A Minha Seleção

13 Capítulo 13 - Primavera


Notas iniciais
Oieee!! :) :) Desculpem se eu demorei,mais agora que as aulas começaram vai ser meio difícil de postar todos os dias como era nas ferias. Então um aviso: Prometo postar pelo menos uma vez na semana. Esse é narrado pela May! Beijocas!!

Porque eu estava assim, tremendo igual a uma menina de 15 anos que está saindo pela primeira vez com um garoto? Era só o Príncipe sendo o Príncipe. Nada de mais ou de menos. Ele só estava fazendo o que os pais queriam, sendo educado e se desculpando com as Selecionadas quando fizesse alguma besteira. Mais, porque eu? May Campbell é só uma seis sem graça que não merece nada do que tem e que pode ser dispensada pelo Príncipe por um simples erro, como pegar errado em um garfo. Então, porque tudo isso para mim?

Seguia pelos corredores nervosa. Não há horário de recolher no Palácio mais eu nunca fiquei até essa hora andando pelos corredores. Claramente, alguma coisa estava mais anormal do que eu imaginava. Antes, eu ficaria no meu quarto sozinha sem pestanejar e agora a única coisa que eu quero é abraçar alguém conhecido. Pode ser Sam, minha mãe ou até Zack, que é a pessoa que eu estava imaginando dês do começo. Mais eu não quero ficar sozinha e muito menos ficar sozinha com o Príncipe.

Cheguei na ponta da escada mais rápido do que eu havia programado. Meus passos eram pequenos e deixavam uma tartaruga ganhar de mim em uma corrida. Mais mesmo assim eu queria ir cada vez mais devagar.

Meus pensamentos estavam em outro lugar. Um lugar aonde eu não deveria estar. Quente e aconchegante, deixava o quarto do castelo no chinelo e fazia qualquer menina suspirar. É, os braços do Zack eram os meus agasalhos preferidos no inverno. E também no verão, na primavera e no outono. Nada era melhor do que estar em seus braços.

– Boa noite. – sorri por extinto quando vi um Selecionado passando ao meu lado, já no corredor que dava acesso aos jardins. Respondi com um aceno na cabeça. Ele parecia feliz, tinha um sorriso estampado no rosto.

Quando cheguei as portas de vidro enormes que davam acesso ao Jardim não precisei falar nada. Os guardas simplesmente abriram a porta para mim. Agradeci e segui o meu caminho.

Olhei em todos os lugares e nada de eu encontrar Peter. Ele estava de sacanagem comigo ou o que? Rodei aquele enorme jardim muitas e muitas vezes. Mais nada de diferente chamou a minha atenção.

Derrotada, sentei-me em um banco em frente a uma fonte, que jogava água animadamente. No centro da mesma, havia um anjo, um cupido para ser mais exata. Sua flecha estava apontada para o lado direito e seus olhos eram mais delicados do que os de um ser humano. Feita de pedra, a fonte me deixou impressionada.

Dois minutos depois resolvi me levantar e seguir para o meu quarto. Isso já tinha virado humilhação. Porque Peter simplesmente não me manda embora em vez de fazer coisas assim? Eu sinceramente não sei.

Dei um passo forte, sentindo raiva, para frente e ouvi um barulho. Olhei para os meus pés e dobrei as sobrancelhas. Um papel? Aqui, no meio do nada? O abri e li em voz alta, já que não havia ninguém por perto:

– “Você passou pela primeira fase. Vamos ver se você é inteligente? Me encontre no final da noite e tenha uma surpresa. Nada de perguntar para os guardas aonde eu estou! Ahm! E mais uma dica: A flecha tem razão”.

Que droga! Não acredito que Peter vai me fazer encontrar ele! Esse castelo é enorme e eu não conheço nem a metade dos lugares daqui. Alem de não encontrar o Príncipe ainda ficaria com dor nas pernas.

A flecha tem razão. Que dica ótima Peter! Flecha? Sim! A flecha do Cupido! Mais que original hein Príncipe! Deviria segui para o lado direito e assim o fiz, dando de cara com mais um papel grudado na parede:

“Mais uma fase concluída! Gostou da ideia do cupido? Tomara que sim porque o amor está no ar! Falando em amor, qual o seu lugar favorito do castelo?”

Uhmmm... Lugar favorito? Reuni uma lista de lugares na minha mente. O Salão da Mulheres, que com toda a certeza era o pior lugar do mundo, A Livraria, que eu só havia ido uma vez, O Salão de Jogos, não sou muito fã de Jogos, O Salão Principal, definitivamente não tenho recordações boas desse lugar e A Sala de Jantar. É, até que podia ser a Sala de Jantar.

Sem pensar duas vezes me botei a caminho de lá. Ainda bem que Peter havia facilitado para mim, colocando as dicas umas perto das outras. Cheguei lá em menos de dez minutos.

A sala estava escura e só a luz da lua iluminava o ambiente. Parei de andar um pouco e esperei até que os meus olhos de acostumassem com o escuro. Depois fui até a mesa das Selecionadas.

Procurei primeiro em meu lugar. Mais para a minha surpresa não havia nada. Me agachei e procurei em baixo da mesa. Nada. Cosei a cabeça e me pus a pensar. Será que eu não havia esquecido nenhum lugar? Não! Acho que A Sala de Jantar era o meu lugar favorito. Ou será que seria o meu quarto? Não, Peter não colocaria duas dicas no mesmo lugar.

Resolvi procurar na mesa dos Selecionados. Eu sei, pareceu idiotice mais não custava tentar! E nada. Então, olhei em volta. Será que Peter colocou na mesa dele? Na mesa da Família Real? Verifiquei se realmente estava sozinha. Nem quando a Família Real não estava comendo era estritamente proibido ir até a sua mesa. Mais, o que me resta fazer?

Cheguei no lugar dele a passos de tartaruga. Se eu fizesse o mínimo barulho algum guarda que passava pelo corredor poderia ouvir. Então, tratei de tomar cuidado com tudo. Olhei em cima da mesa, que já estava posta para o café da manha. Nada. Me agachei e procurei embaixo da mesa. Nada. Então bufei irritada. Não acredito que Peter iria me fazer voltar até o meu quarto.

Sentei-me em sua cadeira sem se importar com nada. Estava muito cansada naquela noite, ficar no castelo tem se tornado cadê vez mais entediante. Suspirei alto. Quando fui me levantar ouvi um barulho de papel. Claro! Ele estava esse tempo todo na cadeira.

“Que feio Sra.Campbell, burlando regras do Palácio? Se algum guarda te pegar ai perto da mesa da Família Real não sei nem o que te pode acontecer, então trate de sair daí! Calma, não fique nervosa, o jogo já está acabando. Que tal uma festa de despedidas?”

Festa? O que ele queria dizer com festa? Ou ele queria me mandar embora por papelzinho ou... Ele estava falando do Salão Principal.

Caminhei, diferente de antes, em passos largos. Isso estava me deixando mais cansada ainda. Torci meus dedos quando percebi o que estava fazendo. Tecnicamente Peter estava sendo romântico comigo. E eu estava deixando, dando esperanças para ele. E se, por ironia do destino, o Príncipe de Illéa começar a gostar de mim? O que vou fazer?

Balancei a cabeça para tirar esses pensamentos da minha cabeça. Nada era pior do que ter que ouvir uma voz dizendo que tudo isso está errado. Eu e Zack, meu pai, Peter e até a amizade que eu estou construindo com Sam. Nada disso está certo.

Entrei pelas grandes portas douradas com o coração na mão. Esse lugar me lembrava de Zack e Angeline. Dela rindo das piadas dele, de seu jeito doce e até de sua beleza encantadora. Eu não era páreo para tudo isso. Se Zack e eu sairmos da Seleção ele não vai me querer mais, pois já vai estar apaixonado pela Princesa.

Deixei uma lagrima involuntária escapar. Pare de pensar nisso e tudo vai ficar bem. Tudo vai ficar bem.

Olhei em volta do cômodo. Não havia nada alem de cadeiras que estava postas para a nossa aula de postura, que seria amanha de manha. Os nomes das Selecionadas estavam nas cadeiras, então tratei de procurar a minha. Mais não achei. Meu nome não estava em uma das cadeiras.

Droga ele vai me expulsão! – gritou a minha consciência.

Sentei na cadeira mais próxima. Isso era o fim. Ao votar para a casa eu não teria mais nada a fazer alem de chorar e ver o meu pai destratar a minha mãe.

Depois de um tempo resolvi levantar e ir chorar no meu quarto. Se alguém entrasse aqui poderia ser o fim de tudo. Nem ser da casta 3 eu poderia mais.

Ao lado da porta avisei uma cadeira. Chegando mais perto dava para ver o meu nome estampado nela. Muito engraçado Peter!

“Pensou que iria sair da Seleção né? Mais eu nunca faria isso com você! Não antes de te conhecer melhor e ter a chance de te pedir desculpas. Ache o caminho de terra e entre em um prédio de vidro”.

Juntei as sobrancelhas. Caminho de terra? Prédio de vidro? Aonde ficava isso? Suspirei alto. Isso estava ficando cada vez mais chato.

Caminhei até o jardim. Caminho de terra só poderia estar no jardim certo? Rolei os olhos sobre o mesmo e não achei nada de mais. Serio, acho que o Príncipe não gosta muito de mim.

Resolvi perguntar para um guarda que estava parado na porta do Jardim. Peter não disse que eu não poderia perguntar onde ficava um prédio de vidro.

– Com licença. – o homem de cabelos acobreados virou para mim com a expressão divertida no rosto. – Você poderia me informar aonde é o Prédio de Vidro?

– Nada de dicas Senhorita.

Bufei irritada. Peter é um idiota! Eu nunca o acharia e minhas pernas ficariam doendo por mais de uma semana. Droga de vida. Fui para o meio do jardim e rodei os olhos, mais uma vez, pelo mesmo.

Nada, nada e nada foi o que eu encontrei. Eu nem conhecia aquela parte do Jardim para falar a verdade. Esse era o Jardim de Primavera e ficava do lado oposto ao meu quarto e eu, preguiçosa do jeito que sou, não vim até aqui nenhuma vez se quer.

Primavera. Isso veio em minha cabeça de repente. Prédio de vidro. Caminho de terra. Juntando as peças do quebra cabeças até que fazia sentido. Primavera me lembrava flor e flor me lembrava estufa. Claro! A estufa de vidro!

Sam falou dela uma vez. Como sua mãe ama flores ela sempre quis que eu fosse com ela até a estufa. Mais eu nunca quis vir, por causa da distancia. E agora eu não sabia aonde era! Soltei um palavrão baixinho e olhei em volta mais uma vez.

Esse palácio deveria ter uma mapa. Grande demais, cheio de coisas demais para se decorar em uma semana. Sendo assim, resolvi andar até que Peter aparecesse. Como o castelo era um quadrado, o jardim seguia a sua mesma linha. Comecei a andar por perto da porta.

O vento aumentou de intensidade e eu pude sentir aquela sensação de frio outra vez. Até suspirei e fechei os olhos, de tão gostoso que foi. Era como se eu estivesse em casa de novo.

Abri os olhos depois de alguns passos. E para a minha surpresa dei de cara com o tal caminho de terra. Sorri instantaneamente e me pus a correr.

Cheguei a estufa alguns minutos depois. Era um pouco afastada do Palácio, por isso não conseguia ser vista. Seus traços eram completamente diferentes do que eu imaginava como uma estufa. Em vez de ser quadrada e com a arquitetura normal de uma estufa ela era redonda.

– Peter? – murmurei quando cheguei à sua porta. Peguei na maçaneta com as mãos gélidas e um pouco hesitante. A abri depois de um tempo de olhos fechados.

Então eu o encontrei.

Notas finais
Tá meio parado esse cap mais eu queria deixar que ficasse no ponto de vista da May todo esse caminho até a estufa. E então gostaram?? Beijocas!!