A Maldição
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Gina contou tudo que sabia sobre Draco Malfoy e sua família. Desde o que ela realmente sabia, até aquilo que leu em revisas de fofoca e sites britânicos.
Hermione agora sabia que o garoto era filho de duas linhagens nobres inglesas, os Malfoy e os Black. Pelo que Gina soube, só havia uma pessoa na família dele que tinha se envolvido com um estrangeiro, e essa pessoa havia sido deserdada e cortada da família. Descobriu ainda mais sobre a família dele, sobre o pai, que era um dos seguidores mais fervorosos um antigo político morto, Tom Riddle, e filiado fiel do partido Morsmordre. Uma das maiores bases do partido era justamente a deportação/expulsão de estrangeiros. Sabia-se que eles odiavam filhos de estrangeiros, mas eram menos agressivos com esses.
A família de Gina, os Weasleys, mesmo tendo sangue nobre, não compactavam de maneira alguma com as barbáries que rodeavam aqueles filiados ao partido de Riddle.
Também ficou sabendo de algumas coisas mais pessoais dele. Ele era considerado o Príncipe da Slytherin não só por causa do sangue nobre ou fato de que gerações das famílias dele passaram pela faculdade e sempre ficavam na mesma Casa, mas também porquê era um tipo de celebridade jovem da High Society inglesa e um dos mais pegadores da Universidade. Competia em dois esportes diferentes: Esgrima e Kickboxing. Mas o que mais a deixou intrigada era o fato que ele cursava Medicina, assim como ela.
— Com certeza ele só quer ser mais um médico famosinho, que se acha Deus. — Disse ela, com sarcasmo. — Não duvido nada que ele queria se tornar um Cirurgião Plástico!
— Olha, miga. — Disse Gina. — Não tenho dúvidas que seja por isso...
Depois de conversarem mais um pouco, Hermione se acalmou. Ainda tinha na mente o que aconteceu, mas decidiu deixar de lado e descer para jantar. Quando encontraram os meninos no Salão Comunal, Gina só piscou e disse Malfoy, assim eles não precisariam voltar a falar do assunto.
Hermione riu e se divertiu durante todo o jantar com os Weasley, o Potter e o Longbottom. Também conheceu Simas e Dino, que dividiam o quarto com Rony e Harry. Durante aquela noite, sua primeira noite no castelo, Hermione sentiu uma familiaridade com tudo que estava acontecendo com ela que era bizarro, afinal, nunca tinha passado por nada assim antes. Era como se estivesse com uma espécie de déjà vu.
Durante sua primeira semana na Universidade, ela começou a conhecer o Castelo. Todas as manhãs naquela semana, ela ia à biblioteca estudar e adiantar o máximo de conteúdos que pudesse, enquanto Harry, Rony e Gina iam para suas equipes treinar. Se encontravam durante o almoço e se separavam novamente durante as tardes. Só relaxavam e se divertiam juntos pouco antes do jantar, quando encontravam com Luna e Neville.
Algumas vezes Hermione encontrou Malfoy nos corredores, mas ele nem se dignava a olhar para ela. Bom, pelo menos era isso que ela pensava.
Malfoy sempre que podia, olhava o mais discretamente possível para aquela garota intrigante e atrevida. Ele, muitas vezes, se pegava pensando nela, na forma como ela o enfrentou, como estava pronta para bater nele se precisasse. Era estranho, mas parecia que eles já se conheciam de alguma forma.
Ele tentou descobrir tudo sobre a garota americana, mas suas fontes conseguiram pouca coisa. Ele sabia que cursavam o mesmo curso, ela passava o dia quase todo estudando na biblioteca e que ela fizera amizade facilmente com os pobretões Weasleys e o imbecil do Potter. Mas ninguém conseguiu nada mais sobre ela.
No domingo Hermione acordou cedo, comeu e desceu para biblioteca para estudar, mas, quando chegou lá, descobriu que durante os domingos o lugar ficava fechado. Como ainda era muito cedo e Gina havia pedido para ela não a acorda antes do meio-dia, resolveu caminhar um pouco pelos jardins da escola. Foi uma das coisas que a encantou quando ela viu as fotos do castelo. Após caminhar um pouco, decidiu ler um pouco sob a sombra do salgueiro que ela havia visto quando ela chegou. Ainda tinha a impressão que ele começaria a se mexer a qualquer momento, ela se sentou, pegou um livro de Anatomopatologia e começou a ler.
Ela não tinha ideia de há quanto tempo estava lá, mas sentiu fome e pegou uma das frutas que ela havia colocado na mochila e trazido. Foi nesse momento que ela percebeu alguém de cabelo loiro a observando, mas a pessoa estava em meio as arvores da Floresta Proibida. Ela colocou o livro na mochila, se levantou e foi atrás da pessoa que estava stalkeando ela.
Quando ela chegou nas primeiras arvores da Floresta, foi que ela viu que era uma menina que parecia ter uns 5 anos. De onde estava, Hermione via que ela era loira, pequena e parecia ser muito inteligente. Ela começou a se aproximar mais da pequena.
— Você quer? – Ofereceu a fruta que tinha na mão.
— Não, obrigada. – Respondeu a menina, com uma vez doce, contratante com altivez de sua postura.
— Posso me aproxima de você, pequena? – Hermione perguntou, afinal não queria arriscar tentar chegar muito perto e a menina fugir dela. A pequena acenou em resposta.
Quando Hermione se aproximou, viu que a menina tinha olhos cinzas, a pele muito pálida, cabelos cacheados em um tom entre o loiro e o castanho. Não parecia passar fome, mas suas roupas pareciam velhas e não combinavam, deixando claro que ou ela que escolhia o que usar ou alguém que não tinha noção nenhuma de moda. Seus cabelos também denunciavam isso. Mas, apesar disso, ela parecia uma princesa! Muito linda.
— Oi. Meu nome é Hermione. Estudo aqui no castelo. – Se apresentou para ela. – Você está perdida, florzinha?
— Não sou florzinha. Meu nome é Mar’i e não estou perdida. Moro na Floresta. – Respondeu ela, orgulhosa e olhando diretamente nos olhos da garota.
— Desculpe – Hermione sorriu docemente. – Prazer e conhece-la, senhorita Mar’i.
Foi nesse momento que algo inesperado aconteceu.
Hermione havia parado e se ajoelhado há uns 2 metros de distância da menina, para não a assustar com uma proximidade exagerada. De repente, Mar’i caminhou rápida e decidida, em direção a Hermione. Ela pegou o rosto de Hermione com as duas mãozinhas dela e aproximou tanto o rosto que os narizes se tocaram. Foi nessa posição que a menina olhou nos olhos da morena e disse.
— Mamãe... Meminisse!
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