para beijá-lo.

– Eu sei disso. Não foi isso que eu queria transmitir. Eu entendi toda a situação e fico feliz pelo que fez. Só que não consigo mudar o fato do que sinto bem aqui. – Ele colocou a mão sobre o próprio o coração. – Meus pensamentos às vezes não reagem em sincronia com meus sentimentos. Eu estou morrendo de raiva e ciúmes pelo que aconteceu, mesmo minha mente dizendo que não preciso me importar com nada sobre isso. Que você é minha.

– Você tem razão. Eu sou sua. E entendo o que está dizendo. – Suspirei me lembrando de um tempinho atrás.

– Entende? – Seus olhos se arregalaram e um pequeno brilho surgiu neles.

– Sim. Acredite você não é o único que pensa assim. – Falei me lembrando daquele dia. – Quando estava na floresta brigando com Tanya, teve um momento que você pediu para eu parar de bater na Tanya, sei porque pediu aquilo, mas naquele momento passou por minha cabeça que você não queria que a machucasse porque não era capaz de suportá-la vê-la machucada, ou seja, não fosse capaz de perdê-la.

As mãos de Edward voaram para meu rosto.

– Que absurdo. Eu estava preocupado o tempo todo com você.

– E eu entendi isso segundos depois que você falou o motivo. Foram suas palavras que me deram força para saber pelo que lutar. E assim como me ajudou, vou te ajudar agora.

Com meu dom fechei a porta do escritório.

Me aproximei do seu rosto meus olhos caindo direto sobre sua boca. Sorri ao perceber que Edward entendeu o que eu faria. Logo ele encurtou o nosso espaço selando deliciosamente nossos lábios.

O beijo que se iniciou calmo e suave, tornou-se apressado e ardente. A saudade que tinha do seu corpo era incontestável, a tanto tempo sem tê-lo para mim me tornou uma alucinada.

Minhas mãos voaram no seu cabelo no mesmo instante que Edward se levantou e me levantou da cadeira me colocando sobre a mesa.

Ele imediatamente se aproximou moldando seu corpo no meu senti sua excitação contra mim e rebolei lentamente, gemi ainda mais alto quando senti sua mão apertar minhas coxas. Fechei os olhos apreciando a sensação, aquilo era tão bom.

Quando finalmente abri os olhos para fitar Edward as ondas de prazer quase foram sufocantes, senti ainda mais molhada, seus olhos negros pela luxuria tiveram um tiro certeiro. Seu corpo logo estava sobre o meu, comigo deitada em cima da mesa, o movimento foi tão rápido que eu quase nem percebi ele o fazendo, separei minhas pernas rapidamente e passei cada um em um lado do seu corpo o acomodando entre minhas pernas. Seus dedos deslizaram para o botão do meu shorts, abrindo-o e atirando-o no chão, mostrando minha calcinha que estava completamente molhada, arfei quando senti suas mãos em minha barriga, olhei em seus olhos e vi ele sorrindo maliciosamente, porra ele era muito lindo. Edward inclinou-se para baixo mantendo assim seu rosto bem próximo ao meu, e nós nos olhávamos para ver quem seria o primeiro a tomar iniciativa, era um briga que eu não sabia quem ganharia, passei a língua sobre minha boca devagar, ao ver seu olhar sobre ela. Então com um rosnado ele me atacou.

Sua boca era macia, entretanto seu beijo brutal, sua língua era unicamente mágica. Como ele beijava, eu não conseguia fazer outra coisa além de retribuir o beijo com a mesma ferocidade que ele me beijava. Seus braços me apertavam cada vez mais contra seu corpo.

Eu não sabia o que estava acontecendo comigo. Estava totalmente entregue a ele e deixando-o ditar o ritmo sobre nós. Sua boca deixou a minha para logo após passar para meu pescoço e o colo dos meus seios, eu gemia baixinho de antecipação, merda eu o queria, Não resistindo rebolei vagarosamente aumentando o contato com seu sexo fazendo-o gemer alto. Percebi suas mãos subirem da minha cintura e irem puxando a minha camisa, deixei que ele a tirasse e olhei pra ele, enquanto ele olhava para meus seios.

Seus olhos parecia hipnotizados, foi quando dei conta que ele não olhava para meus seios em si e sim no objeto dourado cintilando no meio deles. Eu nunca tirara a aliança que Edward me deu, mesmo quando eu não me lembrava não consegui me desfazer desse nosso símbolo.

Ignorando por hora o brilhante dourado, ele deu sua atenção no que queria no momento.

– Senti tantas saudades deles. – Edward sussurrou olhando hipnotizados para eles. Não demorou muito pra ele cair de boca neles me fazendo gritar a cada chupão ou mordida que ele dava.

Eu sentia que iria gozar a qualquer momento, também tanto tempo sem nenhum desse tipo de contato, deve ter acumulado de uma maneira arrebatadora que somente agora estava necessitando satisfazê-lo.

Desesperada para finalmente tê-lo dentro de mim. Ergui minhas mãos tirando sua camisa. O maldito ainda abriu um sorriso malicioso, estava preparada para xingá-lo quando Edward se levantou o suficiente para tirar o tênis e a calça juntamente com a cueca. Não contive o gemido de satisfação. Ele continuava exatamente como me lembrava deliciosamente excepcional.

Edward voltou a deitar sobre mim e me beijou, correspondi o beijo e comecei a explorar seu corpo com as mãos, sua barriga, costas, pernas até chegar ao seu sexo, senti ele estremecer quando o coloquei em minha mão, então suavemente comecei a masturba-lo, devagar, ouvi um gemido vindo do fundo da sua garganta enquanto me beijava cada vez mais forte, suas mãos passeavam por meu corpo, o apertando tão forte, mas então sua mão encontrou meu sexo, que quase imperceptivelmente deslizou a calcinha para o chão.

Os dedos entraram em contato com meu sexo e ali ele começou a acariciar lentamente, fazendo com que eu me afastasse de sua boca e gemesse alto e tentasse arquear minha coluna para que seus dedos entrassem dentro de mim. Para minha angustia Edward parou os movimentos, porém antes que eu pudesse reclamar sua língua quente estava lambendo meu sexo, o meu mudo ruiu e eu quase gozei em sua língua. Isso o estimulou mais começou a foder meu sexo com sua língua, ele hora mordia, hora chupava meu clitóris, eu gemia e me contorcia na mesa, minhas mãos em sua cabeça o empurrando em direção ao meu sexo, então eu gozei não conseguindo conter todo o prazer que sentira, foi assim que ele se deu por satisfeito.

Por breves segundos fechei os olhos e aproveitei aquela sensação entorpecedora. Assim recuperada a força me levantei apoiando nos cotovelos e olhei pra ele, Edward me encarava vitorioso.

– Se sinta assim enquanto pode. – Eu falei abrindo um sorriso malicioso. Os olhos de Edward foram diretos para meus lábios.

Sentando na mesa peguei seu membro que estava tão duro quanto uma rocha e o guiei até meu sexo, deixando que minha excitação escorresse por seu membro enquanto eu continuava a masturba-lo.

– Sente o quanto estou molhada? – Edward rosnou assentindo com a cabeça. – Bom por que o levarei a loucura assim como fez comigo.

Ergui um pouco o rosto e depositei um beijo no seu ombro e fui descendo um pouco mais e beijei seu peito. Fui passando a língua ao redor de seu mamilo e o mordi suavemente. Parei com o que estava fazendo e antes que o deixasse protestar levantei da mesa e me ajoelhei na sua frente. Levantei a cabeça e pude ver Edward com a respiração trancada em antecipação.

– Eu quero chupar você – Falei, mas era mais um gemido do que um pedido, eu nem dei tempo dele me responder e beijei a cabecinha de seu pau, passei suavemente a língua sobre ele, vendo-o gemer seus olhos estavam em fenda e vez ou outra fechava conforme movia a língua. Sua mão enrolou em meu cabelo e me forçou a por seu membro em sua boca, e eu coloquei e comecei a chupar e lamber tudo, sem parar com os movimentos da mão.

Comecei a fodê-lo na minha boca, e seus quadris iam e viam aumentando o ritmo seu gozo veio forte na minha boca, seu gosto delicioso desceu por minha garganta me deixando convencida.

Encarei-o sorrindo.

– Agora eu quero você – Ele falou puxando meu corpo e me virando até minhas mãos apoiarem na mesa derrubando tudo no chão. Tão rápido que o senti logo dentro de mim.

Ele começou a meter em mim rápido, forte, era bom, melhor, era incrível, era como poder ir no céu e voltar mais uma vez. Ele rosnou metendo cada vez mais forte. Eu gritei de prazer, afastei minhas pernas para senti-lo mais fundo, tão...fundo.

– Apertada como sempre. – Ele gemeu – Tão Linda – Me levando mais uma vez ao prazer gritei seu nome alto e gozei intensamente quando seu pau gozou dentro de mim, não aguentando meu próprio corpo cai sobre a mesa e minha respiração desregular só mostrava o quanto eu estava saciada.

Edward me pegou no colo e se sentou numa poltrona que tinha ali no escritório. Ficou me aninhando num silêncio calmo e acolhedor por vários minutos.

– Senti saudades disso. – Murmurei com a cabeça apoiada no seu peito.

– E eu senti saudade de você. – Disse dando um beijo na minha cabeça. – Senti falta de cada momento que passei ao seu lado e espero que se contente com isso.

Me afastei para que pudesse olhar nos seus olhos.

– Não desejaria nada menos que isso. – Dito isso depositei um simples beijo nos seus lábios antes de me afastar sorrindo.

– Isso é bom, porque o que eu mais quero que tudo nesse mundo é passar a eternidade ao lado da única mulher que amei. – Conforme Edward ia falando, suas mãos foram para trás do meu pescoço abrindo a corrente e tirando a aliança dali. – Eu não devia dizer o que estou prestes a dizer, afinal você aceitou ser minha e assim essa palavra será levada para todo o sempre, mas não posso evitar de ouvir mais uma vez você aceitando ser a futura senhora Cullen. – Ele fitou meus olhos intensamente e sério. – Você me daria essa honra?

O sorriso que demonstrei não cabia no meu rosto.

– Sim. – Ambos agora um sorrindo olhando para o anel que Edward colocava em meu dedo.

Nos olhamos e era fácil de encontrar o reflexo da minha felicidade nos seus olhos.

– Obrigado por me fazer o vampiro mais feliz desse mundo.

– Obrigada você por jamais desistir de mim.

– Nunca, minha Bella.

Sorri voltando apoiar a cabeça contra seu peito. Edward era um cavalheiro, olhei para a aliança agora no lugar certo. Ele sabia e dizia as coisas certas quando era mais preciso.

Ficamos assim por um longo tempo e permaneceríamos mais tempo assim se não tivéssemos escutado o uivo dos lobos Quileutes se aproximando da casa.

Contra gosto, Edward e eu nos levantamos e nos vestimos antes mesmo deles chegarem na casa. A essa altura Jacob já devia ter contado tudo a eles por pensamentos, poupando tempo para todos nós.

Liberei a mente de todos para que pudessem nos escutar assim que Edward abriu a porta do escritório e de mãos dadas fomos até a sala onde se encontrava a minoria dos vampiros. O primeiro que avistei foi Emmett com um sorriso matreiro no rosto enquanto levantava duas vezes as sobrancelhas sugestivamente.

Revirei os olhos.

– Os lobos chegaram. – Informei a todos ali. – Onde está Jacob?

– Já está do lado de fora esperando por eles. – Quem respondeu foi Esme ao lado de Claire. – Nessie está com ele.

– E Vanessa? – Questionei olhando em volta quando não a encontrei.

– Foi dar uma volta com Dionísio, quando o cara quis sair assim que percebeu que vocês não iam sair daquele escritório tão cedo. – Emmett comentou sorrindo malicioso.

Rose deu uma cotovelada no seu estômago o repreendendo com o olhar.

– Ai, ai ursinha. – Resmungou. – Não disse nada demais.

– E nem vai dizer uma palavra sequer. – Brigou encarando-o séria.

Emmett continuaria a discutir se não fosse interrompido por um latido feroz do lado de fora.

Olhei pela porta não tão longe e senti o corpo do Edward paralisar no lugar.

– O que está acontecendo? – Perguntei começando a me preocupar.

Edward abaixou o olhar receoso fitando o meu.

– Bella mantenha a calma, sim.

– Isso devia ser a última coisa para me pedir. – Que palavras eram aquelas? “Me manter calma.” Essa são as últimas palavras que devem falar para alguém quando você sabe que não terá calma.

Me soltei dele e rapidamente caminhei para fora da casa afim de saber o que estava acontecendo.

A cena que vi na minha frente não fazia sentido algum.

Leah e Seth rosnavam para Dionísio como se a qualquer momento fosse ataca-lo. Pelo menos pela postura de Leah era isso mesmo que ela o que queria.

O que diabos está acontecendo aqui?

– Viu, eu disse que não podíamos confiar nesses lobos. – Caius menosprezou-os quando disse a palavra lobos. Ele estava mais afastado junto com Aro que olhava tudo na expectativa.

– Para Seth, não estrague tudo. – Jacob disse ficando entre o vampiro e os lobos.

Seth? Eu achei que o problema era com Leah e não com Seth. Fitei-o fixamente procurando entender o que tinha acontecido com ele por que ele encarava o vampiro. Pelo menos na última vez que eu o vi anos atrás. Ele era um doce de menino, brincalhão, divertido e sem dúvida era o que mais eu me simpatizara.

– Preste atenção em mim. – Jacob mandou chamando brevemente sua atenção, mas que logo foi esquecida.

Prestando bem atenção nele depois de segundos e suas reações percebi finalmente caindo a fixa que não era Dionísio que ele encarava e sim Vanessa.

Como se um balde de água me despertasse eu finalmente estava entendendo suas reações e seu comportamento. Não era difícil de perceber o que aconteceu aqui, eu já vira isso acontecer com Jacob e com Leah e agora é com Seth tendo um imprinting com Vanessa?

E não foi uma reação engraçada como achei quando aconteceu com Nessie ou Nate, pelo contrário não fiquei momento algum feliz ou suportável essa ideia.

Com Seth tendo imprinting pela Vanessa, não a deixará um segundo sequer e ela vai apreciar sua companhia e quem se daria mal nessa história? Eu!

Mais que merda! Eu queria passar todos os segundos com Vanessa, o máximo o possível. Aproveitar o tempo perdido e mimá-la do mesmo jeito que fiz com Nessie. Agora com Seth ao seu lado, boa parte do seu tempo seria com ele.

Não. Eu não iria permitir isso. Nem que eu tivesse que acabar com a raça de algum cachorro.

– Qual o problema com esse lobo? – Dionísio perguntou ao Jacob.

– É só que... É complicado de dizer.

– Não tem nada de complicado. – Falei me mostrando presente e chamando a atenção de todos. A grande fazenda estava cheia de vampiros que eram guarda dos Volturis. – Seth só tem a cabeça quente. – Tentei fugir do assunto.

– E qual o motivo dele vir para cima da Vanessa?

Meus olhos faiscaram quando pousaram na criatura que estava no local do garoto que um dia eu considerei amigo.

– Por que ele sabe que vocês viviam com James, mas não há nada com se preocupar. Não é mesmo Jacob? – Sim, eu estava mentindo.

– É? – Sua afirmação saiu mais como uma dúvida.

“O quê?” Seth gritou em pensamentos apesar de Jacob não puder ouvir no momento. “Você não pode estar falando sério?”

“Tem certeza Bella? É o imprinting dele, não posso fazer isso.”

“Mas vai fazer se quiser ficar ao lado de Nessie.”

O olhar que Jacob lançou para mim, poderia assustar qualquer um, porém não eu.

“Bella sou eu. O Seth.” Ele chamou minha atenção. “Você se lembra de mim, certo? Sabe que eu jamais faria algo para machuca-la e também sabe que eu faria tudo por ela. Por favor, não faça isso comigo.”

Sim, eu sabia que não estava sendo justa, só que eu gostaria de um tempo ainda com a minha filha. Eu necessitava desse tempo.

“Só me dê um tempo, ok? Eu preciso disso agora.” Pedi a ele. “E em troca você pode se aproximar apenas aos poucos a ela, dando totalmente um espaço. Só que se você exagerar e ficar grudado nela e também falar qualquer coisa sobre o imprinting eu juro que acabo com você.”

“Feito!” Seth latiu alegre “Não se preocupe Bells eu vou me comportar direitinho. Eu prometo!”

“Esse é meu primeiro e último aviso”

Ele se sentou respirando ofegante mostrando a língua para fora.

“Você é a melhor sogra do mundo”

Trinquei os dentes e não pude evitar de um rosnado sair pela minha boca. Ainda vislumbrei Leah abaixando a cabeça e a balançando de um lado para outro como não acreditasse no que o irmão acabou de falar.

“Ops! Desculpe Bella. Isso não vai se repetir.”

“Não mesmo, pelo menos não nos próximos anos.” Pensei dando o assunto por encerrado.

Ele ainda fez um muxoxo, entretanto o ignorei com gosto.

– Está tudo bem agora Dionísio. Só foi um mal entendido. – Falei para o vampiro que se postava protetoralmente na frente de Vanessa, contudo aceitando minhas palavras mesmo relutante saiu da sua posição e ficou ao lado da minha filha.

Essa por sua vez, percebi encarar Seth com uma curiosidade no ar. Só faltava essa! Ela se apaixonar por Seth sem ele fazer nada.

Maldito imprinting. Tive vontade de proferir mil palavrões em vós alta, mas controlei minha língua.

– Jacob os lobos já estão a par da situação? – Jacob ainda me olhava resignado, porém assentiu confirmando que sim. – Alice que horas podemos ir?

– Agora mesmo Bellinha. – Ela apareceu do nada pulando na minha frente toda sorridente. Sorri de volta. Alice sempre seria Alice.

Olhei para Jasper para ele entender que era sua vez e como um general ele se aproximou perto dos reis ficando de frente para todos aqueles vampiros a nossa frente.

– Muito bem. Escutem todos. – Ele disse em alto tom de voz. – Aqueles que ficarem quilômetros de distância da casa não terão os cheiros encobertados por Dionísio, pois vocês não precisaram disso. Agora aqueles que cercarem a casa, mantenham o plano que pegaremos todos desprevenidos graças a ajuda dele.

Pude perceber uma certa relutância entre os vampiros, por ter que confiar num vampiro que até há poucos dias era seu inimigo. Não só eu percebendo essa hesitação, como também Aro percebeu. Ele resolveu intervir.

– Não se preocupem. Eu conheço todos os pensamentos desse vampiro. – E realmente não era mentira Aro fez questão de ler os pensamentos de Dionísio que contragosto forneceu a ele. – E ele está do nosso lado. Façam o que tenha que ser feito e sairemos vitoriosos nessa guerra.

Como um grito de confiança. Todos os vampiros gritaram em apoio. Nem foram tão bonitas as palavras de Aro, mas só pelo fato dos vampiros serem totalmente leais aos reis, poucas palavras fariam diferença.

– Então vamos lá. – Jasper olhou para aqueles que iriam liderar cada grupo. – Vocês já sabem o que fazer.

Cada um assentiu com a cabeça.

Edward olhou para mim e eu o olhei. Era isso, estava na hora de acabarmos de uma vez por todas com essa palhaçada.