A Ilha
35 Básico, Médio e Gargalhadas
O treinamento seguiu durante cinco horas seguidas, sem uma mínima pausa para John e Tico, que quando pararam conseguiram chegar ao nível sete do básico.
As nuvens lançavam pedras de gelo pequenas agora, e havia catapultas ao fundo lançando enormes pedras pelo campo, que agora era um terreno desértico e completamente rochoso, o que dificultava a velocidade de John e Tico.
Nessa pausa, comeram e sentaram ao pé de uma árvore criada dentro do simulador, quando Tico começou a cochilar a voz de Albor chegou aos seus ouvidos.
- O nível oito básico vai começar dentro de um minuto, Agora estarão dentro de uma floresta, e terão a missão de derrotar alguns soldados falsos.
Logo o nível começou e com facilidade John e Tico encontraram muitos soldados e Albor rapidamente percebeu a força desproporcional de John nos ataques e a velocidade e habilidade de Tico ao golpear seus adversários. Aumentou para o nível oito e avisou que alguns soldados armados apareceriam dessa vez, mas, Tico habilidoso golpeou a nuca de um soldado e pegou a espada dele. Depois de matar um soldado com a espada, Tico pegou a lança que ele carregava e jogou-a para John, que logo partiu ao ataque e trocou sua lança por uma espada por conseguir lutar melhor com ela. Após decapitar, esmagar e estraçalhar muitos crânios Tico e John foram lançados ao nível nove e a paisagem de uma floresta escureceu e se transformou num pântano, onde John e Tico logo perceberam que a simulação lhes parecia tão real que sentiam até o cheiro ruim do lugar.
- Neste nível haverá homens com mais de dois metros e fortes para vocês tentarem decapitar. — avisou Albor.
Apareceram dez soldados iguais ao que foi dito por Albor, três deles segurando clavas, três segurando machados, dois carregando lanças e dois levando suas espadas. Marcharam, gritaram e correram, pareciam mercenários que gostavam de sangue. Mas não foram páreos para a dupla John e Tico.
Pouco mais de uma hora havia passado e finalmente chegaram ao nível médio, já estava de noite e mais um dia havia se passado, se aproximando cada vez mais da reunião dos líderes. John e Tico finalmente foram descansar, tomaram banho e dormiram assim que deitaram em suas camas. Haviam conseguido um grande feito naquele dia.
No laboratório, Albor programava seu sistema para Lidonan, substituto preparado para treinar John e Tico no segundo dia. Zudin entrou no laboratório junto de Lidonan, que era um homem tão baixo quanto Colfit, mas tinha um corpo forte comparado a Colfit, e seus cabelos eram negros.
- Albor, eu trouxe Lidonan para executar o sistema amanhã, mostre a ele o necessário assim que eu for e você estará liberado. — Falou Zudin.
- Sim senhor.
- Agora quero que me relate como estão indo os garotos.
- Pois não senhor. — Albor levantou para encarar Zudin que estava mascarado, hesitou por um momento e começou. — Esses garotos realmente têm algo diferente dentro deles, parece que eles possuem uma composição diferente em suas células ou algo assim, nunca vi tal forma de batalha, é magnífico, eles serão bem favoráveis para o nosso exército senhor.
Nesse momento Zudin olhou para o marcador de nível e viu demarcado o nível médio número cinco, pareceu espantado, e logo perguntou:
- Albor, você programou para eles começarem do nível cinco médio amanhã?
- Não senhor, esse foi o nível em que eles chegaram só hoje, amanhã começarão pelo nível sete médio.
- Entendo. — depois de hesitar Zudin considerou muita sorte ter conseguido homens como aqueles. — Espero que tenha feito um ótimo trabalho, porque eu não consigo acreditar em tal desenvolvimento, mas amanhã ficarei ao lado de Lidonan para verificar esse feito.
- Como queira senhor.
- Lidonan, amanhã se prepare porque ensinaremos aqueles garotos como liberar toda a força dentro deles e depois como controlá-las. — Zudin parecia feliz.
- Senhor, mas para ensinarmos isso a eles, eles teriam de chegar ao nível três guerra. — Falou Albor.
- Quer apostar que amanhã eles estarão nesse nível? — perguntou Zudin já sabendo a resposta.
Albor não respondeu, Zudin ficou apenas observando Albor explicar o funcionamento e ao fim de tudo Albor avisou que qualquer dúvida era só chamá-lo que viria logo. O laboratório foi fechado e todos foram para seus aposentos descansar e se preparar para o dia seguinte.
Algumas horas antes. Na cidade de Ramet, Konty fora chamado por Denny para entregar as cartas para os líderes que fariam uma aliança com Denny.
- Pode entrar. — Ordenou Denny, e logo a porta se abriu para Konty entrar.
- Senhor estou aqui como foi ordenado e já estou pronto para levar as entregas para os outros líderes. — falou Konty.
- Que bom, mas eu mudei de idéia, quero que você faça um serviço um pouco diferente.
- Pois não. Farei tudo o que for possível para que seu pedido seja realizado.
- Muito bom saber disso, porque eu quero que você vá para a cidade de Zudin, e quebre o arco de entrada da cidade, faça isso e será bem recompensado, mas não deixe ninguém ver você.
- Entendido senhor.
- Da onde foi que ele tirou essa idéia maluca de mudar o nome da cidade dele, ele quer que os deuses fiquem furiosos com a gente e mande sua fúria contra todos nós? — Denny parecia um pouco exaltado.
- Não senhor, espero que os deuses não se irritem conosco, seria realmente pavoroso. Mas eu espero que Deus Saturno lance sua fúria sobre eles por tal desaforo que eles fizeram.
- Você está certo Konty, mudar o nome da cidade e mexer com os nossos padrões culturais e religiosos, é algo realmente sem perdão. — Denny estava mais calmo agora. — Eu quero que você destrua aquele arco que agora é um pecado existir e fique por lá durante um dia inteiro para tentar descobrir o que eles estão preparando ou tramando.
- Sim senhor, então partirei imediatamente. — Reverenciou Denny e saiu do salão, onde Denny ficou sozinho e começou a gargalhar rancorosamente.
- Eu irei acabar com você Zudin, em seguida aquele traidor do Pulik e por último Develin e todos aqueles que se opuserem ao meu império. — Dava grandes gargalhadas e parou assim que alguém bateu na porta.
- Senhor, está tudo bem aí dentro? — um soldado que havia passado por perto e ouvido as gargalhadas perguntava do outro lado da porta.
- Entre, por favor. — disse Denny. O soldado abriu a porta veio próximo à poltrona de Denny e se agachou e reverenciou.
- Pois não senhor, estou ao seu dispor. — disse o soldado.
Denny levantou, ficou olhando para seu soldado agachado, pediu para que se levantasse, ficou bem próximo do rosto dele e perguntou:
- Soldado, qual o seu nome?
- Eddie senhor.
- Seu nome é Eddie senhor?
- Não senhor, meu nome é Edd...
O soldado paralisou ao ser golpeado por uma faca em seu estômago e logo seu corpo caiu e apoiou-se ao ombro de Denny.
- Primeiramente sou sua majestade, e não senhor, e segundo, nunca minta para mim. — Denny retirou a faca e deu um passo atrás para ver o soldado cair ao chão e se contorcer de dor.
Começou a rir novamente olhando o soldado caído ao chão começando a ficar pálido, e logo começar a tremer e morreu com os olhos arregalados, com a mão ensangüentada segurando o estômago e uma poça de sangue ao seu redor.
- Eu preciso me conter. — Disse Denny para si mesmo apertando a faca em suas mãos. — Eu preciso me conter. — Cerrava os dentes para falar enquanto afundava a espada na carne do soldado e em seguida retirava-a, repetindo o processo várias vezes. — Eu preciso me conter! Jurfon! — gritou ele. — Jurfon!
Após alguns chamados o general Jurfon apareceu e retirou o corpo de Eddie conforme foi pedido por Denny.
Konty chegou em Sattinn, e nesse mesmo momento John e Tico já haviam ido dormir, assim como quase toda a cidade.
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