A Primeira Eterna

9 Intercedendo pelos desconhecidos nem tão desconhecidos assim


Notas iniciais
Consegui postar o capítulo antes do esperado!!

POV BELLA

Há alguns minutos atrás antes de ter chego pedi por pensamento que Nessie contasse tudo o que tinha acontecido e o porquê dessa bagunça toda. Eu com meu irmão estávamos atrás daquele vampiro, mas aquele desgraçado simplesmente sumiu, provavelmente percebeu que tinha algo errado quando seus capachos não apareceram e fugiu como um covarde que era.

Quando Nessie ligou para mim semana passada informando o ocorrido eu fiquei extremamente curiosa sobre esses lobisomens fazia anos que eu não via um bando juntos, porém eu achei estranho um bando de lobisomens vivendo assim tão perto da cidade e nenhum ataque aos humanos, ela não tinha se aprofundado no assunto sobre eles, mas assim que cheguei aqui ainda distante deles senti o cheiro deles pela floresta e não era cheiro de lobisomens e sim cheiro de transmorfos. Fico me perguntando como Renesmee não percebeu que eles estavam se transformando fora da lua cheia?

Antes que eu aparecesse para todos bloqueei a mente daqueles que me conheciam para protegê-los de um vampiro leitor de mentes, eu sei porque quando eu disse que Nessie tinha me contado tudo ela me contou tanto sobre o dom do leitor de mentes como a vidente. Essa eu estou curiosa para conhecer, prever o futuro é um dom fascinante.

Agora estava aqui conversando com Jane, tanto eu como ela estávamos morrendo de saudades uma da outra, há séculos que não nos vemos. A saudade que sentia de minha prima e dos meus primos ali presente era imensa, queria correr e pular nos seus braços ou quase isso, mas como ninguém sabia que nós éramos da mesma família não seria agora que iriamos tornar isso em publico ainda mais em frente a esse clã e os transformos. Então manteríamos a aparência e quando estivéssemos a sós falaria em paz com eles.

– Veio dar a honra da sua presença nessa batalha? – Perguntou Alec.

Olhei para ele por dentro estava alegre, mas mantive o olhar desinteressado.

– Perdoe-me pela minha intromissão, mas se não se importarem eu gostaria primeiro de falar com Nessie sobre a discussão presente.

– Fique a vontade Bella. – Alec Sorriu angelical.

Encarei Nessie como se estivesse desinteressada no assunto, no entanto queria saber o por quê dela não ter percebido que eles não eram lobisomens.

– Nessie se importaria em me contar o que está acontecendo aqui? – Fingi não saber nada.

– Estamos discutindo sobre esses lobisomens serem ou não os mesmos lobisomens que mataram os guardas do Volturis. – Respondeu dando de ombros.

– Isso é verdade? – Perguntei espantada, achei que os lobisomens tinham se extintos pelo visto estão de volta.

Tenho que falar com David se ele sabe algo sobre isso, mas se soubesse ele teria me contado.

– Uns vampiros da guarda foram mortos por uma matilha de lobisomens há uns anos atrás. – Falou Jane.

– Como não fiquei sabendo de nada? – Não gostei de saber que Aro não nos procurou para contar o ocorrido, mas não debateria esse assunto por hora. – Obrigada por compartilhar esse assunto comigo, eu investigarei sobre o caso. – Eu disse.

– Ficarei a espera dos resultados. – Falou fria comigo, mas eu sabia que ela não suportava falar assim comigo.

“Não se sinta culpada” pensei carinhosa para ela.

Ela acenou de leve para ninguém perceber.

Virei para Nessie a fim de continuar a conversa.

– Então Nessie gostaria de saber sua opinião sobre os lobos. – Falei vendo se ela se tocaria.

– Eu não sei. – Seus olhos passaram rapidamente pelos lobos. – Mas esses lobisomens são diferentes, creio que não foram eles que mataram a guarda.

– Essa é a sua opinião? – Pois é, ela não se tocou.

– Sim. – Deu de ombros.

– Você não pode se intrometer na decisão dos reis. – Exclamou um vampiro da guarda.

Olhei em sua direção e estreitei os olhos para ele. Eu não o conhecia devia ser um novo guarda dos Volturis. Quem esse vampiro pensa que é para falar algo assim, nem importante ele não era. Mesmo ele não me conhecendo devia se manter no seu lugar e ficar calado.

– Por que acha isso? – Perguntei séria. Agora eu queria saber até onde ia chegar essa conversa.

– Você vai levar em consideração a opinião dessa vampira? – Disse debochado.

– Sim.

– Então estará contra a decisão dos Volturis. – Falou rugindo.

– Calado Elias. – Ouvi a voz perigosa de Felix.

Esse era meu outro primo, filho de Caius. Todos da família nos dávamos bem, apesar de Felix ser impaciente e estressado com os outros assim como Caius, com a família era completamente ao contrario mesmo sendo um pouco quieto, era protetor e feliz conosco. Ele era alto e forte, mas Demitri era maior. Seus cabelos eram negros iguais de sua mãe Ariadyne.

– Você não vê? Ela vai considerar opinião de uma qualquer e não a dos nossos mestres. Quem ela pensa que é que pode chegar assim e fazer o que bem entende? Ela não tem poder para interferir na decisão de nossos reis, ninguém tem.

A guarda principal estavam loucos para matar esse vampiro por seu desaforo a mim. Mas eu não permiti e segurei-os em seus lugares. Quando eles sentiram que eu impedia eles de saírem do lugar para fazerem qualquer coisa, ficaram mais tranquilos, pois sabiam que eu resolveria o assunto.

– E o que fará? – Perguntei arqueando uma sobrancelha.

Avancei na minha velocidade normal até aparecer na frente dele deixando assim meu rosto a centímetros do seu. Eu o vi dar um passo para trás pelo susto que levou, mas se recompôs.

– Vou matá-la se for preciso. – Elias era corajoso, mas burro. Se nenhum dos meus primos questionou minha intromissão no assunto em questão deveria ter percebido que eu tinha esse direito.

– Que pena não terá essa chance. – Falei fria e seca. Esse vampiro era insignificante mesmo.

E em um único movimento rápido e simples arranquei sua cabeça sem nenhum problema. Ouvi uns ofegares de sustos, tanto dos lados daqueles capachos dos Volturis como do outro clã e dos lobos.

Não me importei, pois os meus primos e Nessie nem ligaram para o que eu fiz. Peguei seu corpo e o joguei ao lado, joguei também a cabeça por cima do corpo e ascendi um isqueiro que sempre levava comigo botando fogo no vampiro.

– Então onde estávamos? – Me virei para Nessie como se nada tivesse acontecido.

E para mim nada demais aconteceu mesmo. Aposto que os vampiros achavam que eu tinha matado Elias por ele ter me enfrentado, mas eu só o matei pelo jeito grosseiro que ele falou de Nessie, mesmo ele não sabendo o que ela significava para mim e não conhecesse nenhuma de nós.

Renesmee me encarou antes de continuar.

– Eu tinha dado minha opinião. – Falou ela esquecendo o vampiro morto.

– É mesmo. Então você se responsabiliza por eles? – Perguntei.

– Claro! – Disse determinada.

Caminhei até ela, mantendo uns passos de distância entre nós.

– Muito bom Nessie. – Estendi a mão para ela e encarei-a séria. – Temos assunto para tratarmos.

Queria tirar ela logo dali para falar sobre os transmosfos e falar com nossa família.

Antes que ela mexesse um músculo, um lobo e um vampiro entraram em minha frente. Olhei para o transmorfo e ele rosnava para mim, seus pelos eram castanhos avermelhados uma cor muito bonita e seus olhos eram escuros quase negros. Não entendi sua reação, entrando na frente de Nessie.

O cheiro delicioso e maravilhoso do vampiro a minha frente entrou no meu nariz me fazendo piscar algumas vezes eu tive que encará-lo e para minha surpresa que vampiro era aquele? Ele era muito gostoso. Encarei seu rosto um pouco próximo ao meu e ele era lindo seus olhos eram dourados então não se alimentava de humanos. O cabelo cor de bronze parecido com de Nessie só que mais claro estavam bagunçados o deixando muito tentador seu rosto anguloso com lábios grossos e avermelhados e o nariz fino, ele parecia ter sido esculpido pelos anjos de tão encantador que era. Disfarcei meu olhar como debochado para encará-lo de cima a baixo seu porte físico era alto e magro, mas os músculos visíveis eram bem definidos, um corpo na medida exata. Sorri maliciosa e vi seus olhos brilharem e um sorriso torto surgir, era tentação demais quase ali mesmo mordi aquela boquinha para tirar aquele maldito sorriso sexy do seu rosto, mas me controlei.

Mudei minha expressão para fria me lembrando que ele entrou na minha frente impedindo a aproximação de Nessie. Mesmo sendo lindo não gostei dessa atitude. Assim que ele viu minha expressão mudada balançou a cabeça como se espantasse os pensamentos e me encarou sério.

– Eu não vou permitir que você a leve. – Sua voz era aveludada.

– Posso saber por que não? – Me interessei por seus motivos.

– Você não a condenará por defender os lobisomens.

Ri sarcástica de onde ele tinha tirado essa ideia? Eu condenar Nessie? Nunca! Só não o matei porque ele a defendia o que me surpreendeu é claro, então não demonstrei nem sequer me importei pela discussão.

– Sua justificativa e a de ninguém não me interessam. Você não pode me impedir de levá-la comigo.

Ouvi um rosnado do cachorro ao meu lado. Esse cachorro está me dando aos nervos, estou reconsiderando sobre mesmo conhecendo sua espécie dar uma boa lição, uma pata quebrada quem sabe.

– Edward chega. – Tentou impedir Nessie.

– Não. – Ele me encarou furioso. – Quem você pensa que é para levá-la assim?

– Eu sou a mãe dela.

Um silêncio se instalou na clareira. Só se ouvia os sons da respiração dos lobos e mais nada. Vislumbrei seu semblante em choque ainda tentando digerir o que acabei de dizer, era difícil de acreditar que ela era minha filha?

– Agora saia da minha frente. – Falei perigosamente para ele. Minha paciência estava ficando curta se eu atacá-lo com o meu temperamento posso simplesmente matá-lo.

– Edward filho, já chega. – Ouvi uma voz temerosa ao meu lado, não fiz questão de olhar quem era.

Vi ele sair do seu estupor, agora meio hesitante, mas ignorou a voz de seu pai.

– Eu não vou permitir que você a machuque. – Falou tentando se conter e a raiva voltar.

Me surpreendi, por que ele achava que eu iria fazer isso com Nessie? Fiquei furiosa com sua suposição, me acusou sem ao menos saber o que faria e pelo amor de Deus eu sou mãe dela, isso não significava nada?

– Eu nunca a machucaria. – Falei entre dentes.

– Irmão, isso não é de nosso assunto. – Falou uma outra voz. Dito essas palavras o vampiro a minha frente antes com feições furiosas mudaram subitamente para tranquila.

Que louco!

– Eu não posso, o que ela fará? Se ela foi capaz de matar um vampiro do seu próprio clã sem o consentimento dos outros Volturis. O que você acha que ela é capaz de fazer a Renesmee por ter ido contra a opinião dos outros Volturis? – Sua voz saiu calma como se não estivesse irritado há segundos atrás.

Ele achava que eu era da guarda Volturi? Mesmo eu não sendo eu não iria falar nada, ele nem ao menos perguntou se eu fazia parte ou não da guarda e já tirava conclusões precipitadas vou deixar que as imaginações de todos ali rolassem quando me perguntarem eu direi parte da verdade, não tenho nada a esconder e muito menos a temer.

Eu estava preste a atacá-lo por sua petulância mesmo sendo lindo não suportava quem falava aberta suas acusações sem ter certeza, tem certos pensamentos que você deve guarda para si mesmo para não jugar antes, quando Nessie tirou minha atenção.

– Não ligue para eles, mamãe. – Passou por eles e me abraçou apertado, só assim que eu consegui me tranquilizar, ela era uma das únicas pessoas que me faziam mudar meu humor rapidamente. Eu retribui o abraço de bom grado. – Senti saudades sua.

O amor que sentia por ela era intenso e poderoso eu só existo por ela e pelo meu irmão eles eram o motivo da minha existência. Eu nunca encontrei um motivo para existir por mim. Eu existo por eles, pois faria qualquer coisa por eles. Não que eu não faria nada pela minha família que tenho, logicamente eu morreria para salvar qualquer um deles se for preciso e os amo muito. Mas a questão é que Nessie e David sempre estarão em primeiro lugar.

– Eu também meu anjo. – Sorri a afastando um pouco de mim para encarar aqueles olhos brilhantes.

– Desculpe eu interromper esse momento de mãe e filha. – Falou Jane irônica, mas a verdade era que ela estava super feliz. – Mas posso saber o que decidiram?

– Claro, Jane. – A encarei. – O fato é que esses lobos não são aqueles que atacaram a guarda Volturi.

– E como você sabe? – Perguntou ela de olhos arregalados.

– Eu imaginei que Nessie perceberia isso sem eu ter que interferir, porém não foi o que aconteceu. – Falei tirando os olhos de Jane e pousando no vampiro que acabei discutindo. – Era por isso que chamei para ela vir comigo, esse assunto não desrespeita a você e ao seu clã, mas só interessa aos lobos daqui.

– Desculpe me intrometer e perdoe pela falta de educação do meu filho. – Falou um vampiro loiro muito lindo também, se aproximando de nós. – Mas é que nós temos uma aliança com os lobisomens não podíamos permitir de serem acusados de algo injustamente.

– Isso é interessante não é mesmo Jane, vampiros e lobos em uma aliança? – Falei para ela e a mesma assentiu séria, não gostando nenhum pouco. – Pois bem, eu aprecio o seu pensamentos justos e não aceito suas desculpa pois você não é o culpado pelo comportamento do seu filho. Como estamos falado do certo e errado não é você quem deve se desculpar.

Ele assentiu e olhou para seu filho.

– Me desculpe. – Murmurou o vampiro contragosto, olhando para o lado sem me encarar.

– Mesmo não sendo com vontade eu aceitarei.

– Agora que está tudo bem, você poderia me dizer como sabe que não são os mesmos lobisomens? – Perguntou Nessie.

– Ora Nessie, não sei como não percebeu ainda, mas esses lobos não são lobisomens. – Falei olhando-a.

– O que? – Escutei varias exclamações.

– Aquele dia que você me ligou avisando sobre ser atacado por lobisomens não notou nada faltando?

– Eu não... acho que não. – Ela respondeu em dúvida.

– E a lua cheia? – Vi a compreensão em seus olhos. – Como não percebeu isso antes?

– Oh! – Ela abriu a boca e me olhou com os olhos arregalados. – Eu não tinha me lembrado disso. – Respondeu dando de ombros.

Olhei chocada para ela. Como assim não lembrou, onde estava essa sua cabeça?

– Você não pode me culpar, nem mesmo os Volturis perceberam. – Ela disse sem se preocupar como se fosse óbvio. Eu estava desacreditada por ela estar tão desligada.

Ouvi bufos dos Volturis mais afastado. Eles estavam indignados e surpresos com a falta de atenção de Nessie, ela geralmente é bem perceptiva nos assuntos a sua volta, ai tinha coisa tenho que saber o que.

– Nessie hoje é lua cheia. – Ela arregalou os olhos e olhou para cima atrás da lua as nuvens de Forks a cobria quase por completo, mas com nossa visão se prestar bem a atenção dá para ver o brilho da lua escondida. – É por isso que eles acharam que se tratavam de lobisomens.

Ela ficou sem graça e abaixou a cabeça envergonhada. Coloquei minhas mãos em seu queixo e levantei para olhar a mim.

– Não precisa ficar assim, esta tudo bem. – Sorri confortando-a. – Mas acho que precisamos conversar depois.

Ela deu um meio sorriso e acenou com a cabeça. Não podia jugar Heidi, pois ela nunca sequer viu um lobisomem e era séculos mais nova depois da extinção deles então nunca se aprofundou no assunto.

– O que tem a lua cheia? Isso não é só lenda? – O vampiro loiro falou curioso.

Observei os lobos a alguns metros de mim que me encaravam atentamente curiosos a conversa.

– Não, pela sua pergunta deduzo que você nunca viu um. – Olhei para ele e o mesmo assentiu. – Os lobisomens se transformam na lua e são mais assustadores que esses lobos.

Ouvi rosnados creio que indignação em minha direção, acho que eles não gostaram de serem considerados fofinhos com a comparação que fiz.

– Então o que eles seriam?

– Além do que está na cara, são transmorfos. – Encarei os lobos.

Os lobos ficaram agitados depois de tudo, mas ninguém falou nada eles estavam perdidos em seus pensamentos.

– Então é isso? – Perguntou Jane.

– Sim, eles não têm o porquê de serem julgados. Diga aos reis que eu me responsabilizo pelos lobos.

– Mas...

– Simplesmente diga ao Aro que se ele tiver algum problema quanto a isso, basta me procurar.

Nessie riu da cara indignada da minha prima, fazendo-a fechar a cara para minha filha. Era sempre assim quando uma encontrava a outra.

– Se é assim que deseja. Porém antes de permitimos isso, podemos conversar em particular? – Falou séria.

– Certamente. – Olhei para os lobos, mas falei para todos ali. – Se me derem licença tenho um assunto para tratar, creio que vocês transmorfos tem algumas dúvidas se quiserem uma explicação voltarei daqui a pouco.

Vi o lobo que tinha ficado entre mim e Nessie acenar com a cabeça.

– Vamos? – Perguntou Alec tentando disfarçar a ansiedade.

Nessie veio junto comigo e nós com os Volturis saímos correndo dali. Nos afastamos o suficiente longe dos ouvidos dos vampiros.

Jane encarou os soldados Volturis.

– Vocês podem ir indo, temos um assunto em particular para resolver com elas. – Falou grossa.

Os vampiros não se opuseram e saíram rapidamente dali. Ficando ali Nessie, meus primos Heidi e Demitri.

Assim que estávamos sozinhos me lembrei da vidente, ela provavelmente tentaria ver algo sobre agora. Eu ainda não confiava em nenhum daqueles lobos ou vampiros para compartilhar a notícia que eu e Nessie éramos parentes dos Volturis, mas não havia jeito de impedi-la de ver, a não ser que eu desligasse todos os sentidos dela, não iria prejudicá-la é como se ela fosse desmaiar. Mas por algum motivo meu subconsciente me dizia para não tentar nada contra ela, mesmo que não fosse machucá-la. Eu, no entanto nunca o ignorei, ele sempre me ajudou e não seria agora que eu iria contra, então eu consciente dos meus sentidos que me alertavam não fiz nada. A única coisa que eu podia fazer para evitar segredos expostos é mandar uma mensagem para eles.

“Sem citações familiares” alertei por pensamentos. Eles me olharam curiosos, mas não questionaram, eles sabiam que eu tinha motivos para falar isso.

– Você não faz a ideia da saudade que sentimos de vocês. – Jane correu para me abraçar fortemente.

– Nem ao menos nos dão mais notícias frequentemente. – Falou Alec correndo e abraçando Nessie.

– Nós também estávamos morrendo de saudades de vocês gêmeos. – Falou Nessie.

– Nos desculpe por demorar dar notícias, mandaremos com mais frequência. – Falei sorrindo.

Soltei do abraço de Jane e baguncei o cabelo de Alec. Ele bufou indignado tentando arrumá-los com as mãos, mas logo sorriu e me abraçou apertado.

– Tudo bem que não nos vemos há séculos, mas pelo menos noticias décadas em décadas poderiam nos mandar e agora com a tecnologia tudo é simples. – Falou Felix sorrindo.

Ele, Heidi e Demitri se aproximaram de nós e todos nos cumprimentamos.

Os únicos dos Volturis que eram meus parentes eram Aro, Caius, Marcus, Sulpicia, Athenodora meus tios e Jane, Alec, Felix e Chelsea meus primos. Chelsea era filha de Marcus, só saia de Volterra se fosse para recrutar novos vampiros para guarda. Os vampiros da guarda principal, somente eles sabiam sobre nós sermos parentes e sobre eu ser a primeira vampira, eles só sabem porque são de estrema confiança, são considerados parte da nossa família mesmo não sendo de sangue. Como eu sabia que eles eram de confiança? Simples, eles eram leais e não há como nos trair sem eu saber. Raramente invado a mente dos outros para saberem tudo sobre eles, eu não gostaria que invadissem a minha por isso não faço o mesmo se desnecessário, mas quando o assunto era de extrema importância onde muitas coisas haviam em jogo eu não me arriscaria em deixar de saber quem era a pessoa.

– Eu sei, mas até algumas décadas atrás essas coisas não existiam, passem os números de todos e os meios de contatos que vocês tiverem. – Falei.

– Eu já tenho tudo anotado mamãe, peguei tudo com Heidi.

– Ótimo, sobre os lobisomens conversarei com David para saber o que anda acontecendo, mas de qualquer jeito vou investigar sobre isso e manterei vocês informados.

– Muito obrigada Bella, por sua ajuda. – Jane sorriu para mim.

– Não tem o que agradecer, mas por que não me avisaram antes sobre a volta dos lobisomens?

– Não sei se você sabe, mas quando vocês duas se escondem é difícil de achá-las.

– Tem razão. – Ela estava certa. – Diga aos três o que eles precisarem é só me chamar.

– Sim, digo o mesmo.

Conversamos mais um tempo tentando colocar os assuntos em dia, eles não se incomodaram por eu ter me intrometido no meio de seus “julgamentos”, mas ficaram chateados, pois eles contavam poder matar uns lobos para se divertirem um pouco. Mas apesar de tudo não se importaram, a decisão final sempre era minha em relação aos vampiros e para meu irmão em relação aos lobisomens mesmo extintos agora nem tanto. Se caso um de nós dois tivéssemos que interferir no assunto um do outro, sempre era bem vindo.

Eu não gostava cuidar do nosso mundo e como os meus tios se interessaram pediram permissão minha e a de meu irmão que prontamente cedemos eu não me importava nenhum pouco, pelo contrario agradecia por eles o fazerem, mas se algo fosse importante eu poderia interferir e a decisão final é a minha. A última vez que eu tive que decidir alguma coisa foi sobre a exterminação dos lobisomens que prontamente teve a decisão de meu irmão, já que estava relacionado a sua espécie.

Mesmo com toda essa burocracia eu não fazia parte dos Volturis, eu não queria me envolver em toda essa democracia, muito dos guardas dos Volturis me conhecem, porém não sabem nada sobre mim eles achavam que eu era só mais uma guarda dos Volturis a serviços deles para resolver os problemas distantes de Volterra, pois eu quase nunca aparecia em suas terras. Mas todos pensam que eu sou uma “joia” preciosa de Aro para ter tanta liberdade em minhas opiniões em público.

A questão é que eu não sou Volturi, porque amava ser livre sem obrigações, porém se eles pedirem ajuda eu resolvo de bom grado o que é muito raro de se acontecer.

Nos despedimos e ficamos de entrar em contatos uns com os outros. Eu e minha filha corremos de volta a clareira e antes que ficássemos a vista daqueles desconhecidos fomos caminhando a passos humanos tranquilamente.

Todos estavam lá e pararam suas conversas assim que nos viram, mas agora tinha um garoto moreno alto, forte e lindo para um humano, ele não usava uma camisa deixando amostra seu musculoso peito nu muito tentador, mas ele não era meu tipo ou de meu interesse.

Enquanto me aproximava deles reparei pela primeira vez nos vampiros ali presentes, tinha aquele vampiro tremendamente sexy e o vampiro loiro, ao seu lado tinha uma vampira nos olhando curiosa com certeza era sua companheira altura mediana e cabelos castanhos. Depois vinha um casal, um vampiro alto e musculoso com um sorrisinho de covinhas estava com os braços em volta dos ombros da vampira loira extremamente linda uma das mais belas que já vi, mas seu olhar superior demonstrava sua arrogância, ignorei-a completamente e continuei minha avaliação, logo em seguida vi um vampiro dos cabelos dourado cor de mel, um porte alto, musculoso, mas esguio seu olhar era concentrado nos observava cautelosamente, esses são os mais espertos pensam muito antes de agir.

Assim que abaixei meu olhar para uma vampira baixinha que estava abraçada ao lado do vampiro observador me espantei quando a vi, seus olhos curiosos fixos em mim me avaliavam tentando decifrar algo.

Eu não acredito que havia a encontrada novamente e ainda mais como vampira, pensei que estivesse morta por causa do tempo que passou. Uma intensa felicidade tomou conta de mim o vampiro ao seu lado estreitou os olhos em minha direção, eu teria prestado atenção nesse simples comportamento se não estivesse tão feliz agora, pois olhá-la ali na minha frente ainda mais viva era uma das melhores coisas que me aconteceu nesse último século, como eu não tinha percebido que a vidente poderia ser ela, a pequena tinha me prometido, era tão óbvio e deixei isso escapar, não pude evitar um meio sorriso para ela que prontamente fui recebida com um sorriso tímido, era fato que ela não se lembrava de mim, mas na hora certa eu conversaria com ela sobre esse assunto.

Me lembrei da sorte por não ter entrado na sua mente há quase uma hora atrás, já basta uma vez de novo não, mesmo que da outra vez tenha sido seu pedido. Escutei um pigarro tirando minha atenção da Alice, sim jamais poderia esquecer o nome da criatura mais bondosa que conheci uma pessoa que foi a causadora de aparecer uma pequena parcela de humanidade em mim.

Olhei irritada desfazendo o meu meio sorriso em direção ao som e vi o vampiro loiro que atrapalhou meu contato com Alice. Assim que ele viu minha expressão engoliu em seco.

Revirei os olhos e me acalmei.

Lembrei e dei uma olhada na mente de Alice não gostava de ficar para trás em ponto cego se tenho chance de saber o que a pessoa sabe, só invadi para ver se viu a conversa com os Volturis por ser um assunto importante de meu interesse, mas ela nem sequer tentou olhar o futuro de pouco tempo atrás sai de sua mente antes que invadisse seus outros pensamentos, a respeitava muito para fazer algo do gênero.

O garoto moreno se aproximou de nós duas.

– Prazer eu me chamo Jacob Black. – Ele estendeu a mão meio hesitante para mim.

Encarei-a, mas não estendi minha mão, eu não apertaria a mão de alguém que realmente não queria.

– Igualmente, Isabella Swan. – Falei fitando-o.

Ele ficou uns segundos com a mão estendida e ficou sem jeito por eu não retribuir, coçou a cabeça tentando disfarçar o constrangimento e voltou o olhar para cima encarando Nessie.

– Esqueci-me de apresentar essa é minha filha Renesmee Swan.

Ele a encarou e vi seus olhos brilharem e o coração disparar quando seu olhar cruzou com o de Nessie. Olhei para ele curiosa, ele não desviou seu olhar dela. Ele a observava com carinho? Adoração? Amor? Não é possível, o rapaz teve mesmo um imprinting com minha filha? Eu não sei quanto aos dois mais seria hilário ter um casal como eles, seriam os únicos e exclusivos. Não pude evitar e gargalhei com a nova descoberta.

Espantados com minha risadas quebraram o contato dos olhos e me encararam como se eu fosse louca, na verdade todos ali me encaravam.

– O que foi? – Perguntou ele me olhando com a cabeça um pouco inclinada para o lado.

– Eu não acredito que você teve um imprinting com minha filha. – Tentei conter a gargalhada, mas não consegui a ideia era absurda demais, porém como estamos falando de nós duas não era impossível. Nessie cruzou os braços e bufou olhando para outro lado.

Jacob me encarou seus olhos se arregalaram espantados quando disse a minha descoberta.

– Como... como você sabe? – Perguntou nervoso.

– Eu conheço esse olhar. – Me referi ao jeito que ele a olhava, agora minhas risadas estavam mais controladas.

Nessie me encarou emburrada. Qual é, que culpa eu tenho? Isso é um pouco bizarro de se imaginar.

– Como assim conhece? – Ele estreitou os olhos para mim.

– Outra hora eu explico. – Dei de ombros.

Ele não insistiu, pois percebeu que agora eu não comentaria como eu sabia.

– Então você sabe como é possível? – O vampiro parceiro de Alice encarava entre Jacob e Nessie. – Você sabe o que quero dizer... o imprinting entre duas espécies diferentes?

– Certamente que sim.

– Como? – Perguntou duvidando.

– Esse assunto não lhe diz a respeito, eu muito menos tenho a obrigação de contar a você... Esse é um assunto dos lobos eu não tenho o direito de lhe contar, se eles quiserem falar depois a você ou a qualquer outra pessoa será escolha deles. – Respondi seca para o vampiro o mesmo me encarou irritado, mas não pronunciou nada.

Encarei Jacob.

– Antes de contar o que quer saber Jacob, tenho que falar com alguém superior a você, você sabe quem estou me referindo.

Ele e os lobos ainda transformados me olhavam espantados e desconfiados com tanta informação que eu sabia.

– Como sabe tanto sobre nós? – Perguntou se referindo também sobre o conselho.

– Sei muito, mas do que possam imaginar, mas como eu disse na hora certa saberá e será logo. – Respondi impaciente.

– Tudo bem. Mas você poderia contar essa história de lobisomens e de nós não sermos.

Agora todos prestavam atentamente atenção em mim, os lobos e os vampiros.

– Sim, mas antes de explicar acho que como os vampiros ficaram aqui até agora é porque irão ouvir a história então poderiam ao menos se apresentar. – Olhei-os com uma sobrancelha arqueada.

– Claro, desculpe a nossa falta de educação. – Falou o vampiro loiro. Balancei a cabeça mostrando que não havia problema. – Nós somos os Cullens. – Ele se apresentou e disse o nome de todos.

– Carlisle Cullen? – Perguntei me lembrando quando Aro me contou sobre ele. Carlisle assentiu. – Oh sim... o vegetariano, não?

– Sim, como sabe? – Perguntou interessado.

– Aro me falou de você, parabéns nunca tomou sangue humano.

– Aro te contou? Por que não me disse nada? – Perguntou Nessie fazendo bico.

Revirei os olhos.

– Você nunca se interessou sobre as histórias dos vampiros da guarda dos reis e muito menos se interessaria sobre uma alimentação diferente da que está acostumada.

– Mais agora me alimento igual a eles. – Ela descruzou os braços ainda com bico.

– Por causa de uma aposta que assim como eu nunca recusa uma. – Ela sorriu concordando. – E quando acabar voltará sua alimentação ao normal.

– Despois que eu ganhar a aposta não tenha dúvidas. – Falou ansiosa pela volta da alimentação.

Escutei um suspiro resignado vindo de Jacob, não dei bola se ele quisesse Nessie teria que gostar dela pelo que ela é.

– Tenho certeza que sim, animal não é uma comida apetitosa. – Disse com desdém e meus olhos passaram pelos Cullen parando em Rosalie que me olhava contrariada.

– Vai tirar uma com a nossa cara também? – Falou irritada a loira Rosalie.

Olhei confusa para ela.

– Por que diz isso?

– É o que os vampiros como sua alimentação fazem, riem de nós por conta do nosso modo de alimentar. – Ela ainda mantinha seu tom ríspido.

– Eu jamais faria isso. – Me senti ofendida.

– E posso saber por que não?

– Porque vocês tem que ter muita força de vontade para não se alimentar de humano, pelo contrario admiro muito vocês por isso não é qualquer vampiro que consegue essa mesma alimentação. – Não diria que sinto uma pequena inveja por eles conseguirem esse fato e eu não.

Por eu ser a primeira vampira, de algum jeito meu corpo rejeita qualquer tipo de sangue que não seja sangue humano, eu às vezes penso que é porque antes de eu ter sido morta desejei arduamente a morte dos humanos que nos condenaram e comigo de volta ela voltou sendo minha maldição sem que eu pudesse ter escolha, talvez seja um fardo que eu tenha que carregar comigo para sempre, não que eu me importasse com a vida humana longe disso, todos para mim eram insignificantes não passavam de uma alimentação a única humana que me fez sentir um carinho especial, estava como vampira com feições de uma fadinha encantadora. Uma vez ou outra já tentei me alimentar de sangue animal para ver como meu corpo reagiria e sempre dava no mesmo resultado eu vomitando.

Rosalie procurou um sinal de mentira em meu olhar, mas assim que ela somente encontrou sinceridade bufou e virou a cara, mas vi-a me encarando disfarçadamente pelo canto dos olhos. No fundo ela havia gostado do elogio, porém tentava disfarçar.

Mamãe” ouvi os pensamentos gritantes de Nessie chamando minha atenção encarei-a para saber o que queria “Não vai contar sobre os lobos?”

“Interessada sobre os lobos ou um lobo?” sorri para ela e a mesma fez uma careta.

“Credo, Nunca! Só estou curiosa como todos” ela revirou os olhos.

“Tudo bem, o que me faz lembrar que temos que conversar quando chegar em casa” falei séria lembrando do seu desligamento de hoje cedo.

Ela desviou o olhar do meu e acenou com a cabeça.

Voltei a olhar para as pessoas a nossa frente e todos nos encaravam curiosos, devem ter desconfiados de algo já que nós olhávamos uma para outra em uma conversa interna, provavelmente não sabiam ainda o que exatamente significou isso, mas estavam desconfiados.

– Bem vamos para o que interessa. – Falei sorrindo.

Notas finais
Aii gente, finalmente voltando ao ponto de vista da Bella o/