A Outra

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olá Travessas!
Mais uma Fanfic de minha autoria, espero que curtam!
Boa leitura.

– Filha, esta na hora de sair dessa cama.

Esse era um ritual diário de Renée acorda Isabella, para que juntas seguisse seus destinos.

– Bom dia mamãe.

– Bom dia princesa, vamos levante-se. ­Ou vai chegar atrasada em seu primeiro dia de aula.

Renée seguiu até o guarda-roupa de Isabella e pegou seu uniforme escolar, mesmo sua filha estando com 17 anos ela fazia questão de separa sua roupa, tomar café da manha juntas, e saiam para, mas um dia de trabalho retornando a sua casa só à noite.

Isabella foi ao banheiro e em poucos minutos já estava pronta se olhou no espelho, era tão pequena comparada com as garotas que conhecia, seu cabelo escuro na altura dos ombros realçava seus olhos verdes, sorriu ao ver suas pernas de fora por conta da sai do uniforme, adorava as suas pernas longas..

Pegou sua mochila e segui para a cozinha de onde vinha um delicioso cheiro de panquecas, seu prato predileto. Assim que avistou sua mãe sorriu, e foi ao seu encontro, sua mãe nunca tinha perdido a vontade de viver, mesmo depois de ter sofrido nas mãos de Charlie.

Bella se lembrou da conversa que havia tido com sua mãe há dois anos atrás. Ela sempre perguntava como era o pai, se era parecida com ele, se ele havia ficado Feliz quando soube que Renée estava grávida, e pedia para conhecer seu pai, esse era o presente que ela queria ganha de sua mãe. Por esse motivo Renée acho que não poderia esconder mais nada de sua filha e revelou toda sua história.

Renée era muito jovem quando conheceu Charlie cinco anos mais velho que ela, ele vinha de uma família influente de Forks, onde seus pais trabalhavam a vários anos como empregados da família Swan.

Moravam em uma pequena casa dentro da dependência da mansão da família Swan e sempre que chegava da escola ajudava sua mãe a cuida dos afazeres, em um dia comum como tantos outros Charlie a viu, ela estava com uma calça jeans e uma camiseta branca, acabava de chegar da escola e seguia para sua casa, quando foi parada por ele.

– Quem é você?

Renée baixou a cabeça humildemente, pois sabia que os pais dele não gostavam que os filhos dos empregados ficassem zanzando entre a residência.

– Sou a filha do Jardineiro, e da cozinheira

Charlie correu a vista pelo corpo da jovem a sua frente, e percebeu quando ela encolheu os ombros.

– Como se chamas e sua idade?

– Meu nome é Renée e tenho 18 anos. – Falou ela de cabeça baixa.

Charlie acelerou o carro e partiu, ele levava uma vida de boemia entre amigos e mulheres. Não ligava para os negócios da família, por mais que seus pais tentassem colocar um pouco de juízo em sua cabeça, conscientizando-o que ele como filho único herdaria todo patrimônio que com muito esforço seu pai havia construído, porém nenhum argumento adiantava.

Nessa mesma noite a família Swan estava oferecendo uma festa onde seria apresentada a noiva de seu único filho, a moça se chamava Sue Clearwaterque vinha de outra família muito importante, seus pais já haviam falecido e ela era apaixonada por Charlie.

Renée acordou no meio da noite e seus pais ainda não haviam voltado, quando aconteciam essas festas eles viravam a noite supervisionando o pessoal que era contratado. Renée foi atraída pelo som da musica que tocava no pátio onde estava acontecendo à festa, sentou em sua varanda admirando de longe todo esplendor.

Fechou os olhos escutando a melodia, era uma canção de amor, lembrou-se de Phill seu grande amigo por quem nutria uma paixão secreta, respirou fundo e antes de abri os olhos, um barulho chamou sua atenção, alguém se aproximava, ela imediatamente se levantou e quando ia entrar foi surpreendida por Charlie.

– Onde pensa que vai?– perguntou Charlie agarrando-a.

O fedor da bebida invadia as narinas de Renée quando ele a espremeu contra a porta e se apossou da boca dela, ela prendeu os lábios em uma tentativa de impedir-lo aprofundar o beijo, e tentou afastá-lo.

– Pare... Por favor, pare.

– Quem você pensa que é sua vadiazinha, para me mandar para! – Ele a arrastava para dentro da casa – Nenhuma mulher me manda para.

Ele a jogou no sofá e foi tirando a própria roupa não se preocupando com o rosto apavorado da menina a sua frente.

– Não precisa ficar assim, você vai gostar.

– Não, por favor.

Ela tentou se levantar para sair correndo, mas ele foi rápido e a pegou, voltou a jogá-la no sofá sem nenhum cuidado e rasgou toda sua roupa e apesar do choro e dos pedidos de socorro, ele a violentou, não só uma, mas varias vezes durante a madrugada, até que ela ficou inconsciente.

Quando Renée voltou à realidade estava em sua cama, com sua mãe chorando ao seu lado, já havia sido examinada e os pequenos machucados que havia pelo seu corpo estavam limpos.

– Filha o que aconteceu quem fez isso com você? – Sua mãe perguntou aflita.

Renée olhou a sua mãe uma senhora com seus 60 anos de idade, seu rosto já mostrava as marcas do tempo, seu pai não era diferente, também de idade avançada. Seus pais trabalhavam para a família Swan há muito tempo, e só vieram ter a Renée bem tarde.

– Mamãe, foi o Filho do senhor Swan.

As lagrimas escorriam pelo rosto das duas, quando seu pai entrou no quarto acompanhado do senhor Billy Swan e a esposa dele Sophia, e logo atrás deles o próprio Charlie.

– Eliza, ficamos sabendo o que aconteceu e viemos aqui prestar nossa solidariedade.– Falou Sophia.

A mãe de Renée olhou angustiada a sua filha que estava tremendo em seus braços, apartir do momento que viu seu agressor entra em seu quarto, como podia ser tão frio a esse ponto.

– Obrigada senhora.

Sem dizer mais nada todos saíram do quarto deixando Eliza com Renée, as duas conversaram e acharam melhor não contar nada ao seu pai, ele andava se queixado de dores no peito e as duas decidiram não revelar a ninguém quem havia feito aquela monstruosidade.

***

Os dias se passaram Renée voltou a freqüentar a escola, se afastou de todos os amigos e sempre que via o Charlie de longe se escondia o mesmo a rondava diariamente tentando se aproximar, Renée já estava voltando a sua rotina normal quando descobriu que estava grávida.

Sua gravidez não foi tranqüila devido às investidas do Charlie, ele por varias vezes tentou pega-la desprevenida, mas ela sempre escapava, ate que aos sete meses de gestação Renée caminhava de volta a escola e ele a trancou com o carro.

– Porque você não fez um aborto sua vadia?

– Não se aproxime de mim.

Ela colocou seus braços a frente de sua barriga em forma de proteção, apesar de ser fruto do estupro cometido pelo monstruoso Charlie ela amava seu filho.

– Você não aprendeu a lição? Não sabe que ninguém diz o que eu devo fazer. – Ele se aproximou dela e a jogou dentro do carro.

– Por favor, não faça nada. Que machuque meu bebê.

– Por mim esse bebê nem existia.

Ele saiu em disparada passando pela entrada da residência.

– Onde esta me levando?

Ele nada disse, mas em poucos minutos ela viu onde estavam, ele a levará a casa onde moraria com sua futura esposa, era uma casa tão bonita quanto da família dele, sem nenhum cuidado com ela, ele a tirou do carro.

Entrou na casa, a mesma já estava toda decorada e mobiliada, tudo do bom e do melhor que o dinheiro pudesse comprar, sem dizer uma única palavra continuou arrastando-a escada a cima ate que entrou em um enorme quanto.

– Gostou? – perguntou ele com desdém, ela nada disse. – Aqui é onde eu irei morar com minha esposa e esse é meu quarto. – Sem dizer mais nada a jogou sobre a cama e apesar da resistência e luta dela ele tirou sua roupa, admirou seu corpo e a violentou.

Quando estava satisfeito, saiu de cima dela e foi ao banheiro, ela aproveitou esse momento e fugiu, quando chegou em casa revelou a mãe o que tinha ocorrido e na mesma noite saiu de Forks e veio para Washington, D.C. capital dos Estados Unidos. Onde teve sua filha e refes sua vida.

Bella chorou por dias quando soube da verdade, ela não era fruto do amor, como imagina ser, pelo contrario tinha sido gerada por um ato de monstruosidade de um Homem sem escrúpulos. Tudo o que era devia só ao amor que sua mãe lhe dava, apesar de tudo Renée nunca a tratou mal, pelo contrario era meiga, cariosa e amorosa com ela.

– Princesa sua panqueca vai esfriar. O que tanto paira em sua mente?

Isabella foi trazida de volta a realidade pelo comentário de sua mãe, sorrindo foi ate ela e a abraçou.

– Nada mãe só estava lhe admirando.

– Pois se aprece querida, não podemos demorar mais.

– Obrigada mamãe. – Bella sorriu com lagrimas nos olhos – Por não ter desistido de viver.

– Há filha, não quero vê-la triste, e nem pensando nessas coisas ok?

Bella assentiu com a cabeça e as pressas as duas tomaram seu café da manhã e seguiram seu destino a Georgetown Visitation Preparatory School.Uma escola destinada só para meninas fundada desde 1799 onde Isabella estudava e sua mãe trabalhava a dez anos como bibliotecária.

Despediram-se e seguiram caminho diferente, Isabella pegou seu guia de horários e foi em busca da sala de Educação física, onde teria a sua primeira aula, estava no mês de fevereiro e o tempo estava maravilhoso, assim que entrou no ginásio correu os olhos para ver se conhecia alguém.

Infelizmente esse ano a maioria de suas amigas estavam em outra escola, se aproximou e se apresentou a professora, que a mandou ao vestuário colocar seu fardamento de esporte, quando seguia ao vestuário esbarrou em outra menina, na mesma estatura que ela, baixinha, magra, olhos verdes e cabelos espetados.

– Mil desculpas eu vivo esbarrando nas pessoas. – se desculpou Isabella.

– Tudo bem eu também às vezes faço essas coisas. – a garota estendeu a mão pra ela sorrindo. – Sou Alice Cullen.

– Isabella Dwyer, mas prefiro Bella.

As duas seguiram para o vestiário e engataram em uma conversa animada, e por coincidência elas estavam nas mesmas aulas, o que só aprofundou o conhecimento entre elas.

– Você é nova por aqui Alice, eu não me lembro de você.

– Na verdade nova não, porque nasci aqui e morei ate os 10 anos de idade depois minha família teve que ir a Grécia e vivi em Atenas por 7 anos.

– Uau! Atenas... Grécia?

– É Grécia, o meu tio faleceu deixando um filho de menor, como meu pai era o único irmão da esposa dele ficou com a guarda de meu primo, e tivemos que viver lá, por conta dos negócios da família. E você Bella morou sempre aqui?

– Sim, minha mãe veio pra cá quando estava grávida, e desde então vivemos aqui. Alias você vai conhecer minha mãe quando for à biblioteca. – disse sorrindo.

– Sua mãe trabalha aqui?

– Sim.

O sinal tocou e elas seguiram ao refeitório, onde compraram seus lanches e sentaram em uma mesa retornando a conversa.

– Porque vocês voltaram Alice.

– Como te falei meu pai ficou com aguarda de meu primo, e ficou responsável por sua herança e cuidou dos negócios ate meu primo ter maior idade.

– Entendo. Então seu pai é grego?

– Não Bella o marido de minha tia e que era de descendência grega, ele era um homem bonito, mas deixou de viver quando tia Elizabeth morreu ao dar a luz. Depois da morte de mina tia ele se isolou do mundo e nem ao filho ele deu muita atenção, embora desse tudo que o dinheiro pudesse comprar, colocando-o nas melhores escolas, ele tinha as melhores festas e carros.

– Ai Alice esse seu primo deve ser mimado em?

– Edward! Nada Bella ele se tornou um homem e tanto, quando fomos pra lá estava com 14 anos e já era super responsável, ele foi que ajudou papai a administrar, tudo e quando fez 18 anos assumiu a administração de seus bens, mas pediu que ficássemos com ele lá, ele se sentia só.

– E você gostou de lá? Como era eu nunca sai de Washington.

– Bella lá é tudo maravilhoso, Atenas é a maior cidade Grécia e também a capital da Ática. Além de ser uma cidade moderna, Atenas também é famosa por ter sido poderosa Cidade-Estado e um centro de cultura muito importante nos tempos antigos.

– Alice lá deve ser lindo.

– E é mesmo Bella meu tio Anthony esse era o nome dele, morava em uma vila, a casa, casa não, um castelo lindo, todo mundo gostava dele e de tia Elizabeth, e não são diferentes com o Edward, depois te mostro as fotos que tirei lá, você vai ficar encantada com o lugar.

O sinal tocou e elas voltaram para a aula, o resto do horário se passou rápido e antes de ir pra casa Bella foi se despedir de sua mãe e apresentou Alice a ela e seguiu pra casa, a mãe de Alice veio buscá-la e ofereceu carona a Bella.

– Bella essa é minha mãe Esme.

– Tudo bem Isabella? Fico feliz que minha menina tenha arrumado uma amiga, qual sua idade?

– 17 senhora Esme.

– Ela é da minha idade mamãe, a mãe dela e bibliotecária da escola não é legal?

– E filha.

Chegaram à casa de Bella em poucos minutos e Bella se surpreendeu por que Alice morava apenas a algumas casas perto da sua.

– Bella moramos na mesma rua, podemos ir e voltar juntas da escola.

– Isso seria bom, você poderia ir com agente Alice todas as manhas.

– Bella me passa seu número que ligo, mas tarde para conversamos um pouco.

Elas trocaram telefones e Alice seguiu com sua mãe, Bella caminhou para casa onde passou a tarde estudando, quando sua mãe chegou, ela já havia preparado a janta, jantaram e Bella contou tudo sobre a nova amiga, Renée ficou contente pela filha, pois era difícil ela se aproxima de alguém.

Bella ligou para sua nova amiga e falou que saiam de 7:00 da manha para escola, e Alice confirmou que sua mãe as pegariam todos os dias por volta do meio dia quando estavam largando. Bella foi ate o quarto de sua mãe e a beijou antes de voltar ao seu quarto e adormece.

Três meses depois...

– Bella tia Renée deixaria você passar a noite na minha casa?

– Alice eu não gosto de fica fora de casa à noite somos eu e a mamãe e já passamos o dia separada.

– Então será que ela me deixa dormir lá. Só assim conseguiremos terminar esse trabalho.

– Na hora do intervalo vamos até a biblioteca e perguntamos a ela, Alice nem te falei ganhei meu notebook.

– Que bom assim podemos conversar bastante agora.

A professora de biologia se aproximou para averiguar se elas estavam fazendo seu trabalho ou simplesmente conversando. Ao final da aula antes de seguirem ao refeitório foram falar logo com Renée, que permitiu depois de ligar para Esme pedindo que Alice dormisse lá com elas.

A amizade das duas era bem vista pelas duas famílias, Bella e Alice gostavam de estudar embora Alice não escondesse sua paixão por moda, e passava horas desenhando modelitos que dizia que seria estilista quando terminassem os estudos.

Bella ainda não sabia o que seria, na verdade ela não costumava pensar nessas coisas ainda era muito nova talvez fosse ser professora, quando não estava estudando adorava ver filmes românticos, sonhava com o amor, queria casar e ter filhos e assim viver feliz para sempre.

– Bella você já pensou o que vai fazer, estamos terminando e precisamos pensar na universidade

– Ainda não pensei, alias Alice acho que vou optar por pedagogia.

– Porque Bella, eu não acho que combine com você, você deveria fazer outro curso, arquitetura, sei lá, eu estou pensando em algo relacionado a moda, mas primeiro vou falar com mamãe.

.Já estavam no quarto de Bella terminando o trabalho de química quando na tela do notebook de Alice apareceu uma mensagem.

Masen diz:

Bruxinha tas por ai?

Tenho novidades.

Alice correu e respondeu a mensagem chamando Bella.

Alice diz:

Não sou bruxinha sou fada, já esqueceu?

Quais as novidades?

Masen diz

Por onde você anda, vive no mundo agora é, quando eu chegar ai isso vai mudar viu?

Alice diz:

Como quando chegar, aiaiaiaia Edward você esta vindo pra cá é isso?

Masen diz:

Pois é, se parasse em casa saberia que a casa ao lado da sua agora é minha e que mamãe organizou tudo pra minha chegada.

Alice diz:

Eu não vivo na rua, só estou estudando muito, como agora estou na casa de minha melhor amiga terminando um trabalho, mas deixa isso pra lá, você vai morar aqui agora, deixou a sem sal da Kate?

Masen diz:

Alice não deveria falar assim de minha noiva, e não, eu não vou morar definitivamente ai, mas existem negócios que me interessam, por isso vou passar muito tempo por ai e como sei que você e a mamãe não gostam muito da Kate achei melhor comprar a casa ao lado desta forma fico perto de vocês e não há desconforto com a presença de minha noiva.

Alice diz:

Afe! E quando você ta chegando? Tem certeza que não prefere vim sozinho.

Masen diz:

Se tudo de certo estarei embarcando depois de uma reunião no final da tarde.

Bruxinha, quer dizer fadinha tenho que ir te cuida xau.

Alice diz:

Cuida-te também e pense direito venha sem a Kate se de a oportunidade de respirar um pouco.

Alice se despediu de seu primo sorrindo e procurou por Bella, ela não estava no quarto saiu e a encontrou na cozinha.

– Porque saiu?

– Vim preparar um lanche, já que terminamos vamos assistir um filme?

Assim fizeram, escolheram “Um amor pra recorda” e se prostaram em frente à TV, comendo pipoca e comentando vez ou outra sobre o filme, terminaram entre lagrimas.

– Bella você nem prestou muita atenção ao filme, algo esta te incomodando?

– Mamãe já deveria esta em casa, ela nunca se atrasa.

– Tia Renée deve esta na escola ainda, não se preocupe.

– Deve ser mesmo, daqui a pouco ela deve ta chegando.

Disse Bella, mas ainda estava preocupada, sua mãe nunca deixava de ligar quando precisava ficar mais tempo no trabalho. Olhou ao relógio já passava das 19:00 hrs e Renée sempre chegava por volta das 17:30. Alice começou a falar sobre seu primo que estava pra chegar.

– Bella você vai adorar o Edward, ele vai ficar um tempo aqui.

– Edward e o seu primo grego?

– Ele mesmo, você vai ver como ele é lindo, por onde ele passa as mulheres ficam suspirando. – Alice sorriu.

– Alice é impressão minha ou você tem uma apaixonite por ele?

– Não é isso sua boba, amo meu primo, ele é como um irmão mais velho, desde que fomos viver na Grécia ele se afeiçoou demais a papai e mamãe tanto que não os tratam como tios e sim por pais.

– Eu vi ele se referindo à tia Esme como mamãe, deve ter sido duro pra ele não ter conhecido a mãe e ter seu pai absorvido pelo trabalho.

– Acho que por isso ele se apegou tanto a nos, somos sua única família. Tem a sem sal da Kate é a noiva dele, mas ela não o deixa respirar, e acho que ele não gosta dela.

– Por que você acha isso Alice?

– Eu uma vez o vi com a secretaria pessoal dele, a Irina, eles têm um caso ou sei lá o que. Eu ate acho bom por que a Kate é uma esnobe. – O toque do celular de Alice interrompeu a conversa das duas.

– Oi mamãe?

– Filha onde vocês estão?

– Estamos na casa de Bella mamãe esqueceu que dormirei aqui? – falou Alice sorrindo.

– Não filha, não esqueci, eu e seu pai estamos indo ai pegar vocês.

– Mamãe aconteceu alguma coisa? A senhora esta chorando?

– Alice tenho que desligar agora, mas logo estaremos ai.

Bella olhava a sua amiga com o semblante preocupado, e sentiu um aperto em seu coração.

– Alice o que aconteceu?

– Não sei Bella, mas mamãe estava chorando ela e papai estão vindo nos buscar.

Em poucos minutos Esme e Carlisle estavam à porta de Bella, Esme estava com os olhos vermelhos e inchados devido ao choro, e o semblante de Carlisle denunciava que ele também havia chorado. Assim que eles entraram Alice correu e se abraçou com sua mãe.

– Mamãe o que aconteceu?

Esme nada falou foi com Alice ate onde Bella estava e sentou ao lado dela no sofá, antes que ela falasse algo Bella sentiu o frio percorrer todo seu corpo, e um tremor tomar conta de todo seu ser. Algo estava errado.

– Isabella, – Esme começou a falar, mas se calou quando percebeu que Bella começava a chorar.

– Tia Esme o que aconteceu?

– Filha, sua mãe sofreu um acidente de carro.

– E onde ela esta, para que hospital a levaram.

Esme olhou a menina a sua frente sem saber como lhe transmitir a noticia.

– Tia eu quero ir ficar com ela, ela vai precisar de mim – Bella chorava ao mesmo tempo ficava em pé olhou o semblante de Esme e olhou ao Carlisle. – O que vocês estão me escondendo. Minha mãe... Não.. Não, por favor, não diga que minha mãe não esta viva. Por favor... Por favor... Não!

Bella começou a soluça alto sua mãe a única pessoa que a amava estava morta, não. Não poderia ser, eles deveriam esta enganados, sua amada mãe a qualquer momento iria entra por aquela porta sorrindo como fazia todos os dias, depois iriam jantar, conversar ate que o sono chegasse.

– Sinto muito filha.

Depois disso tudo aconteceu rápido demais, Bella foi levada pra casa de Alice, não poderia ir se despedir de sua mãe naquela noite, o corpo só seria liberado na manhã seguinte, para só assim acontecer o funeral. Bella foi medicada, e logo adormeceu, no quarto de sua amiga, que ficou toda noite acordada velando o sono de Bella.

Quando Bella despertou na manha seguinte, sentia-se tonta e sua cabeça ainda doía bastante, sentou na cama e não controlou as lagrimas, as lembranças vieram a sua mente, sua mãe era alegre, transmitia felicidade a todos que estavam ao seu redor.

– Deus porque levaste minha mãe. – Murmurou Bella entre o choro.

Alice entrou no quarto e encontrou sua amiga abraçada as pernas, e chorando, foi ate ela e a abraçou.

– Bella não fique assim.

– Por que Alice, Por que ela?

– Bella foi um acidente. Infelizmente não teve como tia Renée escapar. – Alice também havia chorado a noite toda. – Vêm Bella tem que tomar um banho se vestir para irmos ao funeral.

Bella se levantou e em poucos minutos estava pronta, não quis se alimentar queria se despedir de sua mãe, sua única família, a pessoa que lhe deu a vida, amor, carinho, e que sempre esteve ao seu lado.

O funeral foi rápido, todos os amigos de que Renée havia conquistado estavam presentes, para o ultimo adeus, Bella não pode ver o rosto de sua mãe porque o caixão estava fechado só uma foto dela repousava em cima do mesmo, uma foto que ela havia tirado na festa de fim de ano.

O carro de Renée havia batido de frente com um caminhão que estava quebrado no meio da estrada, quando bateu seu carro capotou e apesar dela esta de cinto de segurança seu corpo tinha sido lançado fora do carro pelo pára-brisa.

Quando o funeral acabou ela retornou pra casa de sua amiga Alice, antes passou em casa e pegou algumas mudas de roupas e uma fotografia que estava na cabeceira da cama de sua mãe, uma foto com Renée e Bella quando estava ainda bebê.

– Alice o que será de mim agora?

– Bella não se preocupe com isso agora, papai vai resolver as coisas para você, só tente descansar um pouco.

Bella tomou um banho morno e se deitou, não conseguiu dormir, mas ficou deitada por um longo tempo, ate que escutou uns gritos vindos da sala, e logo em seguida Alice entrou chorando.

– Bella seu Pai ta lá em baixo e veio te buscar!

Notas finais
Como vocês já perceberam, resolvi postar logo as três estórias, mas lógico darei prioridade a Doce Trapaça.
Espero a compreensão de todas, pois essa não será post5ada semanalmente.
Espero pelos comentários e recomendações de todas.
Beijão e um maravilhoso final de semana.