A Luz dos Teus Olhos
18 Capítulo 18 - Bomba-relógio...
Notas iniciais
Quinn estava em silêncio há quase cinco minutos.
Ela alternava o olhar entre o envelope com as notícias de Finn e o rosto ansioso de Lucy sem saber exatamente como se sentir em relação a isso. Não deveria estar preocupada, mas Finn ainda tinha uma ligação com Rachel. Tudo o que o envolvia também passava por ela. No instante em que Lucy entrasse na vida dele, ela seria proeminente por algum tempo, e talvez Rachel decidisse adiar o divórcio. Esse pensamento assustava Quinn. Quanto custaria esse adiamento? Talvez estivesse sendo egoísta por se preocupar somente com a sua própria relação. Era um conflito interno quebradiço.
— Não vai falar nada? — Lucy tamborilava os dedos na mesa.
— É que... isso me pegou um pouco de surpresa. — Quinn tomou mais um gole de café.
— Então você o conhece?
— Sim. A minha família sempre foi muito próxima da família de Rachel Berry, então ele consequentemente esteve por perto com a mãe, o irmão e o padrasto.
— E vocês são amigos? — Lucy se animou. — Ele é legal? Gentil? Eu já vi algumas entrevistas, e ele parece ser divertido.
— Não somos amigos. — Quinn respondeu depressa. — Finn é apenas um conhecido para mim, mas... ele é simpático.
— Você acha que ele vai gostar de mim? Eu estou muito nervosa para conhecê-lo, e Rachel Berry também. Ela é maravilhosa. Eles formam uma família linda, você não acha?
Quinn engoliu em seco. Achava, no passado, quando ainda não havia se relacionado com a esposa dele. Agora, no entanto, ela achava que o casal tão cortejado não era o que aparentavam ser, de acordo com as palavras de Rachel.
— Ele vai gostar de você. — Quinn foi lacônica. Não havia mais nada relevante a dizer para ajudar Lucy, mas tentou acalmá-la um pouco mudando de assunto.
Elas se levantaram e saíram da cafeteria depois de terminarem os cafés e irem ao banheiro. Lucy a seguiu até o quarteirão em que morava, segurando-a pelo braço suavemente. Enquanto caminhavam, Quinn contou um pouco sobre a cidade, mesmo que não houvesse nada muito emblemático.
— Oh, meu Deus! — Lucy estancou ao ver Rachel sair de uma das casas. Ela as observou com curiosidade e se aproximou. — É a Rachel Berry! Eu mal posso acreditar que você está aqui. Eu admiro muito o seu trabalho na Broadway.
Rachel abriu um sorriso, e Quinn franziu o cenho. Rachel sempre era afável com os fãs, mas o sorriso que direcionava para Lucy parecia forçado.
— Eu não sabia que você era amiga da Quinn. Ela nunca mencionou nada do tipo.
— Nós acabamos de nos conhecer. Ela me ajudou com um incidente na cafeteria perto daqui. Meu nome é Lucy Vaux. É um prazer conhecê-la, Sra. Berry.
— Me chame de Rachel. — Rachel apertou firmemente a mão que Lucy estendia. Ela não queria externalizar o desconforto que sentiu quando a viu tão próxima de Quinn, principalmente porque nunca gostou de protagonizar cenas de ciúme, mas aquela sensação irritante era facilmente inflamável. — Vaux é francês, não é? Você mora aqui? O seu sotaque é um pouco perceptível.
— Eu sou franco-americana. Nasci e cresci na França, mas me mudei para os Estados Unidos há alguns anos para trabalhar como Bióloga Marinha em Santa Bárbara. É lá onde eu moro. Vim para Ohio para tratar de assuntos pessoais.
— Assuntos pessoais? Algo que envolva a Quinn? É que nós somos amigas e...
— Vocês são amigas? A Quinn não me disse isso. Por que você não me contou? — Lucy se virou para fitar Quinn.
— É, Quinn. Por que você não contou para ela? — Rachel também a encarou.
— Eu falei sobre as famílias serem próximas. — Quinn encolheu os ombros e tentou se explicar. Nem ela mesma sabia o motivo de ter escondido aquele detalhe. Talvez por temer que Lucy juntasse as peças sobre o seu envolvimento com Rachel. — Desculpe.
Rachel conteve um suspiro.
— Tudo bem. O que houve no The Lima Bean? Alguém a importunou?
— Não, eu esqueci a minha carteira no hotel, então a Quinn pagou o meu café. Nós conversamos um pouco, e eu contei a ela sobre a minha vinda para Ohio. É algo que envolve você e Finn Hudson, principalmente.
Rachel se surpreendeu.
— Algo que envolve o Finn? O que é?
— Eu acho que vocês precisam conversar em um local menos público. É realmente importante, Rachel. Nos vemos depois. — Quinn sorriu.
Lucy assentiu e a puxou para um abraço, agradecendo novamente pelo ocorrido na cafeteria. Quinn retribuiu. Havia gostado de Lucy. Não a conhecia tão bem, mas ela era uma pessoa amistosa e a fazia se lembrar um pouco de Brittany.
Elas se separaram. Rachel ainda as encarava com uma expressão sombreada. Quinn sabia que ela estava escondendo algum desagrado, mas não disse nada.
— Vamos entrar? — Rachel perguntou.
— Claro. — Lucy sorria.
Quinn esperava que Rachel fosse abraçá-la também, ou então se despedir carinhosamente, mas ela não o fez. Ao invés disso, apenas acenou.
— Até mais, Quinn.
•••
A sala de estar estava desconfortavelmente silenciosa, como se todos estivessem presos nos próprios pensamentos. Hiram preferiu não se pronunciar primeiro, tampouco Leroy. Depois de Finn garantir que eles não precisavam sair, o casal permaneceu no cômodo, mas não era um assunto que os envolvia.
Finn, ao contrário deles, não se pronunciou porque as palavras morreram na sua garganta. Ele nem sequer pestanejava. Tinha uma filha de 23 anos. Estava desnorteado. Havia namorado a mãe dela, Emily, antes mesmo de se apaixonar por Rachel. Era um garoto inconsequente, e Emily também não se preocupava tanto com preservativos ou medicamentos. Aparentemente, as coisas tinham fugido do controle, mas Finn nunca soube disso.
— Tem certeza disso, Lucy? — Foi Rachel quem quebrou a taciturnidade.
— Eu não tenho como provar, mas a minha mãe confirmou isso. Não vou ficar ofendida se fizerem o exame de DNA. Eu insisto em fazer. — Lucy respondeu calmamente.
— Eu acho impossível o teste dar negativo. — Leroy bebeu um pouco de chá. — Finn e Lucy são muito parecidos.
Finn respirou fundo, tentando raciocinar coerentemente. Aquilo não era um problema. Lucy já era uma adulta e não aparentava estar com raiva ou magoada. Ainda assim, a notícia o atingiu. Continuava parcialmente atarantado.
— Vamos fazer o exame de DNA. Se o resultado for positivo, você pode morar perto de nós. Até mesmo conosco.
— Não, eu não quero isso. Eu tenho a minha vida na Califórnia, e a minha mãe está lá. Não vou deixá-la sozinha.
— E o seu pai?
— Ele morreu quando eu tinha 15 anos. Hipertensão arterial.
— Eu sinto muito, querida. — Hiram segurou a mão dela em um carinho sutil.
— Tudo bem. Já faz muito tempo. — Lucy o tranquilizou.
— Ela pode sair da Califórnia. — Finn insistiu. — Vocês vão morar em um dos melhores apartamentos de Nova York.
— Eu não quero o seu dinheiro. Eu não vim por isso.
— Então qual é o real motivo disso?
— Finn! — Rachel o olhou horrorizada.
Lucy soltou uma risada amarga e se levantou do sofá.
— Quando eu soube que você era o meu pai biológico, eu corri para assistir as suas aparições na mídia. Nunca fui fã de futebol, mas você parece ser o queridinho de todos. É o quarterback de um dos maiores times do país, sempre de bom humor, extremamente engraçado e acolhedor. Eu vi a forma como você fala do seu filho, Adam, e criei uma ilusão ridícula de que você ficaria, pelo menos, contente em me conhecer. Eu trabalho e nunca precisei de nada. Os meus pais me criaram muito bem. Mas eu sentia que precisava tirar esse peso das minhas costas. Era apenas isso. De qualquer forma, obrigada por me ouvir.
Lucy não esperou uma resposta e caminhou até a porta, mas Finn foi rápido em segui-la e segurá-la pelo braço.
— Não vá. Me desculpe pela rispidez. Eu só estou atordoado com tudo isso. Eu descobri que tenho uma filha depois de vinte e três anos e nem sequer pude saber sobre a gravidez. Eu teria assumido você.
— A minha mãe nunca quis mexer nessa história. No começo, eu fiquei com raiva, mas consegui entender. Ela queria morar fora dos Estados Unidos, e você nunca a deixaria se afastar se soubesse da gravidez. Quando as coisas se estabilizaram, você já era conhecido. Ela não queria a própria vida espalhada nas mãos de dezenas de tabloides.
— Isso não é um motivo relevante! Eu tinha o direito de saber! — Finn contestou irritadiço. — Ela foi irresponsável!
— Vocês foram irresponsáveis! Pelo amor de Deus! Não ouse colocar a culpa só sobre ela como um idiota! — Lucy puxou o braço bruscamente.
— Você não tem o direito de falar assim comigo! Eu sou o seu...
— Pai? Você é o meu pai? Não, não é! O meu pai se chama Laurent, e ele foi o melhor pai do mundo para mim! Eu só quero saber se estou ligada a você e depois voltar para Santa Bárbara. Lá é onde a minha casa está.
Finn se afastou e esfregou as têmporas. Entrar em um conflito com Lucy não seria a melhor opção naquele momento.
— Certo. Me desculpe. Amanhã vamos para Nova York e fazemos o teste de DNA, tudo bem?
— Por que não aqui?
— Porque eu não posso adiar a minha volta. Consegui poucos dias de folga e preciso treinar para o próximo jogo.
— Tudo bem. — Lucy também se acalmou.
Não havia mais nada para fazer ali. Ela se despediu de todos e foi embora após passar o seu número de celular para Finn.
— Isso foi uma notícia enorme. — Hiram comentou, e Rachel assentiu.
— Eu sempre achei que a partida da Emily foi rápida demais, e agora você tem uma filha. Como está se sentindo?
— Eu ainda não sei. É difícil pensar. Eu queria ter conhecido ela há muito tempo.
— Emily foi um pouco injusta nisso, mas ela teve os próprios motivos. Não a culpe, Finn. Ter raiva só vai fazer a Lucy se afastar e não vai recuperar o tempo que perderam.
Finn assentiu e se apoiou na parede. Rachel pegou a bolsa deixada sobre o sofá.
— Eu vou até a casa dos Fabray. A Quinn me pediu ajuda para comprar um presente de aniversário de casamento para os pais. Vamos passar a tarde inteira revirando a internet.
— Você vai me deixar aqui sozinho depois de tudo o que aconteceu? — Finn a encarou.
— Não houve algo estrondoso, Finn. Você descobriu que Lucy é sua filha, e amanhã vão para Nova York fazer o exame de DNA. Ela já deixou claro que não quer bens materiais, então não há preocupações, já que você sempre coloca o seu patrimônio na frente de tudo.
— Eu não o coloco na frente de tudo. Apenas cuido dele. E eu preciso de você, Rachel. Você é a minha esposa.
— Eu sei que foi uma notícia surpreendente, mas as coisas estão mais do que claras para mim. Além disso, Carole vai saber ajudá-lo mais do que eu. Você a visitou hoje. Ela precisa saber sobre a neta.
Rachel foi até a porta, mas Finn a impediu de sair.
— Você não pode me dar as costas assim.
— O que eu não posso é sacrificar os meus dias de descanso com perturbações que nem existem. Eu sou a sua esposa e não mãe da Lucy. Se ela for sua filha, nós seremos amigas. Eu vim para Lima com o objetivo de aproveitar e não para seguir você sempre que acha necessário me incluir em alguma coisa. Eu cansei disso, Finn. — Ela passou por ele e saiu batendo a porta.
Finn não formulou uma resposta a tempo e nem sabia o que falar. Rachel nunca era tão cortante como acabara de ser. Ele não foi o único a perceber isso. Hiram e Leroy se sentiram orgulhosos por não vê-la sacrificar da própria paz para encher Finn de bajulações.
•••
Quinn resmungava enquanto procurava outra vez o seu celular. Tinha certeza de que o levara para o The Lima Bean, mas não conseguia encontrá-lo. Normalmente ele ficava dentro do bolso do seu casaco. Agora, não estava em lugar algum. Ela estava prestes a refazer todos os passos desde que falou com Rachel pela manhã quando a viu abrir a porta e entrar no seu quarto.
Quinn sorriu. Rachel se controlou para não correr e abraçá-la. Ainda estava um pouco chateada. Ela se deixou ser envolvida pelos braços dela, mas virou o rosto quando Quinn tentou beijá-la.
— O que houve?
— Ainda pergunta o que houve? Desde quando você e Lucy se conhecem?
— Desde que eu a ajudei no The Lima Bean. Ela disse isso quando estávamos lá fora, Rach.
— E por que não disse para ela que somos amigas? — Rachel a segurou pelos ombros.
— Porque eu disse a ela que estava apaixonada por uma pessoa comprometida. Lucy poderia entender mais do que deveria.
— Eu ainda sou comprometida com outra pessoa porque você não me deixou comunicar o divórcio antes.
— Você ainda quer se divorciar?
— O quê? Que tipo de pergunta é essa, Quinn? É claro que eu quero.
— Eu achei que o surgimento da Lucy fosse atrapalhar algo.
— Não vai atrapalhar nada. Lucy é filha do Finn e não minha. Eu ainda vou pedir o divórcio. Ela ter aparecido não complica as coisas. — Rachel afagou o rosto de Quinn. Seu ciúme e desconforto pulando da janela do quarto enquanto Quinn parecia despir a sua alma com os olhos.
— Então você vai voltar para Nova York amanhã?
— Eu vou, e os meus pais vão morar comigo. Eles querem estar por perto para me ajudar com o tumulto que o divórcio vai gerar, mas eu também preciso de você. Quando eu encerrar o meu casamento, quero poder abraçá-la.
— Eu vou voltar com você, mas estou com medo. — Quinn suspirou.
— Eu também estou, mas nós vamos caminhar juntas, certo? Eu vou me divorciar, e podemos pensar em tornar público aos poucos. Nada rápido demais. Não quero deixá-la aterrorizada quando as notícias começarem. — Rachel a enlaçou pelo pescoço. — Só... me abraça e não me solta.
— Eu nunca vou soltar você, Rachel. Até mesmo quando estivermos distantes. — Quinn a apertou, descendo os lábios pelas bochechas dela até os lábios.
Dessa vez, Rachel retribuiu o beijo. Ansiava isso tanto quanto Quinn. Ela gemeu baixo quando as línguas se encontraram e caminharam até a cama.
Quinn se encaixou entre as pernas de Rachel. Seus lábios inchando gradativamente à medida em que se beijavam e se tocavam. Seus cabelos eram puxados com afinco, e os corpos começavam a queimar um ao outro. As mãos de Quinn estavam ágeis e inquietas. Ela estava quase subindo o vestido de Rachel quando um barulho ecoou do andar de baixo, fazendo com que se separassem alarmadas.
Quinn foi a primeira a sair do quarto, descendo a escada para saber o que tinha acontecido. O hall estava vazio. Ela foi seguida por Rachel até a sala de estar, onde Judy estava parada.
— Mãe?
— Diga que esse não é o seu quarto, Lucy Quinn. — A voz de Judy estava fria e quebrada, exatamente como a enorme jarra de cristal estilhaçada ao lado da bandeja pesada e igualmente grande sobre o piso de madeira.
— Do que você está falando?
— A televisão, Quinn. Olhe para a televisão. — Russel, até então calado, proferiu em um tom sério.
Quinn não havia olhado para outro lugar que não fosse a sua mãe estática em frente à televisão, mas quando fez o que Russel ordenou, o seu corpo inteiro congelou. Ela jurou ter sentido a sua corrente sanguínea parar por um instante para logo depois começar a correr com tanto ímpeto que causava uma dor física no seu peito.
Rachel estava na entrada do cômodo e prendeu a respiração, vendo a foto que tirara na noite em que dormiram juntas pela primeira vez sendo mostrada por um dos canais mais assistidos do país. O braço de Quinn ao seu redor sendo o motivo do debate que os apresentadores travavam. O braço que era evidentemente diferente do braço de Finn.
A cabeça de Quinn girava. Alguém tinha roubado o seu celular e enviado aquela foto para a mídia. Seja quem for, estava com mais conteúdo do que essa imagem. Seu rosto não era mostrado nessa foto, mas havia centenas de mensagens onde agiam como um casal apaixonado. Pelo amor de Deus! Estavam falando há alguns minutos em se tornarem públicas gradualmente e então as coisas explodiram como uma bomba-relógio, acertando todos da pior maneira possível.
— Mãe... — Quinn colocou a mão cautelosamente no ombro de Judy.
— Diga, Lucy Quinn! Diga que esse não é o seu quarto! Diga que você não dormiu com Rachel Berry! Uma mulher casada!
— Mãe...
— Responda! — Judy quase gritou.
— Eu dormi! Eu dormi com a Rachel! — Quinn respondeu no mesmo tom.
Judy deixou que algumas lágrimas escapassem, mas as enxugou rapidamente e andou de um lado para o outro.
— Eu não criei você para fazer esse tipo de coisa! Não criei você para ter um caso com uma mulher casada! Sabe o que eles estão falando?! Que alguém encontrou o celular do amante de Rachel Berry! Mas é uma amante, não é?! É você! — Judy praticamente cuspiu as palavras.
— O que... — Rachel teve de se sentar ao sentir as pernas enfraquecerem. Não era desse jeito que tudo deveria estar acontecendo.
— É exatamente isso! Você destruiu a vida da minha filha! Satisfeita?! — Judy tentou ir até Rachel, mas Quinn se colocou na frente dela.
— Não encoste nela.
— Você vai ficar do lado dela?! Você é apenas uma garota, mas ela... ela a levou para isso, Quinn! Rachel e eu temos praticamente a mesma idade! Deus, isso é tão constrangedor! — Ela tentou passar, mas Quinn a parou novamente.
— Eu sou uma mulher, mãe! Uma mulher que não escolheu ter vivido tudo isso, mas aconteceu. — Quinn diminuiu o tom de voz. — Eu estou apaixonada. Eu sei que é cedo para falar, mas talvez... talvez eu ame a Rachel. O que eu sinto não é errado.
Quinn respirava com um pouco de dificuldade. Ela não media as palavras que falava naquela situação desesperadora, mas Rachel, sentada atrás dela, abriu a boca. Seu coração martelava. Pelo caos repentino e por ter ouvido que talvez Quinn a amasse.
A sua surpresa só não foi maior do que o grito que morreu na sua garganta quando a mão de Judy se chocou no rosto de Quinn.
Rachel resfolegou.
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