A Ilha

36 Espiar, Invadir e Destruir


Konty mirou o arco, pegou sua flecha especial, com bico de ferro e três vezes mais pesada que uma flecha normal, se abaixou, apontou o centro do arco, olhou para os lados, ninguém olhava, amarrou uma corda na extremidade de trás da flecha e atirou. A flecha atingiu em cheio o arco e o partiu em dois, logo fora todo despedaçado e caiu, o enorme arco com o nome Sattinn agora está destruído.

Konty puxou a corda rapidamente para não deixar a flecha como vestígio de um ataque. Guardou-a consigo e se misturou rapidamente as poucas pessoas que apareceram para ver o arco destruído, segurou um riso, e ficou apenas ouvindo os boatos que rapidamente se espalharam e naquela noite chegaram aos ouvidos de Zudin que se arrumou no meio da noite e correu para verificar o problema.

- Realmente não tenho sorte, o que será que foi isso? — Zudin parecia inconformado com seu arco destruído.

- Senhor, podemos tirar algumas conclusões sobre isso. — disse Albor.

- e quais seriam elas Albor?

- Bom, primeiramente poderíamos dizer que foi muito mal construída, em segundo lugar poderíamos supor que por ser uma construção antiga talvez tenha cedido ao ser reformada com o novo nome, terceiro e a mais difícil de ter acontecido, alguém destruiu de propósito, querendo causar tumulto para nos distrair.

- Muito bom Albor, gostei dessas conclusões, mas para essa terceira estar correta, teríamos que encontrar algum vestígio que demonstrasse um ataque.

Konty estava próximo de Zudin e Albor e ficou apenas ouvindo a conversa, segurando a risada.

Zudin não podia fazer nada no momento, pediu para que contratasse algumas pessoas para reconstruir, mas só depois de o sol aparecer.

Foram todos dormir novamente mostrando não ficarem tão preocupados. Konty seguiu Zudin de longe para ver o lugar onde ele morava e percebeu ter dois vigias na porta sempre de prontidão. Para poder entrar na casa de Zudin pensou em se disfarçar com um guarda, e sendo assim foi cauteloso e esperou um dos dois trocar de turno, e vendo um ir embora, seguiu-o e esperou o momento certo de encontrá-lo sozinho, se aproximou e quando o guarda percebeu já era tarde demais, Konty o havia prendido pelo pescoço.

- Qual é o seu nome?

- Não vou lhe dizer.

- Se não disser morre.

- Will. Meu nom é Will.

- Se hesitasse mais uma vez eu lhe mataria. — Konty apertou seu pescoço e lhe deu uma pancada próximo à têmpora fazendo o guarda desmaiar.

Konty arrastou o soldado para trás de uma árvore e o escondeu por ali, pegou suas roupas e procurou alguma identificação, não achou nenhuma, então resolveu voltar para a casa de Zudin.

Chegou em frente ao portão e antes que os guardas pudessem pará-lo, Konty se antecipou.

- Pessoal, me desculpe eu voltei para pegar umas coisinhas que eu deixei lá dentro.

- Qual o seu nome? — o soldado olhou torto para Konty que empalideceu.

- Sou eu, Will, estava aqui agora a pouco, acabamos de trocar de turno.

- Ah, Will, desculpe incomodá-lo, mas você sabe, nosso trabalho é esse.

- Sei, pois é. — disse Konty sem graça.

Quando Konty abriu a porta, viu o outro guarda se mover depressa com sua lança e atacar. Nesse momento prevaleceu o reflexo e a agilidade de um general. Konty pulou e desviou do golpe, o outro guarda fechou a porta e se organizaram em linha. Konty ameaçou-os e no momento em que estava recuando, viu um homem apenas de cueca correndo em sua direção. Konty logo percebeu que era Will, o guarda quem ele havia atacado.

- Pois fique sabendo, que temos um código entre nós, e esse código se chama Will. — Depois de o guarda dizer isso não foi preciso dizer mais nada para Konty perceber o quão esperto foi àquele guarda, rapidamente tirou as armaduras e correu em direção ao arco da cidade.

Os guardas avisaram alguns soldados que logo ficaram de prontidão, enquanto outros correram para procurarem por Konty pela área.

Konty foi esperto o bastante pare se infiltrar subindo ao telhado de uma casa e passando a tarde inteira em cima dele. Os guardas e os soldados procuram em todos os lugares e não o encontraram. Konty de cima do telhado avistou o arco que já estava pré-montado em tão pouco tempo e ficou assustado, resolveu passar um pouco mais de tempo para poder dar um segundo ataque e destruir o arco mais uma vez.

Enquanto isso, dentro John e Tico treinavam cada vez mais intensamente e agora começariam o nível um guerra quando Zudin apareceu acompanhado por Albor, Lidonan ficou apenas olhando surpreso, mas nada falou.

- Lidonan, está preparado para fazer o treinamento deles?

- Quando o senhor quiser.

- Então não percamos tempo, coloque o nível três guerra.

- Sim senhor.

Rapidamente vários tiros foram dados e todos acertaram John e Tico, mas todos os atravessaram. Passou um instante e Zudin lhes explicou como deveriam se posicionar para acomodar melhor suas forças, e assim conseguiram segurar flechas, algumas escaparam no começo, mas em seguida não passava uma flecha. Logo foi aumentado para o nível quatro, onde apareceram pedras enormes, das quais eles teriam de quebrar com os punhos.

Após um longo treino que envolveu enorme concentração força e habilidade, ganharam a poder de controlar a força oculta dentro deles e se sentiam muito mais fortes que antes. O treino terminou no nível seis e eles tinham mais um dia para a reunião, o encontro com todos os líderes no estádio de Develin, junto de cada líder, três pessoas poderiam acompanhá-lo. Zudin decidiu por levar John, Albor e Lidonan.

O dia terminou, John e Tico receberam seus merecidos descansos, e também receberam a notícia de que o arco da cidade fora destruído, não se sabe como.

Zudin ficou sabendo de que um homem estranho tentou invadir sua residência e ignorou o recado após saber que não conseguiu nada, mas ficou apreensivo por saber que o homem não havia sido capturado.

As estrelas brilhavam intensa no céu escuro, tentando acompanhar o ritmo forte do brilho da lua. Konty se preparou novamente para despedaçar o arco mais uma vez e do mesmo modo conseguiu destruir o arco com êxito, e desta vez preferiu ir embora de Sattinn para não ter problemas. Konty conseguiu escapar, ninguém descobriu quem ele era e sua missão teve êxito em maior parte.

Em Nuroa, Develin estava ansioso pela reunião, e preocupado com o destino que a ilha poderia ter dependendo de como a reunião terminar. Dez de seus homens chegaram carregando um enorme homem.

- Senhor trouxemos um novo prisioneiro, ele estava se refugiando na cidade esse tempo todo.

Os guardas soltaram o homem que estava preso com uma corda no pescoço, amarras nos braços e pernas para que não pudesse ter nenhuma chance de escapar.

- Ótimo! — Develin lançou um pequeno sorriso. — Qual o seu nome?

- Borti. — Após hesitar por um momento ele falou. — Borti Pafinti.

- Borti? Que nome estranho, realmente você não é dessa região o que te faz um clandestino, e como todo clandestino que entra em minhas terras, você será levado preso junto dos outros. — Develin sorria e tinha uma expressão calma. — Me diga, como você veio para nesta ilha?

- Não lhe interessa, eu acordei na beira da praia e procurei comida, quando cheguei na floresta encontrei a cidade, percebi que ninguém me notou, tirei algumas informações, como ninguém conhece o mundo fora dessa ilha resolvi ficar por aqui e ter uma vida tranqüila.

- Borti, sua paz acabou hoje. Vamos, me diga como você veio parar aqui. — Develin começava a se irritar.

- Não tenho porque lhe dizer. — Borti virou o rosto, e nesse momento Develin apontou para um de seus guardas que bateram com força em seu rosto, percebendo que ele não iria dizer pegaram o chicote, se afastaram e acertaram suas costas. Borti gemeu e se contorceu de dor e resolveu falar. — Não sei porque isso lhe interessa tanto, eu preferiria guardar esse tipo de tragédia comigo apenas.

- Não me interessa, apenas me diga como você chegou aqui.

- Eu só me recordo de estar viajando num avião e de repente ele começar a ter problemas, e em seguida caiu no mar, mas antes de cair no mar eu já estava inconsciente e só lembro de ter acordado aqui na praia durante a noite.

- Podem levá-lo. — Develin ficou em silencio vendo Borti ser retirado e pensou em fazer alguns experimentos com ele.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.