A Primeira Eterna
59 Batalha
Notas iniciais
POV BELLA
– Então o que ainda estamos esperando? – Emmett se pronunciou pela décima vez já começando a me estressar.
– Alice só está conferindo se todos os vampiros chegaram. – Roselie explicou impacientemente mais uma vez.
– Como não. Por que chamou todos esses vampiros aqui? – Ao longe de varias vozes consegui ouvir a de James se destacar entre elas.
Ele estava brigando com Maria.
– Pronto! Estão todos ai. Foi o suficiente que consegui ver através das brechas que os lobos me permitiram. O que faremos? – Alice perguntou agitada.
– Achei que soubesse, você é a vidente aqui. – Emmett disse resmungando e cruzando os braços.
– Sou vidente e não uma comandante.
– Já chega! – Edward interviu. – Vocês estão tirando a concentração da Bella, se ela se desviar por um segundo sequer a atenção todos os vampiros lá embaixo saberão que estamos aqui.
Sorri para meu lindo vampiro que retribuiu prontamente. Não era para tanto, mas era fofo vê-lo sempre me protegendo.
– Obrigada, mas não precisa se preocupar com isso. Nada vai tirar minha concentração.
– Talvez se o Edward fazer outras coisinhas não duvidaria muito se você resistiria. – Emmett disse maliciosamente.
Revirei os olhos o ignorando enquanto Edward dava um soco no seu braço.
Emmett não poderia estar mais certo. Realmente Edward é o único que poderia tirar minha concentração nesse momento.
– Vamos esperar James sair da casa e acredito que os Volturis podem aparecer. Todos já estão posicionados em seus devidos lugares. – Jasper sussurrou.
– Muito bem rapaz. É só nos dizer o momento certo. – Aro pediu.
Sorri de lado lembrando o quanto Nessie ficou indignada comigo.
Deixei minhas filhas afastadas dessa briga, a última coisa que eu queria é ter James manipulando Vanessa no último segundo e quem sabe causando algum problema.
Então as mantive longe com Esme, Jane e Alec para protegê-las é claro que Nessie não aceitou e tão pouco Vanessa, porém a decisão final era minha.
Um silêncio que até poucos segundos aqueles monte de vampiros estavam agitados sessou por completo. Não se ouvia nenhum som de lá de dentro. Ao longe pude ver as centenas de vampiros entrando em posição de ataques enquanto James saia apressado para o lado de fora do celeiro e olhava para todos os cantos.
Fiquei rígida imediatamente. Ele não podia ter percebido nossa presença aqui, é impossível. Eu estou certificando que ninguém possa nos ver.
O que tinha acontecido?
Tentei entrar repentinamente em sua mente e me arrependi amargamente. Um bile se formou no meu estômago. A vontade de vomitar foi tanta que não consegui controlar e uma onda do que tinha no meu estômago escapou pela minha boca.
– Bella. – Edward gritou desesperado. Eu me mantinha controlando para que nosso disfarce não entregasse, mas quase não tive forças para isso. – Bella você está bem?
– O que está acontecendo com ela? – Ouvi alguém dizer, contudo não resisti a nova onda de enjoo que veio e mais uma vez botei resquícios de alimento para fora.
– Oh céus! Alguém ajude-a! – Outra voz gritou.
– Como?
Ao meu lado escutei o ofegar e escutei alguém cair e começar a engasgar antes de vomitar.
Foi nesse breve momento que eu consegui captar o que estava acontecendo antes das ondas de náusea voltar.
– Por favor, Edward o que está acontecendo com vocês? – Ouvi outra voz em desespere.
Edward também? Merda ele deve ter sido atingido quando também tentou ler a mente de James.
Mais uma enxurrada soou ao meu lado.
– Ao lado do James. – Sussurrei com a vontade de vomitar novamente.
– Como vamos pará-los? – Outra voz.
– Renata. – Consegui distinguir a voz calma de Aro chamando uma de sua guarda e logo sinto seu escudo me envolver. Aos poucos volto a respirar e a ânsia foi embora como se não tivesse acontecido nada.
A sensação de enjoo é horrível, fazia tempo que não sentia isso.
Pisquei algumas vezes antes de conseguir me recompor.
– Você está bem? – Alice sussurra me puxando para cima com delicadeza.
– Sim. – Finalmente consegui focalizar seu rosto.
Olhei para o lado e vi Emmett ajudando Edward a se levantar.
– Como conseguiram fazer isso com você? – Rose questionou preocupada.
– Aquele vampiro ao lado de James. – Olhei para o enorme vampiro que se postava ao seu lado. – De algum modo é uma defesa dele e não de James é como se estivesse ligado conectado ao James. Se algo atinge-o automaticamente seu dom rebate para aquele que atacou. Fui pega desprevenida.
– Se James está imune contra os ataques então o que faremos? – Alice perguntou preocupada.
Olhei para encarar a baixinha ao meu lado e sorri.
– James é esperto, mas nem tanto quando se trata de como funciona o dom dos vampiros.
– O que quer dizer com isso?
– Simples. Aquele vampiro pode estar protegendo a mente de James, mas por conta disso não está protegendo a própria. – Virei para Renata. – Obrigada, se não fosse por você provavelmente estaria naquela onda de enjoos.
Ela assentiu com a cabeça permanecendo ao lado de Aro.
– Ah, aproposito. Limpe isso daqui. – Alice tirou um pano sei lá de onde e apontou para meus lábios. – Está suja de sangue.
– Obrigada. – Sussurrei agradecida pegando o pano de sua mão e levando na minha boca para limpar-me.
– Quero que vocês cinco vão pra lá e procure qualquer coisa suspeito. – Ouvi James ordenar para alguns vampiros mais a sua frente.
Os cinco vampiros se apressaram em concordar e vieram em nossa direção.
– James o que está acontecendo? – Maria apareceu ao seu lado.
– Os Volturis estão vindo.
– Mais que merda! Temos que montar um esquema de ataque.
– É só colocar todos em posição. Nós temos a vantagem somos em maior número.
– Acho que está na hora de nos mostrar. – Aro falou.
Com a ajuda de Dionísio em algum lugar e meu dom consegui controlar para incluir os cinco vampiros que corriam por nós.
No mesmo instante eles conseguiram ver vários vampiros a sua volta prontos para ataca-los.
– Mas o que é isso? – Um vampiro disse chocado.
– ELES ESTÃO AQUI! – Gritou um outro vampiro.
– Pegue-os. – Aro diz.
Não levou nem um milésimo de segundo e vários vampiros da sua guarda pulavam para cima deles.
Os vampiros foram cercados sem nenhuma chance de vitória.
“Que tal avisá-los que estamos aqui.” Mandei essa sugestão por pensamento para Aro, o mesmo me olhou e abriu um sorriso.
– Deixem um recado. Mande os inimigos de volta para James. – Os vampiros da sua guarda olharam para o rei sem entender enquanto mantinham os cinco presos.
Um sorriso cruel surgiu nos lábios de Aro.
– Apenas as suas cabeças.
Era claro que Aro faria questão de mostrar um pouco seu lado negro, coisa que eu exatamente faria no seu lugar.
Seus vampiros não hesitaram nenhum segundo sequer. Vi sem tirar os olhos deles arrancarem as cabeças dos vampiros. Com força e a miraram na direção de James. Eles lançaram ao longe a cabeça daqueles agora totalmente mortos.
Não demorou muito para ouvir os gritos assustados, os rosnados e a aflição de todos os vampiros que se encontravam lá embaixo.
– Eles estão aqui. – Uma vampira dizia exasperada.
– Os Volturis estão aqui. – O vampiro gritava.
– É Aro, pelo visto até os inimigos temem você. – Murmurei.
– Fazemos o que for preciso. – Ele disse polidamente, no entanto podia ver através dos seus olhos o quão satisfeito ele estava.
– Vamos logo lá pra baixo. – Emmett pediu não conseguindo ficar quieto no seu lugar.
Olhei para Aro.
“Como combinamos.” Disse por pensamentos.
– Todos vocês em frente conosco. – Aro disse em auto tom de voz e assim todos os vampiros inclusive os reis caminhavam para a beira do penhasco. Permaneci ao meu lugar assim como Edward ficou comigo.
Controlei meu dom ajudando a Dionísio a tirar seu dom de todos os vampiros conforme iam aparecendo no penhasco.
– Ora, se não é meus antigos amigos Aro, Caius e Marcus. – James debochou.
– Faz muito tempo não é mesmo? Não imaginava que você estava vivo. Afinal, não tinha onde cair morto quando éramos humanos. – Aro falou.
Escutei daqui o ranger dos dentes de James.
– Sobrevivi tão bem que nem você sabia da minha existência.
– Sua existência foi tão... Insignificante que não me atraiu de forma nenhuma.
James pensava que eu ainda estava morta. Isso era melhor do que eu poderia imaginar, vou gostar muito de fazer essa surpresa para ele.
Aro então pulou do penhasco junto com Caius e Marcus e todos os vampiros da guarda em perfeita sincronia foram pulando até não restar mais nenhum no meu campo de visão. A família Cullen foi junto com eles.
– Foram vocês não foram? – James riu com escarnio. – De alguma forma conseguiu trazer todos aqui para que? Para ter uma guerra?
– Não precisamos entrar em uma luta. Podemos resolver tudo pacificamente. – Aro falou polido.
– E qual seria a condição?
– A sua rendição. Como velhos amigos, estou aqui hoje para te conceder essa opção.
James ficou em silêncio por breve segundos antes de continuar:
– Eu sei o que está querendo Aro. – Riu debochado. – Você está com medo, o meu número é maior que o seu. Que tal eu dar a opção. Vocês se rendem e eu prometo deixar os três vivos.
– Não acha que está confiando muito na sorte? – Aro disse sério.
– E por que não? Eu olho ai para frente e consigo ver todos os vampiros da sua guarda e quando olho aqui atrás vejo o dobro ou até mesmo o triplo que o seu. Acha mesmo essa batalha justa para você?
– Eu não subestimaria os números. – Aro diz suspeito.
– Oh não? Acho que poderíamos testar.
Ao meio da conversa comecei a escutar passos vindos dos vampiros lá de baixo. Prestei atenção em seus ritmos e no momento que todos pararam de andar. Como suspeitei todos entraram em formação.
– Muitos dos vampiros aqui Aro, tem idades aproximadas da nossa. São tão experientes ou mais hábeis nas lutas que os seus vampiros.
– Tão habilidosos que Bella conseguiu destruir pelo menos a metade dos seus vampiros.
– Oh Bella, sim nossa querida Bella que descanse em paz, faz tantos anos que não ouço mais seu nome. – James fingia dizer com pesar. – Realmente não imaginava o quão forte ela era na época foi uma surpresa em tanto, mas felizmente eu não ia arriscar que ela matasse os meus melhores vampiros. Então foi fácil de deixar os fracos à frente e mandado os bons irem.
James suspirou.
– Pobrezinha, foi morta pela própria filha. Quem diria, não é? Não sei se você sabia que Bella teve gêmeas. Ela conseguiu esconder isso de todos. Pobre Charlie e Renné conseguiram esconder isso de todos.
– Já estou par da situação.
– Ah já? Isso é bom, vai me economizar uma boa conversa. Mas não se preocupe a morte dela me comoveu sabia.
– O que quer dizer com isso?
– Eu simplesmente fiquei horrorizado, quero dizer não imaginei que Vanessa fosse mesmo capaz de matar a própria mãe. – James disse melancólico. – Eu até pensei em castiga-la.
Senti Edward apertar fortemente minhas mãos só assim percebi que estava tremendo. James disse o que fez, castiga-la era preciso mandar mata-la. Ele parecia tão calmo e sem culpa de ter mandado matar a Vanessa que nem ao menos sentia um pingo de compaixão.
Por um lado agradeci por Vanessa não estar aqui. Suas palavras duras e frias poderia causar um estrago maior na minha filha.
– E por que acha justo você ainda estar vivo? – Aro questionou curioso.
– Não fui eu quem matei nossa querida Bella. – Disse como se fosse o obvio.
Essa era minha deixa dei um leve aperto na mão de Edward antes de aparecer ao lado de James.
– Mas foi você quem matou minha mãe. – Sussurrei no ouvido de James assim que me tornei visível ao lado dele.
O maldito pulou de susto dando um passo para trás e ficou de frente para mim me encarando horrorizado.
– Isabella... – Murmurou perplexo.
– Não respondeu a pergunta de Aro.
– Eu... O que... Como está aqui?
– Chega! – Rugi fazendo-o se calar imediatamente. – Responda.
– Eu não tentei matar ninguém.
– Não. – Sorri amargurada e o encarei sério. – Tentou matar a mim e a meu irmão quando éramos humanos e imortais. – Dei um passo a frente erguendo a cabeça e ficando cara a cara apenas milímetros de distância não nos fiz tocar. Ele podia ser mais alto, mas não me deixou tão longe. Olhei-o com fúria. – Matou meus pais, sua própria irmã. – Cuspi as palavras com repudio. – Mandou matar Vanessa.
– Espera. Se acalme vamos conversar. – Ele franziu o cenho. – Que história é essa de matar Vanessa?
– Conversar. – Empurrei-o pegando de surpresa. James cambaleou dando um passo para trás. – Você nunca conversou, você matou meus pais.
Empurrei-o de novo.
Vampiros que nos fechavam em circulo rosnaram avançando um passo na minha direção, porém foram impedidos quando James levantou uma mão.
– Não ataquem. – Ele disse alto e sorriu para mim.
Estreitei os olhos.
– Vamos conversar, por favor.
– E por que eu faria isso? – Questionei erguendo uma sobrancelha.
– Você não gostaria de entender tudo o que eu fiz. Por que agi como agi?
Minha língua mordeu para não dizer a ele que conseguiria todas as respostas somente invadindo sua mente, contudo a vontade de ouvir da sua própria boca era importante para mim.
Por fim relaxei.
– Muito bem. – Caminhei passando por ele e ficando de frente para os vampiros a minha frente.
Todos rosnavam e me encaravam com fúria e certo medo também. Olhei-os de volta entediada. Se James não fizesse nada eu mataria seus vampiros para abrir caminho para mim.
– Deixem-na passar. – Ordenou como se tivesse lido minha mente.
Se afastaram abrindo a trilha novamente que dava direto para os Voturis.
– Confesso que me surpreendeu Bella. Não imaginei que a veria novamente. – Falou assim que me postei ao lado de Aro.
– Desapontado?
– Na verdade surpreso. Como conseguiu?
– Não foi difícil. – Olhei para o lado e Didyme surgiu no meio dos demais vampiros.
Os olhos de James brilharam de uma forma doentia que me enjoou, mas logo esse brilho desapareceu quando ela colocou a mão envolta do braço de Marcus.
– Você a ajudou! – Disse desapontado fitando dela para mim. – Por que esperou todo esse tempo para me atacar?
– Eu quem faço as perguntas aqui.
– Oh sim claro. O que quer saber?
– Por que matou meus pais? Me lembro que disse sobre a bruxaria e tudo mais.
Ele suspirou.
– Há muito tempo eu desejava o poder da sua mãe, naquela época acreditava conseguir e até peguei o livro para tentar fazer magia, no entanto como já da para imaginar não aconteceu nada. Por muito tempo tentei entender porque minha mãe tinha escolhido dar os poderes para Renne e não a mim. Anos se passaram e então aquele rei que você ficou apareceu.
– Mattew? – Perguntei confusa. – O que tem ele?
– Você não faz ideia, hum? – James sorriu debochado fitando algo atrás de mim. Olhei pelo canto do olho e vi Edward se postando ao meu lado. – Ele te olha do mesmo jeito que o rapaz te olhava.
Fitei Edward franzindo a sobrancelha e o mesmo me fitava do mesmo jeito.
– O que tem demais?
– Bella os dois fariam tudo por você. Na realidade todos fazem, mas só um até hoje a conquistou.
Eu não tinha culpa.
– Não foi difícil de descobrir. Mexendo uns pauzinhos aqui e outro ali, logo soube, mas o rapaz te amava mesmo tinha um segredo. Tanto que ofereceu muito dinheiro para mim quando descobri. Claro que não era um imbecil, mas não me contentei com aquilo por muito tempo. Tinha algo mais que eu desejava.
– O poder de Renne. – Sussurrei.
– Exatamente, então eu exigi que ele eliminasse Renne senão eu contava tudo para você. Era para dar certo, só não imaginava que ele se preocupava em tirar a vida de outro e para não te perder fez algo que o te prendeu sem escolhas. Ou foi isso que pensou.
Ele fala da minha gravidez.
– Fiquei satisfeito é claro ainda mais que meu plano estava indo bem. Infelizmente ele deixou seus guardas sempre de olho em você ou em sua família. Eu não era permitido chegar, me apressei em agir quando descobri que ele a levaria junto com sua família para seu reino e me deixaria para trás naquela podridão, mas o segredo de Mattew podia colocar tudo a perder se você soubesse antes da hora. Se descobrisse que ele já tinha uma noiva e um filho esperando por ele em seu reino. Você terminaria com ele sem pensar duas vezes. – Arregalei os olhos. Fiquei sabendo que Mattew tinha mesmo uma família, porém fiquei sabendo anos depois por alguns seres insignificante no momento. – Mas o garoto te amava tanto e estava disposto em desmanchar o noivado só para ficar com você.
Tudo ia se encaixando. Os bárbaros que apareceram pelo vilarejo atrás de Mattew foram avisados pelo James e assim desencadeou uma tragédia atrás da outra.
– No dia do terremoto, você podia ter salvado nossos pais. – David se pronunciou postando ao meu lado.
– Podia. – Suspirou como se o irritasse. – Mas quando vi sua mãe estendendo a mão para mim a única coisa que consegui pensar foi “Agora eu tenho a minha chance”, então esclarecendo sua duvida não foi eu quem matei seus pais foi o desabamento de terra.
– Miserável. – David rugiu dando um passo para frente, porém o impedi de continuar. – Me solta Bella, eu vou matar esse desgraçado.
– Não, não vai. – Murmurei. Voltei com a voz alta para James. – É por isso que foi atrás de Nessie e Vanessa depois que conseguiu minha morte.
Não foi uma pergunta e sim uma afirmação.
– Veja depois que eu vi que matando sua mãe e tentando te matar. Lembrei-me que de nada adiantaria se não matasse as duas. Eu precisava cortar a linhagem pela raiz. Infelizmente você não estava tão morta quanto pensei. Então não adiantava simplesmente mata-las.
– E tão pouco perto do poder como deseja.
– Realmente acreditei que era porque você ainda existia que não tinha conseguido o poder, não fazia ideia até você me explicar. Por um lado. felizmente já não era esse meu propósito e sim colocar alguém no lugar dos Volturis no poder.
– Você? – Ri debochada.
– Claro. Não a ninguém melhor que eu, nem mesmo você ou você David.
Com essa David gargalhou ao meu lado.
– Sempre tão louco. Bem que Bella sempre tentou nos avisar que não era confiável.
– Sim, e já perguntou o motivo? – Ele me olhou e sorriu de um jeito estranho e doentio. Essa merda estava me irritando.
Trinquei os dentes.
– Exatamente e vocês sempre a ignoraram e até mesmo vocês Volturis. Se vocês a tivessem a escutado desde o início. – Ele disse com pesar deixando a frase no ar como um suspense. Não estava entendendo o que ele dizia, mas o jeito que ele falava e me olhava estava começando a me deixar estranhamente desconfortável.
– O que quer dizer com isso?
– Fico decepcionado que você não tenha contado a ninguém. – Ele disse fingindo estar magoado me encarando.
Franzi o cenho. Do que ele falava?
Ele estreitou os olhos por breve segundos e depois riu.
– Qual é a graça babaca? – David gritou.
– Você não se lembra não é, querida e doce Isabella? Eu não acredito que não se lembra. – Ele sussurrou meu nome de um jeito tão assustador e familiar me causando sensações ruins. Ignorando por completo meu irmão.
Gargalhou logo em seguida.
– Oh David se você a tivesse escutado assim como seus pais deveriam ter escutado jamais teria feito sua irmã passar pelo que passou. Mas eu precisava fazê-la não desistir de Mattew quando soubesse que ele tinha uma noiva e um filho o esperando. – Sua expressão voltou a entristecido, mas o sorriso cruel sempre voltava.
– Agora entendo, porque ela nunca me olhava na minha cara, achava que era pelo que aconteceu, mas o fato dela desconfiar de mim como sempre fazia e contar aos seus pais mesmo não tendo argumentações... Agora eu entendo. Se vocês não a protegeram sua mente o fez.
– O que aconteceu? – David começou nervoso e senti o seu olhar em mim, mas não consegui desviar do olhar de James eles estavam conectados com os meus de uma forma tão intensa procurando por respostas que eu sabia que havia ali em algum lugar.
Mas eu não sabia do que ele referia. Na verdade apesar de acreditar que era uma mentira meu subconsciente não dizia o mesmo.
Eu queria saber do que ele falava, porém estava com medo. O seu olhar denunciava que tinha algo muito errado e ele falou que minha mente me protegeu...
– Não sei muito do que é capaz Bella, mas sei que você pode ler minha mente. Então porque não o faz e ai você se lembrará.
Minha mente gritava para não escutá-lo, só que a necessidade em descobrir a verdade era maior. Muito maior.
– Diga de uma vez! – David rugiu alto.
E como se fosse combinado no mesmo momento que ele pronunciou suas palavras as imagens da sua mente me acertaram com tamanha força.
– Vanessa e Nessie são minhas filhas.
E como se fosse apenas suas memórias voltando para a época que éramos humanos. Revivi algo que minha mente tinha bloqueado para superar a dor e a humilhação. Eram fracas e poucos nítidas, mas as imagens estavam lá. Acontecimentos que eu nem sabia que havia acontecido.
James tinha me visto com Mattew na beira do lago quando me tornou sua pela única vez. Ele nos assistiu e mostrou como apreciou e desejou aquilo que via. Depois que nos viu no lago começou a me perseguir pelos lugares e a vontade de me ter e me machucar por todas as vezes que eu contava a minha família que não confiava nele só aumentou seu desejo. Eu me lembrava de vagamente uma coisa ou outra, mas agora vendo por outra perspectiva, melhor dizendo pela mente doentia de James tudo era facilmente esclarecido.
Quis me desligar da sua mente, porque minha própria mente gritava para mim que isso iria me fazer mal, porém como se estivesse conectado a sua mente e me puxasse mais e mais para as memórias que para mim eram esquecidas, mas que ao mesmo tempo me fazia lembrar me fez eu própria me abraçar buscando um apoio para beira do meu desespero e da loucura.
Então o momento que eu ignorei, foi esclarecido de uma forma impossível de aplacar a minha dor. Cenas de James me agarrando perto da estrada e me levando para dentro da floresta reviveram não as suas mais as minhas lembranças.
“Eu tentei gritar e dizer para James me soltar, contudo ele era mais forte e o tapa que me deferiu no rosto me fez gemer de dor e me encolher para não ganhar o próximo. Eu sabia que James era cruel, somente agora ele estava mostrando esse seu lado.
– Solte-me James.
– Calada. Ou será pior. – Vi em seu olhar negro um brilho assustador e obstinado.
E assim ele foi me carregando mais e mais para dentro da floresta. Só que consegui uma oportunidade no meio do caminho e me soltei dele fugindo pela direção que tinha vindo, era fácil de lembrar o local. A iluminação pela floresta através das árvores era facilmente vista por conta do sol forte que fazia no dia. Corri e corri gritando por ajuda, mas como eu tinha um péssimo equilíbrio e dois pés esquerdos ao invés de um direito, não consegui correr o suficiente caindo no chão.
James logo me prendeu contra o chão forçando o seu corpo contra o meu.
– Pensastes que irá para algum lugar, querida e doce Isabella? – Ele sussurrou no meu ouvido me fazendo tremer toda. O medo que eu estava sentindo fazia meu coração bater freneticamente quase sentindo-o sair pela minha boca.
Ele me virou deixando-o cara a cara com ele.
– Eu a desejei desde o momento que a vi no lago com aquele reizinho. – Ele sussurrou como se confidenciasse um segredo. – Vós sois mais esperta que eu imaginava menina. O enganou e colocará a mão em seu ouro.
– Não. – Gritei. Ele estava enganado eu não estava com Mattew por seu tesouro. Ele era o meu sol.
– Vós ireis dividir sua fortuna comigo. Eu irei viver bem com todo luxo que eu desejar.
Ele estava louco.
Ri tensa da sua cara.
– Estás louco se pensa que irei fazer algo para ti. Não lhe darei nenhum ouro, não é isso que me interessa.
Ele fechou a cara.
– Será o que passará a fazer para mim.
– Gastará seu tempo. – Disse firme. – Viva sua vida de forma honesta que eu viverei a minha.
Sim, eu ainda não tinha me decido casar com Mattew ainda, mas depois pelo momento mágico que passamos no lago estava considerando ansiosamente seu pedido. Ele me fazia feliz e me fazia rir como ninguém jamais conseguiu. Ele seria o homem certo e que me faria feliz ao seu lado. Eu podia sentir isso quando o via nos seus olhos e eu podia fazer o mesmo não é mesmo? Podia fazê-lo feliz da mesma maneira.Com o tempo viria o amor.
James ergueu sua mão para deferir mais um tapa. Me encolhi debaixo de ti com medo de novo da dor, mas ao perceber que ela não chegara abri hesitante meus olhos.
Ele me encarava de uma forma mais assustadora que minutos atrás se possível.
– Não posso bater em teu rosto novamente. Deixaria marcas e não posso deixar que desconfiem de nada. – Sua voz saiu vibrante me transmitindo uma sensação ruim e de mal estar. Ele colocou o dedo nos meus lábios me silenciando. – Tu não contarás nada, senão farei pior com qualquer um que vir atrás de mim e lhes mostrei uma dor pior, insuportavelmente pior se abrir está boquinha.
Desesperada com o que ele falava me debati em vão embaixo dele. Sua força era muito maior não me permitindo mexer.
Suas mãos subirem pelo meu corpo e gelei antes de sentir uma dor forte contra meu seio direito me fazendo gemer de dor.
– Te deixarei suja que nem seu querido Mattew te aceitará mais.
O desespero tomou meu corpo quando suas mãos desceram até a barra do meu vestido o levantando.
– Não. – Gritei antes de sua mão tapar a minha boca.
– Shiii, calada. Veja pelo lado bom. Eu sairei satisfeito de um jeito ou de outro, querida e doce Isabella.”
E assim o pior pesadelo para uma mulher aconteceu me deixando marcas por tempos até eu mesma encontrar um jeito de me proteger.
Um jeito que até agora não sabia qual era, porém que me fez lembrar e a dor e o medo que eu senti naquele dia me fez encolher no lugar.
– Bella. – Escutei alguém sussurrando ao meu lado. Quando senti o toque no meu braço fez me lembrar do jeito que James apertou meu braço arrastando para floresta.
– Não me toque. – Gritei assustada vendo em minha mente a forma que James sorria satisfeito com que fizera.
A parte sombria das minhas memórias vinha com força total me deixando totalmente vulnerável.
POV EDWARD
Eu não podia acreditar no que saia da boca daquele filho da puta. Vanessa e Nessie não eram filhas dele. Era daquele ex-noivo da Bella. Ela jamais ficaria com alguém que detestava.
– Não diga babaquices. Bella jamais ficaria com você. – David concordava comigo.
– E tão pouco eu ficaria com ela. Bom, na verdade só um de nós queria pelo menos uma vez deixar o recado. – Ele falava sem tirar os olhos segundo sequer dos olhos de Bella.
Nesse momento vi Bella se abraçar encarando-o intensamente, mas conseguia ver o horror em seus olhos.
De alguma maneira eu conseguia sentir o que Bella sentia. Uma dor forte atingiu meu peito quando a vi encolhida e as palavras de James fez sentido na minha mente.
Agora eu entendi o que ele quis dizer.
Olhei para James e consegui ler sua mente com certeza a mesma coisa que Bella estava vendo. Então compartilhei o lado sombrio que Bella passou e agora entendi que nem ela fazia ideia do que aconteceu.
Eu não consegui explicar, mas essas lembranças a deixaram vulnerável, pois de certa forma através da mente de James consegui ler a mente da Bella. Tudo que ela sentia eu podia ver.
Senti-me um inútil e fraco por não poder tirá-la de lá, mas nem mesmo eu conseguia sair. Ao mesmo tempo me sentia horrorizado e abismado com o que via.
A raiva e o ódio que senti fez meu corpo tremer. Eu nunca desejei tanto matar alguém como desejo matar James.
Saber o que ele fez com a minha Bella causou uma dor em mim que jamais acredito que possa me curar ou que talvez não pudesse curar ela.
– O que está acontecendo Bella? – David disse preocupado sua voz se aproximando dela, mas então rosnados surgiram por todo lado.
– Bella deixou a barreira cair. – Caius disse atônito.
Sim, a barreira tinha caído e deixando todos aqueles que ainda estavam ocultos a vista. Algo me bloqueou da mente dos dois quando o pior estava por vir.
Pisquei os olhos em volta atordoado. Eu estava entre as lembranças da Bella e o que acontecia no mundo real.
Era possível sentir o cheiro de mais vampiros e dos lobos que estavam mais afastados.
– James olhava em volta preocupado com a quantidade de cheiros que conseguiu sentir agora. – Ignorando totalmente Bella a sua frente.
Voltei minha atenção a ela e observei que seus olhos estavam desfocados, tinha certeza que não saiu das suas lembranças. Queria poder ajudar de alguma forma e meu coração se apertou quando a vi se encolhendo no chão colocando a mão em volta da cabeça.
Sussurrando para si mesma pra esquecer. Pedindo para que fossem embora. Sabia que era por causa das memórias que fora libertada.
Aflito para ajuda-la me aproximei até ficar ao seu lado. Queria sumir daqui abraça-la e confortá-la dizendo que tudo ficaria bem, mas como fazer isso no meio da guerra que estávamos.
Não podia deixa-la tão vulnerável como estava, então me agachei ao seu lado. Chamando-a.
– Bella. – Sussurrei tocando em seu braço, mas não consegui processar o que aconteceu a seguir.
Ouvi o grito desesperado de Bella implorando para que não a tocasse e uma força invisível, ou melhor seu dom me arremessou para longe, muitos metros de distância para trás fazendo meu corpo se chocar contra o penhasco antes de cair no chão.
– Edward. – Alice correu ao meu lado me ajudando a se levantar. Olhei para Bella e ela estava na mesma posição choramingando. – O que ele está fazendo com a Bella?
– Não sei explicar, mas Bella está se lembrando do passado como se estivesse vivendo o momento. – Falei afobado querendo alguma forma de ajuda-la.
– Deixa Bella em paz. Eu vou te matar.
David avançou com sua fúria, matando o primeiro vampiro na sua frente que tentava inutilmente impedir de chegar até James. Tudo começou rápido demais. A guerra se iniciou no momento que David fez seu primeiro movimento.
Assim todos os guardas dos Volturis avançaram ao comando de Caius quando os vampiros do lado de James avançaram.
Vi James fitar Bella com um brilho estranhamente maníaco nos olhos.
Antes que qualquer vampiro pudesse chegar perto da Bella muitos vampiros que estavam próximo de si se postaram na sua frente formando uma barreira para ajuda-la. Corri o mais rápido que pude para ficar ao lado dela.
Tentei falar com ela, contudo quando pensei em fazer isso olhei para cima quando vi a sombra de um vampiro pulando a barreira dos vampiros a nossa frente e indo direto para cima de nós. Assim que me preparei para jogá-lo para longe. Um dos lobos apareceu em cima de mim agarrando o vampiro no ar indo os dois para o outro lado.
Rosnados grossos e animalescos foi ouvido atrás de mim. Olhando por cima do ombro vi vários lobos Quileutes parados em fileiras.
Jacob no meio deles uivou alto e todos correram na direção da guerra. Conseguia ler seus pensamentos ansiosos e empolgados com a guerra que enfrentariam, nenhum pouco preocupado com os danos que podia acontecer aqui.
Merda! Essa guerra não era nem para ter começado. Estava nos planos que deteríamos James antes que ele agisse, mas não esperávamos o que ele tinha feito com Bella.
Olhei para Bella e meu peito se apertou de dor. Ela ainda se mantinha na mesma posição e murmurava palavras quase inaudíveis.
– Bella. Eu estou aqui. – Sussurrei torcendo para que me ouvisse, porém não parece ter ouvido efeito.
Sem saber o que fazer a puxei contra o meu peito e a abracei com toda a minha força para que ela não me jogasse para longe novamente. Ela tentou se afastar de mim e gritou para que não a machucasse.
Só que dessa vez não a soltei. Me mantive ao seu lado o tempo todo.
Comecei a sussurrar que tudo ia ficar bem, que nada daquilo era real, que eu estava ali com ela e não deixaria nada e ninguém machuca-la. Aos poucos ela foi ficando mais calma, suas mãos que antes batia no meu peito agora se agarrava com força na minha camisa como se sua vida dependesse disso. Seu rosto estava escondido contra meu peito. Nunca tinha visto Bella tão vulnerável desse jeito.
– Eu estarei aqui para você minha Bella. – Sussurrei mais uma vez tentando dar o conforto que ela precisava.
– Edward. – Ela murmurou meu nome contra meu peito.
Abri um pequeno sorriso aliviado.
– Não doce Bella é James. – Me pegando completamente desprevenido. James me puxou me soltando de Bella que se desequilibrou colocando as mãos no chão. – Não se meta no meu caminho. – Ele rosnou me dando um soco e me jogando longe.
Dessa vez antes que eu caísse consegui me virar e meus pés deslizaram pelo chão levantando poeira enquanto usei minha mão para me parar.
Rosnei voltando a encarar James. Franzi o cenho. Ele segurava Bella pelo pescoço que se mantinha encolhida. O que havia de errado com ela.
Por que não lutava?
– Solte-a agora James. – Ele me ignorou fitando-a com curiosidade.
– O que foi pequena e doce Isabella? – Ele perguntou e Bella abaixou os olhos como se tivessem com medo dele. – Oh não querida, não precisa se preocupar. Não vou machuca-la. – Ele se aproximou com os lábios perto do seu ouvido e ergueu a mão livre para acariciar seus cabelos. – Se você ficar quietinha prometo acabar com isso rapidamente.
Odiei vê-lo toca-la daquela forma. Um grunhido saiu pelos meus lábios e corri na direção dos dois.
James voltou a me encarar e soltou Bella.
– Você não escuta mesmo garoto. – Ele avançou correndo na minha direção.
Fechando a cara. Aumentei a velocidade e desviei no ultimo segundo do seu soco. Peguei seu braço e o prendi atrás das suas costas antes de dar um chute na sua cabeça e ele cair no chão com a minha força.
Me preparei para pega-lo, mas antes que pudesse dar um passo na sua direção. Bella apareceu na minha frente me segurando no lugar.
– Bella, o que está fazendo? – Eu não estava entendendo nenhuma de suas reações.
– Você não pode machuca-lo Edward.
– Por que não? Ele está aqui na nossa frente Bella, podemos acabar com isso de uma vez. – Eu não estava mesmo entendendo ela, mas parecia que seu olhar queria dizer outra coisa.
Ouvi a gargalhada de James enquanto se levantava atraindo minha atenção para si.
– Isabella entende as coisas rápidas, não é querida. – Olhei de volta para ela, pois não estava entendendo nada mesmo e quando a fitei percebi que seus olhos não se desviaram do meu por segundo sequer. Foi então que eu percebi que ela queria me dizer algo.
Antes que eu pudesse abrir a boca para perguntar o que era. James se adiantou para explicar.
– Vamos Isabella, diga ao Edward por que não pode me machucar.
– Victoria está com Vanessa e Nessie.
Meus olhos se arregalaram.
– O que? Como? E Esme?
– Eu ainda não sei o que aconteceu. Só sei o que James sabe. Victoria conseguiu pegar Vanessa e Nessie.
– Como ela conseguiu? Não importa. – Balancei a cabeça negando. – Acabamos com essa guerra e vamos atrás delas.
– Isso não é possível Edward. Dionísio está com elas.
Juntei as sobrancelhas. Ele iria ajudar elas e mataria Victoria, tudo estava certo.
James gargalhou dando um passo na nossa direção.
Olhei uma vez para James e depois para Bella, finalmente caindo minha ficha.
– Dionísio nos traiu. – Falei meus pensamentos em voz alta.
– Vocês achavam mesmo que ele estava do lado de vocês. Idiotas. Dionísio está conosco desde que virou um de nós até hoje. Achou mesmo que ele iria nos trair, simples assim?
Eu não conseguia entender. Se bem que se Dionísio estivesse invisível nem mesmo Bella conseguiria o encontrar, porque até mesmo para ela seu poder de invisibilidade era mais forte e seria fácil ele esconder Nessie e Vanessa se quisesse, dando assim a chance da Victoria acabar com elas.
Mas porque eu achava que tinha algo faltando ai? Fiquei com ciúmes de Dionísio por ele amar Bella, os seus pensamentos toda hora se voltava a ela. Podia ser um plano só para me confundir e a Bella, mas eu conseguia ver a sinceridade nos seus olhos e além do mais temos a Bella. Ela jamais seria enganada facilmente por ninguém.
Tinha algo errado ai.
Voltei a fitar o rosto da Bella e ela me fitou por breves segundos. Um pequeno sorriso surgiu nos seus lábios antes dela se virar para James séria e compenetrada ficando de costas para mim.
– Por favor James, não faça nada as minhas filhas.
– Você quer dizer nossa. – Ele disse rindo. Bella rosnou e deu um passo na sua direção.
Segurei-a pelo ombro. Não sou idiota para saber que Bella estava planejando algo, mas esse comentário de James a tirou um pouco do sério.
– Não quero que chegue perto delas.
– É uma pena você não estar no poder agora Isabella. – Apertei levemente seu ombro pedindo através do gesto para que ela mantivesse a calma.
– Diga o que quer. – Ela disse contrariada.
Ele estreitou os olhos em desconfiança. Aproveitei e invadi sua mente para saber o que estava acontecendo. Um privilégio que Bella me deu durante a luta. Pelo visto, Dionísio encontrou Victoria e contou que Bella estava viva e disposta a acabar com eles. A vampira ruiva arquitetou um plano com Dionísio para acabar com ela, e assim manteve o seu plano em segredo de todos inclusive de James para não correr o risco de não falhar.
Ainda não entendia como Dionísio a encontrou ou ela o encontrou, mas muitas coisas não faziam sentido. O principal como Bella não tinha percebido nada? Ou será que ela tinha percebido?
Agora fiquei desconfiado, mas fazia sentido. Bella reagia e falava de um jeito, porém seus olhos diziam outra coisa como se tentasse me dizer algo.
“Cuidado. James consegue perceber todas as nossas reações.” Fui pego de surpresa, ainda assim consegui evitar qualquer movimento sequer.
“O que está acontecendo?” Questionei.
“Victoria é mais esperta que imaginávamos, mas ainda somos mais... Só que ela é mais perigosa que James.” Ela disse sem se mexer.
– Quero que peça para os Volturis pararem de lutar. Infelizmente mesmo que eu queira negar vocês estão matando demais os do meu lado. – James falou voltando a nos fitar.
Finalmente me lembrei que estávamos envolta de uma guerra. Claro que eu conseguia sentir de fumaça vindo dos vampiros que estavam sendo queimados. Olhei em volta e fiz uma careta, os vampiros lutavam tinha alguns corpos despedaçados pelo chão. Tanto os vampiros de James, quanto algum manto preto dos Volturis era visto caídos e inertes no chão.
Olhei apavorado em volta preocupado com minha família. Suspirei aliviado quando os encontrei. Estavam todos próximos. Rose e Emmett lutavam um ao lado do outro. Carlisle lutava ao lado de Aro e pareciam uma grande dupla também.
Alice parecia que dançava em volta dos vampiros, mas por ondem ela passava a cabeça deles voavam no ar até cair no chão. Jasper estava um pouco mais afastado dos outros, no entanto não tão longe, mas percebi que ele lutava com uma vampira. Descobri pela sua mente que era a tal Maria que sempre o manipulou.
Suspirei aliviado. Contudo, como nem tudo são como rosas. Dois dos lobos Quileutes estavam caídos sem vida no chão.
Sentia muito por eles, mas uma guerra sempre teríamos tristeza em cada lado e apesar do que Bella era capaz, acho que não seria possível salvar todos. Podia ser egoísmo, mas estava aliviado que não fosse ninguém da minha família.
Arregalei os olhos.
“Esme?” Bella não tinha me falado sobre ela e eu temia por minha mãe.
“Ela está bem Edward.” Eu sabia que estava preocupado, mas porra como não ficar. Era a minha mãe.
– Que tal deixar a conversinha de lado e começar a agir. – Congelei no lugar quando ouvi a voz irritada de James.
Mais que merda, bem que Bella disse que ele pegava as coisas no ar.
– Desculpe, Edward está preocupado com a família dele. – Bella respondeu-o.
– Bom. – James suspirou. – Que tal fazer o que pedi Isabella, talvez assim você consiga salvar por enquanto a vida dos queridos Cullens.
Trinquei os dentes.
– Deixe-os em paz.
Dessa vez James a encarou sério.
– Faça logo o que pedi, ou será que você não ama tanto assim suas filhas. Senti Bella rígida no lugar.
– Eu não tenho poder para para-los a luta se você também não colaborar.
– Tudo bem, assim que os seus pararem os meu também não atacaram mais.
Bella assentiu levemente antes de gritar chamando por Aro.
– É engraçado como você se esconde e deixa Aro assumir um papel que na realidade é seu.
– Algum problema Bella. – Aro disse sério próximo a nós.
– Peça para seus guardas pararem a luta.
– O que? Por quê? Nós estamos vencendo Bella.
– Victória esta com Nessie e Vanessa.
– Filho da puta. – Olhei assustado para Aro. Era a primeira vez que eu o vi perder um pouco a cabeça.
– Meça suas palavras Aro antes que eu mude de opinião.
– Aro, por favor. – Bella pediu e mesmo revoltado com James assentiu.
No mesmo momento que ele gritou alto pedindo para que seu exército parasse. James fez o mesmo com o seu.
– Pronto. Agora me diga onde está Nessie e Vanessa.
– Muito bem. – Ele sorriu. – Podem aparecer. – Falou alto.
Vi Bella virar o rosto para um canto, metros e metros de distância afastados de nós perto de uma enorme fogueira se encontrava Victoria segurando Nessie em seu braço e Dinísio segurando Vanessa.
– James seu maldito. – Bella disse nervosa dando um passo para frente e se soltando de mim.
– Nem mais um passo Isabella. Mais um movimento seu e Victoria jogará Renesmee no fogo. – No instante que James disse isso Jacob e Seth caminharam ficando a frente dos outros e próximo a Nessie. Jacob rosnava para a ruiva com ódio e pronto para ataca-la a qualquer momento.
– É melhor eles não fazerem nada senão eu não hesitarei em jogá-la no fogo. – Victoria chacoalhou Nessie levemente para mostrar que não estava brincando.
– Jacob não de mais um passo sequer. – Bella ordenou agora preocupada. Se ela tinha um plano agora não tinha tanta certeza com Jacob ali. Ele era imprevisível e imprudente capaz de colocar tudo a perder.
O lobo queria avançar, mas sabia que não tinha muitas opções. Sua melhor opção era ficar no lugar, porém isso não quer dizer que ele deixou sua posição de ataque.
– Me solta. Sua palito de fósforo. Caipora. – Nessie se debatia presa na Victoria.
Caipora? Mas que porra é essa?
– Diga o que quer de uma vez James. – Bella falou ignorando Nessie xingando Victoria.
– Primeiro além do obvio você e os Volturis mortos.
– Então ande me mate logo, mas solte as duas.
– Hum. – Ele andou de um lado para outro como se estivesse ansioso. – Por mais que seja tentador demais. Não posso te matar ainda querida Isabella, para falar a verdade eu preciso de você.
Bella suspirou.
– Então diga de uma vez o que quer.
– Para não ter mais nenhuma morte do meu lado. Quero que mate todos que estão lutando por você.
– O que? Só pode estar brincando.
– Você acha mesmo? – James olhou na direção da Victoria que sorriu. Em um movimento rápido e ágil. Ela derrubou Nessie no chão e segurou as mãos dela para trás enquanto seu pé se apoiava nas suas costas. Pronto para separar os braços do corpo.
– Se você não fizer o que pedi. Victoria arrancará os braços de Nessie. Cada vez que você questionar será um membro dela a mais naquele fogo e se tentar se aproximar será a cabeça dela em primeiro lugar.
– Tudo bem James você venceu. – Bella disse ranzinza. Ela se virou na direção dos guardas. Vi os vampiros olharem nervosos e preocupados para ela.
– Espera Isabella. – Ela o olhou sobre o ombro. – Vamos ver se está tão dispostas assim a fazer tudo pela sua filha. – Ele a olhou com um sorriso cruel. – Quero que comece pelo seu querido e amado Edward.
Vi Bella me encarar e engolir em seco dando um passo na minha direção.
– Bella. – Chamei-a. Eu não sabia o que ela estava aprontando, mas sabia que ela não faria nada de mal em mim.
– Vamos, ande logo com isso Isabella. – Ouvi James resmungar.
Ela me fitava compenetrada. Eu não sabia o que ela queria, mas eu confiava plenamente nela.
Suspirando fechei os olhos esperei sua próxima reação. Não levou um segundo e senti seus lábios contra o meu. Seu corpo colou ao meu como se sua vida dependesse disso. Um pouco confuso, mas de fato maravilhado com o beijo. Não recusei e a abracei erguendo seu pequeno corpo do chão.
Senti seu riso contra os meus lábios e não deixei de sorrir de volta.
– Mas que porra você está fazendo? – James gritou enfurecido.
Ignorando-o completamente Bella me chamou, fazendo com que meus olhos abrissem e olhassem nos seus centímetros do meu.
– Você acreditou por algum momento que eu o machucaria? – Ela perguntou.
– Nunca. – Neguei com a cabeça.
Ela sorriu presunçosamente.
– Bom, porque se acreditasse te deixaria de castigo. – Ela piscou divertida com um olho e sorrindo a soltei colocando-a no chão.
Ela se virou para James sorrindo. Ficando ao meu lado.
– O que está aprontando Isabella? Você duvida mesmo de mim? – Ele rosnou alto. – Victoria.
Ele ordenou o comando, porém nada aconteceu. Ao mesmo tempo que ele olhou eu também olhei na direção da vampira ruiva.
Encarei surpreso a cena na minha frente. Nessie não estava mais caída no chão com Victoria por cima dela. Agora Nessie estava solta esfregando os punhos ao lado da irmã enquanto Dionísio prendia Victoria com os braços para trás deixando-a centímetros de distância da fogueira.
É, Dionísio não tinha nos traído.
– Mas o que? Como? – James falava desesperado.
– Oh, espera. Você realmente acreditou que em algum momento estava no controle de tudo. – Bella balançou a cabeça com pesar, mas logo o sorriso surgiu nos seus lábios. – Vampiro tolinho.
Sua expressão que era divertida de repente se tornou séria e assustadora. Lindamente assustadora para mim.
– Infelizmente Victoria sabia o que estávamos armando e deixa-la um passo a frente do nosso seria muito arriscado. – Dionísio começou a falar. – Precisava que ela acreditasse que estava ao seu lado e qual a melhor maneira se não disser a ela que Bella estava viva?
Então era isso? Dionísio fingiu estar ao lado de Victoria para não correr riscos? Então com ela não podia mesmo brincar.
– É uma pena. – Aro disse se aproximando de Bella. – Se não fosse por Victoria nenhum dos meus vampiros estariam mortos agora. – Ele olhou em sua volta com pesar e desgosto.
Com Victoria ciente de tudo e a solta. Seria perigoso para qualquer um. Talvez ela não pudesse fazer mal a Bella, porém com certeza a machucaria se matasse alguém que Bella ama. E sem duvida essa era a pior dor que alguém poderia suportar. Eu sabia disso porque já senti isso uma vez por longo tempo.
– Acha que sairiam inteiros se não fosse por Victoria? – James disse irônico.
– Eu tenho certeza. Você não sabe do que somos capaz. – Aro o olhou sombriamente enquanto colocava a mão no ombro de Bella.
É sério isso? Aro precisava fazer isso? Acho que o poder está subindo demais a cabeça dele. Bella sabia disso, mas fingia não ver para não ter dores de cabeça ou ela é simplesmente cega e não vê que Aro adora estar no poder. Se fosse para escolher uma das opções eu escolheria a primeira conhecendo Bella como conheço.
Ela provavelmente mandaria ele se foder. Ri diante da minha constatação. Bella sempre seria minha Bella.
Virei o rosto para observá-la e sorri mais ainda ao vê-la me encarando com uma sobrancelha arqueada. Linda como sempre só ela conseguia ser.
Pisquei com um olho e neguei com a cabeça para que ela deixasse de lado o que eu estava pensando.
Bella rolou tipicamente os olhos e voltou a encarar James.
– Pela ajuda que Dionísio nos deu, dou a ele a escolha do que deseja a fazer com Victoria.
– O que? Me solte seu traidor. – Victoria disse se debatendo contra ele.
Ele rosnou aproximando o rosto de Victoria até seus lábios ficarem centímetros do seu ouvido.
– Eu sei o que você fez. E nunca a perdoarei por isso.
Bella franziu o cenho e enrijeceu dando um passo para frente. Segurei-a antes que ela atacasse Victoria, pois ao ler a mente de Dionísio entendi o que ele falava. No fim das contas não foi James quem mandou matar Vanessa e sim Victoria. Ele não tinha provas, mas sentia isso e lendo a mente de Victoria o que provavelmente Bella já leu só confirmava as suspeitas de Dionísio.
Antes que pudesse processar mais alguma coisa. Dionísio em um único movimento arrancou a cabeça de Victoria e a jogou na fogueira.
A tensão ficou no ar de todos aqueles que são aliados de Victoria e saber que a vampira que mandava neles morreu sem dó e nem piedade os assustou muito.
Então não foi James quem mandou matar Vanessa e sim Victoria. Isso ficava cada vez mais confuso, ou talvez começasse a fazer sentido.
Não contive a careta ao pensar nisso. Ainda tinha raiva de James pelo que fez a Bella e juro que se a situação não estivesse como esta eu com certeza já o teria matado.
Nessie se aproximou de Dionísio e esticou o braço em direção a fogueira mostrando o dedo do meio para onde o corpo de Victoria estava sendo queimado.
– Tomara que queime no quinto dos infernos Vadia louca.
James rosnou para Nessie. Talvez não gostasse tanto assim das filhas, pelo menos não de Nessie.
– Garotinha insolente. – Ele resmungou.
– Repita isso mais uma vez e eu juro que será suas ultimas palavras.
James fitou Bella assustado caindo finalmente em si. Ele não tinha mais escapatória. Sua morte e derrota era certa. Não tinha mais nada que ele pudesse usar contra Bella e duvido que teria alguma chance de acertar um soco nela em uma luta.
– Espera vamos conversar. – Ele parecia preocupado agora. James não passava de um grande bunda mole.
– Não temos mais o que conversar. – Caius se adiantou aproximando de nós. – Demetri. Felix.
Os dois se aproximavam de James numa velocidade surpreendente e o seguraram pelos braços deixando-o imobilizados.
– O que? Me soltem! Vocês não podem me matar.
– Eles não irão te matar. Apesar que há uma lista enormes daqueles que querem tirar sua existência com a próprias mãos. – Aro começou. – Até mesmo meu nome está no meio dessa lista, mas só um pode e tem esse direito a mais que os outros. – Sem desviar os olhos de James ele chamou a vampira. – Bella. Nos daria essa honra.
Revirei os olhos. Como se Bella deixasse que outro fosse matar James.
Ela fitou intensamente os olhos de James que a olhava de volta assustado. Milhões de sentimentos passavam pelos olhos dela.
Talvez ela finalmente encontrasse a paz quando eliminasse esse verme do mundo.
Sem dizer nenhuma ela começou a andar na direção dele.
Vendo que a morte estava apenas alguns passos na sua frente. James começou a se desesperar e se contorcia tentando se soltar dos dois vampiros que o mantinha preso.
Não passou despercebido por mim e pelos outros que nenhum dos vampiros do exército de James se movia um dedo para lutar. Agora com o líder preste a morrer e Maria que já nem existia mais por conta de Jasper, nenhum deles sabia o que realmente fazer.
James começou a lamuriar e apelar para misericórdia.
Nem para morrer com dignidade esse vampiro não era capaz.
Bella estava de frente para ele quando o vampiro falou algo que a fez parar no mesmo lugar.
– Você vai me matar na frente da Vanessa. – Ele jogou baixo. E olhou para sua provavelmente filha, ainda tinha minhas duvidas quanto a isso. – Não deixe que ela me machuque querida. Depois de tudo que eu fiz por você, não deixe que ela faça nada comigo. – Ele implorou.
Vanessa olhou para sua mãe aflita e angustiada. Estava estampada na cara dela que não queria que matasse James.
– Você mentiu para mim. – Ela sussurrou triste o fitando.
– Eu fiz para te proteger meu bem. – Falou nervoso. – Não acredite em Isabella, ela jamais cuidará de você como eu fui capaz.
Ela abriu a boca para falar, mas fechou-a instantaneamente. A vampira ansiosa olhou novamente para a mãe.
Bella a encarava novamente sem saber o que fazer.
– Vamos fazer uma votação. – James pediu.
– Votação? – Bella sussurrou incrédula. – Depois de tudo o que fez.
– Por favor... Mãe. – Vanessa sussurrou.
Bella voltou a olhar para a filha contrariada enquanto James abria um sorriso vitorioso.
– Sabia que você ia me dar problemas. – Bella resmungou virando o rosto para Aro.
Aro não tinha muito o que dizer, afinal sendo a lei deveria apelar em aceitar o pedido do condenado.
– Tudo bem. Aqueles que votarem a favor da morte de James levantem a mão.
Simples assim? Que bosta de julgamento.
Todos levantaram a mão, menos seu exercito e Vanessa. James sorriu mais ainda.
– Pelo visto meu exercito ainda é maior que o seu. – Ele olhou para Aro. – Que tal pedir para esses dois jovens cavalheiros me soltar.
Aro sustentou o olhar de James estreitando os olhos e formando uma linha fina enquanto comprimia os lábios.
– Sim, mas seu julgamento ainda não terminou. – Aro simplesmente falou. – Antes de continuar quero que todos saibam que a decisão que está sendo jugada por James, não aplicará para os outros.
Suspiros e gritos de indignações começaram de todos os lados.
– Pensassem nisso antes de voltarem contra seus reis. – Emanou Caius insatisfeito com a situação.
– Aqueles que são a favor de deixar James vivo levantem a mão. – James olhou ansiosamente para seu exército e surpreendentemente mesmo depois das palavras de Aro, todos levantaram as mãos. Contra gosto de Bella vi que Vanessa também levantou a mão, mas ela parecia indecisa com sua escolha. Devia estar sendo difícil para ela, não saber qual lado escolher. Eu não a jugava por isso, só sentia pena, pois independente do resultado final ela sofreria.
Aro olhou para os vampiros com certa decepção e suspirou.
– Votação encerrada.
O que? Eles não iriam simplesmente soltar James assim, iriam?
– E agora? Poderia. – James gesticulou olhando para seus braços.
– Demetri. Felix. Soltem-no. – Sem pestanejar os dois o soltaram e se afastaram alguns passos para trás.
– Agora que está tudo resolvido. Acho que podem me deixar passar.
James começou a dar alguns passos.
– Não tão rápido. – Aro falou.
– O que há agora? Já foi feito a votação e eu estou livre.
– A votação foi por te manter vivo e não para deixa-lo solto. Vocês infringiu nossas leis, nos desrespeitou e quer assumir nosso lugar. Não será permitido que você saia impune sem nenhuma consequência dos seus atos.
– E vão fazer o que? Me prender? – James zombou.
Aro abriu um sorriso calmo e sereno.
– Certamente.
– O que? Vocês só podem estar brincando, não podem me prender. Vocês nunca prendem ninguém.
– Há casos especiais como o seu que eu acho que você deveria agradecer. Você pode ter ganhado sua vida como voto unanime, mas perante a mim, Caius e Marcus nossos votos são para permanece-lo preso.
Aro olhou para seus irmãos para ver se concordassem com suas palavras e ambos assentiram.
– Sem mais delongas, esse caso está encerrado. – Aro olhou para os dois vampiros que minutos atrás segurou James e novamente repetiram o movimento.
– O que? Não, me soltem. – James olhou furioso para Bella. – Eu vou acabar com você.
“Nos vemos em breve.” Ouvi a voz da Bella sussurrar na sua mente.
James a olhou estupefato e começou a tentar se soltar inutilmente dos vampiros.
– Peça para Jane e Alec acompanharem os dois. – Aro sussurrou para um vampiro que estava ao seu lado e prontamente assentiu e voltou sua atenção para o exército de James. – Como todos sabem. O exército de James lutou contra nós e aqueles que lutam contra nós serão punidos. – Aro suspirou exageradamente desapontado. – Sendo assim, todos serão exterminados.
A confusão foi geral, muitos gritavam contra Aro e outros já tentaram fugir achando que teria alguma chance, mas só quando a guarda dos Volturis começou a avançar que os vampiros que estavam ali se posicionaram para lutar. No mesmo instante que isso acontecia os vampiros que segurava James arrastou-o dali.
Os guardas avançaram e quando os vampiros do exército do James foram avançar no instante seguinte ficaram paralisados como estatua. Os guardas não esperaram para ver o que aconteceu, simplesmente os atacaram enquanto eles eram mortos sem mover um dedo para impedir.
Caminhei em direção já sabendo quem estava fazendo isso e fiquei encarando Bella.
– O que? – Ela arqueou uma sobrancelha. – Não vou permitir que ninguém mais se machuque por estar ao nosso lado. – Ela sussurrou para que só eu escutasse.
– Não estou reclamando nada. Na verdade é bom saber que ninguém que eu amo corre nenhum risco.
Ela abriu um lindo sorriso.
– Digo o mesmo.
Sorri de volta e antes que Bella falasse mais alguma coisa fomos interrompidos por Vanessa que apareceu afobada ao lado de Bella.
– Bella. – Vanessa começou, mas mordeu a língua quando minha linda vampira a olhou feio. Vanessa fez uma careta e suspirou. – Mãe... – O sorriso iluminado da Bella não podia ser mais lindo. – Será que posso pedir algo.
– Olha eu já disse. Mamãe não vai libertar James e aceite isso querendo ou não. – Nessie apareceu do lado dela cruzando os braços e olhando feio para sua cópia fiel.
– Não, não é isso. – Apressou a dizer e olhou para os lados torcendo os dedos das mãos nervosamente e sem graça. – Queria saber... Se bem, se poderia deixar dois vampiros vivos.
– O que? Você está maluca? Eles lutaram contra nós e quer deixar sei lá quem vivo. – Nessie estava indignada.
– Mas eles não estavam no exército porque queriam e sim porque foram obrigados. – Vanessa começou a explicar seu nervosismo aumentando por conta de tantos olhares em cima de si.
– Só por isso que você os quer libertar? – Bella perguntou interessada.
Vanessa abaixou a cabeça negando. Seus olhos fugindo de todos que a olhavam de volta.
– Não, mas eles foram os únicos que foram legais comigo desde... sempre. – Ela terminou dizendo em sussurro encolhendo os ombros.
Dava para ver que Vanessa não teve muitos amigos durante sua existência e devia ser difícil para alguém como ela perder aqueles poucos que fizeram a diferença.
Não vi nenhum mal em deixa-los livres. Isso se não contrariasse as ordens de Aro, mas duvido que ele negue algo para Bella, como também duvido que Bella negaria esse pedido de Vanessa.
– Quem são eles? – Como eu tinha imaginado.
Vanessa ergueu rapidamente a cabeça com os olhos brilhantemente emocionados. Sabia que com esse jeitinho ela conseguiria arrancar qualquer coisa de Bella assim.
– Bree e Fred. – Apontou para os vampiros que não estavam tão longe assim, mas me surpreendi que o vampiro que estava protetoramente na frente da pequena garota era o mesmo vampiro que nos fez passar mal e vomitar quando tentamos contatar James pela primeira vez.
Então ele não era do mal? E Bella, será que ela o deixaria viver depois do que ele fez a nós.
Olhei para Vanessa mais uma vez que olhava ansiosa para mãe esperando uma resposta e ali estava claro.
– Aro. – Só ouvi Bella chamando seu tio e dando uma troca de olhar com ele foi o suficiente para ele chamar um outro vampiro ao seu lado e mandasse para que buscasse os dois.
– Mamãe. – Nessie estranhamente séria a chamou. – É verdade... Bem... Sabe aquilo... Aquilo que James falou sobre nós. – Inquiriu falando sobre ela e a irmã.
Pelo visto, elas ouviram quando James falou que as duas eram suas filhas. Até mesmo eu queria saber sobre isso.
Suspirando Bella ficou de frente para as duas variando o olhar entre uma e a outra.
– Mesmo que James acreditasse fielmente nisso, ele estava enganado. James não é o pai de vocês.
– Na verdade vocês tem a cara do Mettew. – David falou parado a nossa esquerda. – Vocês têm somente os olhos da Bella o resto é tudo igualzinho do humano.
As duas sobrinhas sorriram para ele enquanto o mesmo caminhava até Bella.
– Bella. Eu sinto muito pelo que aconteceu. – David a abraçou apertado e nenhuma palavra mais fora dita. Vi Claire e Nate se aproximando dos dois.
Queria poder abraçar Bella e também poder reconforta-la quanto ao que aconteceu no seu passado quando ainda humana.
Sim, eu iria fazer isso, mas não agora. Esse era o momento dela com a sua família e eu precisava dar esse espaço a ela.
Fiquei pensando sobre James, no fim foi bom que ele acreditasse que Vanessa e Nessie eram suas filhas. Afinal, foi graças a esse pensamento dele que manteve Vanessa viva até hoje. No fundo James gostava da Vanessa, mas suas ambições sempre falaram mais alto.
A guerra tinha terminado e nenhum vampiro do mal estava atrás da minha Bella. Ao que parece, no fim tudo irá acabar bem.
Por falar nisso. Olhei em volta procurando minha família e aliviado encontrei todos juntos até minha mãe estava ali abraçada com Carlisle. Esse era o momento perfeito para eu dar espaço a Bella e sua família enquanto aproveitaria para ficar ao lado da minha.
– Edward. – Esme me abraçou fortemente quando me juntei a eles. – Fico tão feliz que todos estão bem. Meu coração de mãe quase parecia explodir no peito de tanta preocupação com vocês meus filhos.
– Já somos bem grandinhos mãe. – Falei pegando-a de surpresa no colo e nos girei gargalhando alto.
– Edward, me solte agora. – Ela pediu entre risos.
Fiz o que ela mandou, mas a soltei nos braços de Jasper.
– E ainda sabemos nos cuidar. – Jasper beijou sua testa antes de coloca-la nos braços de Emmett.
– E acima de tudo somos uma família. – Ele a debruçou levemente para trás enquanto Rosalie e Alice estava cada uma do seu lado e depositaram instantaneamente um beijo em rosto dela.
Emmett logo a colocou no chão sorrindo.
– Eu não poderia pedir por filhos melhores. É uma pena que está faltando uma e minhas netas. – Suspirou teatralmente.
– Mas logo elas estarão conosco. – Carlisle falou dando um beijo na sua testa.
Me virei para Bella que agora conversava com Bree e Fred, enquanto sua família estava a sua volta atento a tudo que eles diziam.
Olhei tudo a volta curioso. Os vampiros da guarda Volturi terminavam de jogar os vampiros restantes na fogueira enquanto muitos outros já tinham ido embora.
Vi Jacob caminhar em direção a Bella e o mesmo assentiu com a cabeça para mim quando nos encaramos.
Olhei mais uma vez para Bella e sorri.
Acho que agora podemos finalmente viver o nosso felizes para sempre. Essa constatação só me deu certeza quando Bella olhou para mim e nossos olhares se encontraram.
Fale com o autor