A Orquestra do destino
1 Prólogo
Notas iniciais
Bem, confesso que foi muito complicado fazer essa fic, pois eu tive que traduzir as falas, já que Frost fala inglês e o Sr. Hiccup fala Alemão! hahah ( Okay, brincadeira a parte )
Bem, espero que gostem, e por favor, não me taquem pedras!!
Boa Leitura
Jack’s Pov
- Jack, você tem que superar isso, já faz mais de um mês e você não demonstrou nenhuma melhora em seu tratamento, estou começando a ficar preocupado Jack – Falou North. Um homem de média estatura que possuía um grande emaranhado de pelos grisalhos pulando para fora de seu queixo anguloso, que o deixava com uma aparência de mais velho ( Não que ele já seja velho, mas com aquela barba, ele aparentava ter uns 70 anos). E a minha mente fazia algumas comparações, já que ele se parecia demais com o Papai Noel.
North era um cara legal, mesmo sendo um velho ele era legal, eu sabia que ele estava ali para me ajudar, já que ele é meu psicólogo, mas eu não queria conversar com ele, não queria desabafar, não queria dividir a minha dor com outra pessoa.
Continuei quieto tentando permanecer com a postura mais imparcial que eu conseguia, como eu fazia em todas as consultas, porém sem muito sucesso. Já estava começando a sentir os meus olhos azuis arderem como fogo e como consequência vinha junto o embaçar da minha vista, fazendo com que eu mal consiga enxergar um palmo a minha frente, a não ser borrões não muito bem identificados.
North pareceu se mexer um pouco desconfortavelmente em sua cadeira e abriu a boca levemente, calculando as palavras que estava prestes a falar.
- Jack, não se culpe por aquilo que você não fez, você...você não matou ninguém Jack, foi somente um acidente, e ...
Aff, ninguém merece esse maldito papinho para boi dormir de novo. Eu não estava mais suportando isso tudo. Massageei minhas têmporas com o indicador e com o dedo médio, tentando manter o meu humor estável, mas era difícil já que aquele velho não calava a boca.
- ...Você fez tudo o que podia fazer Jack, tenho certeza que Emma está...
- NÃO OUSE TOCAR NO NOME DA MINHA IRMÃ! – Gritei com o velho, pela primeira vez em um mês, interrompendo o discurso do ancião, quase explodindo por dentro e ao mesmo tempo levantando subitamente na poltrona de couro escura na sala , nessa altura do campeonato eu já havia me esquecido de como me manter neutro na conversa, sinto minhas bochechas umedecerem um pouco, e logo notei que eu estava chorando – ISSO NÃO DEVERIA TER ACONTECIDO, E ELA MERECIA VIVER E EU QUE DEVERIA TER MORRIDO!
North não aparentou ficar muito incomodado com o tamanho escândalo que eu estava proporcionando em seu consultório, muito pelo contrário, ele até parecia um pouco satisfeito por eu pelo menos ter dito alguma coisa. Eu nunca vou entender a mente de um psicólogo, eles ficam decepcionados com você quando você não diz nada e permanece no silêncio, mas quando grita com todas as força e xinga todos que estão em sua frente o tratamento fica até diferente, parece até que progredimos na vida ao ponto de ganharmos um prêmio Nobel da Paz. Quanta baboseira.
Após gritar com o velho barbudo, senti um pouco de remorso por ter elevado o tom de voz, Emma não gostava quando eu gritava, então eu não irei mais gritar, por ela (Bem, pelo menos farei um esforço). Segurei a barra de meu moletom azul e a abaixei, ajustando a roupa em meu corpo, antes de voltar a sentar na poltrona de couro macio.
Tirando o fato de eu ter berrado, a consulta foi praticamente como as outras, North fazendo diversas perguntas e eu respondendo quase nenhuma, apenas balançando a cabeça afirmativamente ou negativamente quando dava vontade, nunca sequer ousando falaruma palavra. O velho psicólogo também pronunciava algumas frases de consolo, como sempre fazia, mas elas nunca surtiam muito efeito. O que são pequenas frases de efeito comparadas a uma vida humana?
Não demorei muito para sair da grande clínica psiquiátrica e voltar a pisar nas ruas geladas do Alaska. Olhei para o céu relutante, a fim de ver como estava o clima, e como previsto, estava completamente nublado, grossas camadas de nuvens cinzas escuras inibiam parcialmente a luz solar de entrar em contato com a terra, proporcionando uma iluminação um pouco melancólica no local
- “A vida é maravilhosa se não se tem medo dela” – Resmunguei sozinho lembrando-me da frase favorita da minha irmãzinha, e ao mesmo tempo andando pela rua lutando para andar mais rápido, já que a neve acumulada na calçada, que já chegava até o meu tornozelo, dificultando ligeiramente o meu andar. Deveria ter nevado muito na noite passada para haver tanta neve junta desta forma.
Agora deixe-me apresentar.
Meu nome é Jack Frost, tenho 16..digo, 17 anos (Acabei de fazer aniversário então ainda me confundo um pouco) e sou considerado pela medicina “Um garoto com distúrbios psicológicos e mentais” mais conhecido também como “maluco”, ou se quiser ser mais carinhoso , um “Anormal com algumas práticas suicidas” . Desde o dia em que minha irmã menor, Emma, morreu de hipotermia, eu nunca vi a minha vida com os mesmos olhos. Tudo parecia ser mais triste sem ela e a vida não fazia muito sentido.
Moro em uma pequena cidade situada no Alaska, chamada Fairbanks. Era de fato um local muito tranquilo e quase nada acontecia lá, mas em contrapartida, Fairbanks era muito solitária que a dava uma certa característica de cidade fantasma. Eu não gostava muito daquele lugar.
Eu queria fugir dali e nunca mais voltar. Porém não posso me dar o luxo de simplesmente pegar o carro e dirigir até o infinito até chegar no outro extremo da América. Emma nunca me perdoaria se eu fizesse essa maluquice. Então resolvi que ficaria por ali. Pelo menos por enquanto.
Hiccup’s Pov
- F-filho, você não acha que já treinou o bastante? Sua pratica com o violino é excelente, tenho a total certeza que aqueles franceses narigudos irão te aceitar – Falou meu pai, Stoico, enquanto de alguma forma tentava pentear o enorme emaranhado de barbas ruivas, buscando ficar com um aspecto mais refinado, porém, sem muito sucesso.
- Pai, para início de conversa, não são os franceses, e sim alemães, você sabe que isso é muito importante para mim e essa pode ser a única oportunidade de eu poder ser aceito na Orquestra de Berlim – Falei um pouco esperançoso.
Parecia um pouco idiota de minha parte tentar correr atrás deste sonho estúpido, ainda mais com Steve Arms ( Mais conhecido como Melequento ) sendo um dos competidores que estão batalhando duro para garantir sua vaga na orquestra mais famosa do mundo. Aquele garoto era um gênio em seu saxofone. Mas eu sabia que eu não poderia desistir, o concurso vai acontecer daqui a uma semana e se eu deixasse essa oportunidade escapar, demoraria no mínimo dez anos para os orquestrastes alemães voltarem para a Áustria à procura de novos talentos. Era minha oportunidade de ouro.
Voltei os meus olhos para o pequeno papel recheado de notas musicais na minha frente, tentando da melhor maneira possível tocar o pequeno violino marrom claro.
- Filho – Interrompeu novamente o homem barbudo, levantando de leve o seu indicador em minha direção, como sempre fazia quando mandava uma frase de efeito – “A satisfação está no esforço e não apenas na realização final.” – Completou Stoico, provavelmente muito feliz consigo mesmo por ter conseguido ter-me dirigido tais palavras.
Sorri um pouco de canto, pois notei que meu pai estava tentando me ajudar. Apesar de sua aparência um pouco brutal e ameaçadora, Stoico ( Também apelidado de Stoico O imenso pelos seus colegas de trabalho ) era dono de um grande e bom coração completamente generoso. E como eu gostava disso no meu pai. Fico me perguntando se esse foi uns dos motivos da minha falecida mãe ter se apaixonado por ele.
- Foi você que inventou essa frase ou você simplesmente viu na internet? – Indaguei com um tom levemente provocativo, fazendo com que meu pai mudasse de cor quase que instantaneamente, de branco para vermelho em somente dois segundos. Olhe só um novo recorde.
- Isso não vem ao caso – Falou, tentando desviar do assunto – O que eu quis dizer é que não importa o que aconteça, para mim você será sempre o melhor.
“Não adianta ser o melhor para você se eu não melhor que os outro” Pensei, enquanto voltava a minha prática.
Eu precisava vencer essa disputa.
Notas finais
Bem...comentem! ( Eu sei q n mereço comentários já q eu era uma fantasma, mas agora resolvi mudar e vou comentar as fics q eu leio )
E espero que tenham gostado do prólogo!
Ah! Um detalhe, provavelmente eu só consiga postar aos domingos, devido ao meu tempo muito corrido okay??
Beijos suas fofas/fofos
Espero que tenham gostado! ♥
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