Notas iniciais
Oii, gente! Então, minha criatividade se foi durante o capítulo e eu precisei pedir ajuda do meu amigo Leo para escrever. O único problema é que uma escritora psicopata e um escritor psicopata louco não dão certo juntos, porque a história fica loucamente psicopata, sabem? Quem um dia lesse a fic que eu tenho com ele iria entender melhor, mas enfim... Obrigada Leo pela ajuda que tu me deu, esse é inteiramente pra ti, mesmo que tu já tenha lido ♥ Esperamos que gostem! P.S.: Segundo o Leo esse capítulo é para a Gabi, porque ele quer atualização e ela precisa saber que o bilhete do Blaine vale para ela em relação a ela não atualizar as fics dela, mas isso não palavras dele e não minhas... ou seja, a ameaça não é minha...

#2

Matar é bom

Blaine andava de um lado para o outro na sala da casa de Quinn e isso já estava deixando a loira impaciente. Blaine simplesmente não conseguia parar quieto e isso deixava a Fabray nervosa.

— Blaine, se acalma pelo amor de Deus. – Pediu a loira, levantando um pouco irritada do sofá.

— Eu não quero me acalmar. – Reclamou ele. – Eu quero matar todo mundo que está envolvido nisso. É tudo culpa do Sebastian.

— Ele já está morto. Não pode simplesmente esquecer ele? – Perguntou ela, revirando os olhos.

— Não. Eu não posso esquecer ele. Eu quero ressuscitar ele para poder matá-lo de novo.

Blaine, em parte, estava se sentindo culpado pelo que aconteceu com Kurt. Ele precisava pensar em algo para tirar seu amor da prisão. Ele precisava ajudar Kurt e ele não iria desistir, mesmo que fosse preciso morrer tentando.

[...]

A noite de Kurt havia sido das piores. Dois meses. Ele estava ali há dois meses.

No início foi difícil. Ele sentia falta de Blaine todos os segundos possíveis, mesmo com o moreno o visitando sempre que possível. Ele sentia falta dos pequenos momentos de sua vida, como poder dormir e acordar com o namorado, tomar banho no seu chuveiro e, até mesmo, lavar a louça.

Mas quando os dias começaram a passar mais lentamente do que era possível, Kurt começou a não acreditar na promessa de Blaine de tirá-lo dali. Ele sabia que ninguém podia tirá-lo dali a não ser ele mesmo, mas fugir parecia tão fora de cogitação no momento.

Ao passar dos dias ele deixou de ser o doce de pessoa que havia se tornado. Talvez a falta de convivência de Kurt com Blaine tenha feito isso acontecer, mas era impossível de se ter certeza.

Ele só sabia que agora tinha voltado a ser uma pessoa fria. Na verdade, ele agora estava mais frio do que antes de conhecer Blaine e no início isso o assustou, mas então ele percebeu que essa era uma ótima arma de defesa.

Ele ter se fechado para o mundo foi uma boa decisão, o Hummel só não lembra de ter tomado ela. Mesmo assim, ele sentia falta de Blaine. O moreno era a única pessoa que ainda fazia falta em sua vida.

Quando o castanho foi obrigado a levantar para almoçar com os outros prisioneiros, ele levantou com a maior má vontade do mundo. Mesmo dentro daquela prisão ele precisava usar algemas o tempo todo. Ele não era como o restante das pessoas dali e ele sabia disso.

Ele entrou na fila para pegar sua refeição e andou com sua bandeja até a mesa mais afastada que tivesse. A única mesa vazia.

O Hummel chamava atenção por todos os lugares que passava ali dentro. Poderia ser por sua beleza, já que ele era um dos “criminosos” mais jovens dali; podia ser pelo fato de ele ser o único que precisava ficar algemado até enquanto dormia; podia ser pelo fato de todos terem medo de se aproximar e tinha mais algumas opções, porém não eram tão prováveis quanto essas.

Mas, ao acordar naquele dia, Kurt já tinha percebido que seu dia seria um inferno. Aliás, ele sentia que já estava no inferno.

Porém tinha algo naquele dia que o fazia pensar que tudo poderia ficar pior. E ficou. Dois homens sentaram na frente dele e o fitaram enquanto ele comia. Ele percebeu os olhares, mas não se intimidou. Ele era considerado o mais perigoso ali dentro e algum motivo para essa denominação tinha, certo?

A verdade é que ele deveria estar em outra prisão, como um dos policiais disse. Esse policial queria ver Kurt morto e queria mandá-lo para uma prisão onde tivessem pessoas mais violentas para que elas fizessem esse trabalho por ele.

Nessa prisão onde Kurt está estão os considerados que cometeram menores crimes, como roubo, por exemplo. Existem alguns estupradores, mas esses ficam separados de todos os outros. Kurt agradeceu por não ter sido enviado para lá, pois seria muito pior.

— Eu sou tão atraente que vocês preferem ficar me observando do que aproveitar os momentos fora da cela que vocês têm? – Kurt perguntou sem levantar o olhar. Ele não estava com muita vontade de conversar e esse era um dos momentos onde ele sentia falta de uma boa faca. A colher que ele tinha em mãos não seria capaz de um estrago muito grande.

— Nós só queríamos nos divertir com você. – Falou um dos homens, fazendo Kurt rir, ainda comendo sua comida.

O castanho precisou de umas boas semanas praticando para conseguir comer algemado e ainda estava tentando se adaptar a carregar a bandeja sem derrubá-la, o que era difícil. Hoje foi um dia de sorte em relação a bandeja.

— De vocês eu quero é distância e, se eu fosse vocês, também iria querer distância de mim. – Kurt largou sua colher e cruzou uma mão na outra em cima da mesa, parando para analisar os homens.

O da esquerda era careca, aparentava ter uns quarenta anos e tinha olhos verdes; não era muito ruim, mas ele parecia ter o dobro da idade de Kurt e não apenas dez anos a mais. O outro homem, o da direita, parecia ser apenas um ou dois anos mais velho que Kurt, tinha um sorriso brilhante nos lábios, olhos claros e um cabelo totalmente bagunçado, mas que antigamente deveria ser muito bonito.

— Não temos medo de você. – Disse o da direita, recebendo como resposta um olhar que dizia: “mas deveria ter”. – Eu sou o Elliot. – Disse esticando a mão para cumprimentar Kurt, que apenas negou com a cabeça. – E esse é o Nathan.

— Não me lembro de ter perguntado o nome de vocês. – Kurt disse seco, terminando de comer o que ainda tinha em seu prato. Ao terminar, ele novamente encarou os homens. – Não sei se vocês sabem, mas eu tenho namorado.

— Só queremos nos divertir e, pelo que sabemos, você nunca mais vai sair daqui. É melhor aproveitar o que tem... ou pode ser tarde demais. – Kurt revirou os olhos com as palavras de Nathan.

— Eu não quero vocês perto de mim. Eu já disse que eu tenho namorado. – Kurt disse novamente, já se irritando com a presença dos homens.

— E você acha que ele seria idiota de perder tempo esperando por alguém como você? – Elliot perguntou rindo e foi então que Kurt levantou da mesa irritado, batendo a mão com tudo sobre a mesma.

— Se eu sou tão ruim, por que queria se divertir comigo, uh? – Kurt estava quase gritando, o que chamou a atenção dos policiais que estavam já se aproximando dele. – Vocês estão sugerindo o que? Que porque eu sou um assassino eu não posso amar? POIS EU DIGO PARA VOCÊ SÓ UMA COISA: EU AMO ELE. Ele pode namorar com outra pessoa, eu não ligo. Eu só ligo para o fato de que eu nunca vou amar alguém do jeito que eu amo ele.

Kurt foi interrompido por um policial que começou a puxá-lo para a sala que ele tanto odiava. Já estava virando uma rotina aquela sala.

— Quarta vez nessa semana e hoje é o quarto dia da semana, Sr. Hummel. – Repreendeu o policial. – Se você continuar assim eu vou ter que te colocar na solitária e você não sairá de lá nem para comer.

— É melhor do que ficar perto daqueles imbecis. – Kurt respondeu de maneira irônica.

— Certeza? – O policial soltou uma risada fraca. – Pelo menos eles mantem você na linha.

— Certeza? – Kurt imitou a voz do policial, que mais uma vez riu.

O policial colocou sua mão sobre a de Kurt e se inclinou na esperança de Kurt beijá-lo, mas o castanho se levantou depressa e tentou correr. Tentar correr foi em vão, pois ele não tinha como fugir dali, não com o policial que era o dobro de seu tamanho parado na frente da porta.

O homem tentou prensar Kurt contra a porta e novamente tentou beijá-lo, então Kurt deu um chute com toda sua força no membro do outro e saiu pela porta, correndo dali de dentro.

Mais tarde naquele dia, chegou a hora da visita e, chegou também, aquele que Kurt nem sabia se ainda queria ver em sua frente. Mesmo assim, ele sorriu para o namorado.

— Você está bem? – Perguntou Blaine depois de um tempo. – Você parece estar viajando em uma galáxia distante.

— Por que você ainda vem me visitar? – Kurt perguntou um pouco seco. Ele foi direto ao ponto e se arrependeu por ter parecido rude com Blaine. – Depois de tudo que eu disse no dia do julgamento. Depois de eu ter inventado toda aquela história para te proteger. Você deveria ficar longe de mim, eu não quero que você me veja aqui.

— Você vem me dizendo isso nos últimos dois meses e... – Kurt o interrompeu.

— E mesmo assim você parece não ter entendido. – Completou o castanho. – B, não me leva a mal, ok? Eu te amo, você sabe disso. Eu só não quero que você veja o que está acontecendo comigo. Eu pareço cada dia pior e a tendência é piorar cada vez mais. Não é só meu físico que está mudando. Eu estou me tornando outra pessoa.

— Acabou a hora da visita. – Avisou o policial, o mesmo que tinha se passado com Kurt mais cedo.

— Ele recém chegou aqui. – Kurt falou incrédulo.

— Você pediu por isso, Hummel. – Falou o homem, de uma maneira rude.

— O que você vai fazer se ele não for embora? Vai tentar me beijar a força de novo? – Blaine se levantou irritado ao ouvir as palavras de Kurt.

— Você tentou fazer o que com o meu namorado? – Blaine grifou bem as palavras “meu namorado”. O policial apenas revirou os olhos e fez um sinal para Blaine sair.

O moreno deu um rápido selinho em Kurt, mesmo que não tivesse permissão para tal ato, e foi embora, totalmente emburrado.

Que história era aquela de que um policial tinha tentado se aproveitar de Kurt? E por que Kurt simplesmente não revidou? Blaine não lembrava qual foi a última vez que sentiu tanta raiva de alguém, mas ele queria tanto matar aquele cara só por pensar nele tentando tocar o SEU namorado.

Ele estava sentindo repulsa do homem.

[...]

Blaine ficou quase três horas e meia esperando na frente da prisão, apenas aguardando para que aquele policial saísse lá de dentro.

Quando ele finalmente saiu, Blaine, que tinha um bastão que pegou no chão em mãos, bateu com tudo na cabeça do homem, o fazendo cair desacordado no chão. O moreno tinha agora um sorriso vingativo nos lábios enquanto pegava o homem no colo e o carregava até a parte de trás da prisão.

Blaine sentou ao lado do corpo e aguardou por um tempo até que ele se acordasse e, quando o homem finalmente acordou, ele olhou assustado para Blaine.

— O que você... – Blaine não deixou o homem terminar.

— Eu quero saber exatamente o que você pretendia fazer com o meu Kurt. – Blaine disse calmo, como se estivesse em uma conversa amigável e não tivesse um bastão enorme em mãos.

— Eu só ia dar a ele algo que ele gosta. – O homem falou sarcástico, fazendo Blaine se aproximar mais dele.

— Pois por que você não dá a mim o que eu gosto? Acho que eu posso fazer você se divertir mais do que alguém que está algemado, não? – Blaine perguntou com um pouco de inocência na voz, fazendo o homem se encolher um pouco. – É claro que você não vai fazer isso. Você preferia que ele estivesse algemado, assim você poderia abusar dele, não é seu desgraçado? Me diz, você ia gostar que eu enfiasse esse bastão em você até ele te atravessar por completo? Ou você ia querer experimentar só um pouquinho dele? Só o suficiente para te fazer gritar de prazer como uma vadia? ME RESPONDE.

— Eu não ia abusar dele, eu... – O homem perdeu as palavras, parecendo se arrepender, mas a raiva já havia possuído Blaine.

— MENTIROSO. – Gritou Blaine. – Você sabe o que acontece com quem mexe com as pessoas que eu amo? ELAS MORREM. E eu nunca matei ninguém, mas eu não vou ter piedade de você.

O homem começou a implorar para que Blaine não fizesse aquilo, mas socar o rosto dele parecia algo tão divertido no momento. Era como se Blaine estivesse batendo em todos aqueles que já duvidaram dele durante sua vida, aqueles que o criticaram, aqueles que o magoaram, o abandonaram, aqueles que o chamavam de criança indefesa.

— Você é só uma criança. Para com isso. – Gritou o homem, quase sem forças.

— Eu tenho vinte e oito anos e só Kurt pode me chamar de criança. Mas você tirou ele de mim e agora você vai pagar por isso. – Então Blaine continuou a bater no homem, logo começando a levantar a cabeça dele e bater a mesma contra o chão.

Blaine só parou ao ver uma poça de sangue se formar no chão.

— Se eu bem me lembro, a primeira morte por culpa de Kurt foi assim. Ele ficaria orgulhoso de mim agora. – Blaine falou para si mesmo, tirou do casaco um bloquinho e uma caneta, anotou uma coisa e colocou o papel entre as mãos do policial ali morto e foi embora.

Kurt tinha razão, matar é bom.

[...]

No dia seguinte, alguns policiais estavam olhando a parte de trás da prisão quando encontraram um corpo atirado lá. Eles foram correndo averiguar a situação e viram o homem morto com o bilhete no meio de suas mãos que dizia:

“Isso é o que acontece com quem mexe com o meu namorado.”

Notas finais
MAS O QUE ACONTECEU COM O B? Também não sei, mas eu disse que ele não seria mais tão ingênuo... Elliot é importante? Sim. Ele ainda vai ser, talvez um pouco do mal, talvez ele morra, mas é importante uheeuheh O que acharam? Me deixem saber ♥ Bjo ♥♥