Notas iniciais
Bom, se quer saber sobre a origem dos brincos do Link, leia o mangá de Ocarina of Time. E a canção Sheikah da minha fic é a abertura de OoT (ê preguiça de compôr...). ||Agradecimentos||: À todos que me incentivaram, todos que tiveram paciência de ler o capítulo 1, principalmente os que gostaram e mais ainda aos que fizeram críticas construtivas. Ah, e mamãe, que me dá umas idéias boas de vez em quando xP

Link e Najath foram cavalgando até as ruínas Sheikah em um silêncio quase que mortal, interrompido apenas pelo barulho dos cascos do cavalo. Link ficou apenas observando os campos daquele lugar, perdido em pensamentos. Só acordou com o anúncio de Najath:

— Vamos chegar daqui a pouco, não se esqueça do disfarce.

Link arrumou a capa de modo que ninguém pudesse ver que, na verdade, ele era apenas um jovem viajante. Logo, já era possível ver as ruínas: uma construção grande e forte, com paredes grossas de pedra que provavelmente abafavam qualquer tipo de som e agüentavam muitos ataques-surpresa poderosos. Tinha uma forma quadrada e grande, e sua aura misteriosa parecia ter vestígios de uma magia única. Havia um grande símbolo Sheikah na entrada, meio descascado, e as outras paredes eram lisas. Chegaram.

— Olá Najath! — disse uma das Gerudos que estavam guardando a entrada, com um sorriso visivelmente falso — Veio inspecionar as escavações? Esta noite nós terminamos a sala principal, acho que já é possível ler o resto da lenda... E quem é esse? — ela apontou sua naginata, uma arma semelhante a uma mistura de foice e lança, para a figura encapuzada.

— Olá Maha. Este é Alvo, um velho sábio de Holodrum. Ele está aqui para analisar as inscrições... — dizendo isto, Najath desmontou de seu cavalo e ajudou o suposto ancião a descer. A jovem guarda se aproximou de Link e o analisou dos pés a cabeça. Ele estava suando frio por baixo da capa, afinal, não poderia ser descoberto ou iria sobrar tanto para ele quanto para a jovem mulher que o ajudava... Preocupou-se em fazer a melhor interpretação possível:

— Bom dia minha jovem. Creio que Najath já tenha dito que eu viria...

— Mas ela disse que seria só ao final das escavações! — disse Maha, olhando feio para sua superior.

— Ele estava muito curioso, então disse que poderia vir para cá agora e ao final das escavações... — disse Najath.

— Certo... Como quiser, chefe. — disse Maha com um tom de voz nada agradável, entre o ódio e a zombaria — Soldadas, deixem-nos passar. —

Quando os dois iam passando, a Gerudo sussurrou ao ouvido de sua chefe, de modo que mais ninguém pudesse ouvir:

— Sei que ele não é o sábio, mas não posso provar... Tome cuidado comigo, querida.

Najath ignorou, pegou uma tocha para iluminar seu caminho e entrou nas ruínas com Link em seu encalço. Quando estavam em uma distância segura, Najath comentou em voz baixa:

— Odeio essa mulher. Ela já tentou me tirar do comando várias vezes... Não sei o que ela tem contra mim...

Link não entendeu muito bem o que ela quis dizer, já que não ouviu nada, e se calou, analisando o lugar. A sala de entrada não era grande nem pequena, provavelmente não era muito usada na época. Tinha paredes grossas e cinzentas e o teto era bem alto. Tinha suportes para tochas em alguns pontos da parede, mas todos estavam vazios. No fundo da sala, havia um livro empoeirado.

— Bom, — começou Najath — essa base era usada há no mínimo um século... Os Sheikahs abandonaram este lugar quando conseguiram o vilarejo Kakariko, que podia não ser tão protegido, mas tinha uma área mais ampla e uma diferenciação de ambientes melhor. Aqui dentro é tudo pedra, um jovem despreparado poderia morrer facilmente em seu primeiro trabalho em campo...

Ela foi caminhando em direção ao livro.

— Este é o código de conduta dos Sheikahs. — disse ela, abrindo o livro e levantando uma grande cortina de poeira — Faremos um trabalho de restauração nele quando terminarmos as partes maiores... Aposto que ainda vou achar o Livro de Mudora, algum dia... Bom, deixa pra lá, falarei deste depois. Dá uma olhada aqui...

Link aproximou-se e leu algumas partes do documento.

— Que horror... — disse Link enquanto lia — Eu não queria ter nascido Sheikah... Eles só trabalhavam, treinavam, eram punidos e... trabalhavam mais um pouco...

— Realmente... Os Sheikahs praticamente não tinham vida. Ei... Como você consegue ler a linguagem Sheikah? — disse Najath intrigada — Eu demorei tanto para aprender...

— Aprendi com anos de uso da Mask of Truth... Outro bom item que me foi roubado...

Najath sorriu sem graça, se sentindo culpada por não ter encontrado todos os pertences do rapaz, e o levou para a próxima sala. Esta era um pouco maior, mas não tanto. A estrutura continuava igual a da sala anterior. Duas Gerudos, que faziam a limpeza e a guarda do lugar, sorriram para eles. Najath fez um gesto com a cabeça, cumprimentando as colegas, e explicou que aquela sala era usada para o treinamento das crianças, que quase não tinham tempo para brincar ou fazer qualquer coisa que crianças normais fariam. Não se detiveram por muito tempo naquela sala. Pela expressão da jovem, esta situação das crianças Sheikahs a deixava desconfortável, como se trouxessem más lembranças...

Ela o guiou para outro lugar. A estrutura de pedra continuava a mesma, mas esta área era incrivelmente ampla e alta. A sala causava uma sensação estranha, como se houvesse um tipo de aura remanescente das magias que ali foram feitas. Apesar de muito fortes, as paredes tinham marcas variadas de espadas e de algumas magias de ataque. Uma Gerudo estava parada à porta, que Najath cumprimentou educadamente. Eles caminharam em silêncio pela sala até Najath parar perto de uma das paredes marcadas e dizer:

— Esta era a sala de treinamento principal. Dá pra perceber que os Sheikahs tinham uma magia única... Nunca havia sentido uma aura dessas. Creio que estes furinhos — e apontou para alguns pequenos furos na parede, ao lado de uma grande marca de espada — foram feitos por uma magia de gelo. Poderiam ser dardos normais se não tivessem esta aura estranha circulando estas marcas... — disse ela movendo seus dedos em círculos próximos às marcas, analisando a magia.

Link olhou interessado o método de analisar magias, pensando em como fazê-lo... De repente, sentiu que algo o controlava magicamente, deixando-o sem controle sobre o próprio corpo. Este “algo” o levou até o meio do salão para analisar as magias, mesmo sem saber como fazê-lo. Fechou os olhos e se concentrou. Ergueu as duas mãos para o alto e as sentiu vibrando. Havia uma leve fumaça roxa as circulando. Ele ficou assim por alguns minutos, assustado com o que estava acontecendo, mas sem poder fazer nada, até esgotar sua energia mágica e cair no chão. Najath correu até ele assustada e, ao ver que ele desmaiou, abaixou seu capuz e deu alguns tapas em seu rosto para acordá-lo.

— Ei, o que aconteceu? Como você sabe fazer isso? — disse ela, assim que Link acordou.

— Os Sheikahs eram mais poderosos do que eu imaginava... E como eu sei fazer isso? Eu nunca fiz isso na vida!

A Gerudo à porta da sala olhava assustada. Najath pediu a ela para não contar nada as outras sobre a real identidade de Link. Ela ficaria devendo um favor para sua colega, que, receosa, aceitou a oferta. Então, pegou um pequeno frasco com conteúdo verde e deu para o homem beber. A poção teve efeito imediato e ele se levantou, ajeitando a capa. Najath achava aquele viajante cada vez mais estranho... Mas decidiu não contrariar e, em silêncio, o conduziu para fora da sala.

Eles passaram por mais algumas salas de treino bem parecidas com a anterior, mas o controle mágico não voltou a acontecer. Não pararam em nenhuma delas. A jovem o levou até uma sala diferente. Esta tinha o teto mais baixo, e era a única até agora com janelas. Apenas uma gerudo guardando o local. Havia um tipo de altar ao fundo, com um livro muito antigo, amarelo, empoeirado e roído por traças. Link o abriu, tossiu com a poeira e viu que ele falava sobre rituais variados da cultura Sheikah. Um deles chamou sua atenção, sobre a passagem para a maturidade dos jovens Sheikahs homens: “Quando o jovem estiver física, emocional e psicologicamente preparado para a vida adulta, haverá um ritual simples e pessoal: sua mãe ou responsável deve furar-lhe as orelhas e colocar pequenas argolas de metal, uma em cada. Isto representa a responsabilidade que o jovem agora tem em suas mãos, de servir Hyrule com sua vida. [...]”.

— Puxa... Acho que era isso que a Impa pretendia quando colocou aqueles brincos na minha orelha... — disse sorrindo para si mesmo — Pena que, quando eu voltei no tempo, eles não voltaram junto...

— Como? Ah, esqueça, aposto que você estava pensando alto... Bom, chegamos à parte do Livro de Mudora!

Ela folheou o antigo livro Sheikah, levantando uma grande e espessa camada de poeira, até encontrar certa página e ler em voz alta:

“Muito antes de nosso conhecimento, um povo antigo criou um livro encantado. O chamado ‘Livro de Mudora’, originalmente, continha todas as lendas de que se têm conhecimento e a história das terras antigas. Porém, este povo antigo encantou o livro para que ele ‘escrevesse em si mesmo’ toda a história de Hyrule que fosse acontecer dali em diante. Tudo o que acontece de importante é registrado neste livro... Alguns Sheikahs tentaram tirá-lo de seu lugar para lê-lo, mas não conseguiram. Cremos que este livro só possa ser retirado na hora certa e pela pessoa certa. Tudo o que sabemos é que ele está escrito em linguagem Hylian...”.

— Quero muito achar este livro, mesmo que não consiga tirá-lo do lugar... — comentou Najath pensativa — Mas aqui não diz nada sobre a localização disso...

— Um dia você acha, tenho certeza. — disse Link sorrindo

— Tomara... Bom, vamos andando.

Ela o levou por um caminho de muitos corredores, passando por uma ala de dormitórios, guardada por mais duas simpáticas guardas, com vários quartos que seriam as “casas” dos Sheikahs, todos simples, porém, confortáveis. Ao final do corredor, havia apenas um beco sem saída. Ela agachou no chão e revelou um alçapão por baixo de todo o pó e areia, onde havia uma escada circular, feita de mármore, que levava para baixo. De lá, para um outro corredor, um pouco mais estreito. Este parecia infinito. Nas paredes haviam muitas inscrições, em linguagem Hylian, contando sobre a história de Hyrule. Haviam belos candelabros no teto, mas estes estavam apagados, assim como toda a iluminação das ruínas. O brilho da tocha que Najath carregava não era suficiente para ver mais detalhes daquele lugar, que parecia ser bem mais suntuoso. Não havia nenhuma guarda Gerudo guardando aquela parte do lugar. As costas da mão esquerda de Link começaram a coçar estranhamente...

— Foi até aqui que eu vim. O que há à frente é novidade. Foram nessas paredes que eu vi sobre o herói com a Triforce da coragem...

— Esse lugar me dá uma sensação estranha... — disse Link.

— Por que, com medo é?

— Lógico que não... É que não há mais ninguém aqui, e a minha mão está... Esquisita...

— Não há gente aqui porque eu mandei o pessoal terminar lá em cima primeiro. Quero ser a primeira a ler a tal lenda... E o que tem na sua mão?

Link tirou a mão de dentro da capa, revelando que ela estava emitindo um brilho dourado fraco.

— Puxa, que coisa estranha... — disse Najath

— O pior é que eu já vi isso antes... — disse Link assustado, porém, pensativo — Será que é...

Link parou subitamente, pensou por alguns segundos e saiu correndo em direção ao fim do corredor. Najath deu de ombros e, sem outra escolha, o seguiu.

Eles pararam em uma sala ampla e, estranhamente, muito bem iluminada com tochas. Em suas paredes de pedra haviam algumas janelas quadradas. No meio da sala havia uma espécie de altar em mármore, com duas ou três velas acesas, uma grande inscrição e um estranho buraco... Um tipo de encaixe, mas o formato era de uma... mão?

— Isso é macabro. — disse Najath, definitivamente assustada — Eu tenho certeza que ninguém daqui acendeu essas tochas... Olha quanta areia! Nós combinamos que iríamos limpar tudo antes de acender qualquer coisa! Isso aqui tava imerso em areia e terra, é até perigoso acender tanto fogo aqui dentro... Você viu, nenhuma das outras salas estavam iluminadas! Esse fogo não é natural, com certeza. Aliás, acho que é um tipo de fogo mágico... E essas velas também não são normais, olha, elas não derretem!

Link nem prestou atenção no fogo, foi direto para o altar, limpou a areia de cima com as mãos e percebeu que as escrituras estavam novamente em Hylia, não em linguagem Sheikah... Leu em voz alta:

“Haverá o dia em que Hyrule não precisará mais da ajuda de Mudora. Haverá o dia em que todos os Sheikahs serão mortos, pondo fim à raça. E haverá o dia em que, domado pela ambição, alguém atacará Mudora. Não haverá mais Sheikahs para protegê-lo. Mas irá aparecer aquele apto a controlar os elementos... O antigo Herói do Tempo, que agora será o Mestre Elemental. Ele virá por acidente para este lugar... E ele terá uma escolha desta vez... Terá a escolha de deixar Mudora e voltar para sua casa ou de ajudar esta terra. A partir daqui, o próprio Herói faz seu destino, seu futuro não está escrito nem previsto... Se ele escolher nos ajudar, deve mostrar a prova de sua aptidão aqui, neste altar...”.

Um grande silêncio pairou sobre a sala após estas palavras. Link sussurrou para si mesmo:

— Esse... Esse aí sou eu...

O Herói olhou para a sua mão esquerda que, apesar de estar com uma luva, mostrava nitidamente o desenho de uma Triforce em brilho dourado. Najath estava realmente espantada, queria dizer que não acreditava que ele era tudo o que as inscrições diziam, mas as palavras não saíam de sua boca. Link tirou a capa e a luva da sua mão esquerda, que agora, sem luvas, emitia um brilho doentio, quase insuportável. Ele estava colocando a mão no espaço quando Najath entrou na frente, de súbito. Se a própria não houvesse segurado a mão do rapaz, este teria a acertado com força no abdômen sem querer.

— Espera Link! Tem certeza de que quer mesmo isso pra você? Aí diz que você tem escolha dessa vez...

Link respondeu com um nítido sorriso no rosto:

— Você realmente não me conhece, Najath...

Link gentilmente empurrou a mulher para o lado e colocou a mão no local, que encaixou perfeitamente. A parede logo a sua frente brilhou intensamente, um vento forte soprou, limpando toda a areia, e outra inscrição apareceu. O rapaz foi até lá, colocando a luva de volta e deixando a capa a um canto.

— Hum... Vejamos... “Para abrir esta sala, o Herói deve usar o tesouro passado pelas gerações da família real de Hyrule, juntamente com uma música ensinada por um amigo.”. — Link foi até a capa, tirou a sua ocarina de um bolso interno e ficou olhando para a parede — Qual será a música?

Link tentou todas as músicas que lhe foram ensinadas por amigos, mas nenhuma funcionou. Tentou todas as outras que ele conhecia, mas novamente nada aconteceu.

— Deve ser outra... — disse Link, que começou a procurar mais alguma coisa escrita nas paredes da sala.

— Ei... — disse Najath — Uma vez uma Sheikah me ensinou uma música... Ela disse que essa música seria útil...

— Não custa tentar. — disse Link — Como é?

— Não sei cantar. Me empresta a ocarina. Esta é a canção Sheikah... — Najath tocou a bela melodia várias vezes, se preocupando em ensinar ao dono do instrumento, mas nada aconteceu.

— Acho que não é essa, não aconteceu nada... — disse Link.

— Lógico que não funcionou, é o herói que deve tocar... E com certeza o Herói não sou eu. Toque aí Sr. Herói! — Najath devolveu a ocarina para seu dono.

O rapaz tocou a canção que acabou de aprender. Para sua surpresa, surgiu uma porta de pedra no lugar onde estavam as instruções. Ele a abriu. Lá, havia uma pequena sala circular. Tudo o que havia na salinha era uma espada em um pequeno pedestal. Era uma bela espada, com a base vinho escura, com um belo rubi no centro e uma faixa branca enrolada no cabo. Era surpreendente o fato de a faixa estar totalmente limpa, apesar de estar lá há séculos, talvez. Parecia ser uma arma ágil, a lâmina era bem reta, fina e muito afiada, quase impossível de tocá-la sem se cortar... Link parou em frente à espada e ficou analisando-a.

— Já vi esta cena antes... Será que se eu puxar eu perco mais sete anos da minha vida?

Najath parou para analisar a sala. Ela parou em uma parede ao fundo, onde havia mais uma inscrição e a bainha da espada. Ela chamou:

— Ei! Olha aqui! Outra inscrição! “Não se preocupe Herói, esta espada está aí para ajudá-lo... Não é uma lâmina sagrada, mas é uma boa arma. Esta é a Espada Rubra.”. Puxa, esses antigos previam tudo! — ela pegou a bainha, que era vermelho-escura com detalhes dourados, e entregou à Link.

— Eles realmente pensavam em tudo... — respondeu Link. Dizendo isso, fez um gesto para Najath segurar novamente a bainha. Ela pegou, intrigada com a expressão séria do rapaz. Ele respirou fundo, estralou os dedos e puxou a espada. Depois, ficou olhando para os lados para ver se acontecia alguma coisa.

— Por que você está olhando para os lados feito um bobo, Herói? — disse a jovem, rindo — Toma. — e jogou a bainha para ele — guarda logo isso, coloca a capa de volta e vamos embora porque eu tenho que trabalhar. Amanhã talvez eu te conte sobre seu “vilão”, se for quem eu estou pensando... Se perguntarem algo sobre a nossa demora, estava difícil decifrar as inscrições por causa da areia, ok?

Assim, saíram das ruínas e foram embora a cavalo. Nenhum deles teve tempo de parar para ver o tempo que demoraram nas ruínas, a julgar pelo sol, que estava se pondo... Quando ficaram longe o suficiente de lá, Najath acelerou seu cavalo, que começou a correr desenfreadamente.

— Ei, pra onde estamos indo? — disse Link levemente confuso e assustado.

— Para o rancho. Tenho que te devolver sua égua, e tenho um outro... presentinho para você. Mas temos que ir rápido e... EEEIA SPIRIT!!

O cavalo parou de súbito e empinou, quase jogando os passageiros para trás. Najath pulou para o chão e saiu correndo. Link desmontou com calma e esperou ela voltar com Epona e o tal presente... Em menos de um minuto, ela voltou montada em Epona. Desmontou rapidamente, entregou-a para o dono e disse:

— Três coisas, ou melhor, quatro: A égua, um arco, flechas, — disse, entregando o arco e a aljava com 30 flechas que antes estavam no quarto do rancho — E... uma lembrançinha a mais...

Ela, de súbito, deu um leve “selinho” nos lábios do rapaz. Link ficou sem reação, praticamente congelado pela surpresa.

— Se quer informações, vá para a cidade, é só seguir para oeste! A gente se vê! — ela montou em Spirit, seu cavalo, e foi embora.

Link ficou hipnotizado olhando ela sumir no horizonte, tentando processar as informações...