A Melodia das Águas

22 O pântano de luz


Notas iniciais
Palavra de hoje: Rebotalhos. Eca, Milla... Eca! HUAHUAHUAHA

Ironicamente, aquela era sua primeira vez em uma embarcação. O rio, amplo e sinuoso, refletia a vegetação costeira, a qual tornava-se, paulatinamente, mais espessa em conformidade com a passagem das semanas. Passou a maior parte do tempo exercitando seus afazeres manuais, ao sentir gotículas respingarem-lhe pelo rosto.

Quando a mata escura tornou-se marcada por enormes raízes aéreas retorcidas, desembarcou solitária. A conformação de pedras do antigo píer há muito desabara parcialmente, entortando um poste de luz enferrujado. Desceu as escadas que a levaram para as águas paradas e seguiu nadando rumo à cobertura de folhas.

Sinais antigos de civilização marcavam o caminho entre os troncos, onde cresciam flores azuis que cheiravam a rebotalhos. Estava no Pântano de Shie, famoso entre as histórias de terror dos filhos da terra, contadas com divertimento pelos povos do mar.

Chegou a uma formação semicircular e esperou pelo anoitecer. Lampejos passaram a cintilar pela floresta, imitando as estrelas ocultas pelas árvores. Não supreendeu-se quando, à sua frente, aflorou uma figura feminina. Longos cabelos lisos colavam-lhe na pele escura, que contrastava com a pintura corporal luminescente. Olhavam-se com cumplicidade, ao passo que outras se juntavam. Os habitantes das águas pantanosas brilhavam como as rainhas do passado.

Notas finais
VOCÊS TAVAM ACHANDO QUE EU NÃO IA BOTAR MAIS SEREIA NESSA JOÇA? COMENTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA