A Luz dos Teus Olhos

11 Capítulo 11 - Estrela...


Notas iniciais
Olá, como vocês estão? O capítulo passado foi o mais comentado, e eu gostaria de agradecer a vocês por todo esse carinho com a fic. Quando comecei a postá-la, não imaginei que conseguiria ter um feedback tão bom. Espero que continuem gostando tanto quanto eu estou gostando de escrevê-la. Desculpem-me se houver algum erro e boa leitura. =D

Elas ainda se beijavam quando Rachel arfou ao sentir Quinn se acomodar entre as suas pernas.

Ela conseguia sentir a leve protuberância que se formava no jeans apertado. Inconscientemente, ergueu o quadril para sentir mais da pressão na sua virilha. Isso fez Quinn gemer entre o beijo e subir o seu vestido para espalmar a mão na sua coxa. Elas dificilmente pensavam em alguma coisa que não fosse a vontade de se tocar. Rachel arranhava as costas de Quinn sob a camiseta dela. Sua calcinha recebendo a umidade que parecia piorar sempre que ela a apertava e soltava sons de satisfação.

No entanto, quando o beijo desacelerou, ela a fitou com os olhos dilatados. Os verdes amarronzados não estavam diferentes. Lábios inchados e vermelhos trocaram um sorriso mútuo. Quinn não sabia se Rachel se afastaria. Sua mão continuou na coxa dela, arrastando suavemente na pele quente como as manhãs de verão no seu jardim. Ela parecia relaxada e excitada na mesma proporção, mas havia algo mais.

Por um instante, a realização atravessou a cabeça de Rachel. Nova York, Finn, o seu casamento às ruínas, o beijo e as preliminares que trocou com Quinn. Sua vagina ainda pulsava. Não se sentia culpada, mas talvez se culpasse se não fizesse o que tinha vontade. Em um impulso, ela trocou a posição em que estavam. Seu vestido levantado deixando as suas pernas à mostra e permitindo que sentisse o volume de Quinn somente através da sua calcinha, o que a causou um gemido involuntário. Estava confortavelmente sentada sobre ela, sendo observada por um par de olhos desejosos e curiosos. Seu ego ficando mais ardente do que a temperatura daquele quarto.

Ela tirou a aliança e o anel de noivado, deixando-os sobre a mesa de cabeceira. Depois se livrou do vestido, passando-o pela própria cabeça e jogando em qualquer lugar daquele quarto. Seus cabelos caíram nas costas e ombros. Quinn estava ocupada demais tentando entender que Rachel estava praticamente nua no seu colo e confirmando que a queria da mesma maneira para notar que deveria, pelo menos, tirar os tênis que ainda calçava. Ela se sentou, grunhindo sempre que mexia o quadril. Seu pênis estava dolorosamente apertado nas camadas de tecido das suas roupas, mas ela ignorou um pouco aquilo para focar nos seios de Rachel quase colados no seu rosto.

Rachel gemeu, jogando a cabeça para trás quando Quinn segurou a sua bunda com as duas mãos, apertando a carne firme ainda coberta pela calcinha de renda. A boca dela se fechou ao redor de um dos seus seios. A língua brincando com o mamilo rígido. Ela perdeu uma das mãos dentro do emaranhado de fios loiros e um pouco bagunçados, deixando Quinn chupá-la, lambê-la e apertá-la como queria. O quadril se mexendo ritmicamente para se esfregar nela. Estava assustadoramente sensível em tão pouco tempo.

— Quinn... — Rachel resfolegou quando ela subiu os lábios para o seu pescoço, sugando o seu ponto de pulso, e puxou os cabelos dela para que pudesse fitá-la.

Quinn não respondeu. Não era preciso. Não era um chamado. Era um pedido para que aliviasse o que estavam sentindo. Ela a colocou deitada na cama, se afastando para se despir, mas Rachel não ficou quieta. Ela se sentou e lambeu desde a barriga até o vale entre os seios de Quinn, tomando-os na boca enquanto infiltrava a mão dentro da calça dela.

Quinn segurou os cabelos de Rachel, gemendo no instante em que ela começou a estimulá-la com uma das mãos. A outra apertava a sua cintura. Ela sabia o que estava fazendo. Quinn temeu gozar antes da hora por estar tão excitada, por isso a puxou para outro beijo, caindo novamente entre as pernas dela.

Ela terminou de tirar a calça e a cueca. Rachel aproveitou para se livrar da calcinha pegajosa. Sua vagina se contraindo ao ver o pênis deliciosamente longo e coberto por uma pequena quantidade de pré-gozo. Ela se perguntou qual seria o gosto dele, mas não teve tempo para fazer nada. Não quando Quinn voltou a beijar o seu pescoço, descendo para os seios outra vez. Não havia nada para fazer a não ser gemer e tentar aliviar as contrações da sua vagina arranhando os ombros, as costas e os braços de Quinn, que estava ocupada demais com os seus seios e tocando sutilmente as suas dobras molhadas. Seu corpo queimava. O ar condicionado de nada adiantava. A fina camada de suor aumentava à medida em que Quinn beijou e lambeu o seu tronco, parando quando chegou ao seu destino.

O quarto estava escuro, iluminado parcialmente pelas estrelas do refletor e pela luz do closet aberto. Mas Rachel conseguiu ver Quinn afundar a boca na sua vagina, arqueando as costas e gemendo mais alto dessa vez. Ela a agarrou pelos cabelos, forçando a cabeça dela contra si, precisando de mais contato. Sentia que podia explodir a qualquer momento. Quinn contornou todo o seu clitóris com a língua. Por fim, em cima, em movimentos lentos e fortes. Ela sabia onde tocar, como se já tivessem feito isso antes. Como se já a tivesse enlouquecido daquela forma.

Rachel abriu mais as pernas, dando mais espaço e mais visão para Quinn. Suas mãos ainda deixavam os fios mais revoltos, e ainda gemia em deleite, sentindo a língua dela fazer o vaivém mais prazeroso que já sentiu em toda a sua vida. Mas ela mudou a concepção do que achava ser o seu limite quando ela a penetrou com dois dedos, empurrando-os até que pudesse tirá-los e repetir isso de novo e de novo, deixando-a embriagada e extasiada. Não havia pressa para fazê-la ter um orgasmo. Quinn nem mesmo se importava em ser tocada. Ouvir Rachel gemer, sussurrar o seu nome e vê-la se contorcer enquanto sentia o gosto dela na sua boca já eram o suficiente para fazê-la gozar também.

Ela continuou a entrar e sair da abertura apertada com afinco, sentindo as paredes vaginais sufocarem os seus dedos. A sua língua ainda dançava no clitóris túrgido quando Rachel sufocou um grito com a mão e a vagina dela pareceu esmagá-la, acumulando uma quantidade considerável da secreção viscosa e escorregadia.

Quinn assistiu maravilhada ela sofrer os espasmos incontroláveis de olhos fechados e logo depois relaxar antes de escalar o corpo dela ainda sentindo o próprio paladar completamente invadido pelo gosto da mulher mais bonita que já havia visto. Os dedos dela agora acariciando os seus cabelos.

Rachel sorriu, sentindo os beijos no seu pescoço. Ainda enxergava os pontos luminosos atrás dos seus olhos, e as suas pernas rodearam a cintura de Quinn. Quando a encarou, viu o brilho significativo que ela carregava. O rosto estava molhado. Ela sentiu a ponta do pênis tocar a sua vagina e o corpo estremecer ao lamber a própria essência dos cantos da boca dela. Nada era mais confortável naquele momento do que os seios colados, seu pé deslizando provocativamente sobre ela, e as suas unhas raspando nas omoplatas salientes. Mas tudo aquilo também a deixava estimulada, especialmente quando Quinn começou a beijá-la de novo.

Ela passou o braço entre os corpos e bombeou o pênis de Quinn lentamente, usando o líquido que ele soltava para deixá-lo mais lubrificado. Quinn quebrou o beijo para gemer. Seus braços mal conseguindo aguentar o peso do seu corpo ao lado da cabeça de Rachel.

— Rachel... — Quinn não conseguia formular uma frase consistente. Rachel desceu a mão para tocar e massagear os seus testículos, subindo outra vez e deslizando o polegar na glande até começar a friccioná-lo na própria vagina. Ela gemeu em conjunto com Quinn.

— Eu preciso de você, Quinn. — Rachel segurou o rosto dela com a outra mão. — Eu acho que precisei de você há muito tempo.

Quinn a sentiu guiar o seu pênis para a entrada quente e convidativa, mas não respondeu. Ela gemeu no ouvindo de Rachel quando forçou o quadril para frente, penetrando-a vagarosamente. O mundo pareceu ficar em câmera lenta por alguns segundos. Rachel cravou as unhas nas costas dela. Talvez pudesse mesmo explodir. Não sabia que podia sentir tanto prazer assim. O quadril de Quinn estava perfeitamente encaixado no seu.

Ela começou a se mover. O que começou lento se tornou forte e abundante em pouco tempo. Rachel mantinha a boca aberta e apertava Quinn com as próprias pernas. Seus pés erguidos balançavam consideravelmente, assim como a cama de casal. Às vezes, perdia o ar, mas o recuperava e descontava nos vergões avermelhados das costas de Quinn. Talvez estivesse gemendo alto demais, mas quem se importa? Não havia como ter algum tipo de controle com aquele pau acertando os lugares mais prazerosos e fundos da sua vagina. Lugares que nem sabia serem possíveis de alcançar. Os cabelos de Quinn grudavam na testa dela pelo esforço contínuo e intuitivo de prolongar o aperto prazeroso que sentia no seu pênis. Rachel afastou alguns fios úmidos com uma das mãos enquanto a outra descia até apertar a bunda de Quinn.

— Me beija.

Quinn atendeu aquele pedido. Seus lábios molhados e salgados pelo suor encontraram os de Rachel em um beijo desleixado e descontinuado. Ambas gemendo na boca uma da outra. Rachel apertou os ombros dela e as virou na cama, mas não deixou que os movimentos fossem cessados. Ela apoiou as mãos na barriga de Quinn e começou a saltar sobre o pênis inchado, sentindo o aperto firme na sua cintura e a penetração ficar ainda mais profunda. Sua respiração se misturava com os gemidos, e seus seios saltavam, assim como o resto do seu corpo. Estava quase sem forças, mas ainda conseguiu aumentar o tom da sua voz quando Quinn começou a erguer o quadril para ajudá-la.

Tudo cheirava a sexo, mas Quinn ainda conseguia sentir o perfume de Rachel, mesmo que fosse quase impossível distinguir alguma coisa que não fosse o corpo dela tão entregue e cadenciado. As pernas dobradas, os cabelos desgrenhados, os olhos fechados, a boca entreaberta, as mãos segurando os seus antebraços, como se pudesse desabar a qualquer momento. Era o conjunto mais erótico que já havia presenciado. Nada nunca chegaria aos pés da imagem de Rachel Berry fazendo o seu pênis desaparecer no meio das pernas dela.

Rachel abriu os olhos e se curvou para beijá-la.

— Eu não consigo... não consigo ficar longe da sua boca. — Ela confessou, mordendo e puxando o lábio inferior de Quinn entre os dentes.

— E eu não consigo ficar longe de você. — Quinn se sentou, e Rachel a circulou com as pernas.

As mãos dela seguraram a bunda de Rachel, auxiliando-a nos impulsos. Na posição em que estavam, era impossível criar um ritmo mais rápido quanto antes, mas era torturantemente provocativo sentir os seios atritando preguiçosamente. Rachel encostou a testa na dela, olhando-a com adoração.

— No que está pensando?

Quinn se forçou a responder. Rachel subia e descia devagar no seu colo, mas estava extremamente sensível.

— Em você. Eu sempre penso em você.

Rachel sorriu e a beijou, e Quinn se inclinou para cair em cima dela, retomando para as ações rápidas e descompassadas. Rachel quebrou o beijo para gemer. Seu pescoço tocava a borda da cama. Ela olhou para o closet aberto na frente delas de ponta-cabeça, vendo no reflexo do espelho Quinn lamber o seu pescoço. Os corpos se movendo em sincronia. Não aguentariam por mais tempo. Rachel continuou hipnotizada encarando a si mesma sendo fodida com tanta vontade. Até mesmo o desejo de Quinn a excitava. Seu estômago apertou, e o tempo desacelerou durante o tempo em que o segundo orgasmo a atingiu.

Ela praticamente gritou o nome de Quinn. Sua vagina afogando o pênis dela em uma massagem que a levou para o ápice também, sentindo os jatos quentes de sêmen enchê-la completamente e o rosto dela enterrado no seu pescoço.

Elas demoraram um pouco para se recuperar. Quinn levantou o corpo a contragosto, tirando o seu pênis amolecido e ouvindo Rachel choramingar. Depois se jogou no colchão ao lado dela, fitando o teto de gesso.

Por alguns minutos, tudo o que ouviam eram as respirações se normalizando. Rachel se virou, enlaçando a cintura de Quinn com o braço. Elas sorriram. Não havia mais um código para seguir. Tinham ultrapassado todas as barreiras. Quinn a segurou pela mão, beijando cada um dos dedos e a ouvindo soltar uma risada.

Rachel ainda não queria pensar naquela conjuntura. Não agora. Sua vida estava repleta de questionamentos para se deixar ser alvo de mais. Tudo o que queria era aproveitar esse tempo com Quinn. Sabia o que tinha feito. Sabia que aquilo não tinha volta. Mas, sobretudo, sabia que não se arrependia de nada. Deveria estar atordoada, arrependida pelo que fizera. Ela se perguntou se Finn tinha se arrependido instantaneamente ou somente dias depois. Não tinha certeza. Nunca o perguntara sobre isso. Mas achava impossível se arrepender. O que a assustou não foi a velocidade em que tudo aconteceu, mas sim querer repetir tudo aquilo. Agora, mais do que nunca, desejava entrar no seu avião particular com Quinn e sumir por semanas enquanto se perdia com ela em qualquer apartamento de qualquer lugar do mundo.

Quinn a observava. Seus dedos deslizaram suavemente nas maçãs do rosto dela e desceram até a linha da mandíbula.

— O que você está pensando? — Foi a vez dela de perguntar.

Rachel a fitou de volta.

— Que eu estou feliz.

Quinn sorriu.

— Você não está arrependida?

— Não. Eu não me sinto arrependida com nada que envolva você. — Rachel apoiou metade do corpo sobre o de Quinn. — Eu não quero que isso seja um clichê dramático, Quinn.

— E o que nós vamos fazer agora?

— Qualquer coisa, contanto que você continue do meu lado. Eu quero passar cada minuto com você, conversando, rindo até a barriga doer, conhecendo e reconhecendo restaurantes, assistindo filmes, relaxando você antes das provas em Columbia, vendo você na plateia da minha peça.

— Eu jamais sairia do seu lado, Rachel. — Quinn a puxou mais para perto. — Eu faria qualquer coisa para não me afastar de você.

— Você não precisa se afastar. — Rachel raspou o seu nariz no dela. — Eu nunca deixaria você se afastar.

Quinn a beijou brevemente e puxou o lençol para cobri-las. Ainda estavam do lado errado da cama, mas não se importavam.

— Isso significa que eu vou poder continuar beijando você? — Quinn perguntou depois de abraçá-la pela cintura.

— Não apenas beijando. — Rachel colou os lábios na bochecha dela e subiu até a orelha. — Você pode me comer o quanto quiser.

Quinn suspirou, tentando impedir que o seu pênis despertasse. Ainda não estava acostumada com o lado sedutor de Rachel e talvez demorasse para se habituar. Ela era sensual sem fazer o mínimo de esforço. Os lábios grossos provocantes e os olhos escuros intensos eram mais do que conseguia suportar sem se sentir perdidamente suscetível a ela.

Elas enroscaram as pernas, e Quinn aspirou o cheiro dos cabelos de Rachel sem tentar esconder. Enquanto conversavam até pegar no sono, ela desejou que aquele toque de felicidade que estava sentindo não fosse efêmero.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Me deem o feedback. Favoritem também. É sempre importante. Boa quinta-feira para vocês. =D twitter.com/yasagron