A Jóia Perdida

11 O torneio e a garota misteriosa


Notas iniciais
Fala aí pessoal, beleza? Bem, eu venho aqui, postar este humilde capítulo nesta humilde véspera de Natal xD Bom, como eu provavelmente só vou conseguir postar outro capítulo depois do Ano Novo, desejo a todos, um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo =D Espero que gostem e Boa Leitura =)

– Hm... Um torneio, hein? Interessante... Traga-me nosso melhor espadachim! Eu irei treinar nestes dois dias. E prepare algo como um disfarce. Pois eu irei para lá!

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– Eu vou vencer! Você realmente acha que não? – perguntei irritado ao guarda enquanto treinava.

– Eu tenho certeza que não. Essa espada, por mais que seja leve, você não tem a velocidade de que precisa nem para vencer uma criança nascida nesta cidade – riu o guarda.

– Como assim? — perguntei parando de treinar.

– Bem, aqui é a cidade dos espadachins. Veja – disse ele se aproximando do espantalho que eu não havia usado para treinar. Ele sacou a espada e de repente, ele a estava guardando de novo. Quando olhei novamente para o espantalho, este já estava cortado ao meio e caindo no chão.

– C-como?! Eu nem vi seu golpe! – falei completamente surpreso.

– Entendeu agora? Você não vai vencer o torneio com essa velocidade.

– Você poderia me ensinar? – falei com os olhos brilhando

– Certo. Eu te ensino. Mas não descansaremos. Você só irá parar quando tiver aprendido tudo! Não comerá e nem dormirá!

– Sim! Eu não vou parar até aprender! – falei sorrindo enquanto levantava a espada.

– Então se prepare! – gritou ele vindo para cima de mim.

Eu pisquei e não vi mais ele. Um segundo depois e eu estava de joelhos, com minha perna sangrando com um corte. Como ele conseguia ser tão rápido? Eu tinha que ver os movimentos dele. Assim como os esqueletos. Eu vou ver! Sendo assim, me levantei novamente. Olhei para ele e ele já tinha sumido de novo.

– Aprenda a ver os movimentos. Usá-los. E usá-los contra mim e qualquer outro. Aprenda a usar seu escudo!

É verdade. Eu tenho um escudo. Girei a corda que segurava o escudo e o coloquei no braço. Assim que o coloquei, eu me senti diferente novamente. Minha visão e audição estavam se aguçando. Eu via tudo. Eu ouvia tudo. O símbolo triangular começou a brilhar e depois parou. Assim que parou, eu sentia que conseguia aprender aquilo.

Então vi um vulto se materializar. Era ele. Eu o via correr. Eu vi os movimentos que ele fazia para correr tão rápido. Então ele me atacou. Entendi porque ele havia me atacado na perna no outro momento. Me defendi com o escudo e contra-ataquei. Ele se desviou facilmente e tentou me acertar, mas me defendi novamente.

– Muito bom! Mas agora tem que aprender a velocidade! Vamos! Me ataque! Tente! – gritou ele enquanto corria.

Ele me atacou e eu defendi com meu escudo. E então eu vi o que eu tinha de fazer para acertá-lo.

No final do segundo dia, ele havia mais cortes do que eu. Eu me deitei, comi, bebi e acabei dormindo. Amanheci na minha cela e sendo acordado pelo guarda.

– É o grande dia! Vamos. Levante! – falou o guarda sorrindo.

Me levantei e saí acorrentado. Cada preso com um guarda segurando suas coisas.

Fomos andando em fila e nos inscrevemos. A competição ia ser de tarde e as inscrições logo de manhã. Cada pessoa que eu via se inscrever, eu acreditava menos em mim. Caras enormes com espadas bastardas e alguns com até mesmo machados enormes.

– Com licença, mas é aprovado assassinato neste torneio? – perguntei com medo.

– Sim. Mas apenas os prisioneiros podem ser assassinados. – disse calmamente.

– Ah. Que ótimo... E eu sou um prisioneiro! Olha que sorte a minha – resmunguei.

O dia foi passando e perguntei se o torneio ia começar logo. O guarda me falou que sim. Então começaram a gritar para os competidores irem para o estádio. Fomos todos para lá. Ia ser mais ou menos quatro horas de torneio. Ia terminar bem tarde da noite. Ou não.

A primeira luta foi sangrenta. Mesmo que o homem não fosse um prisioneiro, ele quase morreu.

Teve mais sete lutas. Dentre elas, quatro prisioneiros morreram. Então chegou a minha vez.

Foi um homem grande que lutou contra mim. Ele não era um prisioneiro. E nem que fosse eu iria matá-lo. Ele tinha cabelos compridos e um machado enorme. Eu não queria usar o que aprendi. Apenas fui acertando nos braços e pernas dele até ele não conseguir mais andar e nem levantar o machado. Sendo assim, eu venci facilmente.

Então logo veio a outra chave. E na primeira batalha, uma garota. Bem, dava para perceber que era uma garota, pois... Bom... Tinha busto! Enfim, uma garota, com uma túnica que cobria até seu rosto, menos seus olhos. Usava uma sandália e seus pés eram... Arroxeados? Ela era habilidosa com a espada e acabou com a luta em poucos segundos, assassinando seu oponente.

Mais oito lutas se seguiram, com apenas duas mortes. No total da primeira fase, ocorreram seis mortes.

– Hm... Pouco para a primeira fase. Os prisioneiros estavam bem mais preparados do que no ano passado... – falou o guarda que havia me treinado.

E então começou a segunda fase. Logo a primeira luta era minha. Levantei e me preparei. Puxei meu escudo e fui. Meu oponente era pequeno e rápido. Ele tinha uma adaga. O que o deixava ainda mais rápido.

– Você não vai me vencer! Não consegue ser mais rápido que eu! – gritou o homem.

Eu o ignorei. Eu via todos os movimentos dele. Defendi o golpe dele, girei o escudo fazendo este ficar em minhas costas e eu poder usar um dos golpes que aprendi. Dei uma cambalhota para frente, para cima de meu adversário, o surpreendendo e o cortei na altura da costela. A espada o transpassou facilmente, fazendo jorrar um pouco de sangue e ele se assustar. Ele começou a ficar com medo. Suas pernas tremiam e ele logo desistiu. Foi como se eu tivesse acertado o ponto fraco dele.

As outras lutas foram demoradas. Até que o último competidor teve que lutar duas vezes. Como ele estava cansado, não demorou a ser morto.

Na outra chave, a primeira luta foi da garota misteriosa. Ela parecia fazer umas acrobacias e acabou vencendo o homem com quem lutava.

Nessa chave, o último competidor também teve que lutar com uma segunda pessoa, mas este não perdeu e derrotou seu adversário, assim como havia derrotado o primeiro.

Logo depois, voltamos à primeira chave, onde eu tinha de lutar contra o que parecia um gigante. Ele usava a espada bastarda e com certeza minha espada não o transpassaria facilmente. Eu teria de ser rápido.

A batalha se inicia e ele logo tenta me acertar com sua espada, mas eu rolei para o lado e pulei. O que foi um ato esperto a se fazer, pois ele quase destruiu o chão ao não me acertar. Se ele tivesse me acertado, certamente eu não seria apenas um agora. Comecei a correr em volta dele. Ele virava a cabeça a todo o momento, tentando me encontrar, mas não conseguia. O que o fez entrar em desespero e girar com a espada. Eu pulei e fiquei em cima da espada dele e me aproximei do rosto dele. Tudo o que fiz foi quebrar o nariz dele com um golpe de espada e cortar o braço dele num lugar onde o fez soltar a espada. Desci e cortei num lugar da perna dele onde ele não conseguiria se levantar. Os juízes me declararam vencedor e eu guardei minha espada.

– Hm... Não devia ter usado sua habilidade como o fez. Agora não tem mais nenhum truque na manga... – disse o guarda que me treinou.

– Ah, que é isso. Relaxa! Vai dar tudo certo! — Eu tinha apenas mais uma luta. Se eu vencesse, estaria na final! E tomara que aquela garota misteriosa vença. Eu quero lutar com ela!

As luas se passaram e a garota também venceu. Agora era hora das semifinais. Só teria a minha luta e a da garota. Eu espero que ela vença.

O meu oponente era um homem do meu tamanho e porte. Parecia incrivelmente, exatamente, igual a mim. Estranho... Enfim, ele sacou a espada e me atacou. Me defendi usando meu escudo e com um ataque rápido o acertei. Ele nem expressou dor ou algo do tipo! Continuei acertando ele e nada de ele expressar sentimento algum! Ele aparou um golpe descuidado meu e me acertou. Eu nem havia me cansado e nem havia sido acertado ainda! Já era noite e meu sangue brilhava com a luz da Lua. Olhei para ela e percebi como ela estava linda. Neste momento de distração, levei mais um golpe, logo no peito, abrindo um corte na minha blusa e em mim. Levantei meu escudo e espada. Eu teria de matar ele. Este estava certamente tentando me matar. Eu aparei um golpe dele com o escudo fazendo-o abrir a guarda. Girei o escudo para trás, dei a cambalhota e enfiei a espada no meio dele, levantando-o levemente e depois, ao retirar a espada, ele caiu de joelhos e virou fumaça. Mas ao que parecia, ninguém havia notado. Eles estavam retirando o corpo morto de ninguém! Mas eu havia vencido.

A próxima luta era a da garota. Eu analisei cada movimento dela, assim como ela deve ter analisado os meus. Ela venceu com facilidade o gigante que usava um machado de dois gumes.

Os juízes, como era tão tarde, iriam encerrar por ali o torneio e recomeçar no outro dia. Os finalistas poderiam dormir em tendas montadas perto do estádio para descansar. Eu apenas queria dormir para vencer a garota. E assim o fiz. Mas no meio da noite, me acordaram. Era a garota. Ela estava em cima de mim. Eu me assustei, mas ela me acalmou. Passou a mão delicada em meu rosto e me mostrou o dela. Ela era realmente muito linda. Mas meu coração não estava disparado como quando eu estava sozinho com Zelda.

– Olha, me desculpe, mas nós temos que dormir e... – de repente, ela me beijou. A primeira coisa que me veio em mente, foi empurrá-la, mas eu não tinha forças. O que... estava acontecendo comigo!?

– Isso! Consegui! Assim, você não conseguirá levantar nem amanhã, nem nunca mais! Até mais, idiota! – ela saiu rindo da minha tenda. Eu comecei a fechar meus olhos. Pensei em Zelda. Em como eu deveria ajudá-la. Mas aqui estava eu. Sentindo-me fraco e inútil após aquele beijo. Eu não sei o que vai acontecer, mas eu tenho que dormir para amanhã...

???:

– Hahahahahaha! Ele vai morrer em um dia ou dois. Não importa. Eu vou chegar lá e eles vão me declarar vencedora e me darão o tal prêmio. Que nem me importa, já que o garoto estará morto! Hahahaha! – ri, enquanto dormia para a “partida” de amanhã.

Notas finais
E aí? Gostaram? Espero que sim xD Digam aí o que acham que vai acontecer :3 Até o próximo Capítulo! xD