A Jornada de Rey.

4 As memórias de Rey.


Notas iniciais
Peço desculpas por não ter postado o capítulo no dia certo... ainda tenho mais 2 capítulos atrasados para escrever... não sei se vou postar hoje... C:

– Confesse os seus pecados, monstro impuro! – A garota de olhos vermelhos falava levantando sua espada para dar o golpe final, mas foi completamente ignorada, o curandeiro do amor nada falou, somente desviou do golpe.

– Acha que pode fugir de mim?- A Garota arremessa seu escudo na direção do curandeiro, atingindo-o na coxa.

– Não vai nem gritar de dor monstro? Vai ficar parado sem dizer nada?- A garota agora olhava irritada para o curandeiro que somente se levantou com dificuldade.

–Não acha que eu vou deixar você sair daqui vivo não é? –pressionando seu pé na barriga do curandeiro, ela o faz cuspir sangue.

–Sabe monstro, na minha aldeia eu sou conhecida como a matadora de ogros... Irônico né? – A garota fala rindo e se agachando para ver melhor o rosto do curandeiro.

– Estou começando a ficar irritada com esse seu silêncio maldito... – A garota murmurava baixinho.

– IMPLORE POR SUA VIDA DE UMA VEZ! BEIJE MEUS PÉS! DIGA ‘’ EU SOU UM MONSTRO É VOU SER SEU SERVO PARA SEMPRE’’, talvez assim, eu deixe você viver como meu escravo particular... você é bem bonitinho sabe? – A garota falava enquanto recolhia seu escudo do chão.

– Morra verme inútil – Ela falava enquanto cravava o escudo de metal no corpo do curandeiro, começou a jorrar sangue de dentro dele.

– N-Não pode ser... – A garota falava espantada com o que via, depois que se recuperou do susto saiu no meio da floresta em direção onde o lobo tinha corrido- DESGRAÇADO – A garota gritou enquanto saia correndo o mais rápido possível pela trilha que o seu ogro tinha deixado pelo caminho.

– Tenho que voltar para aldeia... Agora!

****************************************************

– Então eu estou aqui... Onde tudo começou... – Rey murmurava enquanto olhava os ogros andando pra lá e pra cá sem perceberem sua presença ali.

– Agora eu consigo me lembrar de tudo... – Rey murmurava enquanto se sentava no chão.

– Eu estava indo para uma aldeia que fica aqui perto... Quando eu vi no altar de sacrifício varias pessoas, pensei ser algum tipo de festival ou comemoração de algum Deus... Quando eu comecei atentamente os comentários que cada pessoa fazia e percebi que era sobre aqueles que destruíram nosso mundo... Eu não fazia ideia de que ainda restavam sobreviventes daquela raça... Então... Eu desci do cavalo meio apressado, queria ver o rosto deles... Eu entrei na arena... E procurei um lugar vago, dei todo o meu dinheiro para o senhor que estava na primeira fila para que me deixasse sentar em seu lugar na plateia. Lembro que havia muitas pessoas gritando coisas estranhas, alguns pregavam maldições, enquanto outros somente gritavam ‘’ MATE ELA DE UMA VEZ ‘’ ou gargalhadas esnobadas e risadas forçadas, todos estavam conversando alto falando sobre a desgraça que havia acontecido naquela época, tinha vendedores ambulantes vendendo o sangue dela por uma quantia absurda... Eu lembro... Eu fiquei irritado com todos aqueles comentários idiotas e comecei a conversar com as pessoas do meu lado, elas acharam um absurdo oque eu dizia, e respondiam com respostas ignorantes ‘’ Mesmo que não seja ela que tenha feito, foram os descendentes dela, ela tem que pagar com a vida dela pelo o que eles fizeram conosco ‘’ ‘’ Você não faz ideia do que está dizendo rapaz, eles são pessoas más, apenas sente-se e aproveite a execução ‘’... Eu gritei e todos ficaram em silêncio... Eu gritei realmente muito alto, guardas vieram em minha direção e eu os ataquei... Eu ataquei guardas inocentes... eu desci as escadas e fui direto para o meio, lá estava a garota encapuzada, coloquei ela nas minhas costas, nós estávamos cercados, quando ela começou a sussurrar algumas coisas que eu não entendi, pois o saco estava atrapalhando ela a falar, mas mesmo assim seja lá o que ela queria ter feito, deu certo, todos ao redor pararam, não sei exatamente se o tempo parou ou se ela tinha petrificado todos, só sei que ela desmaiou logo depois disso, eu sabia que ela não estava morta pois senti a sua respiração... A profecia... Dizem que tinha uma profecia que um jovem assim como eu cometeu um ‘’erro’’ muito tempo atrás, fez uma escolha errada salvando uma pessoa má... Mas agora eu sei que eu não cometi erros, aquela garota não pode ser do mal... Preciso falar com a Martha... Ela tem que me ouvir! Estou achando que aquela garota... E uma pessoa muito importante desse mundo! – Ele sussurrava baixinho para si mesmo.

– O que você está sussurrando aí sozinho? – Uma mulher falava estendendo a mão e mostrando um sorriso carismático- Eu sou Liz, você é o garoto que precisa sair daqui não é? Eu vou te ajudar... Só faça tudo o que eu fizer- Ela falava agora num tom mais sério- Eu vou te contar o plano cuidadosamente lá dentro... Vamos tomar um chá enquanto isso! – Ela falava agora animada- Qual é o seu nome mesmo?

–Rey... – Respondia o garoto meio envergonhado por ter sido pego falando sozinho.

–Venha, Venha Rey, entre... Não é muito seguro ficar aqui fora... — Ela falava o puxando para o lado de dentro da pequena casa.

Notas finais
Não fiquei pensando muito na hora de escrever, pois estou com pressa pra postar os outros o mais rápido possível, peço desculpas novamente :'(