A Maldição
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Notas iniciais
Hermione corria pelos corredores do 6º andar do Castelo, enquanto alguém a perseguia.
Ela não senta medo. Estava era rindo, se divertindo com o garoto que corria atrás dela. Já havia passado da hora do Toque de Recolher, por isso só tinham cuidado de não encontrar ou fazer algum barulho muito alto e que acabe chamando a atenção do zelador, Argus Filch.
— Você não disse que ia me pegar? – Disse a menina, rindo do garoto.
— Você me paga! – Rio o garoto, se esforçando mais para se aproximar da morena.
Ele a pegou quando chegaram a um corredor do 7º andar. Acabaram caindo no chão, mas estava se divertindo e rindo. Foi quando uma porta se materializou e eles entraram naquele lugar.
Era um quarto lindo. Paredes cinzas e os moveis — uma cama e uma namoradeira – todos negros. Era muito elegante e, de certa forma, Hermione tinha certeza de que o quarto do garoto devia ser parecido com aquilo.
Depois de namorarem bastante, os dois estavam nus na cama. Ela deitada no peito dele e ele acariciando seus cabelos revoltos.
— Quando você vai contar para eles sobre nós, Mi?
— Você sabe que é complicado. – Ela levantou a cabeça para olhar aqueles olhos que a deixavam louca. – Sabe muito bem que se fosse simples e seguro, eu já teria feito. Mas não podemos! Pelo menos ainda não.
— Odeio todo isso. – Respondeu ele exasperado, colocando o braço esquerdo sobre os olhos.
— Amor, — disse ela, pegado o braço dele – já te disse que você não precisa esconder isso de mim. Só te machuca ainda mais.
Ela pegou a varinha, apontou para o braço dele e murmurou algo. Uma tatuagem negra apareceu e ela observou, sentindo um arrepio passar pelo corpo.
— Eu odeio tudo isso.
Em fim chegou 1° de setembro e com ele vários alunos que não haviam chegado na semana anterior, entre eles, os alunos o 1° ano de seus cursos. Houve um super jantar especial para comemorar do início das aulas. A Reitora repassou as regras mais importantes da Universidade.
Hermione estava grata por seu passeio não ter sido descoberto. Ela não sabia explicar, mas depois que a menininha, Mar'i, a chamou de mamãe e falou aquela palavra esquisita, ela não se lembra de a menina ir embora. Só de "despertar" horas depois, quando o sol estava começando a se pôr, deitada de baixo do Salgueiro. Ela estava intrigada e preocupada com a pequena, pois tinha certeza que não havia sido um mero sonho. Afinal sonhos não roubam livros de anatomia.
Desde aquele dia, todas as noites ela tinha sonhos estranhos. Com uma cobra tentando ataca-la, uma mulher com uma adaga e uma risada doentia, um medalhão. Entretanto, algumas vezes eram sonhos felizes, como os com dois olhos cinzas que a deixavam inquieta e, ao mesmo tempo, muito excitada. Também sonhava com Rony e Harry, mas crianças. Como? Ela sonhava com os três sentados na frente da lareira do salão comunal, ela lendo e eles jogando xadrez. Ou com eles na casa da família de Rony.
Tudo desde aquele dia era muito estranho, mas Hermione resolveu deixar tudo de lado, afinal havia começado o ano letivo e medicina não é brincadeira...
Durante o mês de setembro, Hermione descobriu um novo nível de competitividade e se encontrou participando dele cada vez mais. E, por incrível que pareça, isso estava incentivando cada vez mais Hermione.
As competições das equipes esportivas só iniciariam no meio de outubro, mas o castelo já estava em polvorosa, loucos pela competição.
Nas aulas, era uma disputa entre ela, Malfoy e alguns da Ravenclaw para responder as perguntas dos professores e ganharem pontos. Só na primeira semana, ela havia ganhado mais de 500 pontos para sua Casa e era quase que uma heroína, pois estavam à frente da Slytherin.
Malfoy estava cada dia mais irritado com a garota americana, Hermione Granger. Quem essa mudblood pensa que é? Sabe-tudo irritante.
Apesar de tudo isso entre as Casas, o clima ainda não estava tenso. Mas isso o durou até a 2ª semana de aulas.
Quando Hermione estava saindo de uma classe de Fisiologia, acabou vendo Malfoy humilhando uma garota no corredor. Havia dois amigos dele, Zabini e Nott, rindo da situação toda.
— Vamos, garotinha! – A garota claramente se encolhia de medo enquanto ele ia para cima dela, escarnecendo dela. – No seu país não te ensinou a falar? Olha só, Theo. Ela não sabe nem falar!
Aquilo já era demais para Hermione. De repente, o sangue da garota ferveu e uma raiva surgiu nela, fazendo ela correr para salvar a garota que estava no chão. Ela correu e se interpôs entre os dois.
— HEY IDIOTA! Deixa a garota em paz! – Hermione gritou com o garoto.
— Ou o que, rata americana? – Respondeu Malfoy, ficando vermelho de raiva
Aquela era uma cena chocante e interessante de se ver. Quando Hermione se meteu entre Malfoy e a garota no chão, Zabini e Nott se assustaram. Entretanto, acharam muito interessante ver alguém, ainda mais sendo uma menina pequena como a nerdzinha americana, desafiando o amigo.
Agora, o que os deixava ainda mais intrigados foi a “resposta” dele. Era conhecido por todos na nobreza que os Malfoy raramente demonstravam alguma emoção forte. Ainda mais Draco Malfoy, que só demonstrava basicamente sarcasmo e tedio. Nunca haviam visto ele daquele jeito.
— Ou nada Malfoy! – Disse Hermione, enquanto ajudava a garota a se levantar. A pobrezinha estava com tanto medo que se “escondeu” atrás da morena. — Apenas que agindo dessa forma prepotente e preconceituosa você acabará sozinho nessa sua vidinha miserável. Ninguém tem o direito de humilhar alguém dessa maneira e se você é um babaca tão insensível que não compreende isso, vai acabar percebendo que as pessoas ao seu redor sentirão que você não vale a pena.
— O que te faz pensar que eu me importo? – Respondeu acidamente.
— Nada. Nadinha mesmo. A não ser a compreensão de que todo ser humano sente a necessidade de aceitação, é um princípio básico. Como diria Thomas Merton, "homem algum é uma ilha", até mesmo você. Se você quer ser um médico no mínimo medíocre, comece a compreender esse conceito! Agora faça um favor a si mesmo e se desculpe com a garota. Ela não precisa disso, mas você sim se quiser ser alguém decente.
— Você ficou louca? Bebeu?
— Quer saber do que mais? Você não vale a pena! — Hermione simplesmente se virou e levou a garota com ela, deixando um Draco Malfoy sem reação para trás.
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