A Melodia das Águas

17 O templo no lago


Notas iniciais
Palavra de hoje: excruciar Antes de tudo quero pedir desculpas aos leitores e às pessoas com quem tenho trocado comentários. Estou de cama. Quase não pude postar hoje e não vou conseguir responder ou comentar por enquanto. Vou retirar o atraso essa semana ainda, juro.

O templo de Aruanë localizava-se em uma das ilhas do Grande Lago e era dedicado aos quatro grandes deuses. Airosas mulheres, vestidas em branco, cuidavam dos afazeres religiosos.

Com a capa sobre os ombros, a sereia deixou-se caminhar pela terra sagrada, entre árvores de copas rosadas. Já não mais adiantava excruciar sua mente em busca de respostas inconclusas. Sabia reconhecer a necessidade da ajuda que o lugar poderia oferecer.

A claridade ficara do lado de fora conforme a senhora do templo, com seus cabelos brancos e olhos verdes, assentia, ao ouvir detalhes da expedição ao outro mundo. A sabedoria em seu semblante era inabalável mesmo após o relato do encontro com Faen. Ao fim, Naríia foi permitida ali como convidada até que atinasse com o próximo passo de seu destino.

Os aposentos de pedra eram simples, porém confortáveis. Foi acordada, antes do sol irromper atrás das montanhas nevadas, pelo profundo e alegre cântico matutino, e esgueirou-se até o jardim.

Sentia falta das águas salgadas, de nadar solitária pelas profundezas, do trabalho manual na confecção e venda de joias. Espreguiçou-se. Em meio aos arbustos, avistou uma figura que, como ela, não vestia branco. Acenou para que Melina viesse a ter consigo.

Notas finais
Os quatro grandes deuses são Faen, deus do nascimento, Tarien, deusa da vida, Dundren, deus dos encontros, e Uririen, deusa da morte. Estou criando uma mitologia, sim ou claro?