A Outra

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Mais um Capítulo para alegrar esse feriado!!
Boa Lietura!

– O que disse Alice?

– Bella tem um Homem lá em baixo que afirma ser seu pai.

– Eu não tenho pai! Nunca tive.

Como era possível isso esta acontecendo com ela, em tão pouco tempo perder sua mãe e ter que conhecer esse mostro. O homem que havia violentado sua mãe, e nunca se preocupou em saber o que havia acontecido com o fruto desse seu ato. E agora estava ali, dizendo ser seu pai? Deus isso não!

Fechou os olhos e fez uma prece silenciosamente, não queria ter que conhecer-lo, e muito menos não queria ter que viver com ele. Olhou a sua amiga que estava tão transtornada quanto ela.

– Alice eu não quero vê-lo.

– Calma Bella papai esta conversando com ele, vamos esperar, mamãe pediu para que eu ficasse aqui com você.

– Alice eu não posso, ele é um mostro, você não faz idéia.

– Calma, calma sei que papai não vai permitir que nada de mal te aconteça.

Elas ficaram abraçadas e Bella não conseguiu sustentar o choro, Alice tentava de tudo para que sua amiga ficasse mais tranqüila e nada adiantava, Bella estava em estado de choque quando Esme entrou no quarto.

– Filha o que aconteceu? – Perguntou Esme aflita quando viu o estado que Bella se encontrava. – Alice chame um medico imediatamente Isabella esta em choque.

Bella não conseguia parar de chorar, sentia seu corpo todo tremendo e nada que se passava ao seu redor era compreendido, percebia que Alice não parava de chorar e ela queria dizer a sua amiga que estava bem, mas as palavras não vinham.

Aos poucos seu corpo foi ficando dormente e uma escuridão se apoderou dela, ela queria correr, mas não saia do lugar, queria gritar, mas as palavras lhe faltavam, e bem distante escutava alguém a chamando, decidida descobrir quem era seguiu o caminho e nada mais escutou.

Pov Edward

– Senhor Masen, todos já o aguarda na sala de reuniões. – Falou Irina sua secretaria particular.

– Estou indo. Irina já foi providenciado tudo que preciso para viajar?

– Edward eu...

Ela parou de falar quando ele lhe dirigiu um olhar repreendendo-a.

– Desculpe-me, – respirou buscando um pouco de ar. ­– Senhor Masen – Ela se aproximou dele sem desviar o olhar – Quando terminar a reunião o senhor pretende embarcar logo? – Edward arqueou uma sobrancelha questionando-a. – Se possível – ela fechou os olhos para reunir forças para falar. – Gostaria... Precisamos conversar.

– Irina, já disse desde ontem você não vai comigo nessa viajem.

– Por que Edward será uma viajem de negócios e em todas sempre me levou.

Edward fechou os olhos e levou uma mão em sua testa alisando-a demonstrando que não agüentava, mas essa situação, talvez esse casinho entre eles já estivesse ido longe demais, tanto que ela nem se preocupava, mas em esconder a intimidade entre eles.

– Irina, você esta esquecendo o seu maldito lugar, quando terminar essa reunião vamos conversar, agora não tenho cabeça e nem tempo pra isso. – disse se levantando e seguindo a porta ao lado esquerdo de sua ampla sala – E ligue para Kate avisando a que horas o carro esta indo buscá-la.

Edward participou da reunião que estava programada, ele era um dos mais prestigiados magnatas de Atenas, isso devido ao sucesso que administrava as empresas que havia herdado de seu falecido pai, e as outras tantas que tinha comprado a beira da falência e havia feito prospera.

Todos queriam conhecer o segredo do sucesso tão almejado por outros e que Edward Masen conseguia como passe de mágica, falavam que tudo que era tocado por ele virava sucesso, mas ele bem sabia que não era passe de mágica e sim muita dedicação, quantas abdicações, havia feito, só para mergulhar no trabalho.

Enquanto os amigos dele na sua juventude estavam entre viajem, farras e mulheres, Edward aos 14 anos havia perdido o pai que tanto amava, e muito cedo aprendeu com a ajuda do tio a administrar seus bens, sempre viveu entre estudos e trabalhos e não se arrependia, quantos na sua idade poderiam gozar da vida que ele tinha, varias empresas, vários imóveis, jatinhos, iate, automóveis, bens incalculáveis e mulheres a sua disposição;

­– Boa tarde senhor Masen. – Saudou um dos representantes da empresa Newton que estava em negociações.

– Boa tarde. – Edward não gostava de perder tempo com meias conversas – Então os documentos foram analisados e cheguei à conclusão que a oferta será a mesma.

– Mas o senhor nos deu a esperanças...

– Não! Eu disse que levaria em consideração os projetos que estavam em andamentos dentro da empresa, mas foram analisados todos os documentos e nada esta em andamento, muito pelo contrario as dividas que vocês tentaram nos esconder já estão expostas aqui,– Ele lançou uma pasta contendo todos os documentos comprovando o que falava na mesa onde todos tivesse aceso – e suas ações não tem valor comercial no mercado, não vejo por que o espanto de vocês

– Senhor Masen nos...

– Mike, minha ultima proposta é essa e espero a resposta de seu grupo em vinte e quatro horas, caso contrario, esqueça minha oferta.

Sem mas nada dizer Edward saiu da sala, deixando os demais ali sem ação, voltando a sua sala encontrou Irina terminando de arrumar sua pasta executiva a qual ele levaria na viagem, quando percebeu a presença dele a moça enxugou as lagrimas do rosto.

– Ligou para Kate?

– Liguei, mas ela mandou avisar que retornara.

– Ok! Como esta minha agenda?

– Por hoje já está livre, mas preciso saber quantos dias ficará ausente, para ir remarcando.

– Eu pretendo fica fora um mês.

– Um mês? – A pergunta saiu baixa e chorosa.

– Sim, por isso preciso que você fique aqui, a reuniões que não poderão ser remarcadas você ira fazer a vídeo conferencia.

– Isso Emmett pode muito bem fazer.

– Emmett contará com sua ajuda.

– Mas Edward eu....

– Irina, você não vai nessa viagem e ponto final. – Agora ligue e avise que estou pronto pra viajar.

Sem nada dizer Irina saiu e em poucos minutos voltou lhe informando que já estavam o aguardado e assim Edward seguiu, já cansado de lidar com Irina, e nem um pouco com vontade de se entreter com as conversas fúteis de sua noiva Kate. Decidido pegou celular e ligou.

– Kate estou embarcando, quando chegar conversaremos.

– Mas eu não vou com você?

– Não decidi viajar sozinho.

– Mais eu..

– Aguarde eu entra em contato.

Eduard percorreu todo caminho ate o aeroporto, pensando em sua vida, o que ele estava fazendo, uma noiva que não amava, e uma amante que estava querendo, mas do que ele estava disposto a dá, esse mês longe delas serviria para ele colocar a cabeça em ordem.

Deixou a cabeça tombar no encosto do banco e fechou os olhos, estava cansado, há dias estava adiantado todas as reuniões para poder ir visitar os tios e a empresa Swan que estava querendo arrebatar, que segundo a sua equipe estava na falência a muitos anos.

Não soube quanto tempo durou o trajeto entre seu escritório e o aeroporto, mas deu graças poder entra em seu avião particular, cumprimentou o pessoal de bordo e seguiu direto a sua cabine, queria tomar um banho e descansar teria muitas horas de vôo pela frente que passaria dormindo.

Edward estava tão cansado que só despertou quando a comissária avisou-lhe que estavam se preparando para aterrissarem. Levantou-se fez sua higiene pessoal e esperou, uma limusine já o aguardava quando o avião em fim aterrissou, deu ao motorista o endereço de seus tios e segui, olhou em seu relógio, apesar da diferença de horários ele conseguiu chegar cedo, isso significava que encontraria seus tios acordados.

Quando parou em frente à casa de Carlisle, Edward desceu e pediu ao motorista que o esperasse, queria antes de tudo rever a família que tanto amava antes de ir para sua casa. Quando ia se aproximando da porta a mesma se abriu saindo de dentro um Homem com caras de poucos amigos, sendo acompanhado pro Carlisle. Que percebendo Edward parado se surpreendeu.

– Filho, por que não me ligou teria ido te buscar.

O senhor desconhecido parou e olhou Edward da cabeça aos pés antes de voltar sua atenção a Carlisle e falar:

– Ela é minha filha! E não a deixarei aqui.

– Entendo senhor Swan, mas nesse momento ela esta muito abalada, por esse motivo o senhor não pode vê-la, ela foi medicada, mas já tenho o endereço de seu hotel e seu numero, amanha entrarei em contato assim que falar com Isabella.

– Amanha estarei aqui no final da tarde, para levá-la. – Sem dizer, mas nada o Swan foi embora.

– Quem é essa figura papai? – Edward perguntou.

– Entre filho, isso é uma longa estória.

Edward entrou abraçou Carlisle e foram conversando até a sala.

– Sente-se Esme vai fica feliz em te ver aqui, como foi o vôo?

– Foi tranqüilo dormi o tempo todo.

Nesse momento Alice entrou correndo no ambiente assustando aos dois.

– Filha o que aconteceu?

– Bella esta passando mal, e mamãe me mandou chamar o medico.

– Quem é Bella? – Perguntou Edward.

– É minha amiga – Alice chorava e tremia. – Papai ela ta desmaiada, chame logo o medico.

– Calma Alice papai vai chamar se acalme ok?

– Ai Edward minha amiga vai embora.

Fiquei sem compreende essa situação, mas sabia que deveria ser alguém importante para Alice esta daquela forma, minha fadinha estava assustada e não parava de chorar, quando o medico chegou ela correu para junto de mim e ficou chorando em meus braços.

­ – Você deve gosta muito dessa Bella não é mesmo?

– Ela é como uma irmã pra mim. Mas ele disse que vai levá-la embora, mas ela não quer ir. Papai não pode deixar, não pode.

– Quem disse que vai levar sua amiga?

– O pai dela;

– Mas onde esta a mãe dela Alice?

– Tia Renée sofreu um acidente e faleceu, o funeral foi hoje. Edward não deixe que aquele homem a leve, por favor, não deixe.

– Alice, se ele é o pai dela, ele tem o direito de ficar com sua filha.

– Não Edward, você não sabe, ele nunca... Ele não é bom.

– Fique calma, vamos esperar papai, ele saberá o que fazer.

Meia hora depois o medico já havia examinado Bella, que ainda estava inconsciente, por esse motivo foi levada ao hospital onde ficaria em observação por doze horas. Alice queria ficar com sua amiga, mas Edward conseguiu levá-la pra casa. Esme ficou com Bella no Hospital ficando de ligar assim que recebesse alta.

– Sua amiga precisará de você, por esse motivo deve tomar um bando e dormir.

– Vou fazer isso. – Alice ainda chorava. – Boa noite papai, boa noite Edward.

– Durma bem queria.

Alice recebeu um abraço de cada um deles, que ficaram observando ela ir ao seu quarto.

– Papai agora que Alice não esta presente o senhor pode me contar o que esta acontecendo.

– Sente-se filho, – Carlisle preparou dois driks entregando um ao Edward sentou na poltrona em frente a ele. – Renée era a mãe de Isabella, que faleceu ontem em um acidente de carro, Isabella era sua única filha.

– Os pais dela eram separados?

– Não, na verdade Isabella nunca conheceu o pai.

– A mãe dela se envolveu com algum homem casado?

– Não, é bem mais complicado. – Carlisle tomou seu drink antes de continuar­ – Renée morava com os pais em Forks, e aos 18 anos foi violentada pelo filho do patrão de seus pais. Além de violentá-la ele continuou perseguindo-a, e voltou a cometer o mesmo crime quando ela estava com sete meses de gestação, ela precisou fugir de lá, foi quando veio para Washington, D.C, onde teve sua filha e refez sua vida.

– E ela contou isso a Isabella? Por isso quando ela soube que ele estava aqui entrou em choque.

– Contou quando Isabella fez 15 anos, porque ela queria muito conhecer o pai.

– Como o senhor ficou sabendo disso papai?

– Renée, contou a Esme e pediu que se algum dia algo lhe acontecesse Esme cuidasse de Isabella.

– E como o pai de Isabella ficou sabendo?

– Não sei, ele não comentou nada, só apareceu dizendo que veio buscar a filha.

– Vou entrar em contato com Jasper e ver o que podemos fazer.

– Quem é Jasper Edward?

– Jasper é um dos meus advogados, ele esta aqui atualmente em negociação, com uma empresa que estou querendo arrematar.

– Será que existe algum modo de impedir dele levá-la filho?

– Se houver o Jasper ira nos dizer.

Meia hora depois Jasper estava se juntando a Edward e Carlisle.

– Vim o mais rápido que pude, desculpe a demora Edward.

– Desculpe te tirar da cama há essa hora, mas é um assunto urgente.

– O que se trata?

Edward com a ajuda do Carlisle fez um resumo de toda historia, e esperou Jasper se pronunciar.

– Qual é o nome do Pai da menina?

– Charlie Swan.

– Swan? Tem certeza?– falou Jasper arqueando uma sobrancelha.

– Sim esta aqui no cartão que ele deixou.

– O que foi Jasper, sabe de alguma coisa?

– Só um momento Edward, deixe-me só confirmar aqui.

Jasper pegou alguns documentos em sua pasta e fez algumas ligações.

– Onde esta a menina? – Perguntou Jasper.

– Esta Hospitalizada. – informo-lhe Carlisle.

Jasper continuou ao telefone deixando Edward e Carlisle impacientes com a demora passou mais de uma hora ate que ele desligou.

– Entrei em contato com um amigo meu, ele é Juiz da infância. Resumi o caso e ele pediu que entrássemos com o pedido de guarda.

– Porém com esse feriado e o final de semana, só teremos uma posição na terça feira._ Falei.

– Mas ate lá o que podemos fazer, para manter Isabella fora do alcance dele?_ Quis saber Carlisle.

– Infelizmente, nada pode ser feito. Há não ser que ela fique Hospitalizada. – Sugeriu Jasper.

– Jasper, quero que dê prioridade a esse caso. E me mantenha informado.

– Farei isso Edward. Tem mas uma coisa.

– O que?

– Esse Charlie Swan é o mesmo que estamos em negociação para arrematar a empresa e as informações que tenho dele não são boas.

– Seja mais claro.

– Ele perdeu toda fortuna da família, com jogos e mulheres, ate a esposa ele “vendeu” assim é o que dizem.

– Como assim, vendeu?

– A esposa dele tinha poses, ele detonou toda fortuna dela quando a dele não mais existia, por ultimo a perdeu em uma mesa de jogo.

– Isso não existe em que tempo estamos! – Indaguei. – Como uma pessoa aceita tal coisa.

– O que aconteceu com essa moça? – perguntou Carlisle.

– Depois de ser usada por Black durante um ano, morreu doente em um leito de hospital.

– Jasper faça o que for necessário para que meus pais fiquem com a guarda dessa menina.

– Vou precisar de algumas informações e documentos.

– Jasper veja com papai. – Virando-se a Carlisle Edward se despediu. – Estarei em casa, vou descansar quando mamãe chegar, por favor, me avise.

Deixei a casa de meus pais, com uma dor de cabeça, assim que cheguei a minha casa tomei um banho e desabei em minha cama, não sentia fome, só sentia um aperto no peito ao pensar nessa menina Isabella.

Na verdade nem a conheci, mas já sentia por ela um carinho, uma necessidade de protegê-la. Como uma pessoa pode passar por tantas coisas em tão pouco tempo, perder a mãe e conhecer um monstro que é seu pai, graças a Deus ela contava com a ajuda de meus pais, e de Alice, e por eles eu ao iria permiti que nada de mal acontecesse com essa menina. Com esse pensamento adormeci.

Quando despertei na manha seguinte, fui direto a casa de meus pais, encontrei Alice na sala inconsolável sendo amparada por nossa mãe.

– Bom dia, o que aconteceu?

– Bom dia filho, – Esme estava chorando também – O pai de Isabella a levou hoje logo cedo do Hospital.

– Como? Pra onde?

– Ele tinha uma ordem judicial, por isso Jasper não pode impedi-lo, mas Isabella ligou pra Alice há pouco dizendo que ficaram na casa por um tempo, ele ainda não decidiu se permanecerá aqui ou se voltará a Forks.

– E Jasper não falou mais nada?

– Jasper pegou todos os documentos e foi ao fórum, pelo que entendi, ele iria da entrada na guarda.

– Alice, não fique assim, faremos tudo possível para afasta ela daquele monstro.

– Obrigada Edward.

– Por nada mamãe. Ela é uma menina e não tem lugar melhor para ela viver do que aqui com vocês, cercada de amor e carinho.

– Há Edward e se ele fizer algum mal a minha amiga, Bella e tão frágil.

– Não se preocupe Alice, ele não fará nada. Isso eu lhe prometo.

Por que sinto meu coração apertado por uma menina que nem ao menos vi ainda? Que necessidade é essa de protegê-la? Por que quando escuto o nome dela meu coração da um salto? E pior ainda porque sinto essa corrente elétrica ao escutar seu nome? Por que meu corpo reage dessa forma? Isso tudo era interrogações as quais eu não tinha a mínima resposta.

Fim Pov Edward

Por Bella

Um mês depois...

– Isabella hoje você não vai à aula. ­– disse Charlie na porta do seu quarto.

– Eu não posso faltar, tenho prova hoje.

– A tarde vem um amigo meu aqui, quero que prepare algo gostoso pra nos.

– Eu posso fazer isso quando chegar da escola.

– Ok, então não se atrase.

Bella foi à escola estava com saudade da sua amiga, há dias que não pegava carona com Alice, porque seu pai havia proibido.

Eu não quero você com aquela menina esta me ouvindo? – Charlie havia gritado com ela no primeiro dia que ela voltou da escola de carona com os Cullen.

Alice é minha amiga, e mamãe nunca me proibiu de vim com ela de carona.

Sua mãe esta morta Isabella e acho bom você se acostumar a andar segundo as minhas ordens. – Ele gritou pegando o sinto em forma ameaçadora.

Não precisa me bater, irei lhe obedecer.

Mas no outro dia ele viu quando Bella desceu do carro de Esme e quando Bella entrou, ele bateu nela. Naquela noite Bella não dormiu direito, chorou por horas e só quando o cansaço a dominou conseguiu adormecer. Na manha seguinte contou o que havia ocorrido a Alice, combinaram que se ele batesse em Bella ela correria para casa dos Cullen.

– Menina você não esta me ouvindo?

– Sim, eu chegarei a tempo.

– Não foi isso que eu falei, passe no supermercado na volta e traga algumas cervejas.

– Ok, posso ir?

– Pode não se atrase.

Bella pegou o transporte, que a levaria a Georgetown Visitation Preparatory School. Quando estava entrando Alice se aproximou dela.

– Amiga que saudade.

– Oi Alice, eu também estou, como vai tia Esme e tio Carlisle.

– Estão preocupados com você, seu pai ainda não permite que você vá nos visitar?– Bella negou com a cabeça. – Sentimos sua falta Bella.

As duas se abraçaram e seguiram para a maratona de aula, no intervalo sentaram juntas para o lanche, e colocarem a conversa em dia.

– Meu primo Edward voltou e estar muito preocupado contigo, ele marcou uma reunião com o Jasper advogado dele.

– Acho que o Charlie recebeu alguma intimação, eu o vi resmungando alguma coisa.

– Se Deus quiser amiga, isso vai se resolver logo. Ele anda te batendo? – Alice havia percebido novas marcas em Bella.

– Alice, não conte a tia Esme, ela vai ficar preocupada.

– Mas Bella o que combinamos? Por que não foi lá pra casa?

– Foi no final de semana, eu fui ate lá, mas vocês não estavam, voltei pra casa, mas agora eu to fazendo o que ele manda.

– O que você fez pra ele te bater?

– Não fiz a carne do jeito que gosta. – as lagrimas rolavam pelo rosto das duas.

O sinal tocou e voltaram às aulas, quando terminou sua prova, Bella pediu para sair mais cedo, pois ainda teria que passar no supermercado se chegasse a casa sem o que Charlie havia pedido, ele ficaria zangado.

Quando estava se aproximando da entrada de sua casa, ela escutou vozes, e risadas, Charlie parecia alegre quando voltou a conversar, Bella parou um minuto decidindo se entraria pela porta da frente ou se daria a volta para não ter que passar pela sala, foi quando escutou parte de uma conversa.

– Charlie, já estou faminto, que horas essa sua filhinha chega. – gargalhadas estrondaram na sala.

– Ela já deve esta chegando, você vai ver que fez bom negocio.

Bella não entendeu e resolveu dar a volta se estavam com fome seria melhor ir direto pela porta dos fundos e ficaria já na cozinha. Assim o fez, estava preparando o espaguete quando Charlie foi pegar mais uma cerveja e se surpreendeu com ela.

– Por onde entrou?

– Pela porta dos fundos, queria preparar logo a comida.

– Quando estiver pronta nos avise.

Ele voltou à sala e ficou por lá. Seu amigo, um sujeito mal encarado, foi ate a cozinha e ficou observando Bella terminar de preparar a comida, se servil de outra cerveja e voltou a sala.

Quando a comida estava terminada Bella arrumou a mesa, avisou que estava tudo pronto e se retirou ao seu quanto, ficou entretida com seus estudos que nem percebeu o tempo passar, só quando foi ao banheiro percebeu que já havia anoitecido.

Voltou ao seu quanto e começou a guardar seus livros, teria que preparar o janta para seu pai, como estava em silencio a sala, imaginou que o amigo dele já houvesse partido, mas quando chegou a cozinha percebeu que os dois estavam lá jogando e mais um havia chegado.

– Isabella, traga uma cerveja para o senhor Black.

Bella fez o que o Charlie pediu, e quando sentiu o olha do tal Black nela, sentiu medo.

– O que o senhor vai querer para o jantar?

– Nada, pode subir.

Bella suspirou aliviada enquanto subia as escadas, entrou em seu quarto e trancou a porta, tomou banho vestiu seu pijama de flanela que Renée havia lhe dado de presente, estava velho, mas ela adorava, era como se sua mãe estivesse perto, era assim que se sentia, por isso dormia com ele todas as noites.

Já estava deitada quando Charlie bateu em sua porta.

– Isabella?

– Senhor?

– Abra a porta menina quero falar com você.

Bella se levantou e pegou um robe de flanela que pertencia a Renée e colocou por cima de seu pijama, antes de abrir a porta, quando a abriu Charlie não estava só. O tal Black esta junto dele.

– O que o senhor deseja?

– Estou de saída por algumas horas.

Bella respirou aliviada, não gostava da presença desses desconhecidos em sua casa, quando morava com sua queria mãe, era um lar feliz, mas desde a morte de Renée ela não sabia o que era felicidade, desde que esse homem aparecerá em sua vida, ela vivia assustada, só ficava tranqüila quando estava trancada em seu quarto ou quando estava na escola.

– Esta me escutando menina?– falou ele ríspido.

– Estou o senhor vai sair tudo bem, leve sua chave eu já vou dormir.

Charlie deu um sorriso malicioso antes de acrescentar.

– Eu vou ficar fora por algumas horas, mas o senhor Black vai lhe fazer companhia, seja boazinha com ele.

Bella não entendeu o que Charlie estava falando ate perceber ele se afastar e o tal Black entra em seu quarto.

– Por favor, o senhor poderia sair do meu quarto, espere o Charlie lá em baixo ou no quarto dele.

O Black, a olhava dos pés a cabeça, com cobiça, ao mesmo tempo em que começava a tirar sua própria camisa.

– Por favor, o quarto do Charlie fica ao lado, pode ir esperá-lo por lá.

– Você é inocente assim mesmo ou se faz?

– Como?

Bella sentiu o temor invadindo-a quando ele avançou em sua direção, e a imprensou contra a parede. Ela tentou empurrá-lo e se soltar, mas ele a jogou na cama. As lembranças da estória que Renée havia contado vieram à tona, e ela começou a chorar pressentindo o que estava por vim.

– Chorar não resolve nada, você será minha por um bom tempo então é melhor se acostumar.

– O que o senhor estar querendo dizer?– Bella chorava.

– Seu pai a perdeu pra mim, assim como perdeu sua esposa há um tempo atrás, por isso você viverá comigo por quanto tempo eu quiser.

Bella ficou estática sem saber o que fazer, processando as palavras que aquele estranho estava lhe dizendo. Como viver com ele?

Black se livrou das calças e se aproximou dela, prendendo-a sobre a cama e tentou lhe beijar enquanto esfregava sua ereção nela.

– Pra que chorar no final você vai gostar. Todas gostam.

Ele tentou abrir o robe de Bella, mas ela prendeu, ele sem demora usou a força e o tirou beijando a curva do pescoço dela descendo ate a curva de seus seios, sem se incomodar com os murros que ela proferia contar ele e os gritos que ele tentava abafar, ele rasgou a parte de cima do pijama e atacou um dos seios dela, dando uma mordida.

– Isso é para deixá-la marcada, para saber que pertence a Jacob Black.

Sem demora ele invadiu sua boca ao mesmo tempo em que sua mão tocava a intimidade dela, quando ele pegou sua ereção para roça conta sua gruta, ela deu uma joelhada, ele gritou se curvando pela dor, ela aproveitou a oportunidade, levantando-se da cama e saiu correndo.

Não se importava que estivesse seminua, só queria se afastar, ficar o mais distante possível daquele lugar e daquele homem nojento, sem pensar seguiu correndo em direção a casa de Alice, morava no mesmo quarteirão, logo estaria lá.

Quando chegou próximo a casa já estava sem fôlego, e tremia sem parar, foi em direção à entrada bateu na porta, chamou, gritou e ninguém apareceu. Havia uma lâmpada acessa, mas eles não deveriam esta em casa, só restava a ela espera escondida em algum lugar.

Saiu correndo e esbarrou em alguém, o impacto foi grande que ela teria caído se mãos firmes não houvesse sustentado-a, começou a se debater e a gritar, o nojento teria seguido-a, não ela não poderia agüentar.

– Sihh, se acalme.

Aquela voz de veludo não era a mesma do homem que a pouco estava tentando machucá-la, o perfume que emanava daquele corpo era diferente do cheiro de cigarro e bebida, ela criou coragem e ergueu a cabeça, para se depara com uma imensidão de mar azul que a olhava.

Isso foi tudo que ela viu antes de se entregar a escuridão.

Fim Pov Bella

Notas finais
Ate o proximo capítulo...
Uma maravilhosa semana para vocês!!!!