A Marriage Is Coming
7 Capítulo 6 - "Brett's point of view"
Notas iniciais

Capítulo 6 – “Brett’s point of view”
Quando diziam que começar o dia com sexo deixava seu humor melhor, eu realmente não havia experimentado, até aquela manhã. Ter Tom nos seus braços logo de manhã era gostoso, eu queria poder ficar assim para sempre com ele. Enquanto eu abraço ele de costas eu estou escrevendo, o que provavelmente vai resultar do meu irmão saber o que eu estava fazendo com o irmão dele, mas tudo bem... e espera, essa frase soou um pouco estranha...
O garoto de cabelos negros estava dormindo silenciosamente e babava, fazendo com que eu risse um pouco. Os cabelos caindo nos olhos fechados em expressão de calma e paz. Ele estava de camiseta cinza, sem calças – devido o que havíamos feito noite passada – e abraçado a mim.
Do nada, literalmente, ele levantou assustado, consequentemente me assustando, quase como se tivesse acordado de um pesadelo. Ele começou a recolher as coisas rapidamente.
— Ei, Tom... Que aconteceu? – Tentei. Ele negou com a cabeça.
— Só um pesadelo. – Ele parou um momento, limpando uma lágrima que caía, levantando se em seguida, colocando a calça e indo em direção da porta.
— Não quer conversar?
— Nos vemos mais tarde. – Ele disse, me deixando no quarto em silêncio. Deixei ele ir, sabendo que insistir não o ajudaria.
Eu levantei assim que terminei descrever um pouco sobre ele, sabendo que só poderia voltar a escrever mais tarde.
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Era de tarde quando eu fui nadar, já não havia visto mais Tom. Liza estava deitada sobre o deque, o corpo molhado de ter entrado minutos antes na água. O biquíni dela branco estava quase invisível e eu tentei não ficar olhando tanto, mas era difícil.
— Dessa vez é você que está começando a me provocar? – Eu perguntei e ela sorriu, girando até cair na água.
— Claro. Até alguns dias, quem começava era você. Decidi começar antes. – Eu sorri, mergulhando em seguida.
— Você sabe que eu estou com seu irmão também, certo? – Perguntei e ela assentiu, sem perder o sorriso.
— Ele sabe sobre mim? – Assenti.
— Conversamos ontem. – Justifiquei.
— Então está ótimo. – Ela disse, antes de me puxar para um beijo embaixo d’água.
Ela retirou o sutiã branco embaixo da água mesmo e sorriu maliciosa, descendo as mãos para minha bermuda, adentrando a mão ali e massageando. Eu arregalei os olhos, com medo de alguém chegar e nos ver ali. Então nos puxei para debaixo do deque, emergindo em seguida, vendo-a rir, continuando os movimentos, me fazendo gemer.
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Sentei na cadeira de frente a mesa, Tom do meu lado direito, enquanto Liza do meu lado esquerdo. Ambos sorrindo um para o outro. O que eu sabia que ia me render em uma tortura, igual a do dia anterior. Certeza que Max não havia notado, mas depois de ler isso, ele vai ficar surpreso.
Falando em Max, do qual o caderno que eu escrevo pertence, não apareceu para o almoço, sequer estivera em casa desde manhã, ele passou o dia fora com Jeff e sua família, mais mamãe e Inês, para resolver as coisas finais – que como ele estava dizendo pelo telefone de noite, logo antes de eu desligar para escrever: GRAÇAS A NENHUMA FORÇA MAIOR! — do casamento e ficar com o dia antes do casamento livre para aproveitar com o noivo e receber os antigos amigos aqui em casa. Quando digo casa me refiro à casa dos meus pais.
Meu pai terminou de colocar as coisas na mesa enquanto Luke entregava os pratos e talheres para cada um. Agradeci. Minha irmã me olhou, do outro lado da mesa, ao lado dos nossos pais, o olhar semicerrado, como se desconfiasse de algo. Eu sorri, tentando esconder o desconforto, mas não adiantou e eu pude sentir a mão de Tom parando abaixo do meu umbigo, começando a descer mais. Eu engoli em seco enquanto pegava o pedaço de frango e cortava, colocando-o na boca e virando a cabeça para Tom, olhando-o com advertência, nervoso, eu já passara por isso ontem, não precisava de novo.
Ele tirou a mão, me aliviando. Porém, eu sabia que não ia terminar por isso, tanto que estava certo, assim que senti a mão de Liza adentrar minha calça, me fazendo pular, atraindo a atenção de todos.
— Que houve Brett? – Perguntou minha irmã. Ela tinha um sorriso diabólico de te peguei no rosto.
— Nada, eu só achei que tinha visto uma barata.
— E desde quando você tem medo de barata? – Ela questionou, lembrando que eu não tenho medo de barata.
— Desde Nova York. – Enrolei, vendo-a não ter o que responder.
Continuamos comendo, eventualmente eu tendo que lidar com mãos invasoras.
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Sentei no meio dos dois, meio nervoso por estarmos tentando ter justo “Aquela Conversa”.
— Então, por que estamos tentando ter essa conversa mesmo? – Eu perguntei.
— Digamos que a gente percebeu que a gente não quer só um rolo com você. Mas a gente não curte um lance de incesto, então não topamos nós dois ficando com o mesmo cara, saca? Mesmo que de início estivesse legal e é muito divertido te ver perdido quando começamos a te provocar, mas não queremos ser o empecilho um do outro. – Liza disse e vendo o irmão assentir, eu entendi para onde iríamos.
— A gente pode estar gostando de você. Por isso decidimos parar com isso enquanto dá tempo e ninguém sai machucado e decidimos te dar uma escolha. Um tempo. Você tem até o fim do casamento para escolher alguém ou não escolher ninguém. Se escolher um de nós, o outro não ficará ofendido e vida que segue. Se não escolher ninguém, vida que segue também. – Tom informou.
— Okay. Então eu informo vocês quando o casamento acabar eu encontro vocês. – Eu disse. Confuso demais para sequer processar alguma coisa direito. Tommy me deu um beijo na testa e Liza me deu um selinho, eles saíram do meu quarto e em seguida os escutei dando um beijo de boa noite em Inês, cada um indo para o quarto designado temporariamente.
Eu deitei na cama e aproveitei para escrever o resto das coisas do dia, completando hoje, na manhã seguinte antes de entregar de volta para Max. Sim, eu havia apagado na noite anterior enquanto escrevia. Esse lance de escrita é algo profundo...
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