A Maldição Dos Deuses

14 Capítulo 14 - A Fênix e o parque


Notas iniciais
Me desculpem por não ter postado o capítulo antes, é que a história não evoluiu muito e tive que editar tudo de novo, depois eu perdi o arquivo original e o backup só tava até uma parte bem pertinho. Enfim, é isso.

- Ele podia ter nos dado mais! Tipo, passagens na primeira classe ou...

- Cale sua boca, Samuel Heatmark! Ele nos deixou aproveitar o parque por um dia, e você ainda reclama?

- Não seja grossa, Vanessa – ele respondeu.

Aproveitamos o pouco tempo que tivemos no parque para nos divertirmos, Vanessa e Samuel ficaram doidos ao passarmos pela área temática do Harry Potter. Eu também me diverti, mas, de verdade, os dois eram obcecados.

- Ei, sem querer dar uma de idiota, mas... – Eu comecei. Tentei pensar em alguma coisa antes de fazer uma pergunta idiota – Se deuses gregos existem, não seria capaz do Harry existir?

- Claro que ele existe! – Vanessa grita, dando um gole na cerveja amanteigada

- Não, não o do filme; e se ele existisse?

- Diz que é filha de Atena, mas – Samuel retruca – acha que o Harry Potter existe.

- O que eu queria mesmo era trocar umas ideias com a Mione. Sabe, ela é inteligente, sabe de muitas coisas...

A conversa parou quando uma senhora perguntou pela direção para a Cidade de Seuss. Explicamos exatamente aonde chegar, mas ela insistiu que fôssemos junto com ela.

-Acho melhor não, senhora- falei — Nossos pais estão, hm, procurando por nós

- Eu sei que não estão – a senhora falou

Preparem suas armas, pensei, como se eu tivesse poder de telepatia, tentando me comunicar com meus amigos sem mexer a boca. Pelo canto do meu olho direito, posso ver Vanessa olhando para mim, como se estivesse pensando o mesmo que eu. Devagar, tiro meu marca-páginas do bolso de minha calça. Justo na hora em que a mulher começa a se transformar. Primeiro, seu pescoço estica, sua cabeça se torna parecida com a de uma águia; seu corpo ganha uma cor dourada, e logo a senhora se torna uma águia dourada. Uma Fênix, pensei, sem mesmo saber como eu sabia o nome do monstro.

“Owls”

O simples marcador de página se tornou minha adaga, o pequeno cinto que virava chicote estava preso na bainha. Vanessa criou um arco íris como escudo, Samuel estava tentando abrir sua mochila, onde seu arco e flechas estavam. Vanessa o protegeu com o escudo, exatamente na hora que a Fênix iria o atacar. Ela veio na minha direção.

- A filha da traição deverá ser morta – rosnou a águia, que voou rapidamente em minha direção. Sem querer, me protegi com minha adaga, acertando diretamente na cabeça do animal, que se dissipou em cinzas.

- Uau – Vanessa gritou, empolgada – Como você fez isso?

- Uma palavra. Reflexo – respondi.

Meus amigos fizeram aquilo parecer um ato extraordinário, embora, realmente, tivesse sido apenas um reflexo.

“Recolha as cinzas. Você irá precisar delas mais tarde”

Sem questionar, peguei um pouco das cinzas do monstro. Mas não havia lugar para guardá-las.

- Hm, alguém poderia pegar um copo de Coca-Cola para mim? – Perguntei, sabendo quem iria se voluntariar.

- Eu – Samuel levantou a mão, como se estivesse dentro de uma sala de aula, e saiu correndo para achar uma lanchonete.

Vanessa, olhando para mim, falou:

- Pra que recolher as cinzas do monstro? Logo, elas vão ser levadas pelo vento!

- Ouvi uma voz dizendo que elas seriam necessárias para uso.

- Uma voz? Caramba, que legal! A sua mãe fala muito com você?

Dei de ombros

- Ela falou somente duas vezes comigo. Acho que isso é um não.

Vanessa grunhiu.

- Você tem sorte de ela ligar para você. Minha mãe nunca falou comigo, somente me reclamou. Foi até legal, pois eu sempre gostei de andar vestida de peças de cores diferentes, sabe, para alegrar a minha vida triste. – ela olhou para o enorme Castelo de Hogwarts – Aliás, o que a Fênix disse, antes que você a matasse?

- Acho que foi: A filha da traição deve ser morta! Seja lá o que isso for...

Olhei para ela, procurando uma resposta.

- Você é que a inteligente por aqui!

Samuel chegou, cantando uma música muito irritante, e segurando um copo de Coca-Cola na mão. Abri-o e coloquei as cinzas dentro do enorme recipiente.

- Então, o que fazemos com isso? – Vanessa perguntou, curiosa

De repente, uma imagem, não, uma visão apareceu diante dos meus olhos. Era o corpo de uma menina, de cabelos pretos, deitada de costas. Um vento soprou, carregando as cinzas em volta dela; fazendo-a levantar, como se de um sono profundo.

- Guardamos – respondi – Iremos precisar disso.

Notas finais
Não prometo quando o próximo capítulo sai, mas não vai passar de um mês, fiquem tranquilos.