A Jornada de Rey.
3 A amiga dos Ogros.
–Abaixe-se! – Uma garota de cabelos azuis e olhos tão vermelhos quanto o fogo falava enquanto se soltava do gralho.
–Ora, veio nós ajudar senhorita azulada? – Bern falava encarando a garota que por sua vez pulou em cima dele imobilizando seus braços e pernas.
– Acho que você está atacando o inimigo errado, o ogro está atrás de você senhorita, pare de brincadeiras! – Bern agora encarava serio a garota
– Esse ogro é meu amigo... Ele sente cheiro de monstros sabia? – A garota olhava enquanto um sorriso macabro surgia em sua face – Você é um monstro não é? Você soube que ela era a descendente dos demônios porque você também pode sentir...
– A única que se parece um monstro aqui é você! Como pode ser amiga de um ogro? Uma criatura horrenda dessas? – O garoto foi interrompido por um suspiro da azulada que continuou- você pode controlar lobos das montanhas é eu que sou o monstro? Eu sou amigas dos ogros por que eles tem contas a pagar com a minha família que salvou a vida deles... mas isso não vem ao caso, eu te proíbo de levar a ‘’Senhorita Lea ‘’ para fora dessa floresta! – A garota pegava sua espada, estava prestes a cravar no corpo do garoto quando ouve uma reviravolta, o garoto conseguiu se soltar, e agora ele que estava prestes a cravar no corpo da garota uma bola vermelha que parecia ser feita de sangue puro, Lea evitou olhar para aquela cena horrível que estava prestes a acontecer, quando der repente o lobo começou a se mexer sozinho- Leve, Leve a senhorita Lea para um lugar seguro! – Ordenou Bern enquanto saltava uma distância segura da garota que em seguida deu uma ordem para o ogro – Vá atrás deles! Não machuque a garota, Leve-a para a nossa aldeia, corra!
–Lea se sentia confusa, não sabia em quem acreditava, no curandeiro do amor que se dispôs a ajuda-la a salvar seu velho amigo que corria perigo, ou na azulada que acabará de aparecer levantando provas de que Bern na verdade era um monstro.
–Lea decidiu se segurar forte no lobo, rezando para que tudo acabasse bem é ela conseguisse completar seu plano com sucesso.
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– Onde eu estou... – Rey murmurava baixo colocando a mão na cabeça e levantando lentamente.
– No inferno – Um velho falava enquanto carregava algumas pedras a alguma coisa que Rey não sabia exatamente o que era.
– Argh – Rey gemia enquanto tentava se mover – Eu preciso sair daqui... Sabe aonde é a cidade mais próxima?
–Você está no meio da floresta, acho que não se lembra não é mesmo rapaz? Você foi capturado pelos Ogros... Não tem como escapar, você terá que passar o resto de sua vida aqui, trabalhando como um escravo... Aconselho a não tentar se mexer, está muito ferido, estou tentando cuidar de seus ferimentos, descanse um pouco.
– Eu... Eu não posso ficar aqui! – Rey falava já de pé, resistindo à dor, ele estava repleto de ferimentos, seus ossos doíam, provavelmente tinha quebrado no mínimo umas três costelas, procurou em volta por sua bolsa, quando lembrou que tinha sido roubado um pouco antes de desmaiar.
–Eu já estou melhor... Só me diga em que direção ir que eu vou sair daqui! – Rey falava determinado, esperando uma resposta do velho que só respondeu com um suspiro.
– Ei babaca! Não fale assim com o meu avô, ele tá tentando te ajudar, se você não ficar quieto vou ter que te botar pra dormir a força! – Um garotinho falava enquanto estava prestes a tacar uma pedra na cabeça de Rey.
–Calma, calma pequeno – O velhote ria enquanto seguia em direção a ele- Ei Rapaz você parece determinado, provavelmente tem alguém muito importante que quer salvar não é mesmo ?
–Sim... Uma amiga... Não... Mais do que amiga... Uma pessoa muito importante pra mim está em perigo... Por favor, me ajuda a sair daqui... – A cada palavra que Rey falava ele ia se embaralhando não sabia exatamente o que a garota era sua, mas ele queria protege-la de qualquer modo.
– Vovô... Você não vai... – O garoto foi interrompido por seu avô que só fez um gesto com a cabeça e o menino saiu apressado pela porta.
– O que o senhor disse a ele? – Rey perguntava curioso.
– Pra ele ir chamar uma garota, pra te ajudar a sair daqui.
– o que foi isso? – Rey falava enquanto ia olhar do lado de fora daquela simples casa, ele pensou que estava preso em algum tipo de cadeia, mas aquilo realmente era um inferno, fogo em todas as partes, pessoas acorrentadas carregando pedras por todos os lados, crianças chorando, ele percebeu que estava no subterrâneo de algum lugar que ele conhecia bem, quando de repente ele se lembrou de onde reconhecia aquele lugar, pelas escritas que estavam no teto, ele sabia exatamente onde estava... De baixo do altar de sacrifício!
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