A Luz dos Teus Olhos

22 Capítulo 22 - Sacrifícios e declarações...


Notas iniciais
Olá, como vocês estão? Espero que gostem do capítulo e desculpem-me se houver algum erro. Boa leitura. =D

O sorriso de Quinn sumiu ao ouvir tudo o que Rachel contava na ligação. Desde o momento em que chegara em Nova York até a discussão com Finn. A cor fugiu do seu rosto. Esperava algum tipo de retaliação dele, mas não isso. Encarar a mídia mais rápido do que tinha imaginado era apavorante, principalmente com a imagem que Finn criaria sobre o seu caráter. Ela sabia que a sua vida se transformaria em um inferno — pelo menos no início — se não se afastasse de Rachel. Quinn a amava, mas também amava o fato de ser uma pessoa comum. Era uma dualidade que exigia sacrifícios. Nunca conseguiria manter o anonimato e ter Rachel como a sua namorada futuramente.

Os olhos aflitos de Quinn encontraram com os de Santana e Brittany, que estavam sentadas na sua cama. Ela não disse nada por algum tempo. Estava processando tudo. Ou ao menos tentando.

— Eu não posso impedir que o Finn fale sobre você, mas posso processá-lo por isso. Posso atormentá-lo judicialmente. — Quinn não disse nada. — Quinn?

— Eu amo você, Rachel. — Quinn confessou. — Eu amo você.

Dessa vez, foi Rachel quem demorou para responder. Quinn não esperava ter se declarado tão subitamente, tampouco através de uma ligação. Provavelmente não era a melhor hora. As circunstâncias não a favoreciam. Mas foi a única maneira que encontrou de se acalmar e tentar sanar os seus maiores medos.

— Eu também amo você, Quinn. Eu amo você.

Quinn caiu sentada sobre a poltrona. Ela fitou os próprios pés enquanto sorria e chorava ao mesmo tempo. Estava mais emotiva do que o normal, mas como não ficaria? Seu coração dançava. Talvez nunca mais sentisse por alguém o que sentia por Rachel. Era avassalador demais. Quase etéreo. A fazia se afogar e a salvava na mesma proporção por ser tão assustadoramente forte. Não se sente isso duas vezes na vida. Era impossível. Como ousaria jogar fora?

— Eu estou indo para Los Angeles. Vou ficar no apartamento de Frannie. Ela vai me apoiar. Eu quero que você comunique oficialmente sobre nós duas antes do Finn, porque ele vai parecer apenas um marido amargurado quando fizer o mesmo, e quero que atenda a ligação da minha irmã. Ela vai pedir para que você seja a madrinha do casamento dela. Vai ser uma oportunidade segura para nos vermos.

— Então... isso quer dizer que você não vai desistir de tudo? — A voz de Rachel estava mais rouca e embolada.

— Eu jamais poderia fazer isso, Rachel. Eu estou aqui por você.

— E eu estou aqui por você e vou encontrá-la em qualquer lugar.

Quinn sorriu novamente, como se a sua vida não fosse girar 360 graus nas horas seguintes, e encerrou a ligação após prometer que a avisaria quando chegasse em Los Angeles.

— Eu vou me trocar. Preciso ir logo para o aeroporto.

— Você acabou de falar para Rachel Berry que a ama? Em uma ligação? — Santana perguntou, se certificando de que havia ouvido direito.

— Sim. — Quinn assentiu. — E ela também me ama. É recíproco, Sant.

Santana trocou um rápido olhar com Brittany apenas para saber que ela pensava a mesma coisa.

— Nós vamos com você.

— Não. Todos vão saber sobre a minha relação com a Rachel, e eu não quero vocês envolvidas nisso.

— Já estamos envolvidas nisso. Somos as suas melhores amigas. Sabemos que o seu nome vai ser exposto, mas nós estamos com você e queremos ir. — Santana insistiu.

— Vocês chegaram hoje em Lima e precisam passar algum tempo com a tia Whitney e com a tia Maribel, então não podem fazer isso. Não agora. Talvez na semana que vem. — Quinn recolheu a pilha de roupas recém-lavadas e as dobrou.

— Quinn... — Brittany se levantou.

— Eu agradeço a preocupação de vocês e sei que estarão ao meu lado. — Ela deixou a mala em cima da cama. — Mas tudo vai virar um caos quando a Rachel se pronunciar sobre nós. Além disso, estou disposta a pagar o preço que o ultimato dos meus pais vai me custar. Eu só não quero que vocês paguem também se algo ruim acontecer.

— Mas se ficarmos, os seus pais vão atrás de nós, e eu realmente não quero entrar em um confronto com eles. Não vou simplesmente ficar calada. Eles merecem ouvir algumas coisas. — Santana rebateu.

Quinn suspirou e parou de colocar as roupas dentro da bagagem.

— Esperem até o casamento de Frannie. Eu espero que tudo esteja um pouco mais calmo até lá.

Brittany assentiu condescendente. Santana pareceu não concordar, mas não disse mais nada. Mesmo que não admitissem, precisavam falar um pouco com os pais. Sentiam falta deles.

— Vamos encontrá-la em poucos dias. Quando toda a sua família estiver presente no casamento, você vai precisar de suporte, principalmente porque a Rachel vai estar lá. — Brittany disse.

— É engraçado, não é? — Quinn fechou a mala após organizar o restante das roupas. — Toda a minha família superou o preconceito por causa da minha intersexualidade e por Frannie, mas eu tenho certeza de que muitos vão estar contra mim agora.

— Não é uma questão de sexualidade ou uma condição genética, Q. Eles apoiaram o seu namoro com aquelas garotas da igreja e apoiam Frannie, mas o problema é o seu nome virar alvo de manchetes. A sua família é muito conservadora em certos aspectos. Eles vão achar que isso manchou o sobrenome deles. — Brittany não defendia veemente os parentes de Quinn, mas tinha uma visão diferente e mais clara por não ser diretamente afetada. Ela sempre evitou saber toda a história da família Fabray. Era extensa e triste, marcada por relacionamentos infelizes que tinham o único objetivo de propagar o conservadorismo e os bens materiais. Eles seguiam os mesmos pensamentos e opiniões. Havia um quadro da árvore genealógica no corredor principal da casa de todos eles. Brittany nunca conseguiu decorar todos os nomes, mas se surpreendia com a semelhança. Ela nunca levantou a hipótese de tudo ter começado com um incesto, mas não era a única que pensava isso. No fundo, sabia que Quinn também achava. Eles prezavam o sobrenome respeitado mais do que qualquer outra coisa. O relacionamento de Quinn e Rachel poderia prejudicá-los de alguma maneira.

— Eu sei. — Quinn organizou a sua bolsa de viagem, calçou um par de botas de cano curto e vestiu um cardigã sobre o vestido que usava. — Quando as notícias surgirem, eles vão acreditar e culpar a Rachel. Vão achar que ela lançou uma espécie de feitiço sobre mim até que vejam o contrário. Eu só preciso fazê-los enxergar. E ainda que não se convençam dos meus sentimentos, eu não me importo. Eu nunca me importei com o meu sobrenome e nem com o que ele representa para essa família. Ser uma Fabray não tem o mesmo peso para mim, mas ser uma Fabray amada por Rachel Berry tem.

Santana rolou os olhos, mas acabou sorrindo.

— Você está mesmo completamente apaixonada.

Ela ajudou Quinn a descer com a mala. Judy franziu o cenho ao vê-las paradas na sala de estar.

— Quinn, aonde você vai? O almoço está quase pronto.

— Eu como algo no aeroporto. Estou indo Para Los Angeles. Frannie me ligou e pediu para que eu fosse. Ela está tendo uma síncope com o casamento e precisa da minha ajuda.

— Então eu vou agilizar o meu trabalho e ir amanhã mesmo vê-la. Ela deve estar precisando de todos nós. — Judy se preocupou.

— Não, mãe. Não é necessário. O casamento é só daqui a duas semanas, e você já ajudou bastante no início dos planejamentos. Ela precisa apenas de um pouco de distração.

— Quinn está certa. — Russel passou por Quinn e parou ao lado de Judy. — Se você for, acho que vai deixá-la mais nervosa.

— Diga a ela que se precisar de qualquer coisa, eu estou aqui e vou para Los Angeles o mais rápido possível. Não vou perder os preparativos finais.

Quinn assentiu.

— Vem aqui. — Judy abriu os braços, e Quinn se aproximou para abraçá-la. — Você mal chegou e vai nos deixar.

— Nós vamos estar todos juntos no casamento da Fran. Não vai demorar. — Quinn afagou as costas dela.

— Eu sei, mas eu sinto falta de vocês duas. Sempre vou sentir. — Judy a segurou pelo rosto e a beijou na testa.

Quinn também correspondeu ao abraço do pai. Eles pareciam ter esquecido tudo o que houve. Ela não sabia se tinham visto o pronunciamento de Rachel sobre o divórcio, mas julgando o estado de espírito deles, era provável que não. Quinn estava mal por deixá-los. Apesar de conhecer todo o trajeto que eles seguiam quando reprovavam as suas atitudes, eram os seus pais. Era devastador não se sentir plenamente acolhida por eles.

Ela negou a carona que Russel ofereceu e saiu da casa com Brittany e Santana.

O trajeto até o Aeroporto Internacional John Glenn durou cerca de uma hora e meia. Santana estacionou e ajudou Quinn na compra da passagem e no check-in. Depois de despachar a bagagem, ela sorriu agradecida e as abraçou.

— Eu preciso ir para a sala de embarque agora.

— Tudo bem. Nos vemos em alguns dias e por favor, nos ligue se precisar.

— Eu ligarei. Eu prometo.

— Estaremos lá antes mesmo que você possa pensar em sentir a nossa falta. — Santana disse. — Eu estou louca para saber se a sua família vai armar uma confusão.

Quinn soltou uma risada.

— Obrigada por ser você.

Elas trocaram mais algumas palavras antes de Quinn ir para a sala de embarque. Ela se sentou e pegou o celular, mas a televisão chamou a sua atenção.

Na tela, Rachel era o assunto mais comentado. Eles mostravam o avião particular pousando no Aeroporto Teterboro e dúzias de fotógrafos chamando-a enquanto eram afastados pelos guarda-costas. Rachel não os olhou em nenhum momento. O vidro esfumaçado do carro impediu que pudessem capturá-la como gostariam. Mas Quinn notou como ela parecia abatida. Ela não apareceu na notícia seguinte, mas a apresentadora do programa comentou enfaticamente sobre o divórcio e o número expressivo de comentários que estava gerando.

— Diferenças irreconciliáveis? — Quinn virou a cabeça para encarar a mulher de meia-idade sentada ao seu lado. Ela se parecia um pouco com Judy, exceto pelos cabelos alaranjados e os olhos castanhos. — Ela traiu o marido. Isso tudo já desmente essa bobagem de diferenças irreconciliáveis.

— Mas ele também a traiu anos atrás. Um erro não apaga o outro. — Quinn retrucou. Sabia que deveria ignorá-la e praticar um pouco de autocontrole, mas esse era uma das ocasiões em que não conseguia ser impassível.

— E ela escolheu continuar o casamento. Um erro realmente não apaga o outro, mas se vingar anos depois é a pior forma de acabar com uma relação.

— E se não foi vingança? Rachel Berry sempre foi uma mulher admirada e nunca se envolveu em escândalos. Ela pode ter se apaixonado por outra pessoa. Claramente aquela foto foi vazada sem o consentimento dela.

— Eu realmente não sei o que aconteceu, mocinha, mas eu sei que aquela foto pode trazer uma negatividade considerável para Rachel Berry, principalmente porque uma grande parte dos fãs dela são jovens e de famílias tradicionais. A minha filha a adora, e eu não vou impedi-la de ir às peças, mas eu sei que muitos adultos não vão pensar como eu. De qualquer forma, se ela estiver mesmo apaixonada por outra pessoa, eu espero que seja feliz. Esse escândalo está sendo desproporcional.

Quinn não respondeu. A mulher sorriu e pediu licença quando ouviu a chamada do próprio voo. Foi impossível não pensar nas palavras dela e não sentir culpa. Se não houvesse esquecido o celular no The Lima Bean, nada disso teria acontecido. E nem mesmo fazia ideia de quem o teria roubado. Cada passo dado poderia abrir um abismo ainda maior. Não existia mais delicadeza. Estavam correndo em um campo minado. Quinn não sabia onde pisar.

Tudo poderia explodir.

•••

Já era noite quando Quinn desembarcou no Aeroporto Internacional de Los Angeles, sorrindo e largando as bagagens para praticamente pular sobre Frannie.

Elas se abraçaram por alguns minutos. Quinn suspirou em contentamento. Sentia falta dela todos os dias. Frannie era uma das suas pessoas favoritas no mundo. Não importava o que acontecesse, ela sempre estaria pronta para ser amorosa e benevolente. Era o seu ponto de rota mais firme. Nem mesmo Judy conseguia fazê-la se sentir tão em casa quanto ela.

— Eu senti saudade. — Frannie segurou o rosto de Quinn.

— Eu também senti.

— Você parece...

— Mais velha?

— Mais loira.

— Não nos vemos há alguns meses. Meu rosto não amadureceu nada?

— Não. Pessoalmente você ainda parece um bebê.

Quinn revirou os olhos.

— Você está mentindo.

— Por que eu estaria? Você é o meu bebê, Quinn.

— Você é só cinco anos mais velha do que eu.

— E daí?

Quinn não respondeu, mas deixou que Frannie salpicasse beijos no seu rosto. Inconscientemente, queria aparentar ser mais velha do que realmente era. Estava pensando nisso desde que embarcou há algumas horas. Sabia o motivo, assim como sabia que isso levaria tempo.

— Ei! Eu não ganho um abraço? — Cassandra sorriu.

Quinn se separou de Frannie e abraçou Cassandra firmemente. Sentia saudade dela como sentia da irmã. Nos três anos de namoro e um de noivado que passou com Frannie, ela tinha se tornado mais do que a sua cunhada.

— Vamos? — Frannie segurou a mala de Quinn.

— Vamos.

O caminho do aeroporto até o apartamento de Frannie foi rápido. Ela morava exclusivamente no centro de Los Angeles. Quinn adorava a cidade. Enquanto olhava as altas palmeiras através da janela do carro, ela pensou quando poderia caminhar com Rachel ali até chegarem na praia. Ainda que não gostasse tanto da areia ou do sol forte, a vista era encantadora.

Ela a seguiu até o elevador e depois esperou que abrisse a porta para constatar que tudo estava exatamente como se lembrava. Os mesmos porta-retratos alinhados, o mesmo piso perfeitamente polido e os mesmos móveis ajustados. O balcão da cozinha brilhava. Não havia nada fora do lugar. Frannie era, incontestavelmente, analítica demais, o que chegava a ser irritante. Quinn imaginava com satisfação o dia em que ela seria mãe. Era um dos planos do casal após o casamento. A sua planilha de organização seria destruída em poucos meses.

— Você parece cansada. Eu vou preparar o jantar. Vá tomar um banho. Isso pode ajudar.

Quinn concordou. Realmente estava cansada. Fisicamente e, sobretudo, emocionalmente. As horas estavam sendo desgastantes por serem movidas pelo nervosismo e pela aflição. Ela se perguntou como Rachel estaria. Pior, com certeza. Estava no olho do furacão. Era, sem dúvidas, a mulher mais forte que já conhecera.

Ela arrastou os pertences para o próprio quarto e deixou algumas roupas sobre a cama. Era corriqueiro passar a maioria das férias com Frannie desde o ensino médio, quando ela se mudou para fazer faculdade na Califórnia, mas nunca removeu os pôsteres de bandas e de filmes que adorava na adolescência. Nem no seu antigo quarto em Santa Bárbara e nem ali. Eles ainda estavam colados na parede, ao lado da coleção de CDs e da prateleira repleta de livros. Ela se sentiu nostálgica. Sempre visitou Frannie para se divertir. Não agora. Agora visitava Frannie para se refugiar de uma tempestade iminente.

O banho foi longo. Quinn tentou dissipar um pouco da tensão que carregava com a água fria espetando as suas costas. Não resolveu, mas ajudou. Ela se secou e começou a se vestir, mas se assustou quando Frannie entrou no seu quarto abruptamente.

— Pelo amor de Deus! — Quinn fechou o sutiã rapidamente. — Você não pode bater?

— Não há nada aí que eu já não tenha visto. — Frannie se sentou na ponta da cama e ligou a TV presa na parede.

— O que você está fazendo?

— Você precisa ver isso. — Cassandra ignorou o rosto corado e a pressa de Quinn em terminar de se vestir e se acomodou ao lado de Frannie.

Quinn abriu a boca para expulsá-las, mas não disse uma palavra. O rosto de Rachel apareceu em um dos milhares de canais. Diferente das notícias que já tinha visto, o apresentador comentava sobre a publicação mais recente das páginas dela anunciando a participação em um dos talk shows mais assistidos atualmente. Quinn não fazia ideia de como Ellie havia conseguido encaixá-la tão depressa no programa do dia seguinte, mas a influência de Rachel deveria pesar mais do que conseguia mensurar. Seu coração bombeou com mais força, e seu peito se contraiu. Tudo estava correndo descontroladamente.

— Você sabe o que isso quer dizer, não sabe? — Frannie perguntou.

— Sim. — Quinn aquiesceu. — A minha vida vai mudar radicalmente amanhã.

Frannie concordou, fitando-a com um semblante solícito. Era tudo o que Quinn queria. Pessoas solícitas. Mesmo que isso não fosse o suficiente para aplacar as notícias que surgiriam, era reconfortante.

O quarto caiu em um silêncio denso, mas o toque do celular de Quinn a fez sair da inércia. Ela o pegou, mostrando o nome de Rachel para Frannie, que saiu com Cassandra, deixando-a sozinha.

— Ainda há a chance de você desistir e...

— Eu não vou desistir. — Quinn a cortou. — Eu quero tanto poder ver você, tocar você e conversar com você pessoalmente.

— Eu também quero, Quinn. Eu sinto sua falta. Sentir tanta saudade me machuca.

— Eu também sinto sua falta, Rach. Como estão as coisas?

— Finn saiu da mansão quando eu pedi que Ellie conseguisse aquela participação. E Adam... ele sabe. Ele respeita, mas não aceita completamente.

— Ele me odeia?

— Ele não a odeia. Ele só... não consegue mais...

— Ser o meu melhor amigo. — Quinn a interrompeu novamente e apertou os olhos marejados. Sua garganta ardeu. — Eu esperava por isso.

— Eu sinto muito, Quinn. De verdade.

— Eu também sinto, Rach. Eu sinto muito por tudo. Eu me sinto culpada por ter esquecido o celular e...

— Não foi sua culpa, Quinn. Não pense isso.

— Eu amo você.

— Eu também amo você.

— Tudo vai ficar bem no final, não vai?

— Vai, é claro que vai.

Quinn assentiu, mesmo que ela não pudesse ver. Não tinha tanta certeza sobre isso, mas Rachel a deixava em paz. A voz dela era como um alento. No fim, ela a amava também. O seu coração ainda não estava inteiro, especialmente por causa de Adam, mas quem sabe pudesse pegar e colar os pedaços restantes.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Me deem o feedback. Favoritem também. É sempre importante. Boa quinta-feira para todos vocês. =D twitter.com/yasagron