Notas iniciais
Fala galera! Tudo beleza? Eu demorei para vir dessa vez porque eu não estava em casa, e também fiquei doente. Bom, eu agradeço à pessoa que deixou seu review. Sim, eu vi, mas não respondi ^-^' Enfim, eu esqueci de falar no outro capítulo, que Ojou-sama significa Princesa. Assim como Hime-sama também, mas eu optei por Ojou-sama =) Hm... Acho que é só... Boa Leitura! xD

Eu tenho que encontrar o vovô de qualquer jeito. Mas parece que eu não vou conseguir andar se não ficar e me recuperar. Só gostaria de saber o que está acontecendo...

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Link:

Passaram-se alguns meses até que eu conseguisse andar. Zelda foi todos os dias em meu quarto. Ela dizia que “era a obrigação de uma princesa ver como um súdito está”. Eu não caí nessa por muito tempo... Ok, só até o dia da minha alta. No dia de sair do hospital, que por acaso era meu aniversário, Zelda não apareceu. Eu queria agradecê-la, mas... Isso teria de esperar. Peguei uma roupa que ela havia pegado em casa para mim. Muita gentileza dela. Me troquei, coloquei a bainha do meu lado esquerdo. Talvez ali seria um bom lugar para sacar a espada mais rápido. Guardei a espada nela e saí.

Assim que saí do hospital, olhei para o chão. Limpo. Obviamente que alguém limpara a sujeira que eu havia feito. Já imaginou se um estrangeiro chega no reino e o caminho está sujo de sangue? Tragédia. Mas enfim, o que eu sabia sobre manejar espada e minha técnica com tal, não me ajudariam contra outro esqueleto. Eu tinha de aprender mais. Quando perguntei a Zelda, ela simplesmente ignorou a pergunta e disse que eu precisava descansar. O que eu perguntei? Se existia algum lugar onde eu pudesse treinar, aprender a usar melhor a espada.

Andei pelo reino todo, e quando estava desistindo de minha procura, eu vi um cartaz que indicava um lugar, especialmente para o que eu queria. Fui correndo. Óbvio que tive uma grande dificuldade, mas não faria mal se Zelda não soubesse, e além do mais, eu precisava daquilo rapidamente. Cheguei lá e falei com o mestre. A academia esta pouco movimentada, então ele ensinaria pessoalmente a mim.

Depois de umas duas horas de treino, tendo aprendido algumas técnicas, e o mestre tendo dito que eu deveria me exercitar e ficar mais forte, eu agradeci e saí. E dou de cara com uma Zelda furiosa. Mas que sorte! Eu não entendo por que ela está tão nervosa.

- Link! Você sabe o que o médico te disse quando te deu alta, não sabe? – perguntou ela por entre os dentes, pois se abrisse a boca, acho que ela gritaria.

- Eu sei. E você não estava lá! Então como pode... – eu ia perguntar, mas já estava claro. Provavelmente ela fora ao hospital, e com sua autoridade, descoberto tudo. E como eu havia perguntado se havia alguma academia para eu treinar... Ela apenas juntou tudo. – Claro. Esquece. Tinha me esquecido de que era a Princesa.

- Então por que está se esforçando? – dessa vez ela não se conteu e gritou. As pessoas que passavam andando, pararam e olharam para a princesa – Ah, me desculpem – disse envergonhada aos habitantes, que voltaram a andar.

- Se quer gritar comigo, sem ser incomodada, vamos a minha casa – eu disse inocentemente.

- Claro, vamos... – disse ela ainda envergonhada

Caminhamos calmamente até minha casa, mas previ que ela não estava tão calma quanto eu. Pensando bem, acho que não foi uma boa idéia, afinal ela gritaria comigo à vontade.

Chegamos e eu a deixei entrar primeiro. Abri as janelas e entrou um pouco de ar fresco dentro da casa que havia sido “abandonada” por alguns meses. Entrava sol por elas também. E assim que terminei de abrir as janelas, ela começou a gritar. Ela ficou um bom tempo gritando. Admito que não ouvi uma palavra do que ela disse, então de repente:

- Entendeu? – gritou ela.

- Hã? O que? – perguntei assustado quando ela perguntou tão repentinamente. Ai. Cavei minha própria cova... Acredito ter visto ela se enfurecer mais ainda. Acho que vou me arrepender de não ter prestado atenção...

- Você não estava ouvindo? Link eu vou te matar! – então ela veio correndo e agarrou meu pescoço com as duas mãos, mas nem as duas fechavam ao redor dele.

Delicadamente, segurei seus pulsos e afastei suas mãos de meu pescoço e olhei para ela. Estava... chorando?!

- Link seu... bobo! Eu aqui, toda preocupada e você desprezando minha preocupação. Você acha o que? Que por acaso é imortal? – disse ela. Lágrimas escorriam livremente pelo seu rosto.

- Me desculpe, Ojou-sama – me ajoelhei na frente dela e ela se surpreendeu – Eu gostaria de agradecer tudo o que fez por mim até agora e peço que aceite minhas humildes desculpas por tê-la feito se preocupar comigo.

Eu não havia percebido que o tempo passara tão rápido. A Lua aparecia pela janela, jogando uma luz em mim, como um holofote. Com essa luz, até parecia que estava dizendo: “Vou te destacar só pra ver sua humilhação. Vá em frente. Eu estou querendo ver o Show!”. Que hora pra ela me destacar desse jeito. Me humilhando em frente à princesa e em minha casa. Maldita seja a Lua.

Zelda:

Lá estava ele. Ajoelhado para mim, pedindo desculpas sob a luz da Lua. Argh! Por que de repente meu coração começou a bater tão rápido? Por que eu estou me sentindo estranha? Por que de repente eu... o quero? Será que... eu estou...? Não. Impossível! E por que eu estou chorando? Do que são essas lágrimas? Alegria? Emoção? E qual o motivo de não conseguir falar? Por que eu quero tanto abraçá-lo? Argh! São tantas perguntas! Eu já não estou mais me controlando! O que eu estou fazendo?!

- Eu... Eu... Te...

- Oi? – perguntou Link.

- Eu... gosto...

- O que? – perguntou ele novamente, mas desta vez olhando para a minha cara. Eu sentia meu rosto pegar fogo!

- De... De... Você...

- Eu ainda não entendi. Você está falando muito baixo!

- Eu disse que eu gosto de você! – gritei.

- Ah... Hm... – pronunciou Link. Aparentemente, ele não conseguia falar nada. E seu rosto estava bem vermelho. Talvez igual ao meu.

- Já que... Anoiteceu... Eu poderia... Dormir aqui? – perguntei, com dificuldade extrema.

- Sim. Você pode dormir no meu quarto, e...

- Eu não vou dormir com você!

- Não! Não foi isso que eu quis dizer! Hm... Você fica com a minha cama, enquanto eu posso dormir no sofá... – disse ele, tendo ficado ainda mais vermelho.

- Você não precisa dormir no sofá. Não tem o quarto do seu avô?

- Eu... não consigo entrar lá.

- Ah... Bom, tem algum banheiro onde eu possa tomar banho?

- É claro que tem! Tem um lá no meu quarto mesmo.

- Ok. Obrigada. Eu vou ir tomar um banho então. Não entre lá, entendeu?

- Quem você pensa que eu sou? Um pervertido? – gritou ele, enquanto eu subia as escadas.

Entrei no quarto dele e encontrei tudo o que eu precisava. Para o que eu ouvi falar de garotos, ele era bem arrumado...

Link:

Logo após ela subir, eu fiquei esperando o barulho de água para poder ir pegar uma roupa. Aproveitei e bati na porta para avisar uma coisa à Princesa:

- Princesa. Hm... Eu só estou avisando que se você quiser, você pode pegar um dos meus pijamas para passar a noite. – falei através da porta.

- Ah... Obrigada.

Depois disso eu fui tomar banho no outro banheiro. Assim que terminei, fiz um jantar para nós dois, já que não tínhamos comido nada. Terminamos de jantar e ela logo subiu. Provavelmente constrangida demais para continuar na sala, e comigo. Eu deitei no sofá e me cobri. Adormeci rapidamente.

Notas finais
Bom galera, espero que tenham gostado. A parte em que a Zelda chama o Link de bobo e pergunta se ele é imortal, foi inspirado em minha namorada xD Enfim, até o próximo capítulo! =D