A Jóia Perdida

12 Mudança de planos


Notas iniciais
Fala aí pessoal, beleza? Estou voltando aqui, só de boas xD Espero que vocês tenham passado um ótimo fim de ano, e etc. Acho que ficou pequeno, mas é o que tem pra hoje '-' Espero que gostem, e Boa Leitura a todos =D Ah, e quero agradecer às pessoas que tem favoritado e até à recomendação que fizeram =D Obrigado mesmo xD

– Hahahahahaha! Ele vai morrer em um dia ou dois. Não importa. Eu vou chegar lá e eles vão me declarar vencedora e me darão o tal prêmio. Que nem me importa, já que o garoto estará morto! Hahahaha! – ri, enquanto dormia para a “partida” de amanhã.

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Era tarde da noite. Havia duas barracas na frente do estádio e de uma delas saía uma garota e entrava na outra. Depois de breves cinco minutos, a garota sai rindo e volta para a que parecia ser sua. A pessoa dentro da outra barraca não saiu e nem sequer se pronunciou na manhã perto da final do torneio. Será que havia acontecido algo com o finalista? O que poderia ter sido? O povo tem medo de chegar perto e ser morto pelo dono. O que teria acontecido com ele?

Link:

Meu corpo não se move desde que aquela garota me beijou. O que ela fez comigo? Ela me forçou a beber algo? Mas eu não senti nada! E já está quase na hora da final. E se eu não conseguir me levantar? Ninguém está autorizado a vir aqui, pois eu posso matar qualquer um que entrar aqui. Mas não consigo falar nada. E agora? O que farei?

???:

Entro no estádio. As pessoas enchem as arquibancadas e querem ver sangue. Mas não verão, pois o garoto vai estar paralisado e depois morrerá. O juiz se pronuncia:

– Se o competidor Link não chegar dentro de vinte minutos, será declarado como derrotado e o prêmio será entregue para esta Senhorita. – e se senta.

– Tsc. Que droga. Poderiam muito bem entregar logo o prêmio a mim. O garoto não virá mesmo...

O guarda que estava próximo ouviu e perguntou:

– Você sabe que ele não virá?

– Sim. Ele me disse ontem que cansou dessa história de torneio e não viria.

– Bom, já que é assim... – o guarda vai até o juiz e começa a cochichar para ele algo. Logo depois o juiz se levanta e diz:

– O competidor Link não virá! Logo, o prêmio é... – e o guarda o interrompe: — Olhe! Lá na entrada!

Olho para a entrada e lá está Link se arrastando. Se segurando nas paredes para conseguir andar. Que patético! Se ele quer morrer por minhas mãos, assim o farei.

– Então que comece a luta! – grita o juiz assim que Link chega ao centro da arena.

Link:

Estou inexplicavelmente cansado. A espada pesa em minha mão. Eu já não aguento mais ficar em pé, mas me esforço. O peso de meu corpo não é nada comparado ao de uma bigorna. Até parecia que uma bigorna era mais leve do que eu naquele momento. A garota está de frente para mim e me olhando com grande desprezo.

– Então você conseguiu levantar? – diz ela – Pena que não ficará muito tempo em pé. – assim que ela disse isso, ela me deu um chute na perna e me fez desabar. Levantou a espada – Soube que você está preso e não poderá sair a não ser que vença. Pena que presos podem morrer neste torneio. — E desceu a espada em mim.

Reagi instintivamente colocando o escudo na frente. Sorte que eu consegui levantá-lo até lá, mas o impacto da espada no escudo me tirou o fôlego que eu ainda tinha.

– Nãaoo!!! Não é possível! Essa é a melhor espada já criada! Isso não pode ter acontecido só porque ela se chocou contra aquele escudinho barato! Não pode ser!!

Joguei o escudo para o lado e olhei para ela. Ela segurava o que parecia ser um punhal. Ou um punho de espada com um pedaço dela lá. Olhei para os lados e vi o restante da espada no chão. Então meu escudo havia realmente feito isso. Me senti mais confiante e me levantei. Mas não pegaria o escudo. Tentei levantar mais a espada, mas não dava. Eu não conseguia. Foi assim mesmo. De espada baixa, correndo igual um homem quase morto, eu a surpreendi. Acertei sua barriga com o punho da espada. Mas tamanha força me fez sentir tontura e cair. Mas enquanto estava caindo, como a garota estava em minha frente, dobrada por causa do golpe de espada, eu lhe dei uma cabeçada. Ela cambaleou um pouco para trás, mas não caiu. Embora eu, sim.

– Você realmente achou que iria me derrotar em seu claro estado de paralisia? De quase morte? Hahahahaha! Você é muito ingênuo garoto. Eu o matarei, mas por ter dó de te ver sofrer assim. – Ela pegou minha espada e começou a me cortar. Primeiro cortes leves nos braços, pernas e trocos. Até que ela praticamente enfiou a espada no meu braço esquerdo e começou a sair muito sangue. Com a mão direita, peguei a espada pela lâmina e a retirei do meu braço. Por algum acaso eu me sentia forte.

Claro! Ela, inconscientemente, havia tirado o veneno de mim ao derramar o meu sangue!

– Obrigado. Você me fez um favor – falei com dificuldade.

– Como assim? Como você está falando? – disse ela soltando a espada e se afastando como se eu fosse um monstro.

Peguei a espada. Estava leve. Eu a manejei e como se fosse carregada pelo vento, o corte da espada acertou o lado do rosto dela, fazendo com que o pano caísse. Ela não me deixou olhar para o seu rosto e desapareceu numa ventania dizendo:

– Pagará por isso garoto!

Dado como desistência, eu venci a garota. Mas não por minhas habilidades. Como prêmio, eu não voltaria à cadeia e ainda ganhei um saquinho contendo algo como se fosse um emblema.

– Este – disse o juiz – é o elemento do Vento. Ou Ar, se preferir. Está com nosso povo há anos. Desde que um garoto como você veio e o pegou uma vez, mas no final, acabou voltando para nós. Esperávamos que vencesse. Vá em sua busca e salve a princesa.

– Como sabe que não fui eu que a sequestrei?

– Meu jovem. Sua determinação... Algo importante assim só poderia estar por trás, não é mesmo? – ele deu uma piscadinha marota – Agora vá. Mas antes, coloque isso em sua espada.

Encostei o tal elemento de Ar na minha espada, e ele sumiu, como se fosse consumido por ela. A espada tinha o mesmo peso, mas um jeito diferente. No punho da espada, onde a lâmina e o punho se separavam, cresceu algo. Como se fossem bigodes. Mas percebi que eram ventos soprando. Era enrolado, em vez do achatado que eu havia feito.

– Hm... Interessante. Ao tomar o poder do Ar, ela mudou de forma. Imagino que não será igual ao do outro homem que o pegou, mas será de todo jeito, interessante. – disse o juiz.

Guardei minha espada, peguei meu Super Escudo, e saí da arena e do estádio. Eu estava pronto para achar o resto dos elementos e criar a minha Four Sword!