A Jóia Perdida
7 Guardas e um... Porco?!
Notas iniciais
“Depois disso eu fui tomar banho no outro banheiro. Assim que terminei, fiz um jantar para nós dois, já que não tínhamos comido nada. Terminamos de jantar e ela logo subiu. Provavelmente constrangida demais para continuar na sala, e comigo. Eu deitei no sofá e me cobri. Adormeci rapidamente”.
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A população estava agitada logo de manhã. Vários guardas andavam na direção dos portões. O povo olhava e se perguntava: “O que aconteceu?”. Que aconteceu, foi que um rei furioso mandou guardas vasculharem os arredores do reino. Para que? Para procurar uma princesa desaparecida...
Link:
Acordei quando alguém batia na porta e gritava para eu abri-la. Eu, obviamente, pensei que era um sonho. Estava quase dormindo novamente, quando derrubaram a porta, e guardas invadiram minha casa. Eu pisquei e eles já me cercavam, cada um com uma espada desembainhada.
- Onde está a Princesa? – gritou o guarda.
- Que Princesa? – perguntei, ainda dormindo.
- Como que Princesa?! Vasculhem a casa! – gritou novamente o guarda.
Cerca de três guardas foram vasculhar a casa. Um deles foi ao meu quarto e dois ao do meu avô. Quando terminaram a busca, eu já estava acordado e eles não haviam achado nada.
- Desculpe interromper seu sono, mas é que a princesa sumiu. – disse o guarda-chefe, guardando a espada – Guardas! Arrumem a porta!
Os guardas arrumaram a porta em alguns minutos. Se desculparam e foram embora. Eu deixei eles se afastarem e então, dei uma volta na casa. Nada de Zelda.
Entrei de novo em casa. Será que entraram no quarto do vovô? Fui lá e a porta parecia intacta. De repente, a porta abre. Eu nunca consegui abrir aquela porta! Então o que?... Foi quando vi uma cabeleira loura na porta.
- Eles... Já foram? – perguntou Zelda.
Zelda:
Vamos voltar um pouco no tempo.
Eu demorei para conseguir dormir. Assim que dormi, tive um pesadelo: Guardas invadiam a casa, me encontravam, prendiam e executavam Link. Acordei assustada e corri para a janela. Vi guardas virem marchando em direção a casa. Será que o meu sonho...
Não hesitei e saí correndo do quarto. Link dormia no sofá. Onde eu me esconderia? Link disse que ninguém, nem mesmo ele, conseguira abrir a porta do quarto de seu avô. Então eu fui para lá.
Assim que toquei na porta, uma luz brilhante pareceu queimar sua superfície. Era um símbolo estranho. Triangular. E havia três triângulos brancos, e um que parecia vazio e ao contrário, no meio. Mas a porta se abriu, logo que os soldados cansaram de ser diplomáticos e começavam a derrubar a porta.
Antes que os soldados derrubassem a porta, eu hesitei. Pensei em chamar Link, mas já não havia tempo. A porta havia cedido. Entrei rapidamente no quarto e comecei a ouvir:
- Onde está a Princesa? – gritou o guarda.
- Que Princesa? – perguntou Link. Como que Princesa? Que ousadia!
- Como que Princesa?! Vasculhem a casa! – gritou de novo o guarda.
Ah meu Deus! E agora? A porta está aberta! Eles vão me encontrar! Fecha porta, fecha!
Então, o símbolo estranho brilhou fracamente e desapareceu. Logo, os guardas tentaram abrir a porta de qualquer maneira, mas ela não cedeu.
- E agora? O que vamos dizer ao chefe? – perguntou um dos guardas.
- Vamos dizer que não encontramos nada e não falar sobre essa porta. – disse um outro de voz mais áspera, como se fosse meio velho.
- Mas...
- Não! Conhecendo ele, vai trazer a casa abaixo se descobrir sobre isso.
- Muito bem então. Vamos voltar.
- Sim. Vamos.
Os passos dos guardas se afastaram e fiquei olhando pela janela. Após uns dez minutos eles foram embora. Suspirei e voltei a ficar atrás da porta. Ouvi mais passos. Alguém estava correndo pela casa. Poderia ser Link. Ou um guarda. Decidi sair. Na hora que eu abri um pouquinho da porta, lá estava Link.
- Eles... Já foram? – perguntei assustada.
- Sim. Pensei que não teria problema você dormir por uma noite fora. – disse Link, com uma expressão meio... Preocupada no rosto.
- Eu também achei que não... O que foi?
- Hã? Nada. – virou o rosto e desceu as escadas. Fui atrás dele.
- Então por que a cara de preocupado? – perguntei curiosa, ainda atrás dele.
- Eu não estou preocupado! – disse Link. Ele virou e estava muito vermelho. – Talvez só um pouquinho...
Eu ia falar uma coisa, quando ouvimos uma batida na porta.
- Para trás – disse Link, bem baixinho, já pegando a espada. E depois gritou: — Quem é?
Nenhuma resposta. De repente, vi algo passar rápido pelas janelas.
- Link... – falei com medo.
Então, de surpresa, a parede atrás de nós explodiu e eu fui levantada pelo pescoço. Vi Link ser jogado para a outra parede e cair.
- Socorro Link! – gritei, quando a mão enorme me levou para fora.
- Solte ela, seu... Porco? – disse Link confuso.
Quando a fumaça abaixou, eu olhei o que estava me segurando. Era um porco, bípede, comigo numa mão e uma lança na outra, e com brincos na orelha.
- Hah! Como se eu fosse obedecer você! Eu vou levá-la embora. – disse o monstro-porco.
- Como se eu fosse deixar! – disse Link, correndo em direção ao porco. Este, mesmo comigo em sua mão, defendeu e o jogou para trás.
- Você ainda não está em meu nível. Fique com alguns esqueletos. – disse ele. Ao estalar os dedos, surgiu uma certa fumaça que logo se transformou em três esqueletos.
- Link! – gritei desesperada.
- Não se preocupe garota. A mestra não vai te machucar. Ainda. – rindo, ele me leva embora.
Link:
“Droga! O desgraçado está fugindo! Tenho que correr!”
Corri, mas assim que fui passar pelos esqueletos, eles fecharam meu caminho rapidamente.
- Eu perdi para um de vocês há algum tempo atrás, mas agora eu não perderei! – empunhei a espada e parti pra cima.
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